Revoluções Inglesas

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Este conjunto aborda os antecedentes, fases e consequências das Revoluções Inglesas do século XVII. Destina-se a estudantes do ensino fundamental e médio preparando-se para exames.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História moderna Publicado
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Cartões · 50

O que foram as Revoluções Inglesas?
Movimentos políticos e militares do século XVII que limitaram o absolutismo monárquico e estabeleceram a supremacia parlamentar na Inglaterra.
Quais são as quatro fases principais das Revoluções Inglesas?
Guerra Civil (1642-1649), República de Cromwell (1649-1660), Restauração Monárquica (1660-1688) e Revolução Gloriosa (1688-1689).
Dinastia Stuart
Família real de origem escocesa que assumiu o trono inglês em 1603 e tentou impor um absolutismo de direito divino.
Rei Jaime I
Primeiro rei Stuart da Inglaterra; uniu as coroas escocesa e inglesa e entrou em conflito frequente com o Parlamento por impostos e religião.
Rei Carlos I
Monarca que governou autoritariamente sem o Parlamento por 11 anos, cobrou tributos ilegais e acabou julgado e decapitado em 1649.
Petição de Direitos de 1628
Documento imposto pelo Parlamento a Carlos I que proibia prisões arbitrárias e a criação de tributos sem autorização legislativa.
Imposto Ship Money
Tributo naval tradicionalmente cobrado em áreas costeiras que Carlos I estendeu arbitrariamente a todo o reino em tempos de paz.
Gentry
Nobreza rural proprietária de terras, ligada à produção para o mercado e de maioria puritana, central na oposição ao rei.
Yeomen
Camponeses livres e pequenos proprietários de terra que apoiaram ativamente as forças parlamentares na Guerra Civil.
Puritanismo
Vertente calvinista inglesa que defendia a purificação da Igreja Anglicana e se alinhava aos interesses da burguesia e do Parlamento.
Causas religiosas da Guerra Civil
A imposição de práticas anglicanas e católicas pelos Stuart contra a vontade da maioria puritana e presbiteriana.
Causas econômicas das Revoluções Inglesas
Tensões entre as restrições feudais/monopólios régios e o avanço capitalista da burguesia mercantil e da gentry.
Curto Parlamento (1640)
Convocação parlamentar dissolvida em três semanas por Carlos I após recusa mútua em negociar verbas de guerra.
Longo Parlamento (1640-1653)
Parlamento convocado por Carlos I que se recusou a ser dissolvido, limitou poderes reais e iniciou a oposição aberta à Coroa.
Início da Guerra Civil Inglesa (1642)
Eclodiu após a tentativa frustrada de Carlos I de prender os principais líderes da oposição na Câmara dos Comuns.
Cavaleiros
Facção partidária do rei Carlos I, composta pela alta nobreza feudal, latifundiários católicos e membros do clero anglicano.
Cabeças-Redondas
Apoiadores do Parlamento liderados pela burguesia, gentry e puritanos, assim chamados pelo corte de cabelo rente.
Oliver Cromwell
Líder militar dos Cabeças-Redondas e político puritano que governou a Inglaterra como Lorde Protetor durante o período republicano.
New Model Army
Exército profissional criado pelo Parlamento, com rígida disciplina religiosa e promoções baseadas no mérito militar, não na nobreza.
Batalha de Naseby (1645)
Confronto militar decisivo no qual o New Model Army derrotou as forças monarquistas de Carlos I.
Niveladores (Levellers)
Grupo radical da Guerra Civil que defendia sufrágio universal masculino, igualdade perante a lei e tolerância religiosa.
Escavadores (Diggers)
Facção popular radical defensora do comunalismo agrário e da abolição da propriedade privada das terras.
Execução de Carlos I (1649)
Primeiro julgamento e decapitação pública de um monarca europeu por traição ao próprio povo, pondo fim à monarquia absolutista.
Commonwealth da Inglaterra
Período republicano instaurado em 1649 sob a liderança parlamentar e, posteriormente, militar de Oliver Cromwell.
