Brasil Colonial

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Estudo sobre os principais eventos, ciclos e instituições do Brasil colonial. Destinado a estudantes para preparação escolar e vestibulares.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
Uma versão maior deste conjunto: História do Brasil: Descobrimento e Colônia (58 cartões)
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Cartões · 52

Tratado de Tordesilhas (1494)
Acordo entre Portugal e Espanha que dividiu as terras descobertas fora da Europa, garantindo a posse lusitana sobre parte da costa brasileira.
Período Pré-Colonial (1500-1530)
Fase inicial de exploração sem povoamento fixo, focada na extração do pau-brasil por meio do escambo com povos indígenas.
Feitorias
Postos fortificados no litoral usados para armazenar pau-brasil e proteger a costa contra corsários antes da colonização efetiva.
Escambo
Sistema de troca de mercadorias sem uso de moeda, no qual indígenas forneciam mão de obra em troca de ferramentas e adornos europeus.
Expedição de Martim Afonso de Sousa (1530)
Missão que iniciou o povoamento formal, combateu franceses e fundou a primeira vila brasileira, São Vicente, em 1532.
Capitanias Hereditárias
Divisão da colônia em faixas de terra doadas a capitães donatários para promover o povoamento com recursos privados.
Carta de Doação e Carta Foral
Documentos jurídicos que concediam a posse da capitania ao donatário e estabeleciam seus direitos, deveres e tributos reais.
Governo-Geral (1548)
Centralização político-administrativa da colônia criada após o fracasso de grande parte das capitanias hereditárias.
Tomé de Sousa
Primeiro governador-geral do Brasil, responsável pela fundação de Salvador em 1549, a primeira capital da colônia.
Câmaras Municipais
Órgãos de poder local administrados pelos homens-bons, responsáveis pelas leis locais, finanças e infraestrutura das vilas.
Homens-bons
Elite colonial de proprietários de terras e escravos que detinha o monopólio político nas câmaras municipais.
Plantation
Modelo agrário colonial baseado no latifúndio, monocultura para exportação e uso extensivo de mão de obra escravizada.
Ciclo do Açúcar
Principal atividade econômica colonial nos séculos XVI e XVII, concentrada no Nordeste devido ao solo massapê e ao clima favorável.
Pacto Colonial (Exclusivo Metropolitano)
Sistema de monopólio comercial pelo qual o Brasil só podia comercializar seus produtos e comprar manufaturas de Portugal.
Companhia de Jesus (Jesuítas)
Ordem religiosa responsável pela catequese indígena, criação de colégios e proteção parcial dos nativos contra a escravidão.
Missões ou Reduções Jesuíticas
Aldeamentos organizados por padres jesuítas para catequizar e aculturar indígenas, afastando-os do convívio com colonos.
França Antártica (1555-1567)
Tentativa francesa de fundar uma colônia na Baía de Guanabara, expulsa pelos portugueses liderados por Estácio de Sá.
Confederação dos Tamoios
Aliança de tribos indígenas tupinambás com franceses para resistir à dominação e à escravização imposta pelos portugueses.
União Ibérica (1580-1640)
Período em que Portugal e seus domínios foram governados pela Espanha, anulando temporariamente os limites de Tordesilhas.
Invasões Holandesas na Bahia (1624-1625)
Ocupação breve de Salvador pela Companhia das Índias Ocidentais para controlar o centro comercial do açúcar.
Invasões Holandesas em Pernambuco (1630-1654)
Longa ocupação do polo açucareiro nordestino com controle direto sobre a produção e o refino do açúcar.
Governo de Maurício de Nassau (1637-1644)
Fase de ouro do domínio holandês em Pernambuco, marcada por urbanização do Recife, tolerância religiosa e incentivos à lavoura.
Insurreição Pernambucana (1645-1654)
Revolta armada de colonos, indígenas e negros que resultou na expulsão definitiva das tropas holandesas do Nordeste.
Crise do Açúcar Colonial
Queda nos lucros portugueses decorrente da concorrência do açúcar produzido pelos holandeses expulsos nas Antilhas.
Tráfico Negreiro Transatlântico
