Eletrodinâmica: Circuitos e Componentes
Conceitos, fórmulas e componentes de eletrodinâmica para estudantes do ensino médio.
Cartões · 101
- Definição de Corrente Elétrica (i)
- Taxa de variação de carga por unidade de tempo: i = delta Q / delta t. Unidade no SI: Ampère (A = C/s).
- Carga elementar (e)
- Valor fundamental da carga: e ≈ 1,6 x 10^(-19) C. A quantidade total de carga é dada por Q = n * e.
- Primeira Lei de Ohm
- A ddp é proporcional à corrente elétrica em resistores ôhmicos: U = R * i (U em volts, R em ohms, i em ampères).
- Segunda Lei de Ohm (resistência de um condutor)
- R = rho * L / A, onde rho é a resistividade, L o comprimento do fio e A a área da secção transversal.
- Efeito do raio do condutor na resistência
- Como A = pi * r^2, dobrar o raio do condutor quadruplica a área e reduz a resistência a um quarto (R/4).
- Resistor ôhmico vs. não ôhmico
- Resistor ôhmico mantém resistência constante com gráfico U x i linear. Não ôhmico tem resistência variável com a voltagem.
- Potência Elétrica (fórmula geral)
- P = U * i. Taxa na qual a energia elétrica é convertida em outra forma de energia. Unidade: Watt (W = J/s).
- Potência dissipada por efeito Joule
- P = R * i^2 ou P = U^2 / R. Representa a conversão de energia elétrica em calor nos condutores e resistores.
- Consumo de Energia Elétrica (E)
- E = P * delta t. Em contas de luz mede-se em kWh (1 kWh = 1000 W * 3600 s = 3,6 x 10^6 J).
- Chuveiro elétrico: posição inverno vs. verão
- No inverno a potência é maior: resistência menor (fio mais curto), gerando maior corrente sob a mesma ddp.
- Lâmpadas incandescentes: brilho e potência
- O brilho de uma lâmpada está diretamente relacionado à potência elétrica dissipada real durante o funcionamento.
- Associação de Resistores em Série: corrente
- A corrente elétrica é a mesma em todos os resistores associados: i_total = i_1 = i_2 = ... = i_n.
- Associação de Resistores em Série: tensão
- A tensão total aplicada divide-se entre os resistores: U_total = U_1 + U_2 + ... + U_n.
- Resistência Equivalente em Série (Req)
- Req = R1 + R2 + ... + Rn. A resistência equivalente é sempre maior que qualquer resistor individual da série.
- Associação de Resistores em Paralelo: tensão
- A ddp é idêntica para todos os ramos em paralelo: U_total = U_1 = U_2 = ... = U_n.
- Associação de Resistores em Paralelo: corrente
- A corrente total é a soma das correntes de cada ramo: i_total = i_1 + i_2 + ... + i_n.
- Resistência Equivalente em Paralelo (fórmula geral)
- 1/Req = 1/R1 + 1/R2 + ... + 1/Rn. A Req é sempre menor que a menor das resistências individuais.
- Req para dois resistores em paralelo
- Req = (R1 * R2) / (R1 + R2), conhecida como a regra do produto pela soma para dois resistores.
- Req para N resistores iguais (R) em paralelo
- Req = R / N, facilitando o cálculo direto quando os valores das resistências forem idênticos.
- Instalações elétricas residenciais: padrão
- Feitas em paralelo para que todos os aparelhos operem sob a mesma ddp e funcionem de forma independente.
- Curto-circuito em resistores
- Ocorre quando dois pontos de um circuito são ligados por um fio de resistência desprezível, desviando toda a corrente.
- Ponte de Wheatstone em equilíbrio
- Galvanômetro marca zero quando os produtos cruzados são iguais: R1 * R4 = R2 * R3.
- Primeira Lei de Kirchhoff (Lei dos Nós)
- A soma das correntes elétricas que entram em um nó é igual à soma das correntes que saem dele: soma(i_entra) = soma(i_sai).
- Segunda Lei de Kirchhoff (Lei das Malhas)
- Ao longo de qualquer malha fechada de um circuito, a soma algébrica das diferenças de potencial elétrico é nula: soma(delta U) = 0.
- Equação do Gerador Real
- U = E - r * i, onde U é a tensão nos terminais, E é a força eletromotriz (fem) e r a resistência interna.
- Força Eletromotriz (fem ou E)
- Energia total por unidade de carga fornecida pelo gerador: E = U em circuito aberto (quando i = 0).