Atos de Navegação (1651)
Leis decretando que mercadorias importadas pela Inglaterra deviam vir em navios ingleses ou de origem, arruinando o comércio holandês.
Guerra Anglo-Holandesa (1652-1654)
Conflito marítimo decorrente dos Atos de Navegação que consolidou a Inglaterra como potência naval comercial hegemônica.
Conquista cromwelliana da Irlanda
Campanha militar sangrenta de repressão aos católicos irlandeses com confisco em massa de terras para colonos protestantes.
Ditadura do Protetorado (1653-1658)
Fase em que Cromwell dissolveu o Parlamento e governou autocraticamente com o título de Lorde Protetor da Inglaterra.
Richard Cromwell
Filho e sucessor de Oliver Cromwell; sem apoio do exército ou do Parlamento, renunciou poucos meses após assumir o poder.
Restauração Stuart (1660)
Retorno da monarquia sob Carlos II após a instabilidade política e o descontentamento gerados pelo regime republicano militar.
Rei Carlos II
Monarca restaurado que concordou em governar com o Parlamento, mas manteve simpatias católicas e tensões absolutistas.
Lei do Teste (1673)
Norma aprovada pelo Parlamento que exigia a comunhão anglicana para qualquer indivíduo ocupar cargos públicos e civis.
Habeas Corpus Act (1679)
Garantia jurídica que proibia detenções arbitrárias sem ordem judicial expressa, limitando o poder punitivo da Coroa.
Whigs
Partido parlamentar liberal e burguês favorável à supremacia parlamentar e hostil à sucessão de monarcas católicos.
Tories
Partido conservador ligado à nobreza tradicional e à Igreja Anglicana, defensor da prerrogativa real contra o avanço burguês.
Rei Jaime II
Monarca católico absolutista que promoveu oficiais católicos e dispensou leis parlamentares, gerando crise institucional.
Declaração de Indulgência (1687)
Decreto de Jaime II suspendendo restrições a católicos e dissidentes protestantes sem prévia autorização parlamentar.
Revolução Gloriosa (1688)
Deposição incruenta de Jaime II orquestrada por Whigs e Tories em prol de Guilherme de Orange e Maria Stuart.
Guilherme de Orange (Guilherme III)
Stadthouder holandês protestante convidado pelo Parlamento para invadir a Inglaterra e assumir o trono conjuntamente com Maria II.
Bill of Rights (1689)
Declaração de Direitos que subordinou a autoridade monárquica às leis do Parlamento, fundando a monarquia constitucional.
Monarquia Parlamentar
Sistema de governo sintetizado pelo princípio de que o rei reina, mas o Parlamento governa.
Ato de Tolerância de 1689
Lei que concedeu liberdade de culto a protestantes não conformistas, embora mantivesse certas exclusões a católicos.
Ato de Estabelecimento (1701)
Norma fixando a sucessão da Coroa em linhagem protestante e excluindo perpetuamente católicos do trono britânico.
Ato de União de 1707
Tratado que uniu formalmente os reinos da Inglaterra e da Escócia sob um único parlamento, criando a Grã-Bretanha.
Significado político das Revoluções Inglesas
Fim definitivo do absolutismo na Inglaterra e inauguração do modelo representativo liberal no mundo moderno.
Significado econômico das Revoluções Inglesas
Criação das condições jurídicas e comerciais indispensáveis para a eclosão futura da Revolução Industrial britânica.
John Locke e a Revolução Gloriosa
Filósofo que justificou a deposição de governantes tiranos em prol dos direitos naturais à vida, liberdade e propriedade.
Thomas Hobbes e a Guerra Civil
Autor de O Leviatã, influenciado pelo caos da guerra civil a defender um Estado absolutista forte para manter a ordem.
Diferença entre a Guerra Civil e a Revolução Gloriosa
A Guerra Civil foi um conflito violento com execução régia; a Gloriosa foi uma transição pacífica e negociada entre as elites.
Impacto global das Revoluções Inglesas
Serviram de inspiração teórica e prática para o Iluminismo, a Revolução Americana e a Revolução Francesa.

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