Teorias Evolucionistas - 9º Ano

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Estudo das teorias evolucionistas, incluindo Lamarckismo, Darwinismo e Neodarwinismo, destinado a estudantes do ensino fundamental.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Evolução Publicado
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Cartões · 52

Pescoço da girafa segundo o Lamarckismo
Girafas esticavam o pescoço para alcançar folhas altas; o uso contínuo alongou o órgão, característica transmitida aos descendentes.
Pescoço da girafa segundo o Darwinismo
Havia variação no comprimento do pescoço; girafas de pescoço mais longo alcançavam mais alimento, sobreviviam melhor e deixavam mais descendentes.
Mariposas-bétula (Biston betularia) na Revolução Industrial
A fuligem escureceu os troncos; mariposas escuras ficaram camufladas contra predadores e tornaram-se mais frequentes por seleção natural.
Lei do Uso e Desuso (Lamarck)
Órgãos muito utilizados desenvolvem-se e hipertrofiam, enquanto órgãos não utilizados atrofiam até desaparecerem.
Lei da Transmissão dos Caracteres Adquiridos (Lamarck)
Modificações corporais adquiridas durante a vida pelo uso ou desuso seriam transmitidas diretamente aos descendentes.
Patas das aves aquáticas segundo Lamarck
O esforço contínuo para nadar e empurrar a água teria provocado o desenvolvimento de membranas entre os dedos dos patos.
Perda de membros nas serpentes segundo Lamarck
O hábito de rastejar em tocas estreitas fez com que o desuso das pernas levasse à sua atrofia e desaparecimento completo ao longo das gerações.
Músculos de um halterofilista e a crítica a Lamarck
Um atleta que adquire hipertrofia muscular ao longo da vida não passa essa musculatura desenvolvida geneticamente aos seus filhos.
Seleção Natural (Darwin)
Indivíduos com características vantajosas para determinado ambiente têm maior chance de sobreviver e gerar descendentes férteis.
Tentilhões de Galápagos
Aves com formatos de bico distintos adaptados a diferentes fontes de alimento (sementes duras, insetos, cactos) em cada ilha.
Tartarugas-gigantes de Galápagos
Diferentes formatos de carapaça adaptados à vegetação disponível: carapaças em sela facilitam alcançar folhas altas em ilhas secas.
Resistência de bactérias a antibióticos
Bactérias mutantes resistentes sobrevivem ao uso do medicamento, reproduzem-se e tornam a população resistente por seleção natural.
Resistência de pragas a inseticidas
O veneno elimina apenas os insetos sensíveis; os raros indivíduos previamente resistentes sobrevivem e proliferam na lavoura.
Camuflagem do bicho-pau
Indivíduos com formato semelhante a galhos sofrem menor predação por pássaros, transmitindo seus genes adiante com mais sucesso.
Pelagem branca do urso-polar
A cor clara permite aproximar-se de focas sem ser visto na neve; caçadores mais eficientes sobrevivem e geram filhotes.
Neodarwinismo ou Teoria Sintética da Evolução
Une a seleção natural de Darwin com a genética moderna de Mendel, explicando como surgem e se herdam as variações.
Origem da variabilidade genética no Neodarwinismo
Mutações no DNA e recombinação gênica (durante o crossing-over e fecundação) geram diferenças aleatórias entre os indivíduos.
Mutação genética
Alteração espontânea e aleatória na sequência de nucleotídeos do DNA que pode criar novos alelos em uma população.
Anemia falciforme e resistência à malária
A mutação que causa hemácias em foice confere proteção contra o parasita da malária em regiões endêmicas da África.
Recombinação gênica
Mistura de alelos maternos e paternos durante a meiose que cria combinações genéticas únicas nos descendentes da reprodução sexuada.
Órgãos homólogos
Estruturas com mesma origem embrionária, mas funções diferentes, como o braço humano, a nadadeira da baleia e a asa do morcego.
Divergência adaptativa (ou irradiação adaptativa)
Espécies com ancestral comum evoluem para nichos ecológicos distintos, desenvolvendo órgãos homólogos adaptados a cada função.
Órgãos análogos
Estruturas com origens embrionárias distintas que desempenham a mesma função devido a pressões ecológicas semelhantes, como asas de insetos e de aves.
Convergência adaptativa
Espécies não aparentadas desenvolvem formas corporais semelhantes sob o mesmo ambiente, como o formato hidrodinâmico de tubarões e golfinhos.
Órgãos vestigiais
Estruturas atrofiadas e sem função aparente no organismo atual, que eram ativas em ancestrais, como o apêndice cecal humano.
