Defesa Sanitária Animal e Doenças dos Rebanhos
Este conjunto aborda a defesa sanitária animal e as principais doenças dos rebanhos, voltado para estudantes e profissionais de veterinária e zootecnia.
Cartões · 50
- Importância econômica da pecuária no Brasil
- Gera milhões de empregos, impulsiona o PIB do agronegócio e coloca o país como líder global na exportação de carne bovina e de frango.
- Impacto econômico das barreiras sanitárias
- Surtos de doenças notificáveis provocam embargos internacionais, queda de preços, sacrifício sanitário e perdas financeiras severas na cadeia produtiva.
- Objetivo principal do PNCEBT
- Reduzir a prevalência e a incidência da brucelose e da tuberculose bovina e bubalina, visando à erradicação gradual no território nacional.
- Etiologia da brucelose bovina
- Causada pela bactéria intracelular facultativa Brucella abortus.
- Sintomas clássicos da brucelose em fêmeas
- Aborto no terço final de gestação, retenção de placenta, endometrite e infertilidade temporária ou permanente.
- Sintomas clássicos da brucelose em machos
- Orquite, epididimite, vesiculite e potencial perda de fertilidade reprodutiva.
- Vacinação contra brucelose: B19
- Vacina viva atenuada obrigatória para bezerras de 3 a 8 meses, aplicada em dose única sob supervisão veterinária cadastrada.
- Vacinação contra brucelose: RB51
- Vacina viva rugosa para fêmeas não vacinadas na idade regulamentar ou adultas, sem interferir no teste sorológico convencional.
- Marcação obrigatória após vacinação de brucelose
- Marcação no lado esquerdo da cara com ferro quente: algarismo final do ano para a B19 ou letra V para a RB51.
- Diagnóstico de triagem da brucelose
- Teste do Antígeno Acidificado Tamponado (AAT), caracterizado por alta sensibilidade e rapidez.
- Diagnóstico confirmatório da brucelose
- Teste do 2-Mercaptoetanol (2-ME) ou Teste de Fixação de Complemento (FC), dotados de alta especificidade.
- Destino de animais positivos para brucelose
- Devem ser isolados e abatidos sanitariamente ou eutanasiados em até 30 dias após o diagnóstico definitivo.
- Etiologia da tuberculose bovina
- Causada pela bactéria Mycobacterium bovis, agente álcool-ácido resistente.
- Sintomas da tuberculose em bovinos
- Emagrecimento progressivo, tosse seca crônica, dispneia e formação de granulomas nodulares nos linfonodos e pulmões.
- Diagnóstico de rotina da tuberculose bovina
- Teste da prega caudal e teste cervical simples (TCS), que avaliam a reação de hipersensibilidade tardia à tuberculina PPD.
- Teste cervical comparativo (TCC) na tuberculose
- Teste confirmatório que compara as reações da tuberculina bovina e da aviária para descartar falso-positivos.
- Tratamento da tuberculose e brucelose em bovinos
- É estritamente proibido no Brasil devido ao risco sanitário e à possibilidade de transmissão zoonótica.
- Importância do PNCEBT em saúde pública
- Brucelose e tuberculose são zoonoses graves transmissíveis ao homem pelo consumo de leite cru, queijos e contato direto.
- Etiologia da Anemia Infecciosa Equina (AIE)
- Causada por um retrovírus da família Retroviridae, gênero Lentivirus.
- Formas de transmissão da AIE
- Picada de insetos hematófagos (como tabanídeos), fômites contaminados com sangue (agulhas, esporas) e via transplacentária.
- Sintomas da forma aguda da AIE
- Febre alta, letargia, anemia grave, edema ventral, petéquias e óbito rápido.
- Portador inaparente de AIE
- Animal assintomático que abriga o vírus permanentemente no sangue, atuando como reservatório contínuo de infecção.
- Diagnóstico laboratorial padrão da AIE
- Teste de Imunodifusão em Gel de Ágar (IDGA), exigido para o trânsito de equídeos, e ensaios ELISA.
- Conduta obrigatória frente a equídeo positivo para AIE
- Notificação compulsória, interdição da propriedade e eutanásia obrigatória do animal soropositivo.
- Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos (PNSE)
- Normatiza a vigilância, prevenção e controle de doenças que afetam a equideocultura, como mormo e AIE.
- Etiologia do Mormo
- Causada pela bactéria Burkholderia mallei, um bacilo Gram-negativo intracelular.
- Sintomas da forma nasal do mormo
- Corrimento nasal mucopurulento bilateral, úlceras perfuradas no septo e linfonodomegalia submandibular firme.
- Sintomas da forma cutânea do mormo
- Nódulos e úlceras ao longo dos vasos linfáticos dos membros e tronco, que drenam exsudato purulento.
- Mormo como zoonose
- Doença altamente contagiosa e grave em humanos, frequentemente fatal se não diagnosticada e tratada precocemente.
- Diagnóstico do Mormo regulamentado pelo MAPA
- Triagem sorológica por ELISA ou Fixação de Complemento e confirmação laboratorial oficial por Western Blot.
- Etiologia da Adenite Equina (Garrotilho)
- Causada pela bactéria Streptococcus equi subsp. equi, altamente contagiosa entre equídeos jovens.
- Sintomas do Garrotilho
- Febre, corrimento nasal purulento profuso, anorexia e abscesso nos linfonodos submandibulares e retrofaríngeos.
- Garrotilho bastardo
- Forma metastática da adenite equina em que abscessos purulentos se disseminam para órgãos internos como pulmões e abdômen.
- Prevenção e controle da Adenite Equina
- Isolamento imediato de animais doentes, desinfecção de instalações, uso de vacinas específicas e quarentena de novatos.
- Etiologia da Raiva dos herbívoros
- Causada por um vírus neurotrópico de RNA pertencente à família Rhabdoviridae, gênero Lyssavirus.
- Principal vetor da raiva em herbívoros no Brasil
- O morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus.
- Sintomas da raiva paralítica em bovinos
- Isolamento do rebanho, salivação espumosa, paralisia progressiva dos membros posteriores, decúbito e morte em 5 a 10 dias.
- Diagnóstico confirmatório de raiva
- Imunofluorescência direta (IFD) e inoculação biológica ou PCR a partir de fragmentos do sistema nervoso central.
- Controle populacional do morcego hematófago
- Captura e aplicação de pasta vampiricida à base de anticoagulante no dorso dos animais capturados.
- Vacinação antirrábica em bovinos
- Medida preventiva primordial em regiões endêmicas com presença de focos ativos e colônias de morcegos.
- Etiologia da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB)
- Causada por uma isoforma anormal e infecciosa de uma proteína celular priônica (PrPSc).
- EEB clássica vs. EEB atípica
- A clássica decorre da ingestão de farinha de carne/ossos contaminada; a atípica surge de forma espontânea em animais velhos.
- Sintomas clínicos da EEB no gado
- Alterações comportamentais (ansiedade, agressividade), hiperestesia tátil/sonora, ataxia e tremores musculares.
- Proibição alimentar essencial para controle da EEB
- Veto absoluto ao uso de proteínas de origem animal na alimentação de ruminantes (cama de frango, farinha de ossos).
- Status sanitário do Brasil perante a OMSA para EEB
- Classificado oficialmente como país de risco insignificante para Encefalopatia Espongiforme Bovina.
- Variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ)
- Forma humana fatal associada ao consumo de carne e subprodutos de bovinos infectados com o príon da EEB clássica.
- Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH)
- Coordena a vigilância epidemiológica, vacinação estratégica e monitoramento de abrigos de morcegos hematófagos.
- Conduta do produtor diante de suspeita neurológica em ruminantes
- Notificação obrigatória imediata ao serviço veterinário oficial antes de qualquer intervenção ou manipulação da carcaça.
- Impacto econômico do Mormo e da AIE no agronegócio equestre
- Provocam restrições de trânsito internacional e nacional, desvalorização zootécnica e cancelamento de leilões e provas.
- Guia de Trânsito Animal (GTA)
- Documento oficial obrigatório para movimentação animal, condicionado a laudos sanitários e vacinações em dia.