Língua Portuguesa

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Este conjunto aborda regras fundamentais da língua portuguesa, incluindo acentuação, crase e coesão textual, sendo ideal para estudantes e concurseiros.

156 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Gramática Publicado
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Cartões · 156

Oxítonas acentuadas
Acentuam-se as terminadas em A, E, O (seguidos ou não de S), EM e ENS.
Paroxítonas acentuadas
Acentuam-se as terminadas em R, X, N, L, I(S), U(S), PS, Ã(S), ÃO(S), UM/UNS e ditongos orais.
Proparoxítonas
Todas as palavras proparoxítonas são obrigatoriamente acentuadas na língua portuguesa.
Ditongos abertos éi e ói em paroxítonas
Perderam o acento gráfico com o Acordo Ortográfico (ex.: ideia, jiboia).
Ditongos abertos éi, ói e éu em oxítonas
Mantêm o acento gráfico na última sílaba (ex.: herói, anéis, troféu).
Hiato com I e U tônicos
Acentuam-se I e U tônicos sozinhos na sílaba ou com S, exceto se seguidos de NH ou após ditongo paroxítono.
Acento diferencial: pôde / pode
Pôde (com circunflexo) indica pretérito perfeito do indicativo; pode (sem acento) indica presente.
Acento diferencial: pôr / por
Pôr (com circunflexo) é o verbo infinitivo; por (sem acento) é preposição.
Acento diferencial: têm e vêm
Usam acento circunflexo na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo para diferenciar do singular.
Acento diferencial: contêm e intervêm
Verbos derivados de ter e vir recebem acento agudo no singular e circunflexo no plural.
Uso de crase antes de palavras femininas
Ocorre crase na fusão da preposição A com o artigo feminino A(s), quando o termo regente exige preposição.
Crase diante de nomes masculinos
Regra geral: não se usa crase antes de palavras masculinas, salvo se subentendida a locução 'à moda de'.
Crase antes de verbos
Nunca ocorre crase antes de verbos no infinitivo.
Crase antes de pronomes de tratamento
Não ocorre crase, exceto com senhora, senhorita e dona.
Crase em locuções adverbiais femininas
Leva acento grave obrigatório (ex.: à noite, à tarde, às pressas, às vezes).
Crase facultativa: pronomes possessivos femininos
O uso da crase é opcional diante de pronomes possessivos femininos no singular (minha, tua, sua).
Crase facultativa: nomes próprios femininos
O uso do acento grave é opcional diante de nomes próprios femininos comuns.
Crase facultativa: após a preposição até
O uso da crase é facultativo diante da palavra feminina que sucede 'até'.
Uso de Por que (separado e sem acento)
Usado no início ou meio de perguntas diretas/indiretas, ou como pronome relativo ('pelo qual').
Uso de Por quê (separado e com acento)
Usado no final de frases interrogativas ou imediatamente antes de uma pontuação.
Uso de Porque (junto e sem acento)
Conjunção explicativa ou causal, equivalente a 'pois', 'já que' ou 'visto que'.
Uso de Porquê (junto e com acento)
Substantivo que significa 'o motivo' ou 'a razão', geralmente precedido de artigo ou determinante.
Uso de Mau vs. Mal
'Mau' é adjetivo, antônimo de 'bom'. 'Mal' pode ser advérbio (oposto de 'bem'), conjunção temporal ou substantivo.
Uso de Onde vs. Aonde
'Onde' indica permanência ou localização estática; 'aonde' indica movimento com verbos que regem preposição A.
Uso de Há vs. A (tempo)
'Há' (verbo haver) indica tempo decorrido no passado; 'A' (preposição) indica tempo futuro ou distância.
Hífen com prefixos: letras iguais
Usa-se hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal ou consoante com que se inicia a segunda palavra.
Hífen com a letra H
Sempre se emprega hífen quando a segunda palavra começa com a letra H (ex.: sobre-humano, anti-higiênico).
Hífen com prefixo terminado em vogal + R ou S
Não se usa hífen; duplicam-se as letras R ou S (ex.: antirreflexo, minissaia, microssistema).
Hífen com prefixos pré, pró, pós tônicos
Exigem hífen quando tônicos e pronunciados com autonomia (ex.: pré-natal, pós-graduação).
Hífen com prefixo sub + R ou B
Usa-se hífen quando a palavra seguinte se inicia pelas letras R ou B (ex.: sub-região, sub-bloco).
Sujeito simples
Apresenta apenas um único núcleo no sujeito.
Sujeito composto
Apresenta dois ou mais núcleos no sujeito.
