Organologia Vegetal

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Estudo dos órgãos vegetais, estruturas e funções das plantas para estudantes.

61 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Botânica Publicado
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Órgãos vegetativos
Partes responsáveis pela nutrição, suporte e sobrevivência da planta, formadas por raiz, caule e folhas.
Órgãos reprodutivos
Estruturas que asseguram a reprodução e perpetuação da espécie, representadas por flores, frutos e sementes nas angiospermas.
Raiz: função principal
Fixa a planta no solo e absorve água e sais minerais essenciais para o crescimento.
Coifa da raiz
Capa protetora na ponta da raiz que perfura a terra sem danificar as células jovens em crescimento.
Zona pilífera da raiz
Região coberta por pelos microscópicos que aumentam a área de absorção de água e nutrientes.
Raiz pivotante (ou axial)
Possui um eixo central mais grosso e raízes secundárias menores. Típica de feijão, ipê e cenoura.
Raiz fasciculada (ou em cabeleira)
Conjunto de raízes finas e sem eixo principal evidente. Típica de grama, milho e arroz.
Raízes tuberosas
Raízes modificadas que acumulam reservas de carboidratos para a planta. Exemplos: mandioca, cenoura e beterraba.
Raízes escoras (ou suporte)
Brotam do caule e penetram na terra para dar mais equilíbrio à planta em terrenos instáveis, como nos mangues.
Pneumatóforos (raízes respiratórias)
Crescem verticalmente para fora da lama alagada para captar oxigênio do ar. Exemplo: mangue-preto.
Raízes aéreas
Raízes que ficam expostas ao ar e absorvem umidade ambiente sem tocar o chão. Exemplos: orquídeas e bromélias.
Haustórios (raízes sugadoras)
Penetram no corpo de outra planta para sugar seiva e nutrientes. Presentes em parasitas como o cipó-chumbo.
Caule: função principal
Sustenta folhas, flores e frutos, além de transportar água e seiva por toda a planta.
Nós e entrenós do caule
Nós são os pontos onde brotam folhas e ramos; entrenós são os espaços vazios entre um nó e o outro.
Gema apical do caule
Ponta superior do caule com células que se multiplicam, permitindo o crescimento vertical da planta.
Gemas axilares (laterais)
Brotos localizados nas laterais do caule que dão origem a ramos laterais, folhas ou flores.
Tronco
Caule aéreo, rígido, lenhoso e ramificado, característico da maioria das árvores como mangueira e carvalho.
Haste
Caule aéreo fino, verde e flexível, que realiza fotossíntese. Típico de roseiras e margaridas.
Colmo
Caule cilíndrico marcado por nós e entrenós bem visíveis. Exemplos: cana-de-açúcar (cheio) e bambu (oco).
Estípite
Caule comprido sem ramificações com um tufo de folhas apenas no topo. Típico das palmeiras e coqueiros.
Caule rastejante (estolão)
Cresce horizontalmente sobre a terra e cria novas raízes e brotos nos nós. Exemplo: morangueiro.
Caule volúvel
Caule flexível que se enrola em suportes físicos para crescer verticalmente. Exemplo: maracujá.
Rizoma
Caule subterrâneo que cresce na horizontal e emite folhas e raízes para cima e para baixo. Exemplo: gengibre e samambaia.
Tubérculo
Caule subterrâneo dilatado que guarda amido e possui gemas que brotam. Exemplo: batata-inglesa.
Bulbo
Estrutura subterrânea formada por um caule diminuto envolto por folhas grossas e carnosas. Exemplos: cebola e alho.
Cladódio
Caule verde, carnoso e achatado que faz fotossíntese e guarda água enquanto as folhas viram espinhos. Exemplo: cacto.
Gavinhas
Estruturas em espiral (folhas ou ramos modificados) que se enrolam em cercas para prender a planta. Exemplo: videira.
Folha: função principal
Produzir alimento por meio da fotossíntese, além de regular a respiração e a perda de água da planta.
Limbo da folha
Parte laminar, achatada e verde da folha onde ocorrem a maior parte da captação de luz e a fotossíntese.
Pecíolo
