Brasil Pré-Colonial e Colonial

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Estudo sobre os principais eventos, ciclos econômicos e características do Brasil Pré-Colonial e Colonial focado no ENEM.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
Uma versão maior deste conjunto: História: Brasil Colônia (50 cartões)
Toque no cartão para virar

Cartões · 50

Período Pré-Colonial (1500-1530)
Fase marcada pelo desinteresse mercantil imediato de Portugal, extrativismo de pau-brasil e expedições guarda-costas.
Escambo
Troca de trabalho indígena pelo corte e transporte do pau-brasil em troca de quinquilharias europeias (espelhos, machados).
Feitorias
Entrepostos fortificados no litoral usados para armazenar pau-brasil e proteger a costa contra corsários franceses.
Expedição de Martim Afonso de Sousa (1530)
Marco da colonização efetiva para combater a presença francesa, fundar São Vicente (1532) e iniciar o cultivo de cana.
Capitanias Hereditárias (1534)
Divisão do território em 15 faixas de terra doadas a capitães donatários; fracassou pela falta de recursos e resistência nativa.
Carta de Doação e Foral
Documentos jurídicos que regulavam a posse da capitania: a Carta concedia a terra, e o Foral definia tributos e direitos.
Capitanias que prosperaram
Pernambuco e São Vicente, devido ao sucesso do cultivo da cana-de-açúcar e alianças estratégicas com indígenas.
Governo-Geral (1548)
Criado para centralizar a administração colonial e auxiliar as capitanias; Tomé de Sousa foi o primeiro governador-geral.
Salvador (1549)
Primeira capital do Brasil colonial, escolhida por sua posição estratégica e facilidade de comunicação com a metrópole.
Câmaras Municipais
Órgãos do poder local colonial controlados pelos homens-bons (grandes proprietários de terras e escravos).
Homens-bons
Elite agrária branca que dominava a política local nas Câmaras Municipais, excluindo escravizados, indígenas e mestiços.
Pacto Colonial (Exclusivo Metropolitano)
Sistema mercantilista no qual a colônia só podia comercializar diretamente com sua metrópole (Portugal).
Plantation açucareira
Modelo produtivo baseado em latifúndio (grandes terras), monocultura de cana, mão de obra escravizada e foco na exportação.
Sociedade Açucareira
Estrutura social patriarcal, rural, estratificada e com baixíssima mobilidade social, centrada na figura do senhor de engenho.
Casa-Grande e Senzala
Espaços físicos e simbólicos que expressavam a hierarquia e o abismo social entre senhores e escravizados na colônia.
Participação Holandesa no Açúcar
Financiamento do refino, transporte e distribuição do açúcar na Europa por comerciantes e bancos neerlandeses.
Escravidão Indígena
Utilizada no início da colonização e na periferia econômica; sofreu oposição dos jesuítas e foi substituída pela africana.
Tráfico Negreiro Atlântico
Comércio altamente lucrativo para a Coroa e burguesia mercantil, fornecendo mão de obra forçada para a colônia.
Justificativa ideológica da escravidão
Discursos religiosos da Igreja Católica afirmavam a salvação da alma do africano pelo batismo e aceitação do sofrimento.
Guerra Justa
Mecanismo jurídico que permitia escravizar indígenas que resistissem violentamente à evangelização ou colonização.
Missões Jesuíticas (Reduções)
Aldeamentos jesuítas para catequizar e aculturar indígenas, protegendo-os da escravidão mas destruindo suas tradições.
Bandeirantismo de Apresamento
Expedições paulistas ao interior para capturar indígenas, destruindo missões jesuíticas espanholas no Sul.
Bandeirantismo de Prospecção
Expedições que penetravam os sertões em busca de metais preciosos, culminando na descoberta de ouro em Minas Gerais.
Sertanismo de Contrato
Contratação de bandeirantes por fazendeiros e pela Coroa para destruir quilombos e combater índios rebelados.
