Escolas Filosóficas: Socráticos e Iluminismo

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Estudo das principais escolas filosóficas, cobrindo pensadores socráticos e o iluminismo. O conjunto é destinado a estudantes de filosofia.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Filosofia Publicado
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Cartões · 50

Sócrates: Método Socrático
Diálogo dividido em ironia (refutação de preconceitos) e maiêutica (parto de ideias), buscando a verdade interior e a virtude moral na Grécia clássica.
Sócrates: Conhece-te a ti mesmo
Tese de que o autoconhecimento e o exame crítico da própria vida são a base da ética, superando o saber ilusório com 'só sei que nada sei'.
Sofistas: Relativismo e Retórica
Pensadores como Protágoras e Górgias que ensinavam a arte do discurso persuasivo na pólis ateniense, defendendo a verdade como relativa à convenção humana.
Platão: Teoria das Ideias (ou Formas)
Divisão da realidade entre o mundo sensível (mutável e imperfeito) e o inteligível (eterno, perfeito e verdadeiro), acessível apenas pela razão.
Platão: Mito da Caverna
Alegoria em 'A República' sobre a passagem da ignorância (sombras sensíveis) ao conhecimento filosófico e à ideia do Bem (luz externa).
Platão: Obra 'A República'
Tratado político-filosófico que propõe a calípole, governada pelo filósofo-rei e estruturada na justiça e na harmonia tripartite da alma.
Platão: Reminiscência (Anamnese)
Tese de que conhecer é relembrar verdades que a alma imortal já contemplou no mundo das ideias antes de se encarnar no corpo.
Aristóteles: Teoria Hilemórfica
Conceito de que toda substância é composta indissociavelmente de matéria (hyle, potência) e forma (morphe, ato), superando o dualismo platônico.
Aristóteles: Quatro Causas
Explicação da mudança natural na 'Metafísica' por causa material, causa formal, causa eficiente e causa final (teleologia).
Aristóteles: Obra 'Ética a Nicômaco'
Tratado que define a eudaimonia (felicidade plena) como fim humano supremo, alcançada pela virtude moral entendida como justa medida (meio-termo).
Aristóteles: O Homem como Animal Político (Zoon Politikon)
Tese em 'Política' de que os humanos realizam sua natureza apenas em comunidade organizada (pólis), estruturada pela linguagem racional.
Ceticismo Antigo (Pirronismo)
Fundado por Pirro de Élis, defende a suspensão do juízo (epoché) diante de dúvidas insolúveis para alcançar a tranquilidade da alma (ataraxia).
Epicurismo: Ataraxia e Prazer
Escola fundada por Epicuro no Helenismo que propõe a busca de prazeres moderados e a libertação dos medos divinos e da morte para alcançar a serenidade.
Estoicismo: Virtude e Razão Natural
Desenvolvido por Zenão, Sêneca e Marco Aurélio; defende viver segundo a natureza, aceitar o destino (logos) e dominar as paixões (apatheia).
Cinismo: Diógenes de Sínope
Corrente que rejeitava convenções sociais, riqueza e poder, valorizando a autosuficiência extrema e a vida austera em harmonia com a natureza.
Transição para o Iluminismo: Racionalismo Cartesiano
René Descartes introduz o método da dúvida metódica e o 'cogito, ergo sum' no século XVII, fornecendo a base racionalista para a crítica iluminista.
Transição para o Iluminismo: Empirismo de John Locke
Afirma no 'Ensaio sobre o Entendimento Humano' que a mente é tábula rasa, fundamentando direitos naturais e o contrato social liberal.
Contexto Histórico do Iluminismo
Século XVIII europeu (Século das Luzes), marcado pela ascensão burguesa, revolução científica, declínio do absolutismo e crise do Antigo Regime.
Iluminismo: Conceito de Esclarecimento (Aufklärung)
Definido por Kant como a saída do homem de sua menoridade intelectual autoculpada mediante o uso autônomo da própria razão ('Sapere aude').
Voltaire: Tolerância Religiosa e Crítica ao Clero
Defensor ferrenho da liberdade de expressão e do deísmo na obra 'Tratado sobre a Tolerância', combatendo o fanatismo e a tirania dogmática.
Montesquieu: Obra 'O Espírito das Leis'
Teoria da separação dos poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário para conter o arbítrio estatal e assegurar a liberdade política.
Jean-Jacques Rousseau: O Bom Selvagem
Tese no 'Discurso sobre a Desigualdade' de que o homem nasce naturalmente bom, mas a propriedade privada e a sociedade o corrompem.
Jean-Jacques Rousseau: Obra 'Do Contrato Social'
Proposta de refundar o corpo político sob a soberania popular e a vontade geral, influenciando decisivamente a Revolução Francesa.
Denis Diderot e Jean d'Alembert: A Enciclopédia
Obra monumental (1751-1772) que reuniu todo o saber científico e filosófico da época, democratizando o conhecimento contra a censura absolutista.
Immanuel Kant: Criticismo
