Embriologia

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Conceitos fundamentais de embriologia para estudantes de biologia e medicina, cobrindo o desenvolvimento humano desde a gametogênese até a formação da placenta.

56 cartões Português Nível: Ensino superior Corpo humano Publicado
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Gametogênese
Processo de formação e desenvolvimento de células germinativas especializadas (gametas) através da meiose.
Espermatogênese
Produção contínua de espermatozoides nos túbulos seminíferos dos testículos a partir da puberdade.
Ovogênese
Processo de diferenciação do oócito iniciado no período fetal, pausado na prófase I e completado na maturação/fertilização.
Fertilização (Fecundação)
Fusão do espermatozoide com o oócito secundário na ampola da tuba uterina, restaurando o número diploide (46 cromossomos).
Reação acrossômica
Liberação de enzimas da cabeça do espermatozoide que facilitam a penetração na zona pelúcida do oócito.
Bloqueio da poliespermia
Despolarização da membrana (rápido) e reação cortical com endurecimento da zona pelúcida (lento) para barrar espermatozoides extras.
Zigoto
Célula diploide totipotente resultante da união dos pronúcleos masculino e feminino no final da fertilização.
Clivagem
Série de divisões mitóticas rápidas do zigoto sem aumento do volume celular total, gerando blastômeros menores.
Mórula
Massa sólida esférica composta por 12 a 32 blastômeros compactados, formada cerca de 3 a 4 dias após a fecundação.
Blastocisto
Estrutura embrionária formada por volta do 4º-5º dia, contendo uma cavidade interna cheia de líquido (blastocele).
Embrioblasto (Massa Celular Interna)
Grupo de células no interior do blastocisto que dará origem aos tecidos corporais do embrião.
Trofoblasto
Camada externa de células do blastocisto que dá origem à placenta e anexos embrionários.
Zona pelúcida
Matriz glicoproteica ao redor do oócito e do blastocisto que impede a implantação prematura e se rompe antes da nidação.
Eclosão do blastocisto (Hatching)
Degradação e desprendimento da zona pelúcida por volta do 5º ou 6º dia, permitindo o contato com o endométrio.
Implantação (Nidação)
Fixação e invasão do blastocisto no endométrio uterino durante a segunda semana de desenvolvimento (dias 6 a 10).
Sinciciotrofoblasto
Camada externa multinucleada e invasiva do trofoblasto que secreta hCG e erode o estroma endometrial.
Citotrofoblasto
Camada interna mononucleada e mitoticamente ativa do trofoblasto que supre o sinciciotrofoblasto de novas células.
Disco embrionário bilaminar
Estrutura formada na 2ª semana pela diferenciação do embrioblasto em epiblasto e hipoblasto.
Epiblasto
Camada celular dorsal e colunar do embrião bilaminar que dá origem a todos os tecidos do feto.
Hipoblasto
Camada celular ventral e cuboidal do embrião bilaminar que reveste internamente o saco vitelino primitivo.
Cavidade amniótica
Espaço preenchido por fluido que se forma no interior do epiblasto durante a 2ª semana de desenvolvimento.
Saco vitelino primitivo
Cavidade ventral delimitada pela membrana de Heuser e hipoblasto, essencial para nutrição e angiogênese precoce.
Mesoderma extraembrionário
Tecido conjuntivo frouxo que surge entre o trofoblasto e as cavidades amniótica e vitelina na 2ª semana.
Gastrulação
Processo fundamental da 3ª semana que converte o disco bilaminar em trilaminar (ectoderma, mesoderma e endoderma).
Linha primitiva
Faixa linear na superfície dorsal do epiblasto que marca o início da gastrulação e estabelece o eixo cefalocaudal.
Nó primitivo
Dilatação na extremidade cranial da linha primitiva que atua como centro organizador embrionário.
Ectoderma
Folheto embrionário externo que dá origem ao sistema nervoso, epiderme, pelos, unhas e esmalte dentário.
