ENEM: Filo Equinodermo
Estudo das características anatômicas, fisiológicas e evolutivas do filo dos equinodermos para estudantes que se preparam para o ENEM.
Cartões · 50
- Significado do termo Equinodermo
- Animais com espinhos na pele (do grego echinos = espinho, derma = pele).
- Habitat dos equinodermos
- Exclusivamente marinhos e de vida livre ou bentônica.
- Simetria na fase larval
- Bilateral, o que indica parentesco evolutivo com os cordados.
- Simetria na fase adulta
- Radial (geralmente pentarradial ou pentâmera).
- Desenvolvimento embrionário (blastóporo)
- Deuterostômios: o blastóporo dá origem ao ânus, e a boca surge secundariamente.
- Folhetos embrionários
- Triblásticos: possuem ectoderme, mesoderme e endoderme.
- Tipo de celoma
- Celomados verdadeiros (enterocelomados).
- Tipo de esqueleto
- Endoesqueleto calcário de origem mesodérmica, coberto por uma fina epiderme.
- Parentesco evolutivo com Cordados
- Compartilham deuterostomia, clivagem radial indeterminada e enterocelia.
- Sistema ambulacrário (hidrovascular)
- Rede de canais internos cheia de líquido usada em locomoção, fixação, respiração e excreção.
- Madreporito (placa madrepórica)
- Placa perfurada calcária por onde a água do mar entra no sistema ambulacrário.
- Canal pétreo
- Duto calcificado que conecta a placa madrepórica ao canal circular.
- Canal circular
- Tubo anelar central que circunda o esôfago e distribui água aos canais radiais.
- Canais radiais
- Canais que se estendem ao longo de cada braço ou raio do corpo do animal.
- Pés ambulacrários
- Pequenas projeções tubulares com ventosas acionadas por pressão hidráulica para locomoção.
- Ampola ambulacraria
- Bolsa muscular interna que se contrai para forçar fluido para dentro do pé ambulacrário.
- Pedicelárias
- Pequenas pinças articuladas na superfície que limpam o corpo e auxiliam na defesa.
- Pápulas dérmicas (brânquias dérmicas)
- Projeções finas da parede corporal responsáveis pelas trocas gasosas nas estrelas-do-mar.
- Sistema digestório dos equinodermos
- Completo na maioria das espécies, contendo boca na face oral e ânus na face aboral.
- Face oral versus face aboral
- Face oral voltada para o substrato (com a boca); face aboral oposta (com o ânus e madreporito).
- Eversão do estômago na estrela-do-mar
- Projeção do estômago para fora da boca para digerir a presa externamente antes da ingestão.
- Lanterna-de-aristóteles
- Aparelho mastigador com cinco dentes calcários presente nos ouriços-do-mar.
- Função ecológica dos ouriços-do-mar
- Herbívoros raspadores de algas; o desequilíbrio populacional pode devastar florestas de algas.
- Sistema circulatório (hemal)
- Muito reduzido ou ausente; a circulação ocorre pelo fluido celômico nos canais internos.
- Sistema excretor dos equinodermos
- Ausente; excretas nitrogenadas (amônia) saem por difusão pelos pés ambulacrários e pápulas.
- Principal excreta nitrogenada
- Amônia (são animais amoniotélicos).
- Sistema nervoso dos equinodermos
- Descentralizado e radial, formado por um anel nervoso perioral e nervos radiais, sem encéfalo.
- Órgãos sensoriais dos equinodermos
- Pouco desenvolvidos; possuem ocelos simples nas extremidades dos braços e receptores táteis.
- Reprodução sexuada em equinodermos
- Geralmente dióicos com fecundação externa na água do mar.
- Desenvolvimento larval
- Indireto, passando por estágios de larvas ciliadas nadantes com simetria bilateral.
- Larva plúteo
- Forma larval nadante típica dos ouriços-do-mar e bolachas-da-praia.
- Regeneração nos equinodermos
- Alta capacidade de reconstituir partes perdidas ou formar um novo indivíduo a partir de um braço.
- Autotomia nos equinodermos
- Capacidade de amputar voluntariamente um braço ou estrutura como estratégia de fuga de predadores.
- Classe Asteroidea
- Estrelas-do-mar: corpo estrelado com braços espessos e sulcos ambulacrários abertos.
- Classe Echinoidea
- Ouriços-do-mar e bolachas-da-praia: corpo globoso ou achatado, sem braços e com espinhos móveis.
- Classe Ophiuroidea
- Serpentes-do-mar (ofiúros): braços finos, longos, articulados e bem destacados do disco central.
- Diferença entre Asteroidea e Ophiuroidea
- Ofiúros têm braços finos e nítidos do disco central, sem ânus e sem sulco ambulacrário aberto.
- Classe Holothuroidea
- Pepinos-do-mar: corpo alongado e cilíndrico, esqueleto reduzido a ossículos microscópicos.
- Evisceração nos pepinos-do-mar
- Expulsão defensiva das vísceras (túbulos de Cuvier) para distrair predadores, regenerando-as depois.
- Árvore respiratória dos pepinos-do-mar
- Tubos ramificados ligados à cloaca que executam as trocas gasosas com a água bombeada.
- Classe Crinoidea
- Lírios-do-mar: animais sésseis ou pedunculados com braços ramificados voltados para cima.
- Alimentação dos crinoides
- Filtradores suspensívoros que capturam partículas orgânicas em suspensão com seus pés ambulacrários.
- Osmorregulação nos equinodermos
- Ausente; são animais esteno-halinos e osmoconformadores (não toleram variações de salinidade).
- Ausência de equinodermos em água doce
- Incapacidade de realizar osmorregulação eficiente em meios hipotônicos.
- Importância fóssil dos equinodermos
- O endoesqueleto calcário abundante favorece a fossilização e serve como fóssil-guia estratigráfico.
- Impacto da acidificação oceânica nos equinodermos
- Dificulta a precipitação de carbonato de cálcio, enfraquecendo a carapaça e os espinhos.
- Papel ecológico das estrelas-do-mar
- Predadoras topo de cadeia em zonas entremarés que controlam populações de mexilhões e moluscos.
- Conceito de espécie-chave (estrela Pisaster)
- Predador cuja remoção reduz drasticamente a biodiversidade local devido à explosão de presas.
- Tecido conjuntivo mutável (colágeno catch)
- Tecido capaz de alterar rapidamente sua rigidez de flexível para sólido sem gasto muscular.
- Cladograma: posição dos equinodermos
- Grupo-irmão dos hemicordados e cordados dentro da linhagem dos deuterostômios.