Evolução para o Enem

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Conceitos e teorias de evolução biológica para estudantes que se preparam para o Enem.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Evolução Publicado
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Cartões · 52

Fixismo
Ideia pré-evolucionista que defendia que as espécies foram criadas imutáveis e permanecem idênticas desde a sua origem.
Lamarckismo: Lei do Uso e Desuso
Princípio proposto por Lamarck segundo o qual partes do corpo muito utilizadas se desenvolvem e as não utilizadas atrofiam.
Lamarckismo: Herança dos Caracteres Adquiridos
Ideia incorreta de Lamarck de que modificações corporais adquiridas em vida são transmitidas diretamente aos descendentes.
Papel do meio segundo Lamarck
O ambiente atua como um indutor ativo que força os organismos a se modificarem para se adaptar às novas condições.
Exemplo clássico do pescoço da girafa segundo Lamarck
Girafas esticaram o pescoço continuamente para alcançar folhas altas e passaram o pescoço mais longo aos filhotes.
Darwinismo
Teoria formulada por Charles Darwin baseada na ancestralidade comum e na seleção natural como motor da evolução.
Seleção Natural
Mecanismo no qual indivíduos com variações mais vantajosas sobrevivem e deixam mais descendentes férteis no ambiente em que vivem.
Papel do meio segundo Darwin
O meio atua de forma passiva, selecionando os organismos portadores de variações pré-existentes mais adaptativas.
Exemplo clássico do pescoço da girafa segundo Darwin
Havia girafas de vários tamanhos de pescoço; as de pescoço longo alcançavam mais alimento, sobreviviam e se reproduziam mais.
Grande lacuna da teoria original de Darwin
Darwin não conseguiu explicar a origem da variabilidade fenotípica nem os mecanismos biológicos de transmissão hereditária.
Neodarwinismo (Teoria Sintética da Evolução)
Integração da teoria da seleção natural de Darwin com a genética mendeliana, mutações gênicas e biologia molecular.
Fontes primárias de variabilidade genética no Neodarwinismo
Mutação gênica (cria novos alelos) e recombinação gênica (crossing-over e segregação independente dos cromossomos).
Mutação: papel evolutivo
Evento aleatório e espontâneo no DNA, única fonte criadora de novos alelos e genes na população.
Recombinação gênica: papel evolutivo
Reorganização de alelos já existentes durante a meiose que amplia combinações fenotípicas sem criar novos genes.
Diferença crucial entre mutação e seleção natural
A mutação ocorre de forma aleatória, enquanto a seleção natural é um processo direcionador e não aleatório.
Seleção Direcional
Favorece um dos fenótipos extremos da curva de variação, deslocando a média fenotípica da população com o tempo.
Seleção Estabilizadora
Favorece o fenótipo intermediário comum, eliminando os extremos e mantendo a população homogênea.
Seleção Disruptiva
Favorece ambos os fenótipos extremos simultaneamente, desfavorecendo o fenótipo intermediário e podendo gerar especiação.
Adaptação sob a ótica moderna
Característica herdável que aumenta a probabilidade de sobrevivência e reprodução de um organismo em determinado ambiente.
Resistência a antibióticos segundo o Enem
O antibiótico não induz a mutação; ele atua como agente seletivo, eliminando as sensíveis e selecionando as previamente resistentes.
Resistência de pragas a pesticidas
Aplicação contínua elimina insetos sensíveis e seleciona os portadores de mutações prévias de resistência.
Deriva Genética
Mudança estocástica e aleatória nas frequências alélicas de uma população, com forte impacto principalmente em populações pequenas.
Efeito Fundador
Tipo de deriva genética em que um pequeno grupo de indivíduos coloniza uma nova área, portando apenas uma fração dos alelos originais.
Efeito Gargalo
Redução drástica do tamanho populacional por catástrofes ecológicas, alterando drasticamente a frequência alélica ao acaso.
Fluxo Gênico
Entrada ou saída de alelos em uma população devido à migração de indivíduos férteis ou de seus gametas.
Equilíbrio de Hardy-Weinberg
