Termodinâmica e Transformações Gasosas

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Fórmulas fundamentais e relações que regem os processos termodinâmicos e transformações gasosas para estudantes.

53 cartões Português Nível: Ensino superior Termodinâmica Publicado
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Primeira Lei da Termodinâmica
ΔU = Q - W (ou ΔU = Q + W, dependendo da convenção adotada para o trabalho)
Variação da energia interna (ΔU) para gás ideal
ΔU = n * Cv * ΔT
Energia interna de um gás ideal monoatômico (U)
U = (3/2) * n * R * T = (3/2) * p * V
Energia interna de um gás ideal diatômico (U)
U = (5/2) * n * R * T = (5/2) * p * V
Equação de estado dos gases ideais (Clapeyron)
p * V = n * R * T
Trabalho geral em expansão quase-estática (W)
W = ∫ p dV (integral de V_inicial até V_final)
Variação da energia interna (ΔU) em um ciclo fechado
ΔU_ciclo = 0 (pois a energia interna U é uma função de estado e T_final = T_inicial)
Trabalho líquido em um ciclo termodinâmico (W_ciclo)
W_ciclo = Q_ciclo = Q_recebido - |Q_cedido|
Interpretação geométrica do trabalho no diagrama p x V
Área interna à curva do ciclo no diagrama p x V
Sentido horário no ciclo p x V
W_ciclo > 0 (ciclo motor; o gás realiza trabalho positivo líquido sobre o meio)
Sentido anti-horário no ciclo p x V
W_ciclo < 0 (ciclo refrigerador ou bomba de calor; o meio realiza trabalho sobre o gás)
Rendimento térmico de um ciclo motor (η)
η = W_útil / Q_quente = 1 - (|Q_frio| / Q_quente)
Transformação isobárica: propriedade constante
Pressão constante (p = constante)
Transformação isobárica: Lei de Charles e Gay-Lussac
V1 / T1 = V2 / T2
Transformação isobárica: cálculo do trabalho (W)
W = p * ΔV = p * (V2 - V1) = n * R * ΔT
Transformação isobárica: calor trocado (Q)
Q = n * Cp * ΔT
Transformação isobárica: variação da energia interna (ΔU)
ΔU = n * Cv * ΔT = Q - p * ΔV
Relação de Mayer entre calores molares
Cp - Cv = R
Coeficiente de Poisson ou expoente adiabático (γ)
γ = Cp / Cv
Fator γ para gás monoatômico ideal
γ = 5/3 ≈ 1,67 (onde Cp = 5R/2 e Cv = 3R/2)
Fator γ para gás diatômico ideal
γ = 7/5 = 1,40 (onde Cp = 7R/2 e Cv = 5R/2)
Transformação isocórica ou isovolumétrica: propriedade
Volume constante (V = constante, ΔV = 0)
Transformação isocórica: Lei de Gay-Lussac
p1 / T1 = p2 / T2
Transformação isocórica: trabalho realizado (W)
W = 0 (não há deslocamento de fronteiras)
Transformação isocórica: calor trocado (Q)
Q = n * Cv * ΔT
Transformação isocórica: Primeira Lei da Termodinâmica
ΔU = Q (toda energia térmica trocada se converte em variação de energia interna)
Transformação isotérmica: propriedade constante
Temperatura constante (T = constante, ΔT = 0)
Transformação isotérmica: Lei de Boyle-Mariotte
p1 * V1 = p2 * V2 = constante
Transformação isotérmica: variação da energia interna (ΔU)
ΔU = 0 (pois ΔT = 0 para um gás ideal)
Transformação isotérmica: trabalho de expansão/compressão (W)
W = n * R * T * ln(V2 / V1) = n * R * T * ln(p1 / p2)
Transformação isotérmica: Primeira Lei da Termodinâmica
Q = W (todo calor absorvido é integralmente convertido em trabalho)
Transformação adiabática: propriedade principal
Sem troca de calor com o meio externo (Q = 0)
Transformação adiabática: Primeira Lei da Termodinâmica
ΔU = -W (o trabalho realizado custa a energia interna do sistema)
Transformação adiabática reversível: relação p e V (Laplace)
p * V^γ = constante (p1 * V1^γ = p2 * V2^γ)
Transformação adiabática reversível: relação T e V
T * V^(γ - 1) = constante (T1 * V1^(γ - 1) = T2 * V2^(γ - 1))
Transformação adiabática reversível: relação p e T
T^γ * p^(1 - γ) = constante (ou p^(1 - γ) * T^γ = constante)
Transformação adiabática: trabalho em função das variáveis de estado (W)
W = (p1 * V1 - p2 * V2) / (γ - 1) = n * R * (T1 - T2) / (γ - 1)
Transformação adiabática: trabalho em função da energia interna
W = -ΔU = -n * Cv * ΔT = n * Cv * (T1 - T2)
Comparação de inclinação em p x V: isotérmica vs. adiabática
(dp/dV)_adiabática = γ * (dp/dV)_isotérmica (a adiabática é sempre mais inclinada)
Expansão adiabática: variação de temperatura
ΔT < 0 (o gás esfria durante a expansão porque realiza trabalho à custa de U)
Compressão adiabática: variação de temperatura
ΔT > 0 (o gás aquece durante a compressão porque recebe trabalho externo)
Ciclo de Carnot: processos que o compõem
Duas isotérmicas reversíveis alternadas com duas adiabáticas reversíveis
Rendimento do Ciclo de Carnot (η_Carnot)
η = 1 - (T_fria / T_quente), onde T deve ser medida em Kelvin
Relação de calor e temperatura no ciclo de Carnot
|Q_frio| / Q_quente = T_fria / T_quente
Variação da entropia em processo reversível geral (ΔS)
ΔS = ∫ dQ_rev / T
Variação da entropia em processo isotérmico reversível (ΔS)
ΔS = Q_rev / T = n * R * ln(V2 / V1)
Variação da entropia em processo adiabático reversível (ΔS)
ΔS = 0 (processo isoentrópico)
Variação da entropia em processo isocórico reversível (ΔS)
ΔS = n * Cv * ln(T2 / T1)
Variação da entropia em processo isobárico reversível (ΔS)
ΔS = n * Cp * ln(T2 / T1)
Variação da entropia do sistema em qualquer ciclo reversível (ΔS_ciclo)
ΔS_ciclo = 0 (a entropia S é uma função de estado)
Segunda Lei da Termodinâmica para sistemas isolados
ΔS_universo ≥ 0 (igual a zero para processos reversíveis, estritamente maior para irreversíveis)
Coeficiente de eficácia (COP) de um refrigerador
COP_ref = Q_frio / W_líquido = Q_frio / (Q_quente - Q_frio)
Coeficiente de eficácia (COP) de uma bomba de calor
COP_bomba = Q_quente / W_líquido = Q_quente / (Q_quente - Q_frio)

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