Figuras de Linguagem

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Este conjunto explica as principais figuras de linguagem da língua portuguesa de forma simples e com exemplos lúdicos, ideal para estudantes.

55 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Figuras de linguagem Publicado
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Cartões · 55

Metáfora: 'Você é um raio de sol!'
Dizer que você é uma coisa para mostrar uma qualidade, sem usar a palavra 'como'. Significa que você ilumina o dia de alguém!
Metáfora: 'Aquele menino é um foguete correndo.'
Ele não é uma máquina de verdade, mas corre tão rápido que parece um foguete.
Metáfora: 'O trânsito está uma tartaruga hoje.'
Significa que os carros estão