Arte Indígena Brasileira
Estudo sobre as manifestações artísticas, materiais tradicionais e significados culturais dos povos indígenas do Brasil.
Cartões · 53
- Arte Kusiwa (Wajãpi)
- Pintura corporal e arte gráfica com padrões geométricos em jenipapo e urucum, expressando a cosmologia e a comunicação com os seres da floresta.
- Cerâmica Marajoara (Marajó)
- Peças de argila com incisões geométricas e policromia em engobe, usadas tradicionalmente em rituais funerários e armazenamento ceremonial.
- Cerâmica Tapajônica (Tapajós)
- Modelagem em argila com figuras zoomorfas e antropomorfas realistas, incluindo vasos de cariátides para uso ceremonial e oferendas.
- Bonecas Karajá (Ritxòkò)
- Esculturas de cerâmica pintadas com cinza de casca de árvore e pigmentos naturais, retratando o cotidiano, mitos e papéis de gênero.
- Plumária Bororo
- Adornos feitos com penas de arara, gavião e tucano coladas com resina vegetal, essenciais para conectar o xamã ao mundo espiritual no ritual fúnebre.
- Cocar (Acroangy) Kayapó
- Leque circular de penas de arara amarela e azul presas em tala vegetal, simbolizando o sol, a autoridade e a continuidade da vida comunitária.
- Pintura Corporal Asurini
- Padrões geométricos minuciosos aplicados com talos de palha e extrato de jenipapo, representando seres míticos e a identidade social do grupo.
- Cestaria Yanomami (Xapono)
- Cestos trançados com cipó titica e tingidos com fungos escuros, usados para transporte e carregar alimentos colhidos na floresta.
- Cestaria Baniwa
- Técnica de trançado em fibra de arumã com padrões gráficos bicolores, historicamente ligada a mitos de origem e usada na fabricação de farinha de mandioca.
- Tipiti (Vários Povos Amazônicos)
- Prensa trançada de jacitara ou arumã que usa compressão para extrair o suco venenoso da mandioca-brava antes do preparo da farinha.
- Rede de Dormir Tikuna
- Tecelagem de fibras da palmeira tucum tingidas com cascas e folhas naturais, fundamental para o descanso e a vida doméstica no igarapé.
- Máscaras Cara-Grande (Tapirapé)
- Máscaras rituais de madeira leve forradas com penas azuis e vermelhas, usadas no festival do Apyãwa para pacificar espíritos inimigos.
- Máscaras de Tururi (Tikuna)
- Feitas da entrecasca da árvore tururi com pinturas em carvão vegetal, usadas durante a Festa da Moça Nova (Woretü) para representar espíritos da selva.
- Ritual do Kuarup (Povos do Alto Xingu)
- Troncos de madeira enfeitados com faixas de algodão e penas representam mortos ilustres em um ciclo ritual de luto, renascimento e lutas huka-huka.
- Luta Huka-Huka (Xingu)
- Combate tradicional de luta corpo a corpo com pintura corporal e urucum, demonstrando força física, coragem moral e respeito aos espíritos ancestrais.
- Flautas Sagradas Urua (Kamaiurá)
- Longos instrumentos aerofones de bambu tocados em pares durante rituais agrícolas; seu som convoca os espíritos e seu uso é restrito a homens.
- Chocalho Maracá (Guarani e outros)
- Cabaça seca oca preenchida com sementes e fixada em bastão de madeira, usada por xamãs para conduzir cantos rituais e afastar espíritos nocivos.
- Bastão de Fita (Krahô)
- Bastões rituais de madeira envolvidos por tiras de algodão tingido, usados nas corridas de tora e festividades para marcar alianças e passagens.
- Corrida de Toras (Povos Timbira)
- Prática atlética ritual com troncos pesados de buriti ou jatobá carregados nos ombros, fortalecendo a coesão social entre metades cerimoniais.
- Tatuagem Corporal Munduruku
- Escarificações e incisões dérmicas pigmentadas com fuligem e jenipapo cobrindo quase todo o corpo, outrora indicando conquistas de guerra e clã.
- Canoa Monóxila (Povos Amazônicos)
- Embarcação esculpida a partir de um único tronco de árvore resistente por meio de fogo e machado, essencial para transporte, pesca e trocas fluviais.
- Bancos Zoomorfos Mehinako
- Bancos entalhados em bloco maciço de madeira nobre no formato de animais locais, usados cerimonialmente por chefes e em rodas de conversa.
- Colares de Semente de Tento (Pataxó)
- Biojoias feitas com sementes de tento, açaí e lágrimas-de-nossa-senhora furadas à mão, usadas para proteção espiritual e afirmação cultural.
- Tembetá (Guarani / Tupinambá)
- Adorno labial ou auricular cilíndrico de quartzo, resina ou osso, usado por homens como rito de passagem para a fase adulta.
- Dança do Toré (Povos do Nordeste)
- Dança circular rítmica embalada por maracás, canto e fumo de jurema sagrada, símbolo de resistência territorial e identidade pan-indígena.
- Uso Ritual da Jurema (Fulni-ô e Kiriri)
- Bebida preparada com a raiz da árvore Mimosa tenuiflora, consumida em segredo ritualístico para promover visões xamânicas e cura ancestral.
