Botânica para o Enem

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Este conjunto cobre conceitos fundamentais de botânica para estudantes que se preparam para o Enem.

58 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Botânica Publicado
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Cartões · 58

Briófitas
Plantas avasculares de pequeno porte com fase gametofítica dominante; dependem da água para fecundação por anterozoides flagelados.
Pteridófitas
Plantas vasculares sem sementes com esporófito dominante; apresentam tecidos condutores e ainda dependem de água para a reprodução sexuada.
Gimnospermas
Plantas vasculares com sementes nuas e grão de pólen; tornam a fecundação independente da água líquida por meio do tubo polínico.
Angiospermas
Plantas vasculares com flores, frutos e sementes protegidas; apresentam dupla fecundação e ampla diversidade morfológica.
Gametófito
Fase haploide (n) do ciclo reprodutivo vegetal produtora de gametas por mitose; é duradoura em briófitas e reduzida nas demais plantas.
Esporófito
Fase diploide (2n) do ciclo reprodutivo produtora de esporos haploides por meiose; dominante na maioria dos grupos vegetais terrestres.
Rizoide
Estrutura filamentosa simples de briófitas; promove a fixação mecânica ao substrato e auxilia na absorção limitada de água.
Soro
Agrupamento de esporângios localizado na face inferior dos folíolos de pteridófitas; atua na produção e liberação de esporos.
Estóbilo
Ramo reprodutivo modificado típico de gimnospermas; abriga esporângios e protege óvulos ou grãos de pólen.
Tubo polínico
Prolongamento celular do micrósporo fecundador; transporta as células espermáticas diretamente até a oosfera sem necessidade de água.
Xilema
Tecido vascular com células mortas lignificadas; transporta água e sais inorgânicos (seiva bruta) no sentido ascendente.
Floema
Tecido condutor com células vivas anucleadas; transporta açúcares e compostos orgânicos (seiva elaborada) por fluxo de pressão.
Traqueídes e elementos de vaso
Células condutoras especializadas do xilema; promovem o escoamento contínuo de água sob forte tensão mecânica.
Tubos crivados e células companheiras
Componentes celulares do floema; células companheiras fornecem suporte metabólico aos elementos de tubo crivado desprovidos de núcleo.
Parênquima clorofiliano
Tecido fundamental rico em cloroplastos; realiza a maior parte da fotossíntese nos tecidos foliares.
Parênquima de reserva
Tecido vegetal especializado no armazenamento de substâncias energéticas, como amido em tubérculos e raízes tuberosas.
Colênquima
Tecido de sustentação composto por células vivas de paredes celulósicas espessadas irregularmente; confere flexibilidade a órgãos jovens.
Esclerênquima
Tecido de sustentação formado por células mortas com parede secundária espessada por lignina; confere alta rigidez mecânica.
Meristema apical
Região de células indiferenciadas nos ápices caulinares e radiculares; responsável pelo crescimento em comprimento (primário).
Câmbio vascular
Meristema secundário lateral; produz xilema secundário para o interior e floema secundário para o exterior, ampliando a espessura.
Felogênio
Meristema secundário cortical; forma o súber externamente e a feloderme internamente, compondo a periderme de caules e raízes lenhosos.
Súber
Camada externa protetora constituída por células mortas impregnadas de suberina; atua como isolante térmico e evita dessecação.
Estômatos
Complexos celulares epidérmicos com poro ajustável (ostíolo); regulam a transpiração e as trocas gasosas essenciais à fotossíntese.
Células-guarda
Células clorofiladas que delimitam o ostíolo estomático; controlam sua abertura e fechamento por alterações na pressão osmótica interna.
Tricomas
Apêndices epidérmicos especializados; atuam na retenção de umidade, reflexão solar, defesa química e atração de polinizadores.
Cutícula
Película cerosa impermeabilizante sobre a epiderme aérea; minimiza a perda excessiva de água por transpiração cuticular.
Lenticelas
Rupturas com células frouxas no súber caulinar; viabilizam trocas gasosas entre tecidos internos lenhosos e a atmosfera.
Endoderme radicular
Camada celular cilíndrica interna da raiz que controla o fluxo hídrico e de nutrientes para o cilindro vascular.
Estrias de Caspary
