Citologia do Trato Reprodutor Feminino

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Estudo da citologia do trato reprodutor feminino, focado nas fases do ciclo estral e características celulares. Destinado a estudantes de medicina veterinária.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Corpo humano Publicado
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Definição de proestro
Fase inicial do ciclo estral caracterizada pelo desenvolvimento folicular e aumento progressivo dos níveis de estrógeno.
Hormônio predominante no proestro
Estrogênio (estradiol-17β), produzido pelos folículos ovarianos em crescimento.
Duração média do proestro na cadela
Aproximadamente 9 dias, variando clinicamente entre 3 e 17 dias.
Efeito do estrógeno na mucosa vaginal
Promove espessamento do epitélio, hiperplasia celular e cornificação progressiva das células.
Aparência macroscópica da vulva no proestro
Edemaciada, túrgida e aumentada de volume.
Tipo de secreção vulvar típica do proestro
Secreção serossanguinolenta ou hemorrágica, decorrente da diapedese eritrocitária uterina.
Comportamento da fêmea frente ao macho no proestro
Atrai o macho devido aos feromônios, mas não permite a cópula ou monta.
Tipo celular predominante no início do proestro
Células parabasais e células intermediárias pequenas.
Tipo celular predominante no final do proestro
Células superficiais queratinizadas (anucleadas e nucleadas).
Morfologia das células parabasais
Pequenas, arredondadas ou ovais, com núcleo grande e proporção núcleo-citoplasma alta.
Morfologia das células intermediárias pequenas
Formato arredondado ou poligonal com bordas regulares e núcleo evidente.
Morfologia das células intermediárias grandes
Maiores, poligonais com bordas levemente angulosas e núcleo redondo bem preservado.
Morfologia das células superficiais nucleadas
Células grandes, poligonais com margens angulosas e núcleo picnótico ou retraído.
Células anucleadas ou escamas
Células totalmente queratinizadas, poligonais, sem núcleo visível e citoplasma pregueado.
Presença de hemácias no proestro
Frequente e abundante, especialmente nos primeiros dias devido à diapedese.
Presença de neutrófilos no início do proestro
Podem estar presentes em pequena a moderada quantidade.
Comportamento dos neutrófilos ao final do proestro
Diminuem progressivamente até desaparecerem devido à barreira do epitélio espessado.
Aspecto do fundo da lâmina no início do proestro
Fundo com muco, debris celulares, hemácias e bactérias visíveis.
Aspecto do fundo da lâmina no final do proestro
Fundo progressivamente mais limpo, claro e translúcido.
Flora bacteriana observada no proestro
Bactérias da microbiota vaginal normal livres no fundo ou aderidas às células.
Origem das hemácias no esfregaço de proestro
Diapedese vascular nos capilares do endométrio sob estímulo estrogênico.
Índice de cornificação no início do proestro
Baixo, geralmente inferior a 20-30% de células superficiais.
Índice de cornificação no final do proestro
Elevado, atingindo entre 60% e 80% de células superficiais e anucleadas.
Local correto de coleta para citologia vaginal
Mucosa da porção cranial da vagina, evitando a fossa do clitóris e o vestíbulo.
Risco de coletar material na fossa do clitóris
Falso resultado de cornificação precoce, pois o vestíbulo possui epitélio estratificado contínuo.
Colorações mais utilizadas para citologia vaginal
Panótico rápido, Giemsa, Wright e coloração de Papanicolaou.
Células 'em aspecto de folha seca'
Células superficiais anucleadas queratinizadas com dobras e contornos angulosos.
Definição de picnose nuclear no proestro
Condensação irreversível da cromatina do núcleo, tornando-o pequeno, denso e escuro.
Gradiente de queratinização celular
Evolução sequencial: parabasais para intermediárias e depois superficiais com escamas.
Por que as células superficiais perdem o suprimento vascular?
A proliferação epitelial afasta as camadas superiores dos vasos sanguíneos da lâmina própria.
Diferença citológica: início de proestro vs diestro
Início de proestro tem hemácias abundantes e aumento gradual de células intermediárias; diestro tem queda abrupta de superficiais.
Diferença citológica: final de proestro vs estro
Final de proestro ainda pode ter intermediárias e hemácias; estro tem quase 100% de superficiais queratinizadas.
Alteração da mucosa à vaginoscopia no proestro
Pregas edemaciadas, hiperêmicas, túrgidas e arredondadas com mucosa brilhante.
Transição da vaginoscopia no final do proestro
As pregas começam a perder o edema e iniciam a formação de rugosidades (angulação).
Importância da citologia seriada no proestro
Acompanhar a progressão da cornificação para predizer a aproximação do estro e ovulação.
Células espumosas no proestro
Raras ou ausentes; são mais características do término do estro e transição para diestro.
Origem das células parabasais
Camada basal e parabasal adjacente à membrana basal do epitélio estratificado vaginal.
Proporção núcleo-citoplasma das células intermediárias
Moderada; citoplasma mais amplo em relação ao núcleo quando comparadas às parabasais.
Influência da progesterona no proestro
Permanece em níveis basais (< 1 ng/mL), elevando-se ligeiramente apenas no pico pré-ovulatório de LH.
Pico de LH em relação ao fim do proestro
Ocorre geralmente no final do proestro tardio ou início imediato do estro.
Papel do swab umedecido na coleta
Reduz o atrito mecânico, previne dor e evita artefatos por tração nas células coletadas.
Método correto de transferir o swab para a lâmina
Rolamento suave da ponta de algodão, sem friccionar ou esfregar para não romper as células.
Célula 'fantasma' ou cariolítica
Célula superficial em que o núcleo foi dissolvido, restando apenas um contorno tênue ou nada.
Coloração citoplasmática de células parabasais
Intensamente basofílica (azul escuro ou roxo vivo no panótico rápido).
Coloração citoplasmática de células superficiais cornificadas
Eosinofílica a fracamente basofílica, assumindo tom azul claro ou rosado translúcido.
Presença de muco vaginal no proestro
Frequente no início do estágio, diminuindo à medida que a cornificação atinge o ápice.
Frequência recomendada de esfregaços no proestro
A cada 2 ou 3 dias para acompanhar a evolução dinâmica da cornificação.
Limitação da citologia vaginal no proestro
Não identifica o dia exato da ovulação de forma isolada, exigindo dosagem de progesterona.
Proestro silencioso
Alterações citológicas e foliculares normais sem sinais clínicos externos visíveis de edema e sangramento.
Consequência de proestro prolongado (> 20 dias)
Suspeita de cistos foliculares produtores de estrógeno ou hiperestrogenismo ovariano.
Atração do macho sem aceitação
Marco comportamental clínico chave que distingue o proestro do estro pleno.
Disposição das células na lâmina no proestro
Células dispostas isoladamente ou em pequenos grupos frouxos sem coesão sincicial.

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