Concreto Protendido

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Conceitos fundamentais de concreto protendido, incluindo tipos de armadura, métodos de tração e fenômenos físicos.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Engenharia civil e arquitetura Publicado
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Concreto protendido
Concreto submetido a tensões prévias de compressão por meio de armaduras ativas para mitigar ou anular tensões de tração em serviço.
Armadura ativa
Armadura de alta resistência submetida a um pré-alongamento mecânico deliberado para gerar forças de compressão na peça.
Armadura passiva
Armadura convencional sem tração inicial que atua apenas quando a peça se deforma sob a ação das cargas externas.
Pré-tração
Método em que a armadura ativa é tracionada contra apoios independentes antes do lançamento e da cura do concreto.
Pós-tração
Método em que a armadura ativa é tracionada após o concreto atingir resistência suficiente, apoiando o macaco na própria peça.
Aderência inicial
Transmissão da força de protensão da armadura para o concreto por contato direto e atrito ao longo do comprimento, típica da pré-tração.
Pós-tração aderente
Sistema em que os cabos, após tracionados em bainhas, recebem injeção de nata de cimento para garantir aderência ao concreto.
Pós-tração não aderente
Sistema com cordoalhas engraxadas e plastificadas sem adesão química contínua, ancoradas pontualmente nas extremidades.
Bainha metálica
Tubo corrugado de aço embutido na fôrma que cria a trajetória livre para passagem e posterior injeção do cabo de protensão.
Nata de cimento
Mistura fluida de cimento, água e aditivos injetada nas bainhas para proteger o aço contra corrosão e promover a aderência.
Fio de protensão
Elemento de aço trefilado de seção maciça circular, fornecido em rolos e com elevada resistência mecânica.
Cordoalha de protensão
Conjunto formado pelo enrolamento helicoidal de fios de aço em torno de um núcleo central reto.
Barra de protensão
Barra de aço de alta resistência, lisa ou rosqueada, geralmente de maior diâmetro que fios e cordoalhas.
Aço CP-190 RB
Aço de protensão com resistência nominal de 1900 MPa e mecanismo de relaxação baixa.
Relaxação do aço
Queda progressiva da tensão na armadura ativa ao longo do tempo mantendo-se constante o seu comprimento.
Fluência do concreto
Aumento contínuo da deformação do concreto sob ação de uma tensão de compressão mantida constante ao longo do tempo.
Retração do concreto
Diminuição volumétrica do concreto devido à perda gradual de umidade livre, independente de cargas aplicadas.
Encurtamento elástico
Deformação instantânea de compressão sofrida pelo concreto no momento exato da transferência da força de protensão.
Acomodação de ancoragem
Deslocamento milimétrico das cunhas ou porcas durante o travamento da armadura no cabeçote de protensão.
Perdas imediatas de protensão
Perdas que ocorrem durante o estiramento e a ancoragem: atrito, acomodação das cunhas e encurtamento elástico.
Perdas progressivas de protensão
Perdas diferidas no tempo devidas à retração do concreto, fluência do concreto e relaxação da armadura ativa.
Perda por atrito no duto
Redução da força de protensão ao longo do cabo pós-tracionado devido à curvatura do traçado e a ondulações parasitas da bainha.
Protensão completa (Grau 1)
Nível em que não são permitidas tensões de tração no concreto sob a combinação frequente de ações.
Protensão limitada (Grau 2)
Nível em que se admitem tensões de tração no concreto, mas sem a abertura de fissuras visíveis sob cargas de serviço.
Protensão parcial (Grau 3)
Nível em que fissuras com abertura máxima controlada por armadura passiva são permitidas sob combinações frequentes.
Excentricidade da protensão
Distância vertical medida entre o centro de gravidade da armadura ativa e a linha neutra da seção de concreto.
Força de protensão inicial (P0)
Valor da força máxima aplicada pelo macaco hidráulico antes de todas as perdas de protensão.
Força de protensão infinita (Poo)
Valor residual estabilizado da força de protensão após a ocorrência de todas as perdas imediatas e diferidas.
Traçado parabólico do cabo
Perfil curvo da armadura que gera cargas equivalentes distribuídas para cima, equilibrando o peso próprio da viga.
Carga equivalente de protensão
Sistema de forças transversais que o cabo curvo sob tração exerce na peça de concreto devido à mudança de direção.
Ancoragem ativa
Dispositivo fixo na extremidade da peça projetado para permitir o acoplamento do macaco hidráulico e o estiramento.
Ancoragem passiva
Dispositivo na extremidade oposta do cabo que permanece embutido e imobilizado durante a protensão.
Cunha bipartida de ancoragem
Peça metálica cônica que morde a cordoalha travando-a contra o orifício da placa por pressão de cunha.
Zona de difusão de tensões
Região adjacente à ancoragem onde forças altamente concentradas se espalham até formar fluxo linear de compressão.
Bloco de ancoragem
Massa de concreto reforçada com armaduras transversais para resistir às tensões de tração por fendilhamento.
Tensão de hendimento (fendilhamento)
Tensões de tração transversais que surgem no concreto devido à rápida dispersão da carga concentrada de ancoragem.
Armadura de fretagem
Armadura em hélice ou estribos cerrados disposta atrás da placa de ancoragem para confinar o concreto comprimido.
Comprimento de transferência
Extensão necessária em peças pré-tracionadas para que a força do cabo seja totalmente transmitida ao concreto por aderência.
Comprimento de ancoragem
Comprimento exigido para que a armadura ativa atinja sua tensão de cálculo de ruptura sem escorregar no concreto.
Momento hiperestático de protensão
Esforço interno adicional gerado pela protensão em estruturas contínuas cujas deformações são restringidas pelos apoios.
Momento isostático de protensão
Momento fletor interno obtido diretamente pelo produto da força axial de protensão pela sua excentricidade na seção.
Cabo concordante
Traçado de armadura ativa em estrutura hiperestática que não gera reações de apoio adicionais nem momentos parasitas.
Alongamento teórico do cabo
Deformação calculada por fórmula elástica usada na obra para aferir a correspondência entre curso do macaco e manômetro.
Cordoalha engraxada
Armadura revestida por graxa inibidora de corrosão e capa contínua de polietileno de alta densidade.
Contraflecha de protensão
Deformação vertical ascendente imposta à viga no ato da protensão pela excentricidade inferior do cabo.
Estado Limite Último (ELU) em protensão
Condição em que a estrutura atinge o colapso estrutural, avaliada somando armadura passiva e ativa já tracionada.
Estado Limite de Serviço (ELS) em protensão
Verificação de desempenho diário quanto à fissuração, tensões extremas no concreto e flechas em serviço.
Fissuração por flexão
Abertura de fissuras na fibra tracionada quando o momento externo supera a capacidade do momento de descompressão.
Momento de descompressão
Momento fletor aplicado que anula exatamente a pré-compressão residual na fibra mais solicitada da seção.
Protensão externa
Cabos instalados fora da seção de concreto, mantidos dentro do vão ou em caixões e ancorados nos diafragmas de extremidade.