Amor

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Este conjunto apresenta definições filosóficas, psicológicas e literárias sobre o amor e os laços humanos, ideal para estudantes de ciências humanas.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Filosofia Publicado
Uma versão maior deste conjunto: O Que É o Amor: Filosofia e Psicologia (52 cartões)
Toque no cartão para virar

Cartões · 50

Eros
Na filosofia grega clássica, representa o amor apaixonado, o desejo ardente, a atração física e o impulso criativo em direção à beleza.
Philia
O amor fraternal, a afeição recíproca entre amigos virtuosos baseada na lealdade, respeito mútuo e igualdade de valores.
Agape
O amor incondicional, desinteressado e sacrificial, frequentemente associado ao amor divino ou à caridade universal pelo próximo.
Storge
A afeição natural e instintiva que une familiares, caracterizada por ternura, cuidado parental e profundo apego biológico ou de convivência.
Amor Platônico
Idealização que transcende o desejo físico imediato, buscando a contemplação da beleza suprema, da alma e da verdade imutável.
Mito de Andrógino (O Banquete)
Narrativa alegórica contada por Platão em que os seres humanos foram divididos ao meio pelos deuses e buscam incessantemente a sua metade perdida.
Teoria Triangular do Amor (Robert Sternberg)
Modelo psicológico que postula o amor como a combinação dinâmica de três componentes fundamentais: intimidade, paixão e compromisso.
Amor Romântico (Sternberg)
Combinação psicológica caracterizada pela presença marcante de intimidade e paixão, porém sem a consolidação do compromisso a longo prazo.
Amor Companheiro (Sternberg)
Tipo de amor baseado na forte união entre intimidade e compromisso duradouro, no qual a atração passional cede espaço à profunda amizade.
Amor Consumado (Sternberg)
Forma plena e idealizada de amor em que os três vértices — intimidade, paixão e compromisso — coexistem em relativo equilíbrio.
Amor como Arte (Erich Fromm)
Concepção psicanalítica que trata o amor não como mero sentimento passivo, mas como prática ativa que exige cuidado, respeito, responsabilidade e conhecimento.
Amor Maduro (Erich Fromm)
União sob a condição de preservar a própria integridade individual: dois seres tornam-se um, mas permanecem dois.
Amor Simbiótico (Erich Fromm)
Forma imatura de apego baseada na dependência mútua inconsciente, onde uma parte perde a própria autonomia em prol do outro.
Libido (Sigmund Freud)
Energia psíquica primal dos impulsos de vida que sustenta tanto os desejos sexuais quanto os laços afetivos e sublimados do ser humano.
Transferência (Psicanálise)
Mecanismo psíquico no qual sentimentos, expectativas e afetos reprimidos de vínculos passados são projetados na figura atual.
Amor Líquido (Zygmunt Bauman)
Conceito sociológico que descreve a fragilidade dos laços humanos contemporâneos, marcados pelo consumo efêmero e o medo de compromissos profundos.
Amor Cortês
Concepção poética medieval que idealiza a devoção nobre, cavaleiresca e quase religiosa a uma dama frequentemente inatingível.
Amor Fati (Friedrich Nietzsche)
Conceito filosófico que prega não apenas a aceitação resignada, mas o amor ardente e absoluto pelo próprio destino e todas as suas dores.
Amor Concupiscente (Tomás de Aquino)
Amor que deseja um bem para si mesmo, orientado pela satisfação da necessidade ou do apetite daquele que ama.
Amor de Benevolência (Tomás de Aquino)
Disposição interior e pura de desejar o bem do outro pelo bem dele próprio, independentemente de ganhos pessoais.
Amor Fogo que Arde sem se Ver (Luís de Camões)
Famoso soneto renascentista que define o amor como paradoxo insolúvel: contentamento descontente e dor que desatina sem doer.
Amor como Ausência (Jacques Lacan)
Célebre máxima psicanalítica lacaniana que postula que amar é dar o que não se tem a alguém que não quer.
Amor-próprio (Jean-Jacques Rousseau)
Sentimento relativo e artificial nascido da comparação social, distinto do amor de si, que é a preservação natural e saudável da vida.
Desejo Mimético (René Girard)
Teoria antropológica que argumenta que nossos desejos e afetos amorosos raramente são espontâneos, sendo imitados a partir de um mediador.
A Dor do Amor (Arthur Schopenhauer)