Síntese entre empirismo e racionalismo na 'Crítica da Razão Pura', postulando que os dados sensíveis são organizados por estruturas a priori da mente.
Immanuel Kant: Imperativo Categórico
Princípio da ética deontológica na 'Fundamentação da Metafísica dos Costumes': aja apenas segundo uma máxima universalizável e trate o outro como fim.
Adam Smith: Obra 'A Riqueza das Nações'
Fundação do liberalismo econômico clássico, propondo que a livre iniciativa, a divisão do trabalho e a 'mão invisível' geram bem-estar coletivo.
Marquês de Condorcet: Teoria do Progresso Indefinido
Tese em 'Esboço de um Quadro Histórico dos Progressos do Espírito Humano' que prevê o aperfeiçoamento contínuo moral e científico da humanidade.
Cesare Beccaria: Obra 'Dos Delitos e das Penas'
Crítica iluminista à tortura e à pena de morte, propondo a proporcionalidade das penas e a legalidade humanitária no direito penal.
Mary Wollstonecraft: Obra 'Reivindicação dos Direitos da Mulher'
Aplicação dos princípios iluministas de razão e igualdade para defender o acesso das mulheres à educação plena e à autonomia moral (1792).
Deísmo Iluminista
Concepção religiosa racional que admite a existência de um Deus criador ('grande arquiteto'), mas rejeita milagres, dogmas e a revelação bíblica.
Despotismo Esclarecido
Prática de monarcas absolutos (como Frederico II e Marquês de Pombal) que adotaram reformas racionais e laicas sem abrir mão do poder autocrático.
Fisiocracia: François Quesnay
Teoria econômica iluminista precursora do liberalismo que via a agricultura como única fonte de riqueza e cunhou a fórmula 'laissez-faire'.
Impacto do Iluminismo: Revoluções Atlânticas
Inspiração teórica fundamental para a Independência dos Estados Unidos (1776) e a Revolução Francesa (1789), consolidando direitos individuais.
Sócrates vs. Sofistas: Concepção da Verdade
Sócrates defendia uma verdade moral universal e cognoscível pela razão, enquanto os sofistas sustentavam o relativismo linguístico e pragmático.
Platão: Alma Tripartite
Divisão da alma humana em racional (cabeça/sabedoria), irascível (peito/coragem) e apetitiva (ventre/temperança), espelhando as classes sociais.
Aristóteles: Silogismo e Lógica Formal
Sistematização no 'Organon' do raciocínio dedutivo formado por duas premissas e uma conclusão necessária, base da lógica clássica ocidental.
Baruch Spinoza: Monismo e Panteísmo
Filosofia do século XVII influente no Iluminismo que propõe 'Deus sive Natura' (Deus ou a Natureza), abolindo o dualismo mente-corpo.
Thomas Hobbes vs. John Locke: Estado de Natureza
Hobbes via a guerra de todos contra todos exigindo absolutismo; Locke via direitos naturais de vida, liberdade e bens requerendo Estado limitado.
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789)
Documento da Revolução Francesa profundamente tributário do Iluminismo, consagrando a igualdade jurídica, liberdade e soberania nacional.
David Hume: Ceticismo e Causalidade
Crítica empírica radical que influenciou Kant ao defender que causa e efeito decorrem do hábito psicológico e da repetição, não da razão pura.
Platão: Dialética Ascendente
Método de ascensão cognitiva a partir do sensível rumo às Ideias supremas, culminando na intuição intelectual da Ideia do Bem.
Aristóteles: Potência e Ato
Conceitos explicativos do movimento: potência é a capacidade latente de ser; ato é a realização concreta e atual dessa possibilidade.
Julien Offray de La Mettrie: Obra 'O Homem-Máquina'
Expoente do materialismo radical das Luzes que estendeu o mecanicismo aos seres humanos, negando a alma imortal e a teleologia.
Paul-Henri Thiry (Barão d'Holbach): Materialismo Iluminista
Autor de 'Sistema da Natureza' (1770), defendeu o ateísmo estrito e o determinismo físico como únicos caminhos para a libertação humana.
Sócrates: A Virtude como Saber (Intelectualismo Moral)
Tese de que ninguém comete o mal voluntariamente; o erro decorre da ignorância, pois quem compreende o verdadeiro Bem age retamente.
Iluminismo: Crítica à Tradição e ao Absolutismo
Rejeição da autoridade por herança dinástica ou revelação teológica, propondo a soberania civil fundamentada no consentimento racional.
Legado Socrático para o Pensamento Ocidental
Estabeleceu a ética como centro da reflexão humana, inaugurou a dialética e fundou o método ocidental de questionamento crítico permanente.
Legado do Iluminismo para a Modernidade
Instituição da democracia constitucional moderna, do Estado laico, dos direitos humanos universais e da ciência como motor social.
Conexão Histórica: Do Logos Clássico às Luzes Modernas
Continuidade do ideal clássico de autonomia racional sobre o mito, reformulado na modernidade como ferramenta de emancipação política e científica.

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