Cinomose canina

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Este conjunto aborda a cinomose canina, incluindo transmissão, patogênese, protocolos de vacinação e manejo clínico para estudantes e profissionais de medicina veterinária.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Medicina veterinária Publicado
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O que é a cinomose canina?
Doença viral multissistêmica grave e altamente contagiosa causada por um Morbillivirus da família Paramyxoviridae.
Principal via de transmissão do vírus da cinomose canina (CDV)
Inalação ou contato direto com secreções respiratórias em aerossóis eliminadas por animais infectados.
Outras vias de eliminação e transmissão viral
Urina, fezes, saliva e exsudatos oculares; além de transmissão transplacentária em cadelas gestantes.
Tropismo tecidual inicial do vírus da cinomose
Tecido linfoide do trato respiratório superior, disseminando-se para órgãos linfoides e epitélios.
Idade de início do protocolo vacinal em filhotes
Entre 6 e 8 semanas de vida, reduzindo a interferência de anticorpos maternos transitórios.
Intervalo padrão entre as doses da vacina essencial em filhotes
A cada 3 a 4 semanas (21 a 28 dias) até completarem pelo menos 16 semanas de idade.
Idade mínima recomendada para a última dose vacinal primária
16 semanas de idade (ou mais), garantindo proteção após a queda total dos anticorpos maternos.
Protocolo vacinal para cães adultos sem histórico de vacinação
Administração de duas doses de vacina múltipla (V8 ou V10) com intervalo de 3 a 4 semanas.
Periodicidade do reforço vacinal para cães adultos
Reforço anual ou a cada 3 anos dependendo do tipo vacinal, risco epidemiológico e testes sorológicos.
Tipo de antígeno utilizado nas vacinas convencionais mais eficazes
Vírus vivo modificado (atenuado), que confere resposta imune celular e humoral mais robusta.
Uso de vacinas de vetor recombinante (Canarypox)
Úteis em filhotes muito jovens, pois contornam a interferência de altos níveis de anticorpos maternos.
Isolamento de animais suspeitos ou confirmados
Isolamento estrito em enfermaria de infectocontagiosas com pressão negativa e barreiras físicas.
EPIs essenciais para o manejo de pacientes com cinomose
Avental descartável, luvas, propés ou calçados exclusivos, e máscara de proteção respiratória.
Desinfetantes eficazes contra o vírus da cinomose no ambiente
Hipoclorito de sódio (0,5%), compostos de amônio quaternário, peróxido de hidrogênio e etanol a 70%.
Resistência do vírus da cinomose no ambiente externo
Baixa estabilidade ambiental, sendo sensível ao calor, à dessecação e à maioria dos desinfetantes comuns.
Objetivo primário da fluidoterapia na cinomose
Restaurar a volemia, corrigir desidratação, manter a perfusão tecidual e corrigir distúrbios eletrolíticos.
Cristaloide de escolha inicial para fluidoterapia
Soluções balanceadas como Ringer com Lactato ou Cloreto de Sódio a 0,9%.
Manejo da hipertermia bifásica inicial
Monitoramento térmico frequente e controle com antitérmicos seguros como dipirona, se necessário.
Indicação do uso de antibióticos na cinomose
Prevenção e controle de infecções bacterianas secundárias no trato respiratório e gastrointestinal.
Antibióticos comumente utilizados para infecções respiratórias secundárias
Doxiciclina, amoxicilina com clavulanato ou fluoroquinolonas (como a enrofloxacina em adultos).
Manejo da tosse e consolidação pulmonar bacteriana
Nebulização com solução salina, fisioterapia respiratória (tapotagem) e broncodilatadores se indicado.
Cuidado com secreções oculares e nasais purulentas
Limpeza frequente com gaze umedecida em solução fisiológica e remoção delicada de crostas.
Manejo oftálmico da ceratoconjuntivite seca associada
Pomadas lubrificantes oculares contínuas e imunomoduladores tópicos como ciclosporina ou tacrolimo.
Manejo de êmese e náuseas na fase gastrointestinal
Administração de antieméticos centrais como maropitant, ondansetrona ou metoclopramida.