- Corrente de Curto-Circuito do Gerador (icc)
- Ocorre quando U = 0 nos terminais: icc = E / r. É o valor máximo de corrente que o gerador pode fornecer.
- Potência Total gerada por um gerador
- P_total = E * i. Corresponde a toda a potência eletromotriz convertida pelo dispositivo.
- Potência Útil lançada pelo gerador
- P_util = U * i = (E - r * i) * i. É a potência efetivamente transferida para o circuito externo.
- Rendimento elétrico do gerador (eta)
- eta = P_util / P_total = U / E. Representa a fração da fem aproveitada pelo circuito exterior.
- Teorema da Máxima Transferência de Potência
- A potência útil é máxima quando a resistência externa do circuito é igual à resistência interna do gerador: R = r.
- Equação do Receptor Real
- U = E' + r' * i, onde E' é a força contraeletromotriz (fcem) e r' a resistência interna do receptor elétrico.
- Força Contraeletromotriz (fcem ou E')
- Energia por unidade de carga transformada em forma mecânica, química ou não térmica em motores e receptores.
- Potência Útil do Receptor
- P_util = E' * i. Representa a taxa de conversão de energia elétrica em trabalho mecânico ou químico útil.
- Rendimento elétrico do receptor (eta)
- eta = E' / U. Fração da ddp aplicada que foi convertida na forma de energia desejada.
- Lei de Pouillet para circuito simples
- i = (soma E - soma E') / (soma R + soma r + soma r'), permitindo calcular a corrente num circuito de malha única.
- Capacitância (C) de um capacitor
- Razão entre a carga armazenada em uma armadura e a diferença de potencial: C = Q / U. Unidade: Farad (F = C/V).
- Capacitância de capacitor de placas paralelas
- C = (epsilon * A) / d, sendo epsilon a permissividade do meio, A a área das placas e d a distância entre elas.
- Efeito do dielétrico em capacitor isolado
- Aumenta a capacitância (C = k * C0), reduz o campo elétrico e a voltagem, mantendo a carga Q constante.
- Efeito do dielétrico em capacitor ligado à bateria
- A capacitância aumenta e a ddp permanece constante, fazendo com que a carga armazenada Q aumente.
- Energia Potencial Eletrostática no Capacitor
- E_pot = (Q * U) / 2 = (C * U^2) / 2 = Q^2 / (2 * C). Representa a energia acumulada no campo elétrico.
- Capacitores em Série: carga
- Todos os capacitores em série acumulam a mesma quantidade de carga: Q_total = Q_1 = Q_2 = ... = Q_n.
- Capacitância Equivalente em Série (Ceq)
- 1/Ceq = 1/C1 + 1/C2 + ... + 1/Cn. Para dois capacitores: Ceq = (C1 * C2) / (C1 + C2). Ceq é menor que cada um.
- Capacitores em Paralelo: tensão
- Todos os capacitores em paralelo estão sujeitos à mesma tensão: U_total = U_1 = U_2 = ... = U_n.
- Capacitância Equivalente em Paralelo (Ceq)
- Ceq = C1 + C2 + ... + Cn. A capacitância resultante é a soma aritmética das capacitâncias individuais.
- Comportamento do capacitor em corrente contínua (CC)
- Inicialmente descarregado age como curto-circuito; totalmente carregado, atua como circuito aberto (i = 0 no ramo).
- Amperímetro ideal: características
- Mede corrente elétrica; deve ser conectado SEMPRE em série no ramo e possuir resistência interna nula (r = 0).
- Voltímetro ideal: características
- Mede diferença de potencial; deve ser conectado SEMPRE em paralelo aos dois pontos e ter resistência interna infinita.
- Fusível e Disjuntor: função e instalação
- Dispositivos de proteção contra sobrecorrentes e curto-circuitos; devem ser ligados SEMPRE em série no fio fase.
- Associação de geradores idênticos em série
- E_eq = n * E e r_eq = n * r. Aumenta a fem disponível, mas também eleva a resistência interna total do conjunto.
- Associação de geradores idênticos em paralelo
- E_eq = E e r_eq = r / n. Aumenta a capacidade de fornecer corrente sem queimar os geradores e reduz as perdas internas.
- Velocidade de deriva (drift velocity)
- Velocidade média de deslocamento ordenado dos elétrons sob campo elétrico: vd = i / (n * A * e), tipicamente de ordem de mm/s.
