Doenças Infecciosas Veterinárias

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Estudo sobre doenças infecciosas veterinárias focado em equinos e ruminantes, ideal para estudantes de medicina veterinária e revisão de provas.

43 cartões Português Nível: Ensino superior Medicina veterinária Publicado
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AIE: Agente etiológico e tropismo celular
Lentivírus (família Retroviridae), com tropismo principal por macrófagos e monócitos.
AIE: Mecanismo da anemia hemolítica
Imunomediada: deposição de imunocomplexos e frações do complemento (C3) na membrana eritrocitária, gerando fagocitose esplênica ou lise intravascular.
AIE: Teste oficial de triagem e confirmação
Imunodifusão em Gel de Ágar (IDGA) é o teste oficial de rotina; o ELISA é utilizado para triagem rápida.
AIE: Conduta frente a animal positivo
Notificação obrigatória ao serviço oficial, isolamento imediato e eutanásia obrigatória do animal soropositivo.
Tripanossomíase equina no Brasil: Agente etiológico
Trypanosoma evansi (causador do Mal das Cadeiras) e, em menor escala, Trypanosoma vivax.
Tripanossomíase equina: Forma e vetores de transmissão
Mecânica, mediada principalmente por dípteros hematófagos como tabanídeos (mutucas) e Stomoxys calcitrans; morcegos hematófagos atuam como reservatórios/vetores.
Tripanossomíase equina: Sinais clínicos característicos
Febre intermitente, anemia progressiva, edema ventral e paresia/paralisia progressiva de membros posteriores (fraqueza lombar).
Mormo: Agente etiológico
Burkholderia mallei, uma bactéria gram-negativa intracelular facultativa e zoonótica.
Mormo: Dois principais testes laboratoriais oficiais
ELISA (teste de triagem rápida) e Fixação de Complemento (FC) ou Western Blotting (testes confirmatórios).
Mormo: Princípio da Fixação de Complemento (FC)
Detecção de anticorpos que ativam e consomem o complemento livre, impedindo a lise posterior de hemácias sensibilizadas no sistema indicador.
Mormo: Conduta legal preconizada
Interdição da propriedade, notificação compulsória, eutanásia no local e destruição das carcaças sem sangria prévia; proibido tratamento.
Mormo: Diagnóstico diferencial 1 (Garrotilho)
Streptococcus equi subsp. equi: afeta mais jovens, causa abscesso evidente em linfonodos submandibulares com pus cremoso e sem úlceras estreladas nasais.
Mormo: Diagnóstico diferencial 2 (Linfangite Epizoótica)
Histoplasma capsulatum var. farciminosum: infecção fúngica cutânea restrita aos trajetos linfáticos sem afecção pulmonar primária severa.
Influenza Equina: Agente e transmissão
Vírus influenza A (H3N8); transmissão altamente contagiosa por via aerossol/gotículas respiratórias expelidas pela tosse.
Influenza Equina: Mecanismo de colonização
Hemaglutinina viral liga-se ao ácido siálico do epitélio respiratório, lise ciliar e destruição do aparelho mucociliar, predispondo a infecções bacterianas.
Influenza Equina: Principais sinais clínicos
Início súbito com febre alta, tosse seca e frequente, corrimento nasal seroso a mucopurulento, apatia e mialgia.
Influenza Equina: Medidas de controle e profilaxia
Vacinação sistemática com cepas atualizadas, isolamento de animais novos por 14 a 21 dias e quarentena de casos suspeitos.
Encefalomielite Equina: Principais variantes virais
Vírus do Leste (EEEV), do Oeste (WEEV) e da Venezuela (VEEV), pertencentes ao gênero Alphavirus (família Togaviridae).
Encefalomielite Equina: Vetor e ciclo epidemiológico
Mosquitos (Culex, Aedes, Psorophora); aves e pequenos roedores atuam como reservatórios primários, sendo equinos e humanos hospedeiros terminais.
Encefalomielite Equina: Sinais clínicos
Febre inicial seguida de ataxia, hiperexcitabilidade, andar em círculos, pressão da cabeça contra objetos, cegueira, paralisia e decúbito.
Encefalomielite Equina: Métodos de diagnóstico