Manejo da diarreia e proteção da mucosa digestiva
Protetores de mucosa (sucralfato), probióticos e reposição agressiva de eletrólitos por via venosa.
Estratégia nutricional em pacientes anoréxicos
Dietas hipercalóricas pastosas, alimentação assistida ou uso precoce de sonda nasoesofágica/esofágica.
Papel das vitaminas do complexo B no suporte
Estimulam o apetite, atuam como cofatores metabólicos e auxiliam na homeostase do sistema nervoso.
Suplementação de vitamina A na cinomose
Ajuda a manter a integridade de mucosas e epitélios danificados pela replicação viral.
Controle de crises epilépticas agudas ou estado de mal epiléptico
Administração de benzodiazepínicos como diazepam ou midazolam por via intravenosa ou retal.
Anticonvulsivante oral de primeira linha para manutenção neurológica
Fenobarbital oral, ajustando a dose de acordo com a dosagem sérica e resposta clínica.
Fármacos adjuvantes para convulsões refratárias
Levetiracetam, brometo de potássio ou gabapentina associados ao fenobarbital.
Manejo clínico do mioclono (espasmos musculares rítmicos)
Geralmente refratário a anticonvulsivantes; uso de relaxantes musculares ou gabapentina para conforto.
Controle do edema cerebral em fase neurológica aguda
Uso de manitol a 20% ou solução salina hipertônica a 7,5% sob monitoramento rigoroso.
Controvérsia sobre o uso de corticosteroides na cinomose
Contraindicados na fase virêmica por imunossupressão, mas avaliados em doses anti-inflamatórias tardias.
Existe antiviral específico aprovado e comprovado para cinomose canina?
Não, o tratamento permanece exclusivamente de suporte, visando manter o cão até a resposta imune.
Uso de soro hiperimune comercial em casos precoces
Administrado no início da infecção para fornecer anticorpos prontos, embora com eficácia controversa.
Manejo de feridas e hiperqueratose coxilar ou nasal
Aplicação de pomadas hidratantes emolientes e proteção mecânica para evitar fissuras dolorosas.
Cuidados de enfermagem em cães com recumbência prolongada
Mudança decúbito a cada 2 a 4 horas, colchões macios (casca de ovo) e higiene perineal contínua.
Prevenção de úlceras de pressão e dermatites por urina
Manter a pele sempre limpa e seca, usando talcos protetores, fraldas trocadas com frequência ou sondagem.
Manejo da retenção urinária em pacientes paraparesicos
Esvaziamento manual frequente da bexiga (manobra de Credé) ou cateterismo vesical intermitente.
Fisioterapia motora na fase de sequelas neurológicas
Mobilização passiva, cinesioterapia e acupuntura para preservar a massa muscular e mobilidade articular.
Manejo da dor neuropática na fase neurológica
Uso de fármacos analgésicos específicos como gabapentina, pregabalina e opioides conforme a gravidade.
Duração média do período de quarentena pós-recuperação clínica
Manter o cão isolado de outros não vacinados por várias semanas a meses, devido à eliminação viral na urina.
Método diagnóstico rápido comumente usado na rotina
Testes imunocromatográficos rápidos para pesquisa de antígeno viral em secreções conjuntivais ou nasais.
Método diagnóstico de alta sensibilidade e especificidade (padrão-ouro prático)
RT-PCR realizado em sangue total, swab de conjuntiva, urina ou líquor (LCR).
Manejo de fômites na clínica veterinária
Esterilização ou descarte imediato de tigelas, cobertores, guias e termômetros usados no paciente.
Importância da triagem na recepção da clínica veterinária
Identificar cães com sinais respiratórios ou neurológicos antes de entrarem na sala de espera comum.
Critérios para indicação de eutanásia humanitária
Dor intratável, estado epiléptico refratário contínuo e falência múltipla de órgãos sem resposta clínica.
Sequelas tardias em filhotes jovens que se recuperam
Hipoplasia do esmalte dentário permanente, mioclonias residuais crônicas e hiperqueratose.
Orientação aos tutores sobre contactantes assintomáticos
Isolar imediatamente, monitorar a temperatura diária e avaliar titulação de anticorpos ou revacinação.

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