Sujeito oculto (desinencial ou elíptico)
Não está explícito na oração, mas pode ser identificado pela desinência do verbo.
Sujeito indeterminado
Ocorre com verbo na 3ª pessoa do plural sem referência prévia ou verbo na 3ª do singular + se (índice de indeterminação).
Oração sem sujeito (sujeito inexistente)
Construída com verbos impessoais, como haver no sentido de existir, fazer indicando tempo e verbos de fenômenos naturais.
Verbo transitivo direto (VTD)
Exige complemento verbal (objeto direto) sem preposição obrigatória.
Verbo transitivo indireto (VTI)
Exige complemento verbal (objeto indireto) mediado obrigatoriamente por preposição.
Verbo transitivo direto e indireto (VTDI)
Exige dois complementos simultâneos: um objeto direto e um objeto indireto.
Verbo intransitivo (VI)
Não necessita de complemento para ter sentido completo, embora possa vir acompanhado de adjunto adverbial.
Verbo de ligação (VL)
Não expressa ação; liga o sujeito a uma característica chamada predicativo do sujeito (ex.: ser, estar, parecer).
Objeto direto preposicionado
Objeto direto que recebe preposição por razões estilísticas, de ênfase ou para evitar ambiguidade.
Complemento nominal
Termo preposicionado que completa o sentido de um substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio.
Adjunto adnominal
Termo que determina, restringe ou qualifica um substantivo, tendo função satélite ao núcleo.
Diferença: complemento nominal vs. adjunto adnominal
Complemento nominal tem valor passivo e completa nomes transitivos; adjunto adnominal expressa posse ou agente.
Aposto explicativo
Termo isolado por pontuação que explica ou esclarece um substantivo ou pronome antecedente.
Vocativo
Termo independente que serve para chamar, invocar ou interpelar o interlocutor, isolado por vírgula.
Concordância verbal: regra geral
O verbo concorda em número e pessoa com o seu sujeito gramatical.
Concordância verbal: verbo haver no sentido de existir
É impessoal e deve permanecer invariavelmente na 3ª pessoa do singular.
Concordância verbal: verbo fazer indicando tempo
É impessoal e fica sempre na 3ª pessoa do singular (ex.: Faz dez anos).
Concordância verbal: sujeito composto anteposto
O verbo concorda no plural com a soma dos núcleos.
Concordância verbal: sujeito composto posposto ao verbo
O verbo pode ir para o plural ou concordar apenas com o núcleo mais próximo.
Concordância verbal com a partícula SE (apassivadora)
O verbo concorda com o sujeito paciente (ex.: Alugam-se casas).
Concordância verbal com a partícula SE (índice de indeterminação)
O verbo permanece obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular (ex.: Precisa-se de operários).
Concordância nominal: regra geral
O adjetivo, artigo, pronome e numeral concordam em gênero e número com o substantivo que qualificam.
Concordância de obrigado / obrigada
Homens dizem obrigado (masculino); mulheres dizem obrigada (feminino).
Concordância de 'é proibido' / 'é necessário'
Ficam invariáveis no masculino a menos que o substantivo venha precedido de artigo ou determinante.
Concordância de 'anexo', 'incluso' e 'apenso'
Concordam em gênero e número com a palavra a que se referem (a locução 'em anexo' é invariável).
Concordância de 'meio' (advérbio vs. numeral)
Invariável quando significa 'um pouco' (advérbio); variável quando significa 'metade' (numeral).
Concordância de 'bastante' (advérbio vs. pronome)
Invariável quando modifica verbo/adjetivo (advérbio); variável quando acompanha substantivo no plural (pronome).
Concordância de 'menos'
Palavra invariável em qualquer contexto gramatical (a forma 'menas' não existe).
Regência do verbo assistir
No sentido de ver/presenciar exige preposição A (VTI); no sentido de ajudar é direto (VTD).
Regência do verbo aspirar
No sentido de respirar/inalar é transitivo direto; no sentido de almejar/pretender exige preposição A (VTI).
Regência do verbo visar
No sentido de mirar ou assinar é transitivo direto; no sentido de ter como objetivo exige preposição A (VTI).
Regência do verbo agradar
No sentido de fazer carinho é transitivo direto; no sentido de ser agradável a alguém exige preposição A (VTI).
Regência dos verbos esquecer e lembrar
Sem pronome são transitivos diretos; pronominais (esquecer-se, lembrar-se) exigem a preposição DE.
Regência do verbo implicar
No sentido de acarretar/ter como consequência é transitivo direto (não admite 'em').
