Conjunções Causais para o IBAM
Estudo de conjunções causais e suas pegadinhas em provas da banca IBAM para concurseiros.
Cartões · 50
- Como (no início da frase)
- O IBAM adora cobrar 'Como' no início do período com valor causal (= já que), tentando induzir o candidato a marcar valor comparativo ou conformativo.
- Já que
- É estritamente causal; a banca frequentemente tenta confundi-la com temporal pelo uso da palavra 'já'.
- Visto que
- Locução causal clássica; o IBAM costuma oferecer opções de 'conclusiva' ou 'explicativa' para induzir ao erro de classificação sintática.
- Uma vez que (com verbo no indicativo)
- Com indicativo expressa causa ('uma vez que choveu'); a pegadinha é sugerir que sempre expressa condição, o que só ocorreria com subjuntivo.
- Porquanto
- O IBAM explora a semelhança gráfica com 'conquanto' (concessiva); 'porquanto' é causal ou explicativa, nunca concessiva.
- Dado que
- Locução conjuntiva causal que a banca tenta apresentar como consecutiva pela presença da palavra 'dado'.
- Visto como
- Forma arcaica/formal de valor causal; a banca induz o candidato a achar que é comparativa devido à palavra 'como'.
- Na medida em que
- Locução causal correta; a banca tenta confundi-la com a locução proporcional inexistente ou incorreta 'à medida em que'.
- À medida que vs. Na medida em que
- 'À medida que' é proporcional; 'na medida em que' é causal. O IBAM frequentemente inverte os sentidos nas assertivas.
- Porque (causa vs. explicação)
- Se a oração anterior tiver verbo no imperativo, 'porque' é explicativo; se introduzir o fato gerador anterior cronologicamente, é causal.
- Que (antecedido de verbo imperativo)
- Pegadinha clássica: 'Venha, que está tarde' não é causal, mas sim coordenativa explicativa devido ao imperativo.
- Pois (antes do verbo)
- Pode ser causal ou explicativo; a pegadinha é o IBAM afirmar que 'pois' antes do verbo é sempre conclusivo (só é conclusivo após o verbo).
- Pois que
- Locução causal; a banca frequentemente a coloca como consecutiva para confundir o candidato desatento.
- Causa vs. Consequência (ordem dos fatos)
- O IBAM costuma inverter: a causa sempre acontece cronologicamente antes da consequência, mas o enunciado pode inverter a análise sintática.
- Tanto... que vs. Porque
- A banca tenta trocar causal por consecutiva: o que decorre do excesso ('tanto... que') é consequência, não causa.
- Por + infinitivo
- Oração reduzida de infinitivo com preposição 'por' ('por não ter dinheiro') expressa causa, mas a banca alega ser finalidade.
- A pretexto de + infinitivo
- Indica falsa causa ou motivação aparente; o IBAM costuma cobrar como finalidade para testar interpretação semântica.
- Graças a (valor semântico)
- Locução prepositiva causal com sentido positivo; o IBAM questiona se pode substituir 'em razão de' sem alteração estilística de tom.
- Em virtude de
- Locução prepositiva causal; pegadinha comum é dizer que introduz uma oração subordinada quando na verdade rege substantivo.
- Haja vista (flexão e valor)
- Tem valor causal/explicativo; o IBAM cobra a flexão invariável ('haja vista os erros') e sua função semântica de causa/justificativa.
- Sendo assim vs. Sendo que
- 'Sendo assim' é conclusivo; 'sendo que' muitas vezes atua como causal, e o IBAM explora a proximidade morfológica.
- De modo que (causalidade aparente)
- 'De modo que' introduz consequência, mas o IBAM tenta vender a ideia de que introduz a causa do fato principal.
- Como quer que
- Tem valor concessivo ou modal, mas a presença do 'como' faz o candidato marcar causal por impulso.
- Não porque... mas porque
- Estrutura correlativa de causa; o IBAM pergunta se há valor adversativo na segunda oração, ignorando o sentido causal conjunto.
- Por isso (conclusiva vs. causal)
- 'Por isso' introduz a conclusão/consequência; o IBAM afirma erroneamente que introduz a oração causal.
- Pelo fato de que
- Locução nitidamente causal que o IBAM classifica por vezes como explicativa para induzir à confusão entre subordinação e coordenação.
