Fernando Pessoa
Este conjunto aborda a vida e a obra de Fernando Pessoa, incluindo os seus principais heterónimos e características literárias. Destina-se a estudantes de literatura e cultura portuguesa.
Cartões · 20
- Nascimento e morte de Fernando Pessoa
- Nasceu em Lisboa em 1888 e faleceu na mesma cidade em 1935.
- Infância na África do Sul
- Viveu em Durban dos 7 aos 17 anos, onde recebeu educação britânica e dominou o inglês.
- Profissão civil
- Trabalhou como correspondente comercial de línguas estrangeiras em Lisboa.
- Revista Orpheu (1915)
- Publicação que introduziu o Modernismo em Portugal, cofundada por Pessoa e Mário de Sá-Carneiro.
- Mensagem (1934)
- Único livro em português publicado em vida por Pessoa, focado no sebastianismo e no mito do Quinto Império.
- Conceito de heteronímia
- Criação de autores fictícios com biografias, estilos literários, psicologias e filosofias próprias.
- Ortônimo (Fernando Pessoa ele mesmo)
- Poesia marcada pela dor de pensar, fragmentação do eu, nostalgia da infância e fingimento artístico.
- O fingimento poético
- Ideia expressa em Autopsicografia: o poeta finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.
- Alberto Caeiro
- Considerado o mestre de todos os heterônimos; poeta bucólico, objetivo e avesso à metafísica.
- Filosofia de Alberto Caeiro
- Sensacionismo puro: ver as coisas como elas são, sem pensar ou intelectualizar a natureza.
- O Guardador de Rebanhos
- Obra poética principal de Alberto Caeiro, escrita num impulso criativo em 1914.
- Ricardo Reis
- Médico monárquico e classicista, exilado no Brasil; escreve odes com rigor formal e métrica latina.
- Filosofia de Ricardo Reis
- Epicurismo mitigado e estoicismo: aceitação tranquila do destino e carpe diem sereno sem grandes paixões.
- Álvaro de Campos
- Engenheiro naval formado em Glasgow; heterônimo moderno, cosmopolita, rebelde e vanguardista.
- Fase futurista de Álvaro de Campos
- Exaltação entusiástica da máquina, da velocidade, da indústria e da força moderna em versos livres.
- Ode Triunfal
- Poema emblemático da fase futurista de Álvaro de Campos publicado na revista Orpheu.
- Fase intimista de Álvaro de Campos
- Marcada pelo tédio, desencanto, cansaço existencial e melancolia, expressa em Tabacaria.
- Tabacaria
- Um dos poemas mais célebres de Campos: Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada.
- Bernardo Soares (semi-heterônimo)
- Ajudante de guarda-livros em Lisboa, autor do Livro do Desassossego; Pessoa com a mesma personalidade, menos o raciocínio.
- Livro do Desassossego
- Diário em prosa poética focado na monotonia urbana, introspecção profunda, tédio e devaneio.