Embriologia Fundamental

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Estudo dos principais processos e etapas do desenvolvimento embrionário humano, destinado a estudantes de medicina e biologia.

54 cartões Português Nível: Ensino superior Corpo humano Publicado
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Gametogênese
Processo de formação dos gametas haploides (espermatozoides e ovócitos) por meiose e diferenciação celular nas gônadas.
Capacitação espermática
Condicionamento de cerca de 7 horas no trato genital feminino, que remove glicoproteínas da membrana do espermatozoide.
Reação acrossômica
Liberação de enzimas como a hialuronidase e acrosina para permitir a penetração na zona pelúcida do ovócito.
Bloqueio primário da poliespermia
Despolarização rápida da membrana plasmática do ovócito logo após a fusão do primeiro espermatozoide.
Bloqueio secundário da poliespermia
Reação cortical com liberação de enzimas dos grânulos corticais, tornando a zona pelúcida impermeável a outros espermatozoides.
Fecundação
Ocorre na ampola da tuba uterina (dia 1), restaurando o número diploide e formando o zigoto geneticamente único.
Clivagem
Sucessivas divisões mitóticas do zigoto sem aumento de volume total, gerando células progressivamente menores chamadas blastômeros.
Mórula
Massa esférica compacta de 12 a 32 blastômeros formada ao redor do 3º ou 4º dia pós-fecundação.
Compactação celular
Aumento da adesão celular mediado por E-caderinas na mórula, delimitando células internas e externas.
Blastocisto
Estrutura formada no 4º-5º dia, composta por trofoblasto, embrioblasto e cavidade preenchida por líquido (blastocela).
Trofoblasto
Camada celular externa do blastocisto responsável pela adesão uterina e formação dos anexos e da placenta.
Embrioblasto
Massa celular interna do blastocisto que dá origem a todos os tecidos do embrião propriamente dito.
Eclosão do blastocisto
Degradação enzimática e ruptura da zona pelúcida no 5º-6º dia, permitindo o contato direto com o endométrio.
Implantação (Nidação)
Inicia-se no 6º dia na parede posterior ou anterior do corpo uterino e se completa até o final da 2ª semana.
Sinciciotrofoblasto
Camada externa multinucleada sem limites celulares nítidos que invade o endométrio e secreta hCG.
Citotrofoblasto
Camada interna mononucleada com alta atividade mitótica que prolifera e abastece o sinciciotrofoblasto.
Disco embrionário bilaminar
Formado na 2ª semana a partir do embrioblasto, subdividido em epiblasto (superior) e hipoblasto (inferior).
Cavidade amniótica
Espaço preenchido por fluido que surge no interior do epiblasto ao redor do 8º dia pós-fecundação.
Saco vitelino primitivo
Formado pela proliferação de células do hipoblasto que revestem internamente a blastocela no 9º dia.
Reação decidual
Acúmulo de glicogênio e lipídios nas células do estroma endometrial para nutrir o concepto e regular a invasão trofoblástica.
Mesoderma extraembrionário
Tecido conjuntivo frouxo derivado do hipoblasto/epiblasto que preenche o espaço entre o trofoblasto e o âmnio/saco vitelino.
Celoma extraembrionário
Cavidade coriônica formada pela fusão de lacunas no mesoderma extraembrionário durante a 2ª semana.
Gastrulação
Processo crucial na 3ª semana que converte o disco bilaminar em trilaminar (ectoderma, mesoderma e endoderma).
Linha primitiva
Espessamento linear na região caudal do epiblasto que estabelece a polaridade craniocaudal e a simetria bilateral.
Nó primitivo
Estrutura organizadora na extremidade cranial da linha primitiva que coordena a invaginação celular.
Invaginação celular
Migração de células epiblásticas para o interior da linha primitiva por transição epitélio-mesênquima.
Endoderma intraembrionário
Camada formada pelas primeiras células do epiblasto que invaginam e deslocam o hipoblasto primitivo.
Mesoderma intraembrionário
Folheto intermediário formado por células epiblásticas que se alojam entre o epiblasto e o novo endoderma.
Ectoderma embrionário
Folheto remanescente na superfície externa do epiblasto após a conclusão da gastrulação.
Notocorda
Bastão celular axial flexível que define o eixo primitivo e induz a formação da placa neural e dos corpos vertebrais.
Neurulação
Processo de formação da placa neural, pregas neurais e fechamento do tubo neural ao longo da 3ª e 4ª semanas.
Placa neural
Espessamento do ectoderma dorsal induzido por fatores da notocorda (como Noggin e Chordin) no 18º dia.
Sulco neural
Depressão longitudinal central formada pela elevação das margens laterais (pregas neurais) da placa neural.
Fechamento do neuróporo cranial
Oclusão da abertura anterior do tubo neural que ocorre por volta do 25º dia (estágio de 18-20 somitos).
Fechamento do neuróporo caudal
Oclusão da abertura posterior do tubo neural por volta do 27º ao 28º dia (estágio de cerca de 25 somitos).
Crista neural
População celular multipotente que se delamina das pregas neurais e origina gânglios, melanócitos e células de Schwann.
Mesoderma paraxial
Faixa longitudinal espessa de mesoderma adjacente à notocorda que se segmenta em blocos chamados somitos.
Somitogênese
Segmentação sequencial craniocaudal do mesoderma paraxial a uma taxa constante de cerca de 3 pares por dia.
Esclerótomo
Porção ventromedial do somito que se diferencia em vértebras e costelas cartilaginosas e ósseas.
Dermomiótomo
Porção dorsolateral do somito que se subdivide para originar os miócitos esqueléticos (miótomo) e a derme dorsal (dermátomo).
Mesoderma intermediário
Faixa celular que conecta o mesoderma paraxial ao lateral, responsável por formar o sistema urogenital.
Mesoderma lateral somático
Lâmina adjacente ao ectoderma que reveste a parede corporal interna e origina os ossos e tecidos conjuntivos dos membros.
Mesoderma lateral esplâncnico
Lâmina adjacente ao endoderma que forma o tecido conjuntivo e a musculatura das vísceras abdominais e torácicas.
Celoma intraembrionário
Cavidade primária que se divide posteriormente em cavidades pericárdica, pleural e peritoneal.
Dobramento cefalocaudal
Curvatura do embrião no plano mediano causada pelo rápido crescimento longitudinal do tubo neural na 4ª semana.
Dobramento lateral (horizontal)
Aproximação das margens laterais que fecha a parede corporal ventral e converte o endoderma em intestino primitivo tubular.
Arcos faríngeos
Conjunto de 5 pares de barras mesenquimais na região cefálica que dão origem a estruturas da face, mandíbula, pescoço e laringe.
Bolsas faríngeas
Evaginações endodérmicas internas que se diferenciam na tuba auditiva, tonsilas, paratireoides e timo.
Sulcos faríngeos
Depressões ectodérmicas externas entre os arcos; o 1º sulco origina o meato acústico externo.
Início dos batimentos cardíacos
O tubo cardíaco primitivo inicia batimentos contráteis regulares por volta do 21º ao 22º dia embrionário.
Vasculogênese
Formação de novos vasos sanguíneos de novo a partir de precursores angioblásticos indiferenciados.
Angiogênese
Crescimento e ramificação de novos vasos a partir de capilares pré-existentes.
Período embrionário
Fase da 3ª até a 8ª semana caracterizada pela organogênese e pela máxima vulnerabilidade a agentes teratogênicos.
Período fetal
Inicia-se na 9ª semana e se estende até o parto, caracterizado pelo crescimento rápido do corpo e diferenciação tecidual.

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