História: Brasil Colônia
Estudo sobre os principais eventos, causas, consequências e personagens do Brasil Colônia, voltado para estudantes de história, vestibulares e concursos.
Cartões · 50
- Tratado de Tordesilhas (1494)
- Causa: disputa territorial luso-espanhola. Consequência: divisão das terras descobertas pelo meridiano a 370 léguas de Cabo Verde, garantindo posse portuguesa sobre o leste brasileiro.
- Expedição de Pedro Álvares Cabral (1500)
- Causa: busca por rotas comerciais às Índias e consolidação territorial. Consequência: chegada oficial da frota portuguesa à costa brasileira em Porto Seguro.
- Período Pré-Colonial (1500–1530)
- Causa: desinteresse português imediato perante os lucros do comércio oriental. Consequência: exploração esporádica de pau-brasil via escambo sem fixação de povoamento duradouro.
- Escambo de pau-brasil
- Causa: necessidade de mão de obra para extração e transporte de madeira. Consequência: troca de trabalho indígena por ferramentas e quinquilharias europeias, desmatando a Mata Atlântica.
- Expedição de Martim Afonso de Sousa (1530)
- Causa: ameaças de invasão francesa e crise comercial na Índia. Consequência: fundação da primeira vila colonial (São Vicente) e início do povoamento e cultivo de cana.
- Sistema de Capitanias Hereditárias (1534)
- Causa: necessidade da Coroa de terceirizar os altos custos de colonização. Consequência: fracasso da maioria dos lotes por isolamento e ataques indígenas, exceto Pernambuco e São Vicente.
- Criação do Governo-Geral (1548)
- Causa: falta de unidade e crise das capitanias hereditárias. Consequência: centralização político-administrativa e fundação de Salvador como primeira capital colonial.
- Tomé de Sousa
- Primeiro governador-geral do Brasil (1549); fundou Salvador, instalou a burocracia colonial, organizou as finanças e trouxe os primeiros jesuítas chefiados por Manuel da Nóbrega.
- Duarte da Costa
- Segundo governador-geral (1553–1558); enfrentou conflitos internos entre colonos e jesuítas e permitiu a invasão francesa na Baía de Guanabara.
- Mem de Sá
- Terceiro governador-geral (1558–1572); pacificou tribos hostis e liderou a expulsão definitiva dos franceses da Baía de Guanabara com apoio de Estácio de Sá.
- Companhia de Jesus e Padre Manuel da Nóbrega
- Causa: expansão da fé católica na Contra-Reforma. Consequência: catequese dos nativos em aldeamentos, conflitos com colonos escravistas e criação do Colégio de São Paulo.
- Padre José de Anchieta
- Jesuíta fundamental na catequese indígena; compôs a primeira gramática da língua tupi e atuou na pacificação da Confederação dos Tamoios.
- Confederação dos Tamoios
- Causa: escravização forçada e violência portuguesa contra povos originários. Consequência: aliança militar entre tribos tupinambás e franceses contra a colonização portuguesa.
- França Antártica (1555–1567)
- Causa: pretensões huguenotes de refúgio e quebra do monopólio colonial ibérico. Consequência: ocupação da Guanabara sob Villegagnon, expulsos por forças de Mem de Sá.
- França Equinocial (1612–1615)
- Causa: ambição francesa de estabelecer colônia no Maranhão. Consequência: fundação do Forte de São Luís e posterior expulsão das tropas de Daniel de La Touche por portugueses.
- Plantation açucareira
- Base socioeconômica nordestina caracterizada por latifúndio, monocultura da cana-de-açúcar para exportação e uso sistemático de mão de obra escravizada.
- Senhor de Engenho
- Figura central da sociedade patriarcal colonial; proprietário de terras e escravizados com ampla autoridade econômica, jurídica e militar no âmbito privado.
- Casa-Grande e Senzala
- Estruturas físicas e sociais do engenho: a Casa-Grande sediava o poder do senhor patriarcal, enquanto a Senzala abrigava cativos sob vigilância e privações.
- Tráfico Negreiro Transatlântico
- Causa: alta rentabilidade mercantil e carência de trabalhadores nos engenhos. Consequência: transporte violento de milhões de africanos escravizados, gerando acúmulo de capital.
- Pacto Colonial (Exclusivo Metropolitano)
- Causa: política mercantilista lusa para acumulação de divisas. Consequência: proibição do Brasil de comerciar com outras nações ou desenvolver manufaturas concorrentes.
- Câmaras Municipais e Homens Bons
- Órgãos de poder local nas vilas controlados exclusivamente por latifundiários e senhores de escravos ('homens bons'), que geriam impostos, segurança e infraestrutura.
- União Ibérica (1580–1640)
- Causa: desaparecimento de D. Sebastião e coroação de Felipe II de Espanha. Consequência: anulação prática de Tordesilhas e atração de ataques de rivais espanhóis, como os holandeses.
- Invasão Holandesa na Bahia (1624–1625)
- Causa: tentativa da Companhia das Índias Ocidentais (WIC) de controlar o comércio de açúcar. Consequência: resistência luso-espanhola rápida que expulsou os invasores da capital.
- Invasão Holandesa em Pernambuco (1630–1654)
- Causa: controle dos ricos engenhos nordestinos pela WIC. Consequência: domínio batavo no Nordeste por 24 anos e reestruturação urbana de Recife sob Maurício de Nassau.
- Governo de Maurício de Nassau (1637–1644)
- Administrador holandês que promoveu tolerância religiosa, empréstimos aos produtores locais e reformas urbanísticas, científicas e artísticas no Recife.