União Ibérica (1580-1640)
Unificação das coroas de Portugal e Espanha sob Filipe II, rompendo temporariamente o Tratado de Tordesilhas.
Invasões Holandesas no Nordeste
Ataques da Companhia das Índias Ocidentais motivados pelo embargo espanhol ao comércio açucareiro com a Holanda.
Governo de Maurício de Nassau (1637-1644)
Fase de ouro do domínio holandês em Pernambuco, marcada por tolerância religiosa, urbanização do Recife e apoio financeiro.
Insurreição Pernambucana (1645-1654)
Movimento luso-brasileiro que expulsou os holandeses, impulsionado pela cobrança de dívidas após a saída de Nassau.
Crise do Ciclo do Açúcar
Decadência das exportações brasileiras gerada pela forte concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas.
Ciclo do Ouro (século XVIII)
Deslocamento do eixo econômico e demográfico para o Sudeste após a descoberta de ouro nas Gerais.
Sociedade Mineradora
Mais urbana, diversificada e com maior presença de setores médios (artesãos, tropeiros) em comparação à açucareira.
Mudança da Capital para o Rio de Janeiro (1763)
Medida para aproximar a capital da região mineradora e facilitar a fiscalização do escoamento do ouro pelo porto.
Intendência das Minas (1702)
Órgão colonial responsável pela distribuição de datas (lotes de mineração), cobrança de impostos e justiça na área do ouro.
Quinto
Imposto de 20% cobrado pela Coroa portuguesa sobre todo o metal precioso extraído no Brasil Colonial.
Casas de Fundição
Postos fiscais onde o ouro em pó ou pepita era fundido em barras, selado com o brasão real e tributado com o quinto.
Finta e Capitação
Formas de cobrança tributária na mineração: a finta era uma cota fixa anual; a capitação taxava o número de escravos.
Derrama
Cobrança forçada e violenta dos tributos atrasados do ouro para atingir a meta anual metropolitana de 100 arrobas.
Guerra dos Emboabas (1707-1709)
Conflito pelo controle das minas de ouro entre os bandeirantes paulistas (descobridores) e forasteiros (emboabas).
Revolta de Felipe dos Santos (1720)
Rebelião em Vila Rica contra a criação das Casas de Fundição e a opressão fiscal da Coroa em Minas Gerais.
Barroco Mineiro
Expressão artística ligada à religiosidade e à riqueza mineradora, tendo Aleijadinho e Mestre Ataíde como ícones.
Pecuária Colonial
Atividade subsidiária no sertão nordestino e sul que usava mão de obra livre/mestiça e avançava para o interior do país.
Tropeirismo
Comércio de mulas e abastecimento de víveres das províncias do Sul e São Paulo para a região mineradora.
Tratado de Madri (1750)
Consagrou o princípio do Uti Possidetis, reconhecendo a posse portuguesa das terras efetivamente ocupadas além de Tordesilhas.
Reformas Pombalinas (1750-1777)
Modernização iluminista da administração colonial: expulsão dos jesuítas, fim das capitanias e aumento do controle fiscal.
Expulsão dos Jesuítas (1759)
Orquestrada pelo Marquês de Pombal para retirar a influência da Igreja sobre a educação e a submissão dos indígenas.
Quilombo dos Palmares
Maior centro de resistência negra à escravidão colonial, localizado em Alagoas e liderado por Ganga Zumba e Zumbi.
Formas de Resistência Escrava
Fugas, formação de quilombos, suicídio, infanticídio, manutenção de rituais religiosos africanos e quebra de ferramentas.
Inconfidência Mineira (1789)
Movimento elitista influenciado pelo Iluminismo e independência dos EUA; visava a república, mas não abolia a escravidão.
Tiradentes
Único condenado à morte e esquartejado na Inconfidência Mineira; transformado em herói republicano no século XIX.
Conjuração Baiana / Revolta dos Alfaiates (1798)
Movimento de caráter popular e republicano na Bahia que defendia o fim do domínio português e a abolição da escravidão.

Outras versões deste tópico

Conjuntos relacionados

Mais em História do Brasil →