Sorologia (ELISA de captura de IgM, Inibição da Hemaglutinação), RT-PCR e histopatologia do SNC (manguito perivascular).
Encefalomielite Equina: Medidas de controle e profilaxia
Vacinação anual obrigatória em áreas endêmicas e controle ambiental da população de mosquitos vetores.
Raiva Bovina: Agente e principal vetor rural
Lyssavirus (família Rhabdoviridae); o principal transmissor rural na América Latina é o morcego hematófago Desmodus rotundus.
Raiva Bovina: Forma de transmissão
Inoculação do vírus presente na saliva do morcego através de mordedura na pele do bovino, seguido de migração centrípeta por nervos periféricos até o SNC.
Raiva Bovina: Sinais clínicos clássicos
Forma paralítica: isolamento, midríase, salivação excessiva, paresia espástica de membros pélvicos, decúbito e morte por parada respiratória.
Raiva Bovina: Diagnóstico laboratorial
Imunofluorescência Direta (IFD) no tecido do SNC (bulbo/cerebelo) e Prova de Inoculação em Camundongo (PIC) ou RT-PCR.
Raiva Bovina: Controle e profilaxia
Vacinação sistemática anual dos rebanhos, controle populacional de Desmodus rotundus com pasta vampiricida e notificação imediata.
BSE: Etiologia
Príon (PrPSc), isoforma anormal e resistente a proteases de uma proteína celular normal (PrPC).
BSE: Forma clássica de transmissão
Ingestão de farinhas de carne e ossos (FCO) contaminadas oriundas de ruminantes processados.
BSE: Sinais clínicos
Curso crônico e progressivo: hiperestesia ao toque e som, apreensão, marcha atáxica, tremores, agressividade e perda de peso corporal.
BSE: Métodos de diagnóstico
Pós-morte: histopatologia do tronco encefálico (vacuolização neuronal), imuno-histoquímica e Western Blot (detecção de PrPSc resistente à proteinase K).
BSE: Prevenção e controle
Proibição estrita do fornecimento de subprodutos proteicos de mamíferos para ruminantes (feed ban) e descarte de materiais de risco específico (MRE).
Doença de Aujeszky: Agente etiológico
Herpesvírus suíno tipo 1 (SuHV-1), também conhecido como vírus da Pseudorraiva (família Herpesviridae).
Doença de Aujeszky: Papel dos suínos na cadeia
Hospedeiros naturais e únicos reservatórios; desenvolvem latência no gânglio trigêmeo e eliminam o vírus continuamente no ambiente.
Doença de Aujeszky: Papel de outras espécies (bovinos, cães)
Hospedeiros terminais acidentais: infecção fatal com prurido intenso incontrolável, automutilação e ausência de eliminação viral eficiente.
Doença de Aujeszky: Sinais clínicos em suínos
Leitões: alta mortalidade neurológica (tremores, convulsões); matrizes: falhas reprodutivas e abortos; adultos: sintomas respiratórios leves.
Doença de Aujeszky: Métodos de diagnóstico
Sorologia (ELISA diferencial anti-gE e anti-gB), isolamento viral e PCR a partir de fragmentos de encéfalo, tonsilas e pulmões.
Doença de Aujeszky: Controle e profilaxia
Biosseguridade estrita em granjas, controle sorológico periódico, sacrifício sanitário e vacinação com vacinas deletadas (gE-negativas).
PSC vs PSA: Agentes etiológicos
PSC: Pestivirus (família Flaviviridae, vírus RNA); PSA: Asfivirus (família Asfarviridae, único vírus DNA transmitido por artrópodes).
PSC vs PSA: Vetores biológicos
PSC não possui vetor biológico (transmissão direta); PSA é transmitida biologicamente por carrapatos moles do gênero Ornithodoros.
PSC vs PSA: Lesões anatomopatológicas comuns
Ambas causam hemorragias petequiais em órgãos, mas a PSA provoca esplenomegalia hiperêmica friável massiva e infartos marginais no baço na PSC.
PSC vs PSA: Existência de vacinas comerciais
PSC possui vacinas eficazes (vírus atenuado C-strain); PSA não possui vacina comercial amplamente aprovada e segura no ocidente.
PSC vs PSA: Diferenciação definitiva
Indistinguíveis clinicamente; a diferenciação exige diagnóstico laboratorial virológico ou molecular por RT-PCR (PSC) e PCR (PSA).

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