Obras Obrigatórias Unicamp

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Resumos das obras literárias exigidas no vestibular da Unicamp, cobrindo autores, temas principais e contexto para estudantes.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Autores e obras Publicado
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Cartões · 50

Sobrevivendo no Inferno (Racionais MC's)
Álbum de rap que denuncia o racismo estrutural, a violência policial e o cotidiano da periferia paulistana, mesclando crônica social com religiosidade e crítica política.
Niketche: Uma História de Poligamia (Paulina Chiziane)
Rami descobre as amantes do marido e une todas as mulheres em solidariedade; aborda a condição feminina, a tradição poligâmica e a emancipação em Moçambique.
Tarde (Olavo Bilac)
Coletânea poética parnasiana marcada por reflexões crepusculares sobre velhice, finitude da vida e rigor formal na busca pela perfeição estética.
Bons Dias! (Machado de Assis)
Série de crônicas satíricas publicadas na Gazeta de Notícias que ironizam a política, a abolição inconclusa e a proclamação da República no Brasil oitocentista.
Sonetos (Camões)
Poesia lírica renascentista que explora o desconcerto do mundo, as contradições do amor neoplatônico e a efemeridade do tempo com perfeição métrica e filosófica.
O Ateneu (Raul Pompeia)
Romance memorialista narrado por Sérgio sobre um internato rígido; funciona como metáfora crítica da hipocrisia, corrupção e autoritarismo da sociedade brasileira.
A Falência (Júlia Lopes de Almeida)
Crônica da derrocada financeira de Francisco Teodoro durante o Encilhamento; analisa o papel das mulheres, o casamento por interesse e a ascensão burguesa.
Carta de Achamento do Brasil (Pero Vaz de Caminha)
Documento quinhentista que relata o primeiro contato entre portugueses e indígenas, oscilando entre o fascínio etnográfico e a perspectiva colonial mercantil.
Casa Velha (Machado de Assis)
Novela sobre segredos de família, relações patriarcais e barreiras de classe no Segundo Reinado, revelando a hipocrisia social e a tutela autoritária.
Sermões (Padre Antônio Vieira)
Oratória barroca conceituista que defende a justiça social e a conversão dos povos, criticando a opressão colonial e a escravidão indígena com rigor dialético.
O Espelho (Machado de Assis)
Conto que discute a dualidade da identidade humana através da alma exterior (status social de alferes) versus a alma interior diante do isolamento.
Poemas Selecionados (Gregório de Matos)
Lírica barroca dividida entre sátira corrosiva contra a corrupção colonial baiana, poesia erótico-amorosa e intensos sonetos religiosos de arrependimento.
Quincas Borba (Machado de Assis)
Trajetória trágica de Rubião, herdeiro iludido da filosofia do Humanitismo, explorando a exploração parasítica e as aparências da elite burguesa carioca.
Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
Narrador-defunto expõe de forma irônica a mediocridade própria e a vacuidade da elite senhorial, rompendo com o Romantismo por meio do Realismo crítico.
O Marinheiro (Fernando Pessoa)
Drama estático onde três veladoras dialogam durante a noite, explorando a evasão da realidade, o tédio existencial e a criação de sonhos como refúgio.
Livro sobre Nada (Manoel de Barros)
Poesia vanguardista voltada às miudezas e insignificâncias da natureza, reinventando a linguagem pela desconstrução sintática e valorização da infância.
Canção do Exílio e Outros Poemas (Gonçalves Dias)
Poesia romântica indianista e lírica focada no sentimento nacionalista, na saudade da pátria idealizada e na exaltação da natureza tropical.
A Cidade e as Serras (Eça de Queirós)
Contraste irônico entre o artificialismo tecnológico da vida em Paris e a regeneração moral e sensorial na simplicidade rural de Tormes.
Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)
Poesia modernista marcada pelo engajamento social, angústia diante da ascensão do fascismo e da Segunda Guerra e pelo pessimismo solidário.
O Cortiço (Aluísio Azevedo)
Romance naturalista que retrata a habitação coletiva como organismo vivo, enfatizando determinismo social, zoomorfização e a exploração capitalista urbana.
Caminho de Pedras (Rachel de Queiroz)
Narrativa sobre a militância esquerdista durante a ditadura do Estado Novo, focando na repressão política, nas relações amorosas e no papel da mulher militante.
Vidas Secas (Graciliano Ramos)
Retrato despojado da família de Fabiano que foge da seca no sertão; investiga a desumanização social, a incomunicabilidade e a opressão latifundiária.
Claro Enigma (Carlos Drummond de Andrade)
Fase reflexiva e clássica do poeta, centrada no desencanto metafísico, na inevitabilidade da morte, na memória familiar e na crise existencial.
Til (José de Alencar)
Romance regionalista paulista que entrelaça romance de folhetim, segredos patriarcais, a escravidão e o protagonismo da jovem Berta.