Comércio compulsório e desumano que transportou milhões de africanos escravizados para alimentar a economia açucareira e mineradora.
Navio Negreiro (Tumbeiro)
Embarcações superlotadas que transportavam cativos africanos sob condições precárias, gerando alta taxa de mortalidade na travessia.
Quilombo dos Palmares
Maior núcleo de resistência à escravidão no Brasil, localizado em Alagoas e liderado por Ganga Zumba e Zumbi até sua destruição.
Bandeirantes
Expedicionários paulistas que desbravaram o interior em busca de riquezas minerais, capturando indígenas e quilombolas.
Entradas e Bandeiras
Expedições ao interior da colônia: as entradas eram oficiais e estatais, enquanto as bandeiras eram iniciativas privadas paulistas.
Bandeiras de Apresamento
Expedições paulistas com o objetivo específico de capturar indígenas aldeados para servirem como mão de obra escrava.
Bandeiras de Prospecção
Incursões paulistas focadas na busca por metais preciosos, fundamentais para a descoberta das minas em Minas Gerais e Goiás.
Sertanismo de Contrato
Contratação de bandeirantes por proprietários de terras para destruir quilombos rebeldes e subjugar revoltas indígenas.
Guerra dos Emboabas (1707-1709)
Conflito nas minas entre descobridores paulistas e forasteiros pelo controle dos campos auríferos de Minas Gerais.
Guerra dos Mascates (1710-1711)
Disputa em Pernambuco entre os senhores de engenho de Olinda endividados e os comerciantes portugueses de Recife.
Revolta de Beckman (1684)
Rebelião no Maranhão contra os abusos da Companhia de Comércio local e a proibição da escravização indígena pelos jesuítas.
Revolta de Filipe dos Santos (1720)
Levante em Vila Rica contra os altos impostos e a criação obrigatória das Casas de Fundição pela Coroa.
Ciclo do Ouro
Período do século XVIII marcado pela intensa extração de ouro de aluvião em Minas Gerais, transformando a demografia e a urbanização.
Intendência das Minas
Órgão máximo criado por Portugal para fiscalizar, administrar as jazidas e cobrar tributos na região mineradora.
Casas de Fundição
Locais oficiais onde o ouro era fundido em barras, selado com as armas reais e retido o imposto do quinto antes da circulação.
O Quinto
Tributo régio correspondente a vinte por cento de todo o ouro extraído na capitania das Minas Gerais.
A Derrama
Cobrança forçada e coletiva dos atrasados tributários quando a cota anual mínima de cem arrobas de ouro não era atingida.
Transferência da Capital para o Rio de Janeiro (1763)
Mudança da sede colonial de Salvador para o Rio para aproximar a administração dos portos de escoamento do ouro das minas.
Tratado de Madri (1750)
Acordo baseado no princípio do uti possidetis, redefinindo as fronteiras e reconhecendo a expansão territorial luso-brasileira.
Reformas Pombalinas
Medidas modernizadoras do Marquês de Pombal, incluindo o fim das capitanias hereditárias e a expulsão dos jesuítas do império.
Expulsão dos Jesuítas (1759)
Ordem pombalina que confiscou os bens dos inacianos e secularizou a administração e o ensino colonial.
Inconfidência Mineira (1789)
Movimento separatista da elite de Minas Gerais contra os abusos fiscais da Coroa, influenciado pelas ideias iluministas.
Tiradentes
Joaquim José da Silva Xavier, único conspirador da Inconfidência Mineira condenado à morte e transformado em mártir cívico.
Conjuração Baiana (1798)
Revolta popular em Salvador que defendia a proclamação da república, a independência e a abolição da escravidão.
Troperismo
Atividade de transporte em mulas que integrou o Sul e o Sudeste, abastecendo as áreas mineradoras de gado e gêneros básicos.
Barroco Mineiro
Expressão artística e religiosa do apogeu minerador, cujos expoentes máximos foram Aleijadinho e Mestre Ataíde.
Chegada da Família Real (1808)
Fuga da corte portuguesa após invasão napoleônica, evento que encerrou na prática a fase estritamente colonial.
Abertura dos Portos às Nações Amigas (1808)
Decreto de D. João que pôs fim formal ao Pacto Colonial, permitindo o comércio direto do Brasil com nações aliadas.

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