Regência do verbo preferir
Exige preposição A entre os termos comparados; rejeita expressões como 'do que' ou 'mais que'.
Regência do verbo obedecer
É transitivo indireto e exige a preposição A (ex.: Obedeceu às ordens).
Próclise com palavras de sentido negativo
Palavras negativas (não, nunca, jamais, nada) atraem obrigatoriamente o pronome oblíquo antes do verbo.
Próclise com pronomes relativos
Pronomes relativos (que, quem, cujo, onde) atraem o pronome oblíquo átono.
Próclise com conjunções subordinativas
Conjunções subordinativas (quando, se, porque, embora) atraem o pronome oblíquo átono.
Próclise com pronomes indefinidos
Pronomes indefinidos (tudo, alguém, ninguém, todos) atraem o pronome oblíquo.
Ênclise no início de frase
A norma-padrão proíbe iniciar frase com pronome oblíquo átono; deve-se usar ênclise.
Mesóclise com verbos no futuro
Ocorre exclusivamente com verbos no futuro do presente ou do pretérito, desde que não haja fator de próclise.
Uso da vírgula entre sujeito e predicado
Nunca se deve separar o sujeito de seu predicado direto com uma única vírgula.
Uso da vírgula entre verbo e complemento
É proibido usar vírgula separando o verbo de seu objeto direto ou indireto.
Vírgula com adjunto adverbial deslocado
Usa-se vírgula obrigatória quando o adjunto adverbial é de grande extensão e está no início ou meio da oração.
Vírgula com vocativo
O vocativo deve sempre ser isolado por vírgula em qualquer posição da frase.
Vírgula com aposto explicativo
O aposto de caráter explicativo deve ser delimitado por vírgulas ou travessões.
Vírgula antes da conjunção aditiva 'e'
Usa-se quando as orações coordenadas possuem sujeitos diferentes ou quando há polissíndeto (repetição enfática).
Uso de 'ao encontro de' vs. 'de encontro a'
'Ao encontro de' indica acordo, aproximação favorável; 'de encontro a' expressa choque, oposição ou colisão.
Uso de 'ao invés de' vs. 'em vez de'
'Ao invés de' aplica-se estritamente a ideias opostas; 'em vez de' significa 'no lugar de' e serve a qualquer troca.
Uso de 'a par' vs. 'ao par'
'A par' significa ciente ou informado; 'ao par' refere-se à paridade cambial de moedas.
Uso de 'senão' vs. 'se não'
'Senão' equivale a 'a não ser', 'do contrário'; 'se não' é conjunção condicional ligada a advérbio de negação.
Uso de 'tampouco' vs. 'tão pouco'
'Tampouco' significa 'também não'; 'tão pouco' expressa quantidade mínima ou intensidade reduzida.
Uso de 'afim' vs. 'a fim de'
'Afim' é adjetivo para afinidade ou parentesco; 'a fim de' é locução prepositiva que expressa finalidade.
Uso de 'sob' vs. 'sobre'
'Sob' indica posição inferior (debaixo de); 'sobre' indica posição superior (em cima de) ou assunto.
Uso de 'haja vista'
Expressão que significa 'veja-se'; a palavra 'vista' permanece invariável na norma culta.
Plural de substantivos compostos sem hífen
Seguem as regras gerais do plural como uma palavra simples (ex.: pontapés, girassóis).
Plural composto: substantivo + adjetivo
Ambos os elementos flexionam para o plural (ex.: cartas-bilhetes, cirurgiões-dentistas, couves-flores).
Plural composto: verbo + substantivo
Apenas o segundo elemento varia para o plural (ex.: guarda-chuvas, quebra-cabeças, arranha-céus).
Plural composto unidos por preposição
Apenas o primeiro elemento flexiona no plural (ex.: pés de moleque, mulas sem cabeça).
Plural composto: palavras repetidas
Preferencialmente flexiona apenas o segundo elemento (ex.: reco-recos, tique-taques).
Voz ativa
O sujeito gramatical é o agente que pratica a ação expressa pelo verbo.
Voz passiva analítica
Construída com verbo auxiliar (ser/estar) + particípio do verbo principal (ex.: O livro foi lido por ela).
Voz passiva sintética
Construída com verbo transitivo direto na 3ª pessoa + pronome apassivador SE (ex.: Vendem-se casas).
Voz reflexiva
O sujeito pratica e sofre a ação verbal simultaneamente.
Modo subjuntivo: valor semântico
Expressa ações incertas, hipóteses, dúvidas, probabilidades ou desejos.