- Nheengatu (Bacia do Rio Negro)
- Língua geral amazônica desenvolvida a partir do tupi antigo, usada tradicionalmente na transmissão oral de saberes e canções da floresta.
- Grafismo Kaingang (Rã e Kanhru)
- Padrões geométricos de traços ou círculos em cestaria e corpos, baseados na divisão cósmica dual entre as metades Kamé e Kairu.
- Cestaria Xetá
- Trançados utilitários feitos de taquara e cipó sem tintura química, fundamentais para armazenar frutos da mata no sul do Brasil.
- Zarabatana com Curare (Povos Amazônicos)
- Tubo longo e oco de palmeira que dispara dardos embebidos em veneno de lianas, usada para caça silenciosa na copa das árvores.
- Arco e Flecha Enfeitados (Bororo)
- Armas de madeira nobre revestidas de fibras de tucum e pontas ósseas, com enfeites de penas que assinalam o clã e a linhagem do caçador.
- Casas de Palha Retangulares (Tukano)
- Construções coletivas estruturadas com troncos de lei e cobertas por palhas trançadas, atuando como representações arquitetônicas do universo.
- Flauta de Nariz (Povos Nambikwara)
- Flautas de cabaça ou bambu tocadas com o sopro nasal, usadas em cortejos amorosos e celebrações de colheita na bacia do Guaporé.
- Miçangaria Wauja
- Cintos e pulseiras trançados com pequenas miçangas coloridas de vidro, recriando desenhos de pele de serpente e figuras sobrenaturais aquáticas.
- Peneiras de Arumã (Ye'kwana)
- Peneiras planas com desenhos tecidos em duas cores representando macacos e jaguares, usadas para filtrar o polvilho da mandioca.
- Pintura Facial com Urucum (Pataxó)
- Pasta vermelha feita de sementes moídas de urucum e óleo de pequi, aplicada no rosto para proteção contra o sol, insetos e energias negativas.
- Cabaça para Rapé (Huni Kuin)
- Recipiente decorado com incisões e fios de algodão para armazenar misturas medicinais sagradas de tabaco com cinzas de árvores ritualísticas.
- Tepi e Kuripe (Katukina e Yawanawá)
- Aplicadores de osso de animal ou bambu entalhado para soprar rapé em si mesmo ou no outro, facilitando a limpeza física e espiritual.
- Canto Sagrado Jawari (Ikpeng)
- Cantos cerimoniais entoados durante jogos com flechas sem ponta, celebrando acordos de paz e honrando alianças com aldeias vizinhas.
- Cerâmica Kadiwéu
- Vasos e pratos de barro pintados com finos arabescos pretos e vermelhos impermeabilizados com resina de pau-santo, produzidos por mulheres.
- Estatuetas Zoomorfas em Pedra (Sambaquis)
- Esculturas polidas em pedra dura (zoólitos) retratando peixes e aves marinhas, associadas a oferendas rituais nas necrópoles do litoral antigo.
- Brinco de Concha e Penas (Guajajara)
- Adornos pendulares feitos com madreperóla de rios e penugens de aves, usados para realçar a beleza e proteção nos rituais da Menina Moça.
- Trompete de Madeira Jurupari (Uaupés)
- Longos instrumentos aerofones de madeira e casca de árvore ligados a cultos sagrados secretos, proibidos à visão feminina segundo a tradição.
- Manto de Penas Tupinambá
- Roupagem cerimonial antiga tecida com fibras de algodão e milhares de penas vermelhas de guará, usada por sacerdotes em rituais cósmicos.
- Pente de Madeira e Fibras (Kaxinawá)
- Pentes entalhados em madeira dura amarrados com fios de algodão tingido, usados para arrumar o cabelo e assinalar cuidado afetivo comunitário.
- Rede de Pesca com Timbó (Enawenê-Nawê)
- Técnica de pesca coletiva com redes e suco de timbó esmagado nas águas, parte do ritual Yaokwa para agradar aos espíritos subterrâneos.
- Bebedouro Cauim (Povos Tupis)
- Grandes tachos e potes de cerâmica usados para fermentar milho ou mandioca com saliva, centro de celebrações festivas e recepção de hóspedes.
- Coroa de Cabelo e Penas (Xavante)
- Tiara cerimonial montada sobre mechas de cabelo natural e pequenas penas, entregue aos jovens durante o rito de passagem Oi'ó.
- Xilofone de Tronco de Árvore (Uru-Eu-Wau-Wau)
- Troncos de densidade variada dispostos sobre valas de terra que amplificam a percussão com bastões pesados durante a recepção de convidados.
- Escultura em Madeira Pau-Brasil (Tupiniquim)
- Entalhes em madeira nativa retratando animais da Mata Atlântica e instrumentos de caça, preservando a memória de subsistência e resistência costeira.
- Cordões de Algodão Cru (Canela)
- Fios de algodão fiados à mão usados no peito e cintura para ritos de passagem, amarrando a alma do indivíduo ao bem-estar do coletivo.
- Gargantilha de Miçanga Kaxixó
- Tecelagem fina de miçangas de vidro com padrões inspirados no couro da cobra-coral, demarcando a identidade e o renascimento étnico.
- Chocalho de Tornozelo (Xikrín)
- Enfeites feitos com cascas de sementes duras atadas aos calcanhares que produzem ritmo percussivo enquanto os guerreiros marcham.