Haste pequena que conecta o limbo da folha ao caule da planta.
Estômatos
Poros microscópicos nas folhas que se abrem e fecham para permitir trocas de gases e controlar a transpiração.
Nervuras foliares
Canais visíveis na folha que conduzem água e nutrientes; sustentam a lâmina foliar.
Espinhos foliares
Folhas reduzidas e pontiagudas que diminuem a perda de água por transpiração e afastam herbívoros, como nos cactos.
Brácteas
Folhas modificadas e coloridas perto de flores sem brilho para atrair animais polinizadores. Exemplo: primavera (buganvília).
Xilema
Vasos condutores que levam água e sais minerais (seiva bruta) da raiz até as folhas.
Floema
Vasos que distribuem açúcares produzidos na fotossíntese (seiva elaborada) das folhas para o resto da planta.
Transpiração vegetal
Eliminação de vapor de água pelos estômatos das folhas, ajudando a refrescar a planta e puxar água da raiz.
Gutação
Eliminação de água líquida em gotas pelas bordas das folhas quando o ar está saturado de umidade.
Flor: função principal
Estrutura reprodutiva das angiospermas responsável pela polinização e formação de sementes e frutos.
Sépala e cálice
Sépalas são folhas verdes da base que protegem o botão floral antes de abrir; o conjunto delas é o cálice.
Pétala e corola
Pétalas são folhas coloridas e atrativas; o conjunto de todas as pétalas forma a corola.
Estame (androceu)
Órgão reprodutor masculino da flor, formado por filete e antera, produtor dos grãos de pólen.
Pistilo ou carpelo (gineceu)
Órgão reprodutor feminino da flor, formado por estigma, estilete e ovário, que abriga os óvulos.
Estigma da flor
Topo pegajoso do pistilo feminino onde o grão de pólen cai e gruda durante a polinização.
Polinização
Transporte do grão de pólen da antera de uma flor até o estigma receptor, mediado por vento, água ou animais.
Fecundação vegetal
União do gameta masculino do pólen com o óvulo no ovário da flor, gerando o embrião vegetal.
Fruto: função principal
Estrutura originada do ovário maduro da flor que protege a semente e atrai animais para dispersá-la.
Pericarpo
Parede do fruto dividida em três camadas: epicarpo (casca), mesocarpo (polpa) e endocarpo (camada interna).
Frutos carnosos do tipo baga
Apresentam polpa macia por inteiro e contêm muitas sementes fáceis de separar. Exemplos: tomate, melancia e uva.
Frutos carnosos do tipo drupa
Possuem polpa macia e uma semente única protegida por um caroço duro e lenhoso. Exemplos: pêssego, manga e azeitona.
Frutos secos deiscentes
Frutos sem polpa suculenta que se abrem sozinhos quando secam para soltar as sementes. Exemplo: feijão e ervilha.
Frutos secos indeiscentes
Frutos secos que não se abrem sozinhos ao amadurecer. Exemplos: castanha, girassol e milho.
Pseudofruto
Estrutura suculenta que se desenvolve de outra parte da flor que não o ovário. Exemplos: maçã, caju e morango.
Frutos partenocárpicos
Frutos que crescem sem que haja fecundação, não desenvolvendo sementes viáveis. Exemplo natural: banana comercial.
Semente: função principal
Abriga, nutre e protege o embrião de uma nova planta até que as condições permitam germinar.
Tegumento da semente
Casca protetora externa da semente que a defende contra dessecação e parasitas.
Endosperma
Tecido de reserva nutricional dentro da semente que alimenta o embrião durante a germinação.
Cotilédones
Folhas embrionárias dentro da semente que absorvem e transferem nutrientes para a nova plantinha nascer.
Monocotiledôneas
Plantas com apenas um cotilédone na semente, raízes em cabeleira e nervuras paralelas. Exemplos: milho, grama e cana.
Eudicotiledôneas
Plantas com dois cotilédones na semente, raízes pivotantes e folhas com nervuras em rede. Exemplos: feijão e café.
Dispersão de sementes
Processo de espalhar sementes para longe da planta-mãe através do vento, água, animais ou explosão do fruto.

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