- Densidade de corrente elétrica (J)
- Razão entre a intensidade da corrente e a área reta da secção condutora: J = i / A = n * e * vd. Unidade no SI: A/m².
- Forma microscópica (vetorial) da Lei de Ohm
- Relação vetorial local entre densidade de corrente e campo elétrico: J = sigma * E, onde sigma é a condutividade elétrica.
- Condutividade elétrica (sigma)
- Propriedade física intrínseca de condução que corresponde ao inverso da resistividade: sigma = 1 / rho. Unidade: Siemens por metro (S/m).
- Condutância elétrica (G)
- Facilidade de passagem de corrente através de um componente específico: G = 1 / R. Medida em Siemens (S ou ohm^-1).
- Variação da resistividade com a temperatura
- rho(T) = rho0 * [1 + alfa * (T - T0)], onde alfa é o coeficiente de temperatura do material condutor.
- Coeficiente de temperatura da resistividade (alfa)
- Parâmetro que quantifica o aumento relativo da resistividade por grau Celsius; positivo para a maioria dos metais e negativo para semicondutores.
- Comportamento térmico de semicondutores intrínsecos
- Sua resistência diminui com o aumento da temperatura (alfa < 0), pois mais portadores de carga são excitados termicamente para a banda de condução.
- Supercondutividade
- Fenômeno em que certos materiais perdem completamente sua resistência elétrica (R = 0) abaixo de uma temperatura crítica (Tc).
- Resistor Shunt em amperímetros reais
- Resistor de resistência muito baixa conectado em paralelo com o galvanômetro para desviar a maior parte da corrente elétrica a ser medida.
- Resistor multiplicador em voltímetros reais
- Resistor de alto valor ôhmico associado em série com o galvanômetro para limitar a corrente e permitir a medição de altas tensões.
- Sensibilidade do galvanômetro
- Deflexão angular do ponteiro por unidade de corrente aplicada, ou corrente de fundo de escala (Ig) necessária para deflexão máxima.
- Galvanômetro de D'Arsonval
- Instrumento baseado no torque magnético exercido sobre uma bobina móvel percorrida por corrente dentro de um campo magnético fixo.
- Ohmímetro: princípio básico
- Aparelho composto por fonte interna, resistor padrão e galvanômetro, medindo a resistência desconhecida a partir da deflexão da corrente.
- Reostato de cursor: função e esquema
- Resistor ajustável de dois ou três terminais usado para variar continuamente a corrente em um ramo alterando o comprimento útil do condutor.
- Potenciômetro como divisor de tensão
- Componente resistivo com contato móvel que fraciona uma diferença de potencial: Vsaida = Ventrada * (R2 / (R1 + R2)).
- Divisor de tensão resistivo: fórmula
- Em resistores R1 e R2 em série sob tensão U: a ddp sobre R1 é dada por U1 = U * [R1 / (R1 + R2)].
- Divisor de corrente resistivo: fórmula
- Em resistores R1 e R2 em paralelo recebendo corrente total itot: i1 = itot * [R2 / (R1 + R2)].
- Circuito RC: Constante de tempo capacitiva (tau)
- tau = R * C. Representa o tempo necessário para o capacitor carregar até ~63% da sua carga máxima ou descarregar até ~37%.
- Carga de capacitor em circuito RC: equação temporal
- q(t) = Qmax * [1 - e^(-t / tau)], onde Qmax = C * E e a corrente decai exponencialmente conforme i(t) = (E/R) * e^(-t/tau).
- Descarga de capacitor em circuito RC: equação temporal
- q(t) = Q0 * e^(-t / tau), com queda simultânea e exponencial da diferença de potencial e da corrente no resistor.
- Comportamento inicial de capacitor descarregado em CC
- No instante t = 0 imediatamente após fechar o circuito, o capacitor comporta-se transitoriamente como um curto-circuito (ddp nula).
- Energia dissipada no resistor durante a carga de um capacitor
- Exatamente metade da energia fornecida pelo gerador é dissipada em calor no resistor: Edissipada = (1/2) * C * E^2.
- Rigidez dielétrica
- Valor máximo do campo elétrico que um material isolante suporta sem se ionizar e se tornar condutor elétrico (gerando faísca).
- Permissividade elétrica absoluta (epsilon)
- epsilon = epsilon_r * epsilon_0, onde epsilon_r é a constante dielétrica relativa do meio e epsilon_0 a permissividade do vácuo.
- Densidade volumétrica de energia eletrostática (u)
- u = (1/2) * epsilon * E^2. Quantidade de energia armazenada no campo elétrico por unidade de volume (J/m³).