Visão metafísica pessimista que enxerga o amor romântico como ilusão da 'Vontade da Espécie' para garantir a reprodução biológica.
O Banquete (Platão)
Diálogo filosófico dedicado inteiramente à investigação ontológica, poética e moral sobre a natureza do deus Eros.
Amor Confluente (Anthony Giddens)
Conceito contemporâneo de amor contingente e negociável que dura estritamente enquanto proporcionar satisfação e desenvolvimento mútuo.
Apego Seguro (John Bowlby)
Padrão afetivo da teoria do apego caracterizado por confiança relacional, conforto com a intimidade e equilíbrio na autonomia mútua.
Apego Ansioso (John Bowlby)
Padrão relacional dominado pelo medo crônico do abandono, carência constante de validação e hipervigilância afetiva.
Apego Evitativo (John Bowlby)
Mecanismo defensivo de distanciamento emocional e autossuficiência compulsiva diante do receio de vulnerabilidade amorosa.
Amor Eterno enquanto Dura (Vinicius de Moraes)
Perspectiva lírica da 'Soneto de Fidelidade' que celebra a intensidade e a verdade absoluta do afeto no instante presente, ciente da finitude.
O Labirinto da Paixão (Stendhal)
Autor da teoria da 'cristalização', processo psicológico que projeta perfeições imaginárias sobre a pessoa amada.
Amor Intelectual a Deus (Baruch Spinoza)
O ápice do terceiro gênero de conhecimento: o amor sereno e lúcido que surge da compreensão racional da ordem cósmica da natureza.
Limerência (Dorothy Tennov)
Estado psicológico involuntário de obsessão amorosa, acompanhado de pensamentos intrusivos, euforia e medo agudo de rejeição.
Amor Apaixonado vs. Amor Companheiro (Elaine Hatfield)
Distinção entre a experiência intensa e arrebatadora do início relacional e o afeto calmo e acolhedor cultivado ao longo do tempo.
Dialética do Amor (Hegel)
Reconhecimento mútuo no qual a consciência individual renuncia a si mesma para encontrar a sua verdadeira plenitude e liberdade no outro.
Amor Desinteressado (Immanuel Kant)
Postura ética que rejeita instrumentalizar o outro como meio para fins próprios, afirmando o amor prático ancorado no dever moral.
O Fragmento de um Discurso Amoroso (Roland Barthes)
Ensaio semiótico e filosófico que disseca a solidão da linguagem dos apaixonados, repleta de códigos, êxtases e aflições íntimas.
Amor Trágico (Romeu e Julieta)
Arquétipo literário da paixão absoluta e transgressora cuja intensidade máxima colide fatalmente com as estruturas sociais vigentes.
Amor Misericordioso (Søren Kierkegaard)
Noção existencialista que concebe o amor cristão como um dever absoluto de fé que ama a humanidade imperfeita sem exigir reciprocidade.
Narcisismo Primário (Psicanálise)
Fase do desenvolvimento psíquico em que o indivíduo toma o próprio eu como objeto de investimento afetivo fundamental.
Amor e Conhecimento (Martha Nussbaum)
Tese filosófica de que as emoções amorosas não são impulsos cegos, mas julgamentos de valor racionais sobre vulnerabilidade e bem-estar.
Amor Sacrificial (Dostoiévski)
Tema recorrente da literatura russa em que a redenção espiritual do ser humano se dá através da compaixão profunda pelo sofrimento alheio.
Solidão a Dois (Clarice Lispector)
Reflexão existencial sobre os limites do amor: a impossibilidade de fundir completamente duas almas sem deparar com o mistério insolúvel do outro.
Amor Possessivo
Disfunção relacional em que o afeto é distorcido pela necessidade de controle, ciúme crônico e redução do parceiro à condição de posse.
Amor de Transferência (Psicanálise)
Fenômeno clínico teorizado por Freud onde o paciente se apaixona pelo analista, servindo tanto de resistência quanto de motor do tratamento.
Poliamor
Filosofia de relacionamentos que propõe a possibilidade ética, consensual e informada de múltiplos vínculos românticos ou sexuais simultâneos.
Amor Lírico (Fernando Pessoa)
Expressão poética que oscila entre o fingimento artístico da dor e a incapacidade de reconciliar o sentimento vivido com o pensado.
Amor Maternal (Donald Winnicott)
A 'mãe suficientemente boa' que, por amor sensível e adaptativo, oferece sustentação emocional para a constituição sadia do psiquismo infantil.
Agape em Paulo de Tarso (1 Coríntios 13)
Definição teológica seminal que descreve o amor como paciente, bondoso, despido de inveja e vanglória, e que tudo sofre e suporta.

Outras versões deste tópico

Conjuntos relacionados

Mais em Filosofia →