Modo imperativo afirmativo: tu e vós
Derivam do presente do indicativo eliminando-se a letra S final (ex.: canta tu, cantai vós).
Modo imperativo afirmativo: você e vocês
Conjugam-se exatamente como as formas correspondentes do presente do subjuntivo.
Crase diante de pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo
Ocorre crase quando o termo regente exige a preposição 'a' e se funde com a vogal inicial desses pronomes demonstrativos.
Crase diante da palavra 'casa'
Não ocorre crase se a palavra estiver desacompanhada de modificador; ocorre crase apenas quando estiver especificada ou qualificada.
Crase diante da palavra 'terra'
Não ocorre crase quando tem sentido de terra firme (oposta a bordo); ocorre crase no sentido de planeta, país natal ou terra especificada.
Crase diante da palavra 'distância'
Não ocorre crase se a distância for indeterminada; ocorre crase apenas quando a distância for determinada e regida por 'a'.
Crase na locução 'à moda de' implícita
Ocorre crase mesmo diante de nomes masculinos quando subentende a locução 'à moda de' ou 'à maneira de'.
Crase antes de numerais cardinais
Em regra não ocorre crase antes de cardinais, exceto na indicação de horas exatas ou se houver palavra feminina oculta.
Crase na indicação de horas
Ocorre crase diante de horas exatas e determinadas quando antecedidas pela preposição 'a'.
Crase antes de pronomes relativos 'que' e 'quem'
Não ocorre crase antes de 'quem' e 'que', exceto no caso de 'que' antecedido pelo pronome demonstrativo 'a'.
Crase antes dos pronomes relativos 'a qual' e 'as quais'
Ocorre crase se o termo antecedente exigir preposição 'a', fundindo-se com o artigo feminino do pronome relativo.
Crase com palavras repetidas em expressões idiomáticas
Não ocorre crase em locuções formadas por palavras repetidas, como 'face a face', 'gota a gota' e 'dia a dia'.
Crase antes de nomes de cidades e países
Aplica-se a regra de ir e voltar: 'se vou a e volto da, crase no a; se vou a e volto de, crase pra quê?', salvo se especificados.
Crase com a locução 'à custa de'
Ocorre crase obrigatoriamente por se tratar de locução prepositiva feminina formada por substantivo feminino.
Crase com a locução 'à medida que' e 'à proporção que'
Ocorre crase obrigatoriamente por serem locuções conjuntivas proporcionais femininas.
Crase diante do pronome demonstrativo 'a' (equivalente a aquela)
Ocorre crase na fusão da preposição 'a' com o pronome demonstrativo 'a' (ex.: 'sua ideia é semelhante à de ontem').
Crase facultativa: nome de mulher célebre ou histórica
Não se usa crase diante de nomes de mulheres célebres ou figuras históricas que dispensam artigo definido.
Crase após a preposição 'desde'
Não ocorre crase após a preposição 'desde' (ex.: 'atendimento desde as 8h', sem crase, pois 'desde' já é preposição).
Crase após preposições como 'para', 'perante', 'contra'
Não ocorre crase após outras preposições, pois duas preposições essenciais não se combinam consecutivamente.
Coesão anafórica
Recurso coesivo que retoma um termo, ideia ou referente mencionado anteriormente no texto.
Coesão catafórica
Recurso coesivo que antecipa um elemento ou ideia que ainda será apresentado no texto.
Coesão sequencial
Mecanismo que faz o texto progredir tematicamente usando conectivos, tempos verbais e marcadores discursivos.
Coesão referencial por elipse
Ocorre pela omissão intencional de um termo já citado no contexto, recuperável pela leitura sem perda de sentido.
Coesão referencial por reiteração lexical
Retomada de referentes pelo uso de sinônimos, hiperônimos, hipônimos ou expressões nominais equivalentes.
Coesão por hiperonímia
Uso de um termo de sentido mais amplo e genérico para retomar um termo específico (ex.: 'veículo' retomando 'carro').
Coesão por hiponímia
Uso de um termo de sentido mais restrito e específico relacionado a um conceito geral prévio.
Conectivo concessivo: valor semântico
Introduz uma quebra de expectativa ou obstáculo que não anula a ação principal (ex.: embora, ainda que, conquanto).
Conectivo adversativo: valor semântico
Indica oposição direta, contraste ou ressalva entre enunciados (ex.: mas, porém, contudo, todavia).
Conectivo explicativo: valor semântico
Introduz a justificativa ou motivação para a declaração ou ordem anterior (ex.: porque, pois antes do verbo, que).