- Efeito Pelier
- Absorção ou liberação de calor na junção de dois condutores ou semicondutores distintos quando atravessados por corrente contínua.
- Efeito Seebeck
- Surgimento de uma força eletromotriz em um circuito fechado formado por dois condutores diferentes com junções a temperaturas distintas.
- Termopar: funcionamento
- Sensor de temperatura baseado no efeito Seebeck, convertendo o gradiente térmico entre duas junções metálicas em uma ddp mensurável.
- Efeito Thomson
- Evolução reversível de calor que ocorre quando uma corrente elétrica flui através de um único condutor que apresenta gradiente de temperatura.
- Termistor NTC (Negative Temperature Coefficient)
- Sensor resistivo cuja resistência elétrica diminui exponencialmente com o aumento da temperatura ambiente.
- Termistor PTC (Positive Temperature Coefficient)
- Sensor cerâmico semicondutor cuja resistência elétrica sobe bruscamente ao ultrapassar uma determinada temperatura crítica de comutação.
- Fotorresistor LDR (Light Dependent Resistor)
- Dispositivo semicondutor cuja resistência diminui quando a incidência luminosa aumenta devido à geração de novos pares elétron-lacuna.
- Varistor (VDR): função de proteção
- Componente limitador de tensão cuja resistência cai vertiginosamente com picos de ddp, desviando sobretensões da rede.
- Teorema de Thévenin: enunciado
- Qualquer circuito linear de dois terminais pode ser substituído por uma única fonte de tensão Vth em série com uma resistência Rth.
- Teorema de Norton: enunciado
- Qualquer circuito linear de dois terminais pode ser substituído por uma fonte de corrente independente IN em paralelo com uma resistência RN.
- Relação entre equivalente de Thévenin e Norton
- A resistência de Norton é igual à de Thévenin (RN = Rth) e a corrente de Norton vale IN = Vth / Rth.
- Princípio da Superposição em circuitos lineares
- A resposta em qualquer ramo é a soma algébrica das respostas causadas por cada fonte independente agindo isoladamente (outras anuladas).
- Transformação Estrela-Triângulo (Y - Delta)
- Método de equivalência para resolver nós de resistores onde Ra = (R1*R2 + R2*R3 + R3*R1) / Roposto e R1 = (Rb*Rc) / (Ra + Rb + Rc).
- Ponte de Wheatstone desequilibrada
- Ocorre quando R1*R4 != R2*R3, gerando uma ddp não nula entre os nós centrais e corrente através do galvanômetro de detecção.
- Ponte de fio (Ponte métrica de Wheatstone)
- Montagem prática com fio resistivo uniforme esticado sob régua, onde o equilíbrio depende da razão dos comprimentos L1 e L2: Rx = Rpadrao * (L1/L2).
- Resistor em simetria de espelho (plano de corte)
- Resistores atravessados pelo plano perpendicular de simetria do circuito não conduzem corrente e podem ser desconectados da análise.
- Potência dissipada interna em gerador real
- Pint = r * i^2. Parcela da potência elétrica total gerada que é perdida em calor devido à resistência interna (r) da própria fonte.
- Fio neutro vs. Fio terra em instalações residenciais
- O neutro fecha o circuito de retorno da corrente de serviço; o terra é condutor de proteção que desvia correntes de fuga para a terra.
- Interruptor DR (Diferencial Residual): funcionamento
- Dispositivo de segurança que compara as correntes que entram pela fase e retornam pelo neutro; desliga o circuito se houver fuga > 30 mA.
- Interruptores Three-way (paralelos): utilidade
- Ligação com duas chaves comutadoras que permite ligar ou desligar uma mesma lâmpada a partir de dois pontos distintos do cômodo.
- Interruptor Four-way (intermediário)
- Chave instalada entre dois interruptores Three-way que permite o controle de uma lâmpada em três ou mais locais diferentes.
- Efeito pelicular (Skin Effect) em condutores
- Tendência da corrente alternada de alta frequência de fluir preferencialmente pela periferia do condutor, aumentando sua resistência aparente.
- Diodo semicondutor ideal: polarização direta e reversa
- Na polarização direta atua como curto-circuito (conduz livremente); na polarização reversa comporta-se como circuito aberto (corrente nula).
- Retificador de meia-onda a diodo
- Circuito que permite a passagem de apenas um semiciclo da corrente alternada, transformando-a em corrente contínua pulsátil.