Concordância Verbal

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Estudo das regras e casos especiais de concordância verbal na língua portuguesa, ideal para estudantes e concursos.

53 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Gramática Publicado
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Cartões · 53

Faz / Fazem dois anos que não o vejo.
Faz. O verbo fazer indicando tempo transcorrido é impessoal e fica na 3ª pessoa do singular.
Havia / Haviam muitos problemas na empresa.
Havia. O verbo haver no sentido de existir ou ocorrer é impessoal e não flexiona no plural.
Existe / Existem muitas vagas abertas.
Existem. O verbo existir é pessoal e concorda normalmente com seu sujeito ('muitas vagas').
Houve / Houveram muitos acidentes no feriado.
Houve. Haver no sentido de acontecer é impessoal e permanece no singular.
Aconteceu / Aconteceram vários imprevistos na reunião.
Aconteceram. O verbo acontecer é pessoal e deve concordar com o sujeito em número e pessoa.
Deve / Devem fazer cinco anos desde a formatura.
Deve fazer. Na locução verbal com verbo impessoal (fazer tempo), o auxiliar também fica no singular.
Pode / Podem haver dúvidas durante a prova.
Pode haver. Na locução verbal com haver impessoal, o verbo auxiliar herda a impessoalidade e fica no singular.
Vai / Vão existir novas oportunidades para todos.
Vão existir. O verbo existir é pessoal; logo, na locução, o auxiliar flexiona com o sujeito.
A maioria dos alunos passou / passaram no exame.
Ambos corretos. Com expressão partitiva seguida de plural, aceita-se concordância lógica ou atrativa.
Grande parte dos convidados já chegou / chegaram.
Ambos corretos. Expressão partitiva singular + especificador plural aceita verbo no singular ou plural.
Mais de um aluno tirou / tiraram nota máxima.
Tirou. A expressão 'mais de um' exige verbo no singular, exceto se houver reciprocidade ou repetição.
Mais de um atleta se agrediram / se agrediu após o jogo.
Se agrediram. Com 'mais de um' indicando reciprocidade mútua, o verbo vai obrigatoriamente para o plural.
Menos de dois candidatos compareceu / compareceram à entrevista.
Compareceram. A locução 'menos de dois' exige verbo no plural concordando com o numeral dois.
Cerca de cinquenta pessoas veio / vieram ao evento.
Vieram. Com expressões aproximativas (cerca de, perto de), o verbo concorda com o substantivo seguinte.
Fui eu que fiz / fez o relatório.
Fiz. Com o pronome relativo 'que', o verbo concorda diretamente com o antecedente ('eu').
Fui eu quem fiz / fez o relatório.
Ambos corretos. Com 'quem', o verbo pode concordar com o antecedente ('fiz') ou ficar na 3ª pessoa ('fez').
Um dos que mais falou / falaram na assembleia.
Ambos corretos. Na estrutura 'um dos que', a norma culta admite tanto o plural (preferível) quanto o singular.
Vende-se / Vendem-se casas na praia.
Vendem-se. Com a partícula apassivadora 'se', o verbo concorda com o sujeito paciente ('casas').
Precisa-se / Precisam-se de funcionários dedicados.
Precisa-se. Com índice de indeterminação do sujeito (preposição 'de'), o verbo fica invariável no singular.
Trata-se / Tratam-se de questões complexas.
Trata-se. Com verbo transitivo indireto acompanhado de 'se', o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular.
Aluga-se / Alugam-se quartos para estudantes.
Alugam-se. 'Quartos' é o sujeito paciente da voz passiva sintética, exigindo o verbo no plural.
Eu, tu e ele fomos / foram ao cinema.
Fomos. Havendo pessoas gramaticais diferentes incluindo a 1ª, a 1ª pessoa do plural prevalece.
Tu e ele fostes / foram convidados.
Ambos corretos. A 2ª pessoa gramatical prevalece ('fostes'), mas a concordância na 3ª ('foram') é aceita no Brasil.
Nem um nem outro compareceu / compareceram à posse.
Compareceu. Com 'nem um nem outro', a preferência da norma culta contemporânea é pelo singular.
Um ou outro candidato vencerá / vencerão a disputa.
Vencerá. A locução 'um ou outro' exige o verbo no singular.
Pedro ou João será / serão eleito presidente da comissão.
Será. O conectivo 'ou' com ideia de exclusão mútua exige que o verbo fique no singular.
Laranja ou limão faz / fazem bem para a imunidade.
