Eletrostática: Enem e UFPR
Conceitos fundamentais e fórmulas de eletrostática voltados para estudantes que prestam o Enem e o vestibular da UFPR.
Cartões · 30
- Carga elementar (e)
- Vale 1,6x10^-19 C; lembre-se de que a carga total de qualquer corpo é sempre quantizada pela relação Q = n.e, onde n é um número inteiro de elétrons em falta ou excesso.
- Eletrização por atrito
- Corpos inicialmente neutros de materiais diferentes terminam com cargas de mesmo módulo e sinais opostos. A série triboelétrica define quem doa ou recebe elétrons.
- Eletrização por contato
- Os corpos terminam com cargas de mesmo sinal. Se forem esferas condutoras idênticas, a carga final divide-se igualmente pela média aritmética das cargas iniciais.
- Eletrização por indução
- O corpo induzido termina sempre com carga de sinal oposto ao do indutor. Exige aproximação sem contato, aterramento temporário e corte do terra antes de afastar o indutor.
- Condutor em equilíbrio eletrostático
- O campo elétrico interno é rigorosamente nulo e o potencial elétrico é constante em todo o seu volume, inclusive no centro e na superfície.
- Blindagem eletrostática (Gaiola de Faraday)
- Frequente no Enem: o interior oco de um condutor fica protegido de campos elétricos externos, explicando por que o carro é seguro contra raios e aviões não queimam.
- Poder das pontas
- A densidade superficial de cargas e a intensidade do campo elétrico são maiores em regiões pontiagudas, princípio que fundamenta os para-raios.
- Lei de Coulomb: F = k.|q1.q2|/d²
- Força é inversamente proporcional ao quadrado da distância: dobrar a distância reduz a força a um quarto, não pela metade.
- Natureza vetorial da força elétrica
- Para mais de duas cargas, calcule os módulos isoladamente pela Lei de Coulomb e some vetorialmente; nunca faça soma puramente escalar.
- Campo elétrico gerado por carga pontual: E = k.|Q|/d²
- Cargas positivas geram campo de afastamento e cargas negativas geram campo de aproximação. A intensidade independe do sinal da carga de prova.
- Força sobre carga de prova: F = q.E
- Se q for positiva, o vetor força tem o mesmo sentido do campo elétrico; se q for negativa, a força aponta no sentido oposto ao campo elétrico.
- Linhas de força (linhas de campo)
- Nunca se cruzam; saem de cargas positivas e entram em cargas negativas. A densidade de linhas em uma região indica visualmente a intensidade do campo elétrico.
- Campo elétrico uniforme (CEU)
- Linhas de campo são retas, paralelas e igualmente espaçadas entre placas condutoras paralelas. O valor do campo é rigorosamente constante em todos os pontos.
- Relação U = E.d no CEU
- A ddp (U) relaciona-se à distância d medida paralelamente às linhas de campo. O campo elétrico sempre aponta do maior para o menor potencial elétrico.
- Potencial elétrico de carga pontual: V = k.Q/d
- Grandeza escalar; o sinal da carga entra diretamente na conta. Uma carga negativa gera potencial elétrico negativo.
- Energia potencial eletrostática: Ep = k.q1.q2/d
- Também escalar e com sinais das cargas incluídos. Cargas de mesmo sinal têm Ep positiva (repulsão); cargas opostas têm Ep negativa (atração).
- Trabalho da força elétrica: T = q.(VA - VB)
- A força elétrica é conservativa, portanto o trabalho independe da trajetória e depende apenas dos potenciais inicial e final.
- Superfícies equipotenciais
- Superfícies onde o potencial é constante; são sempre perpendiculares às linhas de campo. Mover uma carga sobre a mesma superfície equipotencial realiza trabalho nulo.
- Movimento espontâneo de cargas
- Cargas positivas movem-se espontaneamente para potenciais menores; cargas negativas movem-se espontaneamente para potenciais maiores.
- Capacitância de um capacitor: C = Q/U
- Capacitância mede a capacidade de armazenar carga e depende apenas da geometria do capacitor e do dielétrico, não de Q ou U.
- Capacitor de placas paralelas: C = ε.(A/d)
- Aumentar a área das placas ou aproximá-las aumenta a capacitância. Inserir um dielétrico sempre aumenta a permissividade ε e, portanto, a capacitância.
- Energia armazenada em capacitores: E = Q.U/2 = C.U²/2
- Pegadinha comum: lembre-se do fator 1/2 na fórmula. Graficamente, a energia é numericamente igual à área sob a reta do gráfico Q versus U.
- Desconexão da bateria vs. Manutenção da bateria
- Se o capacitor for desconectado da fonte, a carga Q permanece fixa; se permanecer ligado à bateria, a ddp U permanece fixa.
- Rigidez dielétrica
- Campo elétrico máximo que um isolante suporta antes de se tornar condutor. Ao ser superada, ocorre a centelha ou faísca elétrica, como no relâmpago.
- Aterramento de um condutor
- Aterrar não significa anular a carga líquida do corpo, mas sim igualar o seu potencial eletrostático ao da Terra, que é convencionado como zero volt.
- Campo no interior de esfera oca condutora
- É zero em qualquer ponto interno, mas o potencial interno é constante e idêntico ao potencial da superfície esférica (V = k.Q/R).
- Campo na superfície de condutor esférico
- O campo elétrico logo na superfície externa vale E = k.Q/R², mas em pontos imediatamente externos o cálculo considera a carga concentrada no centro.
- Unidade de campo elétrico no SI
- Pode ser expresso tanto em Newton por Coulomb (N/C) quanto em Volt por metro (V/m); ambas são dimensões equivalentes muito cobradas na UFPR.
- Comportamento de corpo neutro frente a um carregado
- Um corpo neutro sempre sofre atração por um corpo eletrizado devido à polarização de suas cargas (indução eletrostática local).
- Diferença entre condutores e isolantes
- Nos condutores os elétrons livres deslocam-se por toda a estrutura; nos dielétricos (isolantes) as cargas apenas sofrem pequenos deslocamentos, polarizando os átomos.