- Sabendo que (particípio/gerúndio reduzido)
- Gerúndio com valor causal ('Sabendo da prova, estudou'); a pegadinha é a banca classificar como oração temporal.
- Pontuação com oração causal anteposta
- Se a oração causal inicia o período ('Como choveu, não fui'), a vírgula é obrigatória. O IBAM afirma que é facultativa.
- Pontuação com oração causal posposta
- Quando vem depois da principal ('Não fui porque choveu'), a vírgula é geralmente facultativa; o IBAM cobra prescrições rígidas.
- Sentido de 'Por' em 'preso por roubo'
- Expressa causa do fato ('preso pelo motivo de'); o IBAM frequentemente tenta classificar como meio ou modo.
- Porquanto vs. Enquanto
- 'Porquanto' é causal; 'enquanto' é temporal ou proporcional. A banca aproveita a rima das terminações para criar distratores.
- Conquanto vs. Porquanto (substituição direta)
- A banca afirma que uma substitui a outra mantendo o sentido; é falso, pois 'conquanto' expressa concessão e 'porquanto' causa.
- Já que vs. Visto que (substitutibilidade)
- São sinônimas e intercambiáveis; o IBAM costuma dizer que uma é causal e a outra temporal para eliminar candidatos.
- Em razão de vs. A fim de
- 'Em razão de' indica causa passada/presente; 'a fim de' indica meta/finalidade futura. O IBAM troca causa por fim.
- Se (valor causal raro)
- 'Se você sabia, por que não avisou?' Aqui 'se' equivale a 'já que' (causal), mas a banca tenta forçar a interpretação puramente condicional.
- Sob o pretexto de (valor semântico)
- Indica motivação simulada (causa aparente); a banca tenta classificar como concessão devido à ideia de contrariedade.
- Causalidade no particípio
- 'Terminada a aula, foram embora' pode ser temporal ou causal; o IBAM explora o duplo sentido para anular interpretações unívocas.
- Causal vs. Condicional ('caso')
- Causa é um fato real e consumado; condição é hipótese futura. O IBAM tenta equiparar contextos hipotéticos a fatos causais.
- Por que / Por quê / Porque / Porquê
- Apenas 'porque' (junto e sem acento) atua como conjunção subordinativa causal ou coordenativa explicativa em enunciados do IBAM.
- De tal sorte que
- É consecutiva (consequência), mas o IBAM frequentemente a insere em questões de identificação de conjunção causal.
- Tendo em vista que
- Locução conjuntiva causal; o IBAM cria pegadinhas sugerindo que 'tendo em vista' exige concordância no plural ('tendo em vistas').
- Haja vista dos fatos (erro gramatical)
- O IBAM cobra a regência de 'haja vista', que aceita 'haja vista os fatos' ou 'haja vista aos fatos', com valor causal.
- Causalidade interna vs. externa
- Causalidade física ('morreu de fome') vs. justificativa da fala ('ele bebeu, porque cheira a álcool'); o IBAM cobra essa distinção semântica.
- Por motivo de vs. Com o objetivo de
- Causa ('por motivo de') olha para o passado gerador; finalidade ('com o objetivo de') olha para o futuro pretendido.
- Com o pretexto de vs. Graças a
- Ambas indicam motivação/causa, mas 'graças a' tem teor benéfico real e 'com pretexto de' indica falsidade da justificativa.
- Dada a situação (reduzida de particípio)
- Expressão com valor causal evidente ('visto a situação'); o IBAM às vezes afirma ser oração absoluta modal.
- Como assim (pegadinha morfológica)
- 'Como assim' é locução adverbial interrogativa, jamais conjunção causal; o IBAM usa o vocábulo 'como' solto para confundir.
- Por via de regra vs. Por motivo de
- 'Por via de regra' é expressão adverbial de conformidade/generalização, não causal, apesar do uso da preposição 'por'.
- Identificação de oração principal
- O IBAM costuma inverter o período para que o candidato ache que a oração causal é a principal apenas por estar no início.
- Causa expressa por adjetivo anteposto
- 'Cansado, dormiu cedo': o adjetivo tem valor de oração causal reduzida ('porque estava cansado'); a banca omite essa equivalência.