Modelo teórico onde frequências alélicas permanecem constantes se não houver mutação, seleção, migração ou deriva genética.
Órgãos Homólogos
Estruturas com mesma origem embrionária e plano estrutural semelhante, que podem ou não desempenhar funções diferentes.
Divergência Evolutiva (ou Radiação Adaptativa)
Processo em que espécies com ancestral comum se diversificam para ocupar nichos ecológicos distintos, gerando homologias.
Órgãos Análogos
Estruturas com origens embrionárias distintas que desempenham a mesma função em resposta a pressões seletivas similares.
Convergência Evolutiva
Evolução independente de características similares em linhagens não aparentadas devido a pressões seletivas semelhantes do ambiente.
Exemplo clássico de analogia
Asas de insetos e asas de aves: funções de voo idênticas, mas estruturas anatômicas e origens embrionárias totalmente distintas.
Exemplo clássico de homologia
Braço humano, nadadeira de baleia e asa de morcego: mesmo arranjo ósseo e origem embrionária, com funções adaptadas diferentes.
Órgãos Vestigiais
Estruturas atrofiadas e sem função aparente atual que indicam parentesco evolutivo com ancestrais que as utilizavam.
Evidências Moleculares da Evolução
Comparações de sequências de bases de DNA e de aminoácidos em proteínas que revelam o grau de parentesco filogenético.
Fóssil como evidência evolutiva
Resto ou vestígio preservado de organismo extinto que comprova mudanças morfológicas e presença de espécies transicionais.
Conceito Biológico de Espécie
Grupo de populações naturais cujos indivíduos são capazes de se cruzar livremente e gerar descendentes férteis entre si.
Especiação Alopátrica
Formação de novas espécies a partir do isolamento geográfico de populações que acumulam diferenças genéticas ao longo do tempo.
Isolamento Geográfico
Separação física de populações por barreiras ecológicas (rios, montanhas), impedindo a troca gênica entre elas.
Isolamento Reprodutivo
Incapacidade de duas populações trocarem genes com sucesso reprodutivo, consolidando o surgimento de espécies distintas.
Mecanismos de Isolamento Pré-Zigótico
Barreiras que impedem o acasalamento ou a fecundação, como isolamento temporal, comportamental, mecânico ou ecológico.
Mecanismos de Isolamento Pós-Zigótico
Barreiras que atuam após a fecundação, como inviabilidade do embrião híbrido ou esterilidade do híbrido gerado.
Especiação Simpátrica
Surgimento de novas espécies na mesma área geográfica sem barreira física, frequentemente por poliploidia ou seleção sexual.
Coevolução
Evolução recíproca em que duas ou mais espécies exercem pressão de seleção mútua, como flores e seus polinizadores específicos.
Mimetismo Batesiano
Espécie inofensiva imita padrões de coloração ou comportamento de uma espécie tóxica ou impalatável para enganar predadores.
Mimetismo Mülleriano
Duas ou mais espécies nocivas ou venenosas compartilham padrões visuais de alerta semelhantes, reforçando a esquiva do predador.
Coloração de Advertência (Aposematismo)
Cores vivas e contrastantes exibidas por presas tóxicas ou perigosas para sinalizar seu perigo aos predadores em potencial.
Camuflagem
Adaptação morfológica ou cromática que permite ao organismo confundir-se visualmente com o substrato do meio onde habita.
Erro comum: Lamarck foi o primeiro a propor a evolução?
Lamarck não inventou a ideia, mas foi o primeiro naturalista a propor uma teoria sistemática e coerente sobre mecanismos evolutivos.
Epigenética e o Lamarckismo moderno no Enem
Alterações de expressão gênica causadas pelo ambiente sem mudar a sequência de DNA, resgatando discussões sobre herança adquirida.
Cladograma: Grupo Monofilético
Grupo taxonômico que reúne o ancestral comum mais recente e todos os seus descendentes diretos sem exceção.
Cladograma: Nó
Ponto de ramificação em uma árvore filogenética que representa o evento de especiação a partir de um ancestral comum hipotético.
Cladograma: Plesiomorfia e Apomorfia
Plesiomorfia é uma característica primitiva pré-existente; apomorfia é a forma derivada ou inovação evolutiva recente.

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