Terra Sonâmbula (Mia Couto)
Tuahir e Muidinga encontram diários em um ônibus destruído pela guerra civil moçambicana; aborda a reconstrução da memória e a fusão de mito e dor histórica.
A Ilustre Casa de Ramires (Eça de Queirós)
Gonçalo escreve a crônica de seus antepassados medievais, simbolizando a decadência e a busca por regeneração moral e política de Portugal no século XIX.
Angústia (Graciliano Ramos)
Monólogo interior torturado de Luís da Silva sobre o ciúme obsessivo por Marina e Julião Tavares, revelando alienação social e desagregação psíquica.
Mayombe (Pepetela)
Narrativa realista sobre guerrilheiros do MPLA na floresta angolana; discute as tensões tribais, as contradições ideológicas e o nascimento de uma nova nação.
Grimm: Contos Escolhidos (Irmãos Grimm)
Coletânea de narrativas orais alemãs que abordam a moralidade popular, ritos de passagem, violência arquetípica e os medos primordiais humanos.
Noite na Taverna (Álvares de Azevedo)
Prosa ultrarromântica gótica com relatos macabros sobre necrofilia, incesto, vingança e morte em ambiente decadentista e sombrio.
Lira dos Vinte Anos (Álvares de Azevedo)
Poesia de dualidade romântica que oscila entre a idealização virginal da mulher, o desejo da morte e o humor autodepreciativo do cotidiano boêmio.
Macunaíma (Mário de Andrade)
Rapsódia modernista que sintetiza a identidade nacional fragmentada por meio do 'herói sem nenhum caráter', fundindo folclore e crítica cultural.
Iracema (José de Alencar)
Mito fundacional do Ceará construído pela união alegórica entre a indígena tabajara e o colonizador Martim, com prosa lírica e exaltação nativista.
Sagarana (João Guimarães Rosa)
Coletânea de contos ambientada no sertão mineiro que funde universalidade filosófica, oralidade recriada e dilemas éticos sobre bem, mal e destino.
Primeiras Estórias (João Guimarães Rosa)
Contos breves focados na epifania, na transcendência humana, na loucura e na pureza infantil, com linguagem poética inovadora.
A Relíquia (Eça de Queirós)
Sátira feroz da hipocrisia e do fanatismo religioso burguês através da viagem de Teodorico Raposo à Terra Santa para agradar a beata tia Patrocínio.
Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente)
Peça teatral alegórica do humanismo quinhentista que expõe e julga os vícios morais de várias classes sociais perante a salvação ou condenação eterna.
A Hora da Estrela (Clarice Lispector)
História da miserável Macabéa narrada pelo autor fictício Rodrigo S.M.; aborda invisibilidade social, alienação urbana e os limites da escrita.
Capitães da Areia (Jorge Amado)
Crônica sobre menores abandonados em Salvador que recorrem ao crime para sobreviver; aborda a marginalização infanto-juvenil e a solidariedade de classe.
Morte e Vida Severina (João Cabral de Melo Neto)
Auto de Natal pernambucano em versos rimados que segue o retirante Severina até o Recife, culminando na celebração da vida contra a miséria endêmica.
Laços de Família (Clarice Lispector)
Contos psicológicos que revelam momentos de epifania e ruptura da ordem cotidiana de personagens comuns aprisionados em convenções domésticas.
O Tronco do Ipê (José de Alencar)
Romance rural fluminense centrado na rivalidade familiar, na herança patriarcal, no sentimento de honra e nos conflitos da aristocracia cafeeira.
Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida)
Picaresca urbana no Rio de Janeiro joanino sobre a malandragem de Leonardo, retratando o cotidiano popular fora dos padrões idealizados do Romantismo.
Poemas de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
Heterônimo bucólico que prega a primazia das sensações visuais sobre o pensamento racional, celebrando a natureza sem interpretações metafísicas.
Mensagem (Fernando Pessoa)
Único livro de versos em português publicado em vida pelo autor; epopeia mística e patriótica sobre a glória passada e o messianismo do Quinto Império.
O Bem-Amado (Dias Gomes)
Peça teatral satírica sobre Odorico Paraguaçu, prefeito demagogo que precisa inaugurar o cemitério de Sucupira; critica o coronelismo e a corrupção.
Dois Irmãos (Milton Hatoum)
Tragédia familiar em Manaus marcada pelo ódio entre os gêmeos Yaqub e Omar, refletindo as transformações urbanas e o declínio da comunidade libanesa.
Poemas Escolhidos (Ferreira Gullar)
Percurso poético que vai do concretismo e poesia social engajada até o exílio, combinando rigor formal, memória biográfica e denúncia política.
Casa de Pensão (Aluísio Azevedo)
Romance naturalista baseado em escândalo real carioca; investiga como o ambiente parasitário e os instintos determinam a decadência moral de Amâncio.
Inocência (Visconde de Taunay)
Romance sertanejo que opõe o amor proibido entre Inocência e Cirino à autoridade patriarcal rígida e aos costumes retrógrados do interior do Brasil.

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