Crustáceos e Aracnídeos

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Estudo das principais características morfológicas e biológicas de crustáceos e aracnídeos, destinado a estudantes de biologia.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Zoologia Publicado
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Artrópodes
Filo caracterizado por corpo segmentado, exoesqueleto de quitina e apêndices articulados.
Crustáceos
Subfilo aquático com corpo dividido em cefalotórax e abdome, exoesqueleto calcificado e dois pares de antenas.
Aracnídeos
Classe de quelicerados terrestres com corpo dividido em cefalotórax e abdome, quatro pares de patas e ausência de antenas.
Cefalotórax
Região corporal resultante da fusão da cabeça e do tórax, presente em crustáceos e aracnídeos.
Abdome (Crustáceos)
Região posterior flexível e segmentada, frequentemente portadora de pleópodes e terminada em télson.
Abdome (Aracnídeos)
Região posterior não segmentada na maioria dos grupos, abrigando órgãos digestivos, respiratórios e reprodutivos.
Exoesqueleto
Estrutura rígida externa composta por quitina e proteínas, reforçada por carbonato de cálcio em crustáceos.
Ecdise
Muda periódica do exoesqueleto necessária para permitir o crescimento do animal sob controle hormonal.
Quelíceras
Primeiro par de apêndices dos aracnídeos, modificado para preensão de presas e inoculação de veneno em aranhas.
Pedipalpos
Segundo par de apêndices dos aracnídeos, com função sensorial, manipuladora ou raptorial como nas pinças dos escorpiões.
Antenas em Crustáceos
Dois pares de apêndices sensoriais (antênulas e antenas) utilizados para tato e quimiorrecepção.
Pernas em Aracnídeos
Quatro pares de patas locomotoras inseridas no cefalotórax, desprovidas de mandíbulas ou antenas verdadeiras.
Glândulas Verdes (Antenárias)
Órgãos excretores dos crustáceos localizados na base das antenas, responsáveis por filtrar resíduos da hemolinfa.
Túbulos de Malpighi
Estruturas excretoras filamentosas presentes em aracnídeos que lançam ácido úrico no intestino posterior.
Glândulas Coxais
Órgãos excretores pares presentes na base das patas de alguns aracnídeos para eliminação de resíduos nitrogenados.
Filotraqueias (Pulmões Foliares)
Estruturas respiratórias folheadas exclusivas de aracnídeos localizadas no abdome, banhadas pela hemolinfa.
Brânquias (Crustáceos)
Estruturas respiratórias delgadas e vascularizadas sob a carapaça que realizam trocas gasosas com a água.
Carapaça
Escudo dorsal espessado do exoesqueleto que recobre e protege o cefalotórax de muitos crustáceos.
Télson
Segmento terminal posterior de crustáceos e escorpiões, frequentemente adaptado para natação ou aguilhão.
Urópodes
Apêndices modificados no último segmento abdominal de decápodes que formam o leque caudal para natação rápida.
Fieiras
Apêndices abdominais modificados em aranhas conectados a glândulas sericígenas para extrusão do fio de teia.
Camarão
Crustáceo decápode com corpo lateralmente comprimido, natação ativa e longas antenas sensoriais.
Lagosta
Crustáceo marinho bentônico de carapaça espinhosa e pesada, cauda musculosa e sem quelas proeminentes verdadeiras em muitas espécies.
Lagostim
Crustáceo decápode de água doce morfologicamente semelhante a uma lagosta, dotado de grandes pinças anteriores.
Caranguejo
Crustáceo braquiúro de abdome muito reduzido e dobrado sob o cefalotórax largo, com locomoção tipicamente lateral.
Siri
Caranguejo da família Portunidae cujo último par de pernas é achatado em formato de remo para natação ágil.
Tatuí
Pequeno crustáceo anomuro das praias arenosas adaptado para escavar rapidamente no substrato sob as ondas.
Tatu-de-jardim
Crustáceo isópode terrestre que respira por pseudotraqueias e enrola-se em bola para defesa e contenção hídrica.
Craca
Crustáceo cirrípede séssil marinho protegido por placas calcárias móveis que filtra plâncton com cerdas modificadas.
Kril
Pequeno crustáceo eufausiáceo planctônico que forma grandes cardumes e serve de base trófica nos oceanos polares.
Dáfnia
Pequeno crustáceo cladócero de água doce com carapaça bivalve translúcida, comum em estudos ecotoxicológicos.
Aranha-armadeira
Aranha errante brasileira do gênero Phoneutria, muito agressiva, de veneno neurotóxico potente e postura de ataque típica.
Aranha-marrom
Aranha do gênero Loxosceles, pouco agressiva, com veneno proteolítico que causa necrose cutânea no local da picada.
Viúva-negra
Aranha do gênero Latrodectus com corpo globoso, mancha vermelha abdominal e veneno neurotóxico (latrotoxina).
Caranguejeira
Aranha migalomorfa de grande porte e corpo piloso, munida de cerdas urticantes e quelíceras paralelas dirigidas para baixo.
Escorpião-amarelo
Tityus serrulatus, aracnídeo de interesse médico no Brasil, reproduz-se por partenogênese e possui veneno neurotóxico perigoso.
Escorpião-marrom
Tityus bahiensis, escorpião com manchas escuras no tegumento e ferrão terminal, causador de acidentes moderados a graves.
Ferrão (Aguilhão)
Télson modificado nos escorpiões com duas glândulas de peçonha usado para paralisar presas e defesa.
Ácaro
Aracnídeo microscópico com cefalotórax e abdome totalmente fundidos, encontrado em poeira, solo e hospedeiros animais.
Carrapato
Ácaro ectoparasita hematófago com hipostômio denteado para fixação cutânea e transmissão de patógenos como bactérias.
Opilião
Aracnídeo inofensivo de corpo compacto e patas extremamente longas e finas, desprovido de glândulas de veneno e teia.
Solífugo
Aracnídeo carnívoro voraz com grandes quelíceras em forma de tesoura e movimentos rápidos, sem ferrão de veneno.
Pseudoescorpião
Pequeno aracnídeo sem cauda nem aguilhão, com pedipalpos pinçados dotados de glândulas de veneno microscópicas.
Larva Náuplio
Primeiro estágio larval livre-natante típico de muitos crustáceos, com três pares de apêndices e olho ímpar.
Hemolinfa
Fluido circulatório de artrópodes em sistema aberto, frequentemente contendo hemocianina rica em cobre para transporte de O2.
Olhos Compostos
Órgãos visuais formados por centenas de omatídeos individuais, típicos e bem desenvolvidos em muitos crustáceos.
Ocelos
Olhos simples encontrados em aranhas e outros artrópodes, especializados na detecção de intensidade e direção da luz.
Pente (Escorpiões)
Estrutura sensorial pareada no ventre dos escorpiões usada para detectar vibrações do solo e feromônios.
Partenogênese
Forma de reprodução assexuada na qual óvulos não fecundados desenvolvem-se em novos indivíduos, comum em escorpiões e dáfnias.
Espermatóforo
Cápsula ou pacote contendo espermatozoides transferida pelo macho à fêmea durante o acasalamento de aracnídeos.

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