Fecundação Humana

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Estudo detalhado das etapas e processos biológicos da fecundação humana, voltado para estudantes de biologia e medicina.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Corpo humano Publicado
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Fecundação
Processo biológico no qual ocorre a fusão dos gametas masculino e feminino, originando o zigoto diploide.
Local habitual da fecundação
Região da ampola da tuba uterina, onde o ovócito secundário geralmente encontra os espermatozoides.
Ovócito secundário
Gameta feminino liberado na ovulação, estagnado em metáfase da meiose II até a entrada do espermatozoide.
Corona radiata
Camada externa de células foliculares que circunda o ovócito e deve ser penetrada pelo espermatozoide.
Zona pelúcida
Matriz extracelular rica em glicoproteínas que envolve a membrana plasmática do ovócito secundário.
ZP3
Glicoproteína da zona pelúcida que atua como receptor primário específico para ligação do espermatozoide.
Capacitação espermática
Modificações bioquímicas no trato reprodutor feminino que removem glicoproteínas e ativam a motilidade espermática.
Hiperativação espermática
Padrão de batimento flagelar vigoroso e assimétrico adquirido na capacitação, facilitando a penetração.
Reação acrossômica
Exocitose de enzimas da vesícula acrossômica, desencadeada pelo contato com a zona pelúcida.
Acrossomo
Organela derivada do complexo de Golgi, localizada na cabeça do espermatozoide, contendo enzimas líticas.
Hialuronidase
Enzima acrossômica que degrada o ácido hialurônico entre as células foliculares da corona radiata.
Acrosina
Enzima proteolítica que digere as proteínas da zona pelúcida, permitindo o avanço do espermatozoide.
Penetração da corona radiata
Passagem dos espermatozoides pelas células foliculares auxiliada por hialuronidase e motilidade flagelar.
Penetração da zona pelúcida
Digestão enzimática local da camada glicoproteica após a ligação específica do espermatozoide aos receptores.
Espaço perivitelino
Espaço estreito situado entre a zona pelúcida e a membrana plasmática do ovócito.
Fusão das membranas plasmáticas
União física entre as bicamadas lipídicas da cabeça do espermatozoide e do oolema.
Oolema
Membrana plasmática do ovócito secundário que interage com proteínas da membrana espermática.
Izumo1
Proteína transmembrana na cabeça do espermatozoide essencial para a fusão com o oolema.
Juno
Receptor proteico na superfície do ovócito que interage com a proteína Izumo1 para viabilizar a fusão.
Poliespermia
Fertilização de um único ovócito por mais de um espermatozoide, geralmente inviável no desenvolvimento humano.
Bloqueio rápido à poliespermia
Despolarização elétrica rápida e transitória da membrana do ovócito provocada por influxo de íons sódio.
Despolarização do oolema
Mudança no potencial de membrana que impede temporariamente a fusão de espermatozoides adicionais.
Onda de cálcio intracelular
Aumento brusco de cálcio livre no citoplasma do ovócito que dispara a ativação metabólica celular.
Fosfolipase C zeta
Enzima introduzida pelo espermatozoide que hidrolisa PIP2, gerando IP3 e liberando cálcio intracelular.
Grânulos corticais
Vesículas secretoras situadas logo abaixo do oolema que contêm enzimas para o bloqueio lento da poliespermia.
Reação cortical
Exocitose do conteúdo dos grânulos corticais no espaço perivitelino após a elevação dos níveis de cálcio.
Reação de zona
Endurecimento da zona pelúcida e clivagem de receptores ZP3, impedindo a penetração de novos espermatozoides.
Bloqueio lento à poliespermia
Mecanismo duradouro promovido pela reação de zona e modificação física e química da matriz extracelular.
Ativação metabólica do ovócito
Retomada da síntese proteica, respiração celular e transcrição após o sinal químico da fecundação.
Término da meiose II
Conclusão da divisão meiótica materna após o influxo de cálcio, gerando o óvulo maduro e o segundo corpúsculo polar.
Segundo corpúsculo polar
Pequena célula resultante do término da meiose II contendo material nuclear haploide supérfluo.
Descondensação da cromatina espermática
Substituição de protaminas por histonas maternas, permitindo a descompactação do DNA paterno.
Protaminas
Proteínas nucleares altamente básicas que mantêm o DNA do espermatozoide extremamente condensado.
Pronúcleo masculino
Núcleo haploide dilatado do espermatozoide formado dentro do citoplasma do ovócito após a descondensação.
Pronúcleo feminino
Núcleo haploide resultante da conclusão da meiose II materna antes da fusão dos genomas.
Replicação de DNA pronuclear
Duplicação do material genético em cada pronúcleo de forma independente antes da anfimixia.
Aproximação dos pronúcleos
Migração dos dois pronúcleos em direção ao centro do zigoto guiada por microtúbulos do centrossomo.
Centrossomo do zigoto
Estrutura organizadora de microtúbulos derivada principalmente do centríolo do espermatozoide.
Anfimixia
Dissolução das membranas pronucleares e mistura dos cromossomos paternos e maternos na placa metafásica.
Sinapse cromossômica no zigoto
Alinhamento do conjunto diploide completo de cromossomos na primeira divisão mitótica embrionária.
Zigoto
Célula totipotente unicelular diploide resultante do término da fecundação e início do desenvolvimento.
Determinação do sexo cromossômico
Fixação do sexo genético definida pelo tipo de cromossomo sexual (X ou Y) carregado pelo espermatozoide fecundante.
Herança mitocondrial
Transmissão exclusivamente materna do DNA mitocondrial devido à degradação das mitocôndrias paternas.
Degradação mitocondrial paterna
Eliminação ativa das mitocôndrias do espermatozoide por autofagia mediada por ubiquitinação no citoplasma ovular.
Restauração da diploidia
Reunião de 23 cromossomos de cada gameta para restabelecer o número diploide característico da espécie (46).
Início da clivagem
Primeira divisão mitótica do zigoto, que se divide em dois blastômeros cerca de 24 a 30 horas pós-fecundação.
Blastômeros
Células embrionárias formadas pelas primeiras divisões de clivagem sem aumento no volume celular total.
Totipotência
Capacidade do zigoto e primeiros blastômeros de se diferenciarem em qualquer tecido embrionário ou extraembrionário.
Imprinting genômico
Marcações epigenéticas parentais mantidas no zigoto que coordenam a expressão gênica dependente de origem.
Janela de fertilização
Período fértil em que o ovócito viável (12 a 24 horas) pode encontrar espermatozoides viáveis nas tubas.
Quimiotaxia espermática
Orientação do deslocamento do espermatozoide em direção ao ovócito guiada por gradientes de substâncias químicas.
Termotaxia espermática
Capacidade do espermatozoide de navegar em direção a regiões ligeiramente mais quentes do trato reprodutor feminino.

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