Apêndice cecal humano
Órgão vestigial que em ancestrais herbívoros abrigava bactérias para digestão pesada de celulose.
Ossos pélvicos em baleias
Vestígios ósseos internos que comprovam que as baleias descenderam de ancestrais mamíferos quadrúpedes terrestres.
Fósseis como evidência evolutiva
Restos petrificados de seres do passado, como o Archaeopteryx, que exibe penas de ave e dentes de réptil, revelando transições evolutivas.
Archaeopteryx
Fóssil transicional com características intermediárias entre dinossauros carnívoros e aves modernas, possuindo dentes, cauda óssea e asas com penas.
Homologia molecular
Comparação do DNA e da proteína citocromo c revelando alta semelhança genética entre espécies com parentesco recente, como humanos e chimpanzés.
A falha central de Darwin
Darwin não conseguiu explicar como as variações surgiam nem como eram herdadas, lacuna resolvida mais tarde pela genética.
A falha central de Lamarck
Alterações no corpo causadas pelo esforço físico somático não alteram os gametas e, portanto, não podem ser herdadas.
Adaptação ao frio na raposa-do-ártico
Orelhas pequenas reduzem a perda de calor corporal, uma característica selecionada pelo clima polar rigoroso.
Orelhas da raposa-do-deserto (feneco)
Orelhas grandes e muito vascularizadas auxiliam na dispersão de calor no deserto quente, selecionadas positivamente pelo ambiente.
Coloração de advertência (Aposematismo)
Cores vivas e chamativas em rãs venenosas da família Dendrobatidae que avisam predadores sobre sua alta toxicidade.
Mimetismo batesiano
Espécie inofensiva imita padrões visuais de espécie perigosa, como a falsa-coral que afasta predadores imitando a cobra-coral verdadeira.
Deriva genética
Alteração aleatória nas frequências de alelos em populações pequenas devido a eventos casuais como desastres naturais, e não por adaptação.
Efeito gargalo
Queda drástica e súbita no tamanho da população por catástrofe, reduzindo a diversidade genética, como ocorrido historicamente com os guepardos.
Efeito fundador
Pequeno grupo se isola para fundar nova população levando apenas uma fração da diversidade original, como a alta frequência de polidactilia nos Amish.
Fluxo gênico
Movimento de alelos entre populações vizinhas por migração de indivíduos ou transporte de pólen pelo vento.
Seleção sexual
Escolha de parceiros com base em características reprodutivas atraentes, como a cauda exuberante do pavão-macho, apesar do custo de locomoção.
Seleção artificial
Ação humana selecionando ativamente reprodutores com características desejadas, como na domesticação de cães a partir de lobos selvagens.
Mostarda selvagem (Brassica oleracea)
Exemplo de seleção artificial humana que originou vegetais variados como couve, brócolis, couve-flor e repolho a partir da mesma espécie.
Visão cega em peixes de caverna
Em cavernas sem luz, mutações que reduzem a formação de olhos não prejudicam o peixe e poupam energia metabólica valiosa.
Papel do ambiente no Lamarckismo vs. Darwinismo
Em Lamarck o ambiente induz ativamente a modificação; em Darwin o ambiente atua como filtro passivo que seleciona variações pré-existentes.
Pernas longas de garças segundo Lamarck
O esforço para manter as penas secas esticando o corpo em águas rasas teria alongado gradualmente as pernas ao longo da vida.
Pernas longas de garças segundo Darwin
Garças ancestrais com pernas ligeiramente mais longas conseguiam caçar peixes em águas mais fundas, sobrevivendo mais facilmente.
Coevolução
Evolução recíproca entre duas espécies interdependentes, como a orquídea com tubo profundo e a mariposa com probóscide gigante que a poliniza.
Embriologia comparada
Embriões de peixes, aves e humanos apresentam fendas branquiais e cauda nas fases iniciais, comprovando ancestralidade comum compartilhada.
Experimento de Weismann sobre Lamarck
Cortou caudas de camundongos por várias gerações; os filhotes continuaram nascendo com caudas normais, refutando a herança de danos adquiridos.
Resistência de insetos ao DDT
O inseticida DDT matou mosquitos suscetíveis mas selecionou variantes pré-existentes com enzimas metabolizadoras do veneno.
Dentes do siso humanos
Órgão vestigial que frequentemente não tem espaço para erupcionar, reflexo da redução evolutiva da mandíbula humana pela dieta cozida e macia.

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