Mesoderma intraembrionário
Folheto médio que origina músculos, esqueleto, sistema cardiovascular, aparelho urogenital e tecido conjuntivo.
Endoderma
Folheto embrionário interno que dá origem ao revestimento epitelial dos tratos respiratório, gastrointestinal e glândulas anexas.
Notocorda
Bastão celular axial que define o eixo do corpo, fornece suporte estrutural primitivo e induz a formação da placa neural.
Neurulação
Processo de formação da placa neural, pregas neurais e fechamento do tubo neural ao longo da 3ª e 4ª semanas.
Tubo neural
Estrutura tubular de origem ectodérmica que se diferencia no encéfalo e medula espinhal.
Crista neural
Grupo de células ectodérmicas pluripotentes que migram para formar o SNP, melanócitos e estruturas craniofaciais.
Fechamento do neuroporo rostral (anterior)
Ocorre aproximadamente no 25º dia de desenvolvimento; sua falha causa anencefalia.
Fechamento do neuroporo caudal (posterior)
Ocorre aproximadamente no 27º-28º dia de desenvolvimento; sua falha resulta em espinha bífida.
Mesoderma paraxial
Segmento do mesoderma organizado ao lado da notocorda que se fragmenta em blocos repetitivos chamados somitos.
Somitos
Blocos de mesoderma que se subdividem em esclerótomo (vértebras/costelas), dermátomo (derme) e miótomo (músculos esqueléticos).
Mesoderma intermediário
Porção do mesoderma responsável pelo desenvolvimento dos rins e gônadas (sistema urogenital).
Mesoderma lateral
Divide-se em folheto somático (parietal) e esplâncnico (visceral), delimitando o celoma intraembrionário.
Celoma intraembrionário
Cavidade primária que dará origem às cavidades corporais definitivas: pericárdica, pleural e peritoneal.
Dobramento embrionário
Mudança conformacional na 4ª semana nos eixos longitudinal e transversal, convertendo o disco plano em formato tubular em C.
Intestino primitivo
Tubo endodérmico resultante do dobramento, dividido em anterior, médio e posterior.
Vasculogênese
Formação de novos canais vasculares por meio da diferenciação direta de precursores angioblásticos.
Angiogênese
Crescimento e brotamento de novos vasos a partir de vasos sanguíneos pré-existentes.
Início dos batimentos cardíacos
Ocorre aproximadamente no 21º a 22º dia de desenvolvimento no tubo cardíaco primitivo.
Arcos faríngeos (branquiais)
Estruturas pares que surgem nas semanas 4 e 5, compondo mandíbula, maxila, ossículos do ouvido e laringe.
Período embrionário
Fase do desenvolvimento que vai da fertilização até o final da 8ª semana, caracterizada por intensa morfogênese e organogênese.
Período fetal
Fase da 9ª semana de gestação até o nascimento, caracterizada por rápido crescimento corporal e maturação tecidual.
Placenta
Órgão fetomaterno responsável por trocas gasosas, nutrição, excreção e produção hormonal como progesterona e estrogênio.
Cordão umbilical
Estrutura conectora contendo duas artérias (sangue desoxigenado) e uma veia (sangue oxigenado) envoltas pela geleia de Wharton.
Âmnio
Membrana delgada que circunda a cavidade amniótica, protegendo o feto contra choques mecânicos e desidratação.
Alantoide
Divertículo endodérmico caudal cujos vasos dão origem aos vasos umbilicais e cujo remanescente forma o úraco.
Diferenciação sexual gonadal
Processo genético iniciado por volta da 7ª semana, ativado pelo gene SRY do cromossomo Y para induzir testículos.
Ductos mesonéfricos (de Wolff)
Precursores do trato reprodutor masculino (epidídimo, ducto deferente e vesícula seminal).
Ductos paramesonéfricos (de Müller)
Precursores do trato reprodutor feminino (tubas uterinas, útero e terço superior da vagina).
Teratogênese
Indução de anomalias congênitas por fatores ambientais (drogas, vírus, radiação), cujo ápice de risco ocorre da 3ª à 8ª semana.

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