Fazem. O conectivo 'ou' com ideia de inclusão/adição exige a flexão do verbo no plural.
Nem o professor nem o aluno resolveu / resolveram a questão.
Ambos corretos. Com 'nem... nem', a regra geral prevê plural, mas o singular é aceito se houver exclusão.
O bando de aves voou / voaram para o sul.
Ambos corretos. Com coletivo específico singular, aceita-se concordância com o coletivo ou com o especificador.
A multidão gritava / gritavam enlouquecida.
Gritava. O substantivo coletivo no singular sem especificador exige o verbo estritamente no singular.
Os Estados Unidos invadiu / invadiram o mercado com novidades.
Invadiram. Nomes próprios no plural precedidos de artigo levam o verbo para o plural.
Estados Unidos tem / têm grande extensão territorial.
Tem. Nomes próprios no plural sem artigo definido mantêm o verbo na 3ª pessoa do singular.
Minas Gerais produz / produzem café de alta qualidade.
Produz. O topônimo não leva artigo ('Minas Gerais'), portanto o verbo permanece no singular.
Os Sertões imortalizou / imortalizaram Euclides da Cunha.
Imortalizou. Com títulos de obras no plural, o verbo pode ficar no singular concordando com a ideia de 'a obra'.
Qual de nós fará / faremos a apresentação?
Ambos corretos. Pronome interrogativo singular seguido de 'nós/vós' aceita 3ª singular ou concordância com 'nós'.
Quais de nós farão / faremos a apresentação?
Ambos corretos. Interrogativo no plural seguido de 'de nós' aceita flexão na 3ª pessoa do plural ou na 1ª do plural.
Alguns de vós sabeis / sabem o caminho.
Ambos corretos. Pronome indefinido plural com 'de vós' concorda com o pronome indefinido ou com o pronome pessoal.
Nenhum de nós sabia / sabíamos a resposta certa.
Sabia. Pronome indefinido no singular ('nenhum') seguido de 'de nós' exige o verbo na 3ª pessoa do singular.
O presidente com seus ministros chegou / chegaram cedo.
Ambos corretos. Sujeito ligado por 'com' admite verbo no singular (enfatiza o sujeito principal) ou no plural.
O professor, bem como os alunos, compareceu / compareceram.
Compareceu. Quando a expressão correlativa aditiva ('bem como') vem isolada por vírgulas, o verbo concorda com o primeiro núcleo.
Não apenas a mãe mas também os filhos veio / vieram.
Vieram. Com conectivos correlativos aditivos (não só... mas também), o verbo vai preferencialmente para o plural.
Fazia / Faziam invernos muito rigorosos na serra.
Fazia. O verbo fazer aplicado a fenômenos climáticos é impessoal e não flexiona no plural.
Choveu / Choveram reclamações na ouvidoria da empresa.
Choveram. Em sentido figurado, verbos de fenômenos meteorológicos tornam-se pessoais e flexionam normalmente.
Já bateu / bateram duas horas no relógio da torre.
Bateram. Os verbos dar, bater e soar concordam com as horas quando estas funcionam como sujeito.
O sino soou / soaram três badaladas.
Soou. Se o sujeito for o instrumento sonoro ('o sino'), o verbo concorda com ele, não com as badaladas.
Hoje é / são 15 de novembro.
Ambos corretos. Na indicação de dias do mês, admite-se 'são 15' ou 'é dia 15' (com a palavra 'dia' subentendida).
Daqui até a praia é / são vinte quilômetros.
São. Na indicação de distância com o verbo ser, a concordância é feita com o predicativo numérico.
Dez mil reais é / são muito para este conserto.
É. Com expressões que indicam quantidade, preço, peso ou medida seguidas de 'muito', 'pouco', o verbo ser fica no singular.
Tudo é / são flores no início da relação.
São. Com sujeito formado por pronome indefinido neutro (tudo, nada, isso) e predicativo no plural, o verbo ser prefere o plural.
A esperança da família é / são as crianças.
São. Havendo substantivo comum no sujeito e no predicativo, o verbo ser prefere concordar com o plural.
O responsável sou / é eu.
Sou. O verbo ser concorda obrigatoriamente com o pronome pessoal reto, seja ele sujeito ou predicativo.
Costuma / Costumam haver divergências nas assembleias.
Costuma. Na locução verbal cujo principal é o haver impessoal, o verbo auxiliar não pode ser flexionado.
Devem / Deve existir regras mais transparentes.
Devem. Existir é pessoal; em locuções, transmite ao verbo auxiliar a concordância regular com o sujeito.

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