Agronomia

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Estudo de conceitos, técnicas agrícolas e práticas de manejo em agronomia para estudantes e profissionais.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Engenharia civil e arquitetura Publicado
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Cartões · 52

Perfil do solo
Seção vertical do solo dividida em horizontes, avaliada para determinar profundidade efetiva, drenagem e fertilidade no planejamento do plantio.
Análise de solo
Coleta e diagnóstico laboratorial químico e físico para recomendar com precisão calagem, gessagem e dosagens de adubação.
Calagem
Aplicação de calcário para elevar o pH do solo, neutralizar o alumínio tóxico e fornecer cálcio e magnésio para as plantas.
Gessagem
Aplicação de gesso agrícola para condicionar o subsolo, fornecendo cálcio e enxofre em profundidade e mitigando a toxidez por alumínio.
Capacidade de Troca Catiônica (CTC)
Mede a habilidade do solo em reter cátions nutrientes como K+, Ca2+ e Mg2+, indicando seu potencial de fertilidade.
Adubação NPK
Fornecimento equilibrado dos macronutrientes primários essenciais: Nitrogênio (crescimento vegetativo), Fósforo (raízes e energia) e Potássio (regulação hídrica).
Adubação verde
Cultivo de leguminosas ou gramíneas incorporadas ou mantidas no solo para aumentar matéria orgânica e fixar nitrogênio biologicamente.
Plantio direto na palha (SPD)
Sistema conservacionista sem revolvimento do solo, com rotação de culturas e cobertura permanente da palhada para conter erosão.
Curva de nível
Prática de plantio e preparo do solo no sentido perpendicular à declividade do terreno para frear o escoamento superficial da água.
Terraceamento
Construção de diques e canais transversais à declividade para reter a água das chuvas e impedir voçorocas e erosão laminar.
Rotação de culturas
Alternância planejada de espécies vegetais na mesma área para quebrar ciclos de pragas, doenças e diversificar o esgotamento nutricional.
Sucessão de culturas
Cultivo sequencial repetitivo de espécies no mesmo ano agrícola, comum em safrinha (ex.: soja no verão e milho no outono).
Consórcio de culturas
Cultivo simultâneo de duas ou mais espécies na mesma área, maximizando uso da terra, luz e nutrientes (ex.: milho com braquiária).
Irrigação por pivô central
Sistema mecanizado de aspersão circular de alta eficiência em áreas planas ou suave-onduladas, com alto rendimento operacional.
Irrigação por gotejamento
Distribuição localizada de água sob baixa pressão junto às raízes, minimizando perdas por evaporação e permitindo fertirrigação.
Evapotranspiração da cultura (ETc)
Parâmetro que combina evaporação do solo e transpiração vegetal para dimensionar a lâmina exata de água a ser aplicada na irrigação.
Manejo Integrado de Pragas (MIP)
Associação de controle biológico, cultural e químico orientada pelo monitoramento e cálculo do nível de dano econômico.
Nível de Dano Econômico (NDE)
Densidade populacional de pragas que causa prejuízo financeiro superior ao custo de aplicar medidas de controle.
Nível de Controle (NC)
Densidade populacional da praga na qual o controle deve ser iniciado para impedir que atinja o Nível de Dano Econômico.
Controle biológico
Uso de predadores, parasitoides ou microrganismos entomopatogênicos (como Bacillus thuringiensis) para reduzir pragas na lavoura.
Área de refúgio
Plantio de porcentagem da lavoura com cultivares não-Bt para preservar insetos suscetíveis e retardar resistência de pragas.
Herbicida pré-emergente
Defensivo aplicado no solo antes da emergência das plantas daninhas para inibir a germinação e o estabelecimento inicial da infestação.
Herbicida pós-emergente
Defensivo pulverizado sobre plantas daninhas já germinadas e ativas vegetativamente na área cultivada.
Fungicida sistêmico
Produto químico absorvido e translocado pelos tecidos vegetais, curando e protegendo novas brotações contra infecções fúngicas.
Fungicida de contato (protetor)
Produto que permanece na superfície da planta formando barreira química que impede a penetração do patógeno germinante.