Espessamentos impermeáveis de suberina na endoderme; forçam o transporte simplástico de água e minerais antes do xilema.
Coifa
Capa protetora de células sobre o meristema apical da raiz; protege o ápice contra atrito com o solo e atua no geotropismo.
Zona pilífera
Região epidérmica radicular abundante em pelos absorventes; maximiza a área superficial de captação de água e nutrientes.
Raízes tabulares
Raízes de suporte achatadas verticalmente na base do tronco; aumentam a sustentação de árvores de grande porte em solos rasos.
Pneumatóforos
Raízes respiratórias aéreas de manguezais; crescem com geotropismo negativo e possuem pneumatódios para absorção direta de oxigênio.
Micorrizas
Associações mutualísticas entre fungos e raízes vegetais; aumentam a absorção radicular de fósforo e água em troca de carboidratos.
Nódulos radiculares
Estruturas radiculares de leguminosas contendo bactérias fixadoras de nitrogênio (Rhizobium); convertem N2 atmosférico em compostos utilizáveis.
Caule do tipo rizoma
Caule subterrâneo horizontal; atua na reserva de nutrientes e na propagação vegetativa da planta.
Caule do tipo bulbo
Estrutura mista constituída por prato caulinar reduzido e catáfilos foliares carnosos acumuladores de substâncias nutritivas.
Caule do tipo tubérculo
Caule subterrâneo dilatado com gemas; armazena carboidratos de reserva para sustentação do desenvolvimento de brotos.
Espinhos
Estruturas pontiagudas, vascularizadas e lignificadas derivadas de ramos ou folhas modificadas; atuam na defesa contra herbívoros.
Acúleos
Projeções pontiagudas puramente epidérmicas e não vascularizadas; atuam na defesa de caules sem conexão com feixes vasculares.
Teoria da Tensão-Coesão de Dixon
Mecanismo biofísico de condução do xilema impulsionado pela transpiração foliar, coesão entre moléculas de água e adesão às paredes.
Hipótese do Fluxo em Massa de Münch
Modelo de transporte do floema por gradiente de pressão hidrostática entre fontes produtoras de carboidratos e tecidos consumidores.
Gutação
Eliminação de água líquida através de poros foliares especiais (hidatódios), decorrente da elevada pressão positiva da raiz.
Auxina (AIA)
Fitormônio vegetal primário; promove o alongamento celular, a dominância apical e orienta respostas de tropismo a luz e gravidade.
Dominância apical
Inibição do crescimento de gemas laterais pela produção e transporte de auxina a partir da gema apical caulinar.
Citocininas
Fitormônios sintetizados nas raízes; estimulam divisões celulares ativas, retardam a senescência foliar e ativam brotamentos.
Giberelinas
Fitormônios promotores de crescimento; induzem a quebra de dormência de sementes, mobilizam amilase e estimulam o alongamento de entrenós.
Ácido abscísico (ABA)
Fitormônio associado a estresse hídrico; induz o fechamento rápido de estômatos e promove a dormência de gemas e sementes.
Etileno
Fitormônio gasoso; acelera o amadurecimento climatérico de frutos carnosos e promove a abscisão de folhas e flores maduras.
Fototropismo
Crescimento direcional induzido por gradiente luminoso; o caule curva-se em direção à luz devido ao acúmulo de auxina no lado sombreado.
Geotropismo
Crescimento orientado pela força gravitacional; o caule exibe resposta negativa e a raiz positiva mediante redistribuição de auxina.
Fitocromos
Fotorreceptores vegetais sensíveis às faixas de luz vermelha e vermelho-extremo; coordenam floração, germinação e estiolamento.
Fotoperiodismo
Resposta fisiológica vegetal à duração relativa dos períodos contínuos de luz e escuridão para a indução da floração.
Dupla fecundação
Processo exclusivo de angiospermas em que um núcleo espermático fecunda a oosfera (2n) e outro fecunda dois núcleos polares formando o endosperma (3n).
Endosperma (3n)
Tecido triploide de reserva da semente de angiospermas; fornece carboidratos, proteínas e lipídios essenciais ao embrião em desenvolvimento.
Cotilédone
Folha embrionária primordial presente na semente; atua na transferência de reservas nutritivas ou fotossíntese inicial pós-germinação.
Pseudofruto
Estrutura carnosa comestível desenvolvida a partir de partes florais externas ao ovário, como receptáculo, pedúnculo ou perianto.
Fruto partenocárpico
Fruto desenvolvido a partir do ovário vegetal sem ocorrência prévia de fecundação, resultando em ausência natural de sementes.

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