- Insurreição Pernambucana (1645–1654)
- Causa: cobrança agressiva de dívidas pela WIC após saída de Nassau. Consequência: expulsão definitiva dos holandeses e fortalecimento de uma identidade luso-brasileira.
- Batalhas dos Guararapes (1648 e 1649)
- Confrontos decisivos na Insurreição Pernambucana marcados pela união de colonos brancos, indígenas (Filipe Camarão) e afrodescendentes (Henrique Dias).
- Crise da Economia Açucareira
- Causa: concorrência do açúcar produzido pelos holandeses expulsos nas Antilhas. Consequência: queda acentuada dos lucros do açúcar colonial brasileiro no fim do século XVII.
- Quilombo dos Palmares
- Maior foco de resistência negra à escravidão colonial em Alagoas; congregou milhares de foragidos por quase um século até ser destruído em 1695.
- Zumbi dos Palmares
- Último líder militar de Palmares; resistiu às investidas coloniais até ser morto em 20 de novembro de 1695 por tropas comandadas pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.
- Bandeirantes paulistas
- Expedicionários de São Paulo que desbravaram o sertão colonial em busca de escravização indígena (apresamento) e jazidas minerais (prospecção).
- Bandeira de Domingos Jorge Velho
- Expedição sertanista contratada pelo governo colonial paulista para reprimir revoltas e executar a destruição final do Quilombo dos Palmares em 1695.
- Descoberta de ouro nas Minas Gerais (fins do século XVII)
- Causa: expedições de apresamento e prospecção bandeirante. Consequência: corrida migratória para o interior, urbanização rápida e deslocamento do eixo socioeconômico ao Sudeste.
- Guerra dos Emboabas (1707–1709)
- Causa: disputa pelas jazidas de ouro entre descobridores paulistas e forasteiros ('emboabas'). Consequência: vitória dos emboabas e criação da capitania de São Paulo e Minas de Ouro.
- Guerra dos Mascates (1710–1711)
- Causa: rivalidade entre a nobreza agrária decadente de Olinda e comerciantes portugueses ('mascates') de Recife. Consequência: autonomia de Recife como sede administrativa.
- Revolta de Beckman (1684)
- Causa: crise de mão de obra e insatisfação com os abusos comerciais da Companhia do Maranhão. Consequência: deposição das autoridades pelos revoltosos e posterior enforcamento de Manuel Beckman.
- Revolta de Filipe dos Santos (1720)
- Causa: revolta popular em Vila Rica contra a criação das Casas de Fundição e a taxa do Quinto. Consequência: execução de Filipe dos Santos e criação da Capitania de Minas Gerais.
- Quinto e Casas de Fundição
- Mecanismo colonial de arrecadação em que 20% de todo ouro extraído era retido pela Coroa, sendo as pepitas derretidas e carimbadas em barras oficiais.
- Derrama e Finta
- Cobrança forçada do saldo remanescente quando as Minas Gerais não atingiam a meta tributária anual de 100 arrobas de ouro imposta pela Coroa portuguesa.
- Barroco Mineiro e Aleijadinho
- Manifestação artística financiada pela economia do ouro, marcada por templos rococó e esculturas sacras em pedra-sabão do mestre Antônio Francisco Lisboa.
- Transferência da Capital para o Rio de Janeiro (1763)
- Causa: necessidade de escoar o ouro mineiro e defender o litoral sul. Consequência: consolidação do Rio de Janeiro como principal polo administrativo colonial.
- Reformas Pombalinas no Brasil (1750–1777)
- Causa: tentativa do Marquês de Pombal de modernizar a economia metropolitana. Consequência: expulsão dos jesuítas, extinção das capitanias hereditárias restantes e arrocho fiscal.
- Expulsão dos Jesuítas (1759)
- Causa: oposição jesuítica às reformas pombalinas e controle da educação colonial. Consequência: laicização estatal do ensino, decadência educacional e secularização das missões.
- Tratado de Madri (1750)
- Acordo baseado no princípio do 'uti possidetis' consagrado por Alexandre de Gusmão, expandindo oficialmente o território do Brasil para muito além de Tordesilhas.
- Guerra Guaranítica (1753–1756)
- Causa: resistência de indígenas e jesuítas à entrega dos Sete Povos das Missões à Coroa lusa segundo o Tratado de Madri. Consequência: massacre de tropas indígenas lideradas por Sepé Tiaraju.
- Inconfidência Mineira (1789)
- Causa: cobrança iminente da derrama e influência de ideias iluministas e da independência americana. Consequência: traição do grupo, prisão de conjurados e enforcamento público de Tiradentes.
- Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier)
- Alferes e conspirador mineiro; assumiu integralmente sua responsabilidade na Inconfidência Mineira, tornando-se o único executado do movimento e posterior mártir republicano.
- Conjuração Baiana / Revolta dos Alfaiates (1798)
- Causa: carestia de alimentos e ideias iluministas da Revolução Francesa. Consequência: levante popular defendendo independência, república e abolição da escravidão, duramente reprimido.
- Cipriano Barata
- Médico, filósofo e publicista baiano; participou da Conjuração Baiana e atuou como uma das vozes liberais e anticoloniais mais radicais do período.
- Abertura dos Portos às Nações Amigas (1808)
- Causa: chegada da família real portuguesa ao Brasil sob bloqueio continental francês. Consequência: fim formal do Pacto Colonial e privilégios comerciais britânicos no mercado brasileiro.