Tecnologia de aplicação de defensivos
Ajuste de bicos, pressão, volume de calda e condições meteorológicas (vento, temperatura e umidade) para evitar deriva.
Inoculação com Bradyrhizobium
Aplicação de bactérias fixadoras de nitrogênio às sementes de leguminosas (ex.: soja), dispensando adubação nitrogenada mineral.
Coinoculação
Uso conjunto de Bradyrhizobium e Azospirillum brasilense para potencializar fixação de N e estimular o enraizamento das plantas.
Germinação e vigor de sementes
Avaliações fisiológicas que mensuram a capacidade da semente de emergir rápido e uniformemente sob condições favoráveis e adversas.
Densidade de semeadura
Cálculo do número de plantas por hectare baseado no espaçamento e germinação para atingir a população ideal da cultura.
Profundidade de semeadura
Regulagem da semeadora conforme tamanho da semente e umidade do solo, garantindo contato hídrico sem exaurir reservas nutricionais.
Desfolha e dessecação pré-colheita
Aplicação de herbicidas dessecantes para uniformizar a maturação e antecipar a colheita mecânica em grãos e algodão.
Ponto de colheita
Momento ideal caracterizado pelo teor ótimo de umidade dos grãos (13% a 15%) e maturação fisiológica, reduzindo perdas e quebras.
Perdas na colheita mecânica
Monitoramento e regulagem de velocidade, rotação do molinete e altura de barra de corte para limitar perdas de grãos por hectare.
Secagem e aeração de grãos
Redução controlada de umidade e circulação de ar frio em silos para impedir proliferação de fungos e deterioração na armazenagem.
Expurgamento de grãos
Fumigação com fosfeto de alumínio (fosfina) em ambientes herméticos para eliminar pragas de grãos armazenados como gorgulhos e traças.
Agricultura de precisão
Gestão da variabilidade espacial da lavoura via amostragem georreferenciada e aplicação em taxa variável de insumos.
Índice de Vegetação (NDVI)
Métrica espectral captada por sensores remotos e drones para diagnosticar vigor vegetativo, estresse hídrico e sanidade foliar.
Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)
Estratégia produtiva que combina componentes agrícolas, animais e florestais na mesma área, otimizando terra e sequestrando carbono.
Manejo de pastagem rotacionada
Divisão do pasto em piquetes respeitando alturas de entrada e saída para assegurar rebrota vigorosa e sustentação do gado.
Ensilagem
Processo de fermentação anaeróbica de forrageiras picadas (ex.: milho verde) para conservação de alimento volumoso de qualidade na seca.
Fenação
Desidratação rápida de forrageiras no campo até menos de 15% de umidade para armazenamento seco sem perda excessiva de nutrientes.
Poda de frutíferas
Intervenção manual ou mecânica para formar a copa, estimular ramos produtivos, permitir entrada de luz e regular o vigor da planta.
Raleio de frutos
Eliminação de parte dos frutos jovens da planta para equilibrar a carga produtiva e obter frutos maiores e mais valorizados.
Propagação por enxertia
União de tecidos de duas plantas (cavalo e cavaleiro) para combinar tolerância radicular a patógenos com alta produtividade da copa.
Estufas agrícolas e plasticultura
Cultivo em ambiente protegido com filmes plásticos e telas para controlar microclima e proteger olerícolas de chuvas e pragas.
Hidroponia
Cultivo de vegetais sem solo, onde as raízes recebem solução aquosa balanceada contendo todos os nutrientes minerais necessários.
Compostagem
Degradação aeróbica de resíduos orgânicos por ação bacteriana e fúngica, transformando-os em fertilizante estabilizado e húmus.
Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN)
Processo natural realizado por microrganismos diazotróficos que convertem o N2 atmosférico em amônio assimilável pelas plantas.
Vazio sanitário
Período contínuo sem plantas vivas de uma cultura (ex.: soja ou feijão) para quebrar o ciclo de sobrevivência de patógenos como a ferrugem.
Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC)
Ferramenta técnica oficial que define melhores épocas de plantio por município e cultura para reduzir riscos climáticos e subsidiar seguros.
Receituário agronômico
Prescrição técnica obrigatória e privativa do engenheiro agrônomo com diretrizes legais para aquisição e aplicação de agrotóxicos.