Conectivo conclusivo: valor semântico
Introduz dedução lógica ou encerramento decorrente dos fatos apresentados (ex.: portanto, logo, por isso, destarte).
Conectivo consecutivo: valor semântico
Indica a consequência resultante de uma causa intensificada previamente (ex.: tanto que, de modo que).
Conectivo conformativo: valor semântico
Indica concordância, fonte ou referência em relação a uma norma ou ideia (ex.: conforme, consoante, segundo).
Conectivo proporcional: valor semântico
Expressa relação de simultaneidade ou variação gradativa concomitante (ex.: à medida que, quanto mais).
Conectivo temporal: valor semântico
Situa ações no tempo indicando anterioridade, simultaneidade ou posterioridade (ex.: quando, enquanto, assim que).
Conectivo condicional: valor semântico
Estabelece hipótese ou circunstância necessária para a realização de outro fato (ex.: se, caso, desde que).
Interpretação vs. Compreensão de texto
Compreensão atém-se aos dados literais expressos no texto; interpretação exige inferências e deduções extratextuais.
Pressuposto textual
Ideia implícita que decorre necessariamente de marcas linguísticas indubitáveis presentes no próprio texto.
Subentendido textual
Informação implícita sugerida pelo contexto discursivo sem marca gramatical obrigatória, dependente de dedução do leitor.
Intertextualidade explícita
Citação direta ou referência formal com menção clara da fonte ou obra original dialogada no texto.
Intertextualidade implícita
Alusão sutil que exige conhecimento prévio de mundo do leitor para identificar a relação com o texto de origem.
Paráfrase
Reescrita de um texto com vocabulário diferente, mantendo rigorosamente o sentido e as ideias originais.
Polifonia textual
Presença de múltiplas vozes, perspectivas ou discursos que dialogam dentro de um mesmo texto.
Ambiguidade estrutural
Duplo sentido provocado pela organização sintática inadequada ou mau posicionamento de termos na oração.
Ambiguidade lexical
Duplo sentido causado por palavra polissêmica empregada em contexto sem precisão suficiente.
Sentido denotativo
Uso da palavra em seu sentido literal, objetivo, dicionarizado e desprovido de conotação figurada.
Sentido conotativo
Uso da palavra em sentido figurado, simbólico, metafórico e ampliado pela intenção expressiva.
Texto injuntivo
Tipologia textual focada em orientar, instruir ou ordenar ações ao leitor (ex.: manuais, receitas, bulas).
Texto dissertativo-argumentativo
Gênero que defende uma tese por meio de argumentos lógicos, dados e reflexões para persuadir o leitor.
Acentuação de paroxítonas terminadas em ditongo crescente
São acentuadas palavras com terminação em ditongo oral crescente, também chamadas de proparoxítonas eventuais (ex.: história, régua).
Acordo Ortográfico: queda do acento nos hiatos 'oo'
Palavras com hiato 'oo' perderam totalmente o acento circunflexo (ex.: voo, enjoo, perdoo).
Acordo Ortográfico: queda do acento nos hiatos 'ee'
Formas verbais com terminação 'eem' perderam o circunflexo (ex.: creem, deem, leem, veem).
Hiato tônico 'I' e 'U' seguidos de 'NH'
Não recebem acento gráfico as vogais 'i' e 'u' tônicas quando a sílaba subsequente inicia com 'nh' (ex.: rainha, bainha).
Hiato tônico 'U' precedido de ditongo decrescente em paroxítonas
Perdeu o acento gráfico após o Acordo Ortográfico quando em palavra paroxítona (ex.: feiura, baiuca).
Acento circunflexo diferencial na forma verbal 'pôde' vs 'pode'
Mantido pelo Acordo Ortográfico para distinguir o pretérito perfeito 'pôde' do presente 'pode'.
Acento facultativo na palavra 'fôrma' / 'forma'
O acento circunflexo é facultativo no substantivo 'fôrma' para evitar ambiguidade com o substantivo ou verbo 'forma'.
Acento agudo diferencial em 'para' vs 'pára'
O Acordo Ortográfico aboliu o acento diferencial do verbo 'para', unificando graficamente com a preposição 'para'.
Acento diferencial abolido em 'pelo' e 'pera'
O Acordo Ortográfico aboliu o acento diferencial dos substantivos pelo/pêlo e pera/pêra.
Monossílabos tônicos acentuados
Acentuam-se as palavras monossilábicas tônicas terminadas nas vogais A, E, O, seguidas ou não de S (ex.: pá, pé, dó, pás).

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