Colocação Pronominal e Regência
Estudo de colocação pronominal e regência na língua portuguesa por meio de exemplos de frases corretas e incorretas. Destinado a estudantes e candidatos a concursos públicos.
Cartões · 60
- Me empresta o caderno?
- Incorreto. Segundo a norma-padrão, não se inicia frase com pronome oblíquo átono. O correto é: Empreste-me o caderno.
- Não me diga isso.
- Correto. A palavra de sentido negativo (não) atrai obrigatoriamente o pronome oblíquo, ocorrendo próclise.
- Não diga-me isso.
- Incorreto. A palavra negativa (não) atrai o pronome, exigindo próclise: Não me diga isso.
- Quem te falou isso?
- Correto. Pronomes interrogativos (quem) são palavras atrativas e exigem o uso da próclise.
- Quem falou-te isso?
- Incorreto. O pronome interrogativo (quem) atrai obrigatoriamente o pronome: Quem te falou isso?
- Aqui trabalha-se muito.
- Incorreto. Advérbios sem pausa por vírgula atraem o pronome para a próclise: Aqui se trabalha muito.
- Aqui, trabalha-se muito.
- Correto. Havendo pausa marcada por vírgula após o advérbio, a ênclise é legítima e recomendada.
- Tudo se resolveu rapidamente.
- Correto. O pronome indefinido (tudo) é fator atrativo, exigindo próclise.
- Tudo resolveu-se rapidamente.
- Incorreto. Pronomes indefinidos (tudo, nada, alguém) exigem próclise: Tudo se resolveu rapidamente.
- A pessoa que me ajudou chegou.
- Correto. Pronomes relativos (que) são palavras atrativas e exigem próclise obrigatória.
- A pessoa que ajudou-me chegou.
- Incorreto. O pronome relativo que atrai o pronome átono: A pessoa que me ajudou chegou.
- Quando viu-me, sorriu.
- Incorreto. Conjunções subordinativas (quando) atraem o pronome: Quando me viu, sorriu.
- Quando me viu, sorriu.
- Correto. A conjunção subordinativa quando exige o uso de próclise.
- Deus te abençoe!
- Correto. Em frases optativas (que expressam desejo) com sujeito anteposto, usa-se próclise.
- Em se tratando de regras, sou rígido.
- Correto. Na estrutura em + gerúndio, a próclise é obrigatória.
- Tratando-se de regras, sou rígido.
- Correto. O gerúndio no início da frase e sem a preposição em exige ênclise.
- Em tratando-se de regras...
- Incorreto. Com a preposição em seguida de gerúndio, deve-se usar próclise: Em se tratando...
- Farei-te uma proposta amanhã.
- Incorreto. Verbos no futuro do presente não admitem ênclise; sem fator atrativo, usa-se mesóclise: Far-te-ei.
- Far-te-ei uma proposta amanhã.
- Correto. Verbo no futuro do presente sem palavra atrativa exige mesóclise.
- Não far-te-ei favores.
- Incorreto. A palavra negativa (não) prevalece sobre a mesóclise, exigindo próclise: Não te farei favores.
- Diria-lhe a verdade se pudesse.
- Incorreto. Verbos no futuro do pretérito rejeitam ênclise; usa-se mesóclise: Dir-lhe-ia a verdade.
- Dir-lhe-ia a verdade se pudesse.
- Correto. Verbo no futuro do pretérito no início de oração exige mesóclise.
- Talvez far-te-ei uma visita.
- Incorreto. O advérbio de dúvida talvez é atrativo e anula a mesóclise: Talvez te faça uma visita.
- O aluno calou-se imediatamente.
- Correto. Havendo sujeito explícito sem palavra atrativa, tanto a ênclise quanto a próclise são aceitas.
- O aluno se calou imediatamente.
- Correto. Com sujeito explícito não atrativo, a próclise é facultativa e aceita pela norma culta.
- Quero ajudar-te hoje.
- Correto. Em locuções com verbo principal no infinitivo solto, a ênclise ao infinitivo é sempre válida.
- Não quero te ajudar.
- Correto. Com palavra atrativa antes da locução, o pronome pode ficar proclítico ao auxiliar ou enclítico ao infinitivo.
- Tinha ajudado-o bastante.
- Incorreto. Jamais se coloca pronome oblíquo enclítico a particípio. Correto: Tinha-o ajudado.
- Ele havia se esquecido do livro.
- Correto. Na locução com particípio, o pronome pode ficar entre os verbos ou proclítico ao auxiliar.
- Haviam calado-se durante a aula.
- Incorreto. Particípio nunca admite ênclise. Correto: Haviam-se calado ou Se haviam calado.
- Ele é acessível de todos.
- Incorreto. O adjetivo acessível rege a preposição a: Ele é acessível a todos.
- Ele é acessível a todos.
- Correto. A regência nominal do adjetivo acessível exige a preposição a.
- Estou acostumado com acordar cedo.
- Correto. Acostumado admite regência com a preposição com ou a (acostumado a acordar).
- O filho é muito afeiçoado pelo pai.
- Incorreto. O adjetivo afeiçoado rege a preposição a ou por (afeiçoado ao pai / pelo pai é aceito, mas a é preferível).
- Tenho grande afeição de você.
- Incorreto. O substantivo afeição rege as preposições a ou por: afeição a/por você.
- Tenho grande afeição por você.
- Correto. O substantivo afeição rege legitimamente a preposição por (ou a).
- Ele é afável para os colegas.
- Incorreto. O adjetivo afável rege prioritariamente com ou para com: afável com os colegas.
- Eles são agradáveis aos clientes.
- Correto. O adjetivo agradável rege a preposição a.
- O projeto é alheio dos meus planos.
- Incorreto. O adjetivo alheio rege a preposição a: O projeto é alheio aos meus planos.
- O projeto é alheio a esses fatos.
- Correto. Alheio exige complemento regido pela preposição a.
- Tenho aversão de lugares fechados.
- Incorreto. O substantivo aversão rege a preposição a ou por: aversão a lugares fechados.
- Tenho aversão a barulho alto.
- Correto. O substantivo aversão pede regência com a preposição a (ou por).
- O medicamento é benéfico a saúde.
- Incorreto. Benéfico rege preposição a, gerando crase antes de palavra feminina definida: à saúde.
- O medicamento é benéfico à saúde.
- Correto. O adjetivo benéfico pede a preposição a, ocorrendo crase com o artigo feminino.
- Ele é capaz para realizar a tarefa.
- Incorreto. O adjetivo capaz rege a preposição de: capaz de realizar a tarefa.
- Ele é capaz de vencer.
- Correto. O adjetivo capaz rege complemento introduzido pela preposição de.
- Somos compatíveis aos ideais dele.
- Incorreto. O adjetivo compatível rege a preposição com: compatíveis com os ideais.
- Seu plano é compatível com o orçamento.
- Correto. Compatível exige a preposição com.
- A atitude foi contrária com as normas.
- Incorreto. Contrário rege a preposição a: A atitude foi contrária às normas.
- A decisão foi contrária aos réus.
- Correto. O termo contrário rege complemento antecedido pela preposição a.
- Sinto curiosidade de saber o final.
- Correto. O substantivo curiosidade aceita regência com as preposições de e por.
- Ele é desatento com suas obrigações.
- Incorreto. Desatento rege a preposição a: desatento às suas obrigações.
- Ele sempre foi desatento a detalhes.
- Correto. O adjetivo desatento pede regência com a preposição a.
- A proposta é desfavorável para nós.
- Incorreto. O adjetivo desfavorável rege preferencialmente a preposição a: desfavorável a nós.
- A medida é prejudicial ao comércio.
- Correto. Prejudicial rege complemento introduzido pela preposição a.
- Eles estavam ansiosos com o resultado.
- Incorreto. Ansioso rege por, para ou de: ansiosos pelo resultado / por saber.
- Estamos ansiosos por novidades.
- Correto. O adjetivo ansioso rege a preposição por (ou de/para).
- Ele tem horror de baratas.
- Incorreto. O substantivo horror rege a preposição a: Ele tem horror a baratas.
- Tenho horror a mentiras.
- Correto. A regência nominal padrão do substantivo horror pede a preposição a.
- Ele é leal para com seus amigos.
- Correto. O adjetivo leal admite regência com a preposição a ou a locução para com.