Classificação dos Microrganismos

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Estudo sobre a classificação dos microrganismos com base no sistema dos três domínios de Carl Woese, abrangendo bactérias, arquéias e eucariontes.

53 cartões Português Nível: Ensino superior Microbiologia Publicado
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Sistema dos Três Domínios de Carl Woese
Classificação filogenética proposta em 1977 e refinada em 1990 que divide a vida em Bacteria, Archaea e Eukarya.
Critério molecular de Carl Woese
Baseado na comparação de sequências do RNA ribossômico da subunidade menor (16S rRNA em procariotos e 18S em eucariotos).
Domínio Bacteria
Microrganismos procariontes verdadeiros com parede celular contendo peptideoglicano e lipídios de membrana ligados por éster.
Domínio Archaea
Procariontes que vivem frequentemente em ambientes extremos, sem peptideoglicano e com lipídios de membrana ligados por éter.
Domínio Eukarya
Organismos celulares que possuem núcleo delimitado por carioteca e organelas membranosas compartimentadas.
Célula procarionte
Célula sem envoltório nuclear delimitado, cujo material genético fica disperso no citoplasma na região do nucleoide.
Célula eucarionte
Célula complexa com núcleo verdadeiro envolto por membrana e diversas organelas citoplasmáticas membranosas.
Organelas ausentes em procariontes
Mitocôndrias, complexo golgiense, retículo endoplasmático, cloroplastos e envoltório nuclear.
Organismo unicelular
Organismo formado por uma única célula capaz de realizar todas as funções vitais de forma independente.
Organismo pluricelular
Organismo composto por múltiplas células interdependentes que frequentemente formam tecidos especializados.
Exemplos de microrganismos unicelulares
Bactérias, arqueas, a maioria dos protozoários e leveduras.
Exemplos de microrganismos pluricelulares
Fungos filamentosos (bolores) e algas macroscópicas ou filamentosas.
Morfologia bacteriana
Forma geométrica e organização espacial observadas nas células bacterianas individuais ou agrupadas.
Coco (morfologia)
Bactéria de formato esférico ou arredondado.
Diplococo
Arranjo bacteriano formado por cocos agrupados em pares.
Estreptococo
Arranjo bacteriano com cocos unidos em cadeias lineares.
Estafilococo
Arranjo bacteriano com cocos organizados em cachos irregulares semelhantes a uvas.
Tétrade e sarcina
Arranjos de cocos divididos em dois planos perpendiculares (4 células) ou três planos formando cubos (8 células).
Bacilo (morfologia)
Bactéria em formato de bastonete cilíndrico.
Diplobacilo e estreptobacilo
Bacilos agrupados em pares ou organizados em cadeias contínuas, respectivamente.
Coccobacilo
Bactéria com morfologia intermediária, parecendo um bastonete muito curto e arredondado.
Vibrião
Bactéria com corpo recurvado ou em formato de vírgula rígida.
Espirilo
Bactéria helicoidal rígida com flagelos externos que facilitam a locomoção ondulada.
Espiroqueta
Bactéria helicoidal delgada e flexível, que utiliza filamentos axiais internos (endoflagelos).
Bactérias filamentosas
Bactérias ramificadas longas que se assemelham a hifas fúngicas, como os actinomicetos.
Crescimento microbiano
Aumento no número total de células em uma população bacteriana por divisão celular, e não pelo aumento individual.
Fissão binária
Principal processo de reprodução assexuada em bactérias, no qual uma célula-mãe duplica o DNA e divide-se em duas células-filhas idênticas.
Fase Lag (crescimento bacteriano)
Período inicial de adaptação ao meio, com intensa atividade metabólica e síntese de enzimas, mas sem aumento celular.
Fase Log ou Exponencial
Período de máxima taxa de divisão celular com crescimento populacional em progressão geométrica.
Fase Estacionária
Momento em que o esgotamento de nutrientes e acúmulo de resíduos tóxicos iguala a taxa de reprodução à de morte.
Fase de Declínio ou Morte
Fase em que a taxa de mortalidade celular supera a produção de novas células devido à toxicidade do meio.
Tempo de geração
Intervalo de tempo necessário para uma população de células bacterianas dobrar de tamanho.
Nutrição metabólica: Autótrofos
Organismos capazes de utilizar dióxido de carbono inorgânico como principal fonte de carbono para síntese orgânica.
Nutrição metabólica: Heterótrofos
Organismos que requerem compostos orgânicos pré-formados provenientes de outros seres como fonte de carbono.
Fototróficos
Microrganismos que utilizam luz luminosa como fonte primária de energia metabólica.
Quimiotróficos
Microrganismos que obtêm energia a partir da oxidação de compostos químicos orgânicos ou inorgânicos.
Fotoautótrofos
Utilizam luz como fonte de energia e dióxido de carbono inorgânico como fonte de carbono.
Foto-heterótrofos
Utilizam luz como fonte de energia e compostos orgânicos prontos como fonte de carbono.
Quimioautótrofos
Oxidam compostos inorgânicos simples para obter energia e fixam dióxido de carbono.
Quimio-heterótrofos
Utilizam substâncias químicas orgânicas tanto para obtenção de energia quanto para fonte de carbono.
Bactérias aeróbias estritas
Requerem obrigatoriamente a presença de oxigênio molecular para sobreviver e gerar energia via respiração celular.
Bactérias anaeróbias estritas
Não sobrevivem na presença de oxigênio gasoso por ausência de enzimas protetoras como catalase e superóxido dismutase.
Bactérias anaeróbias facultativas
Crescem melhor com oxigênio mas continuam a crescer por fermentação ou respiração anaeróbia na ausência deste.
Bactérias microaerófilas
Exigem baixas concentrações de oxigênio molecular para crescer, inferiores aos níveis atmosféricos normais.
Coloração de Gram
Método de coloração diferencial formulado por Hans Christian Gram para separar bactérias pela estrutura de sua parede celular.
Cristal violeta na coloração Gram
Corante primário básico que penetra no citoplasma e tinge todas as células bacterianas de roxo inicial.
Lugol (Iodo) na coloração Gram
Mordente químico que se liga ao cristal violeta formando um complexo insolúvel de grande peso molecular.
Álcool-acetona na coloração Gram
Agente descorante que desidrata a parede de Gram-positivas e dissolve os lipídios externos de Gram-negativas.
Safranina ou Fucsina na coloração Gram
Corante secundário de contraste que tinge de rosa ou vermelho as células descoloradas pelo álcool.
Bactérias Gram-positivas
Apresentam parede celular espessa com múltiplas camadas de peptideoglicano retendo o complexo violeta, corando em roxo.
Bactérias Gram-negativas
Apresentam camada delgada de peptideoglicano e membrana externa rica em lipopolissacarídeos, corando em rosa-avermelhado.
Ácidos teicoicos e lipoteicoicos
Polímeros estruturais presentes exclusivamente na parede espessa de bactérias Gram-positivas.
Espaço periplasmático
Compartimento aquoso gelatinoso situado entre a membrana plasmática interna e a membrana externa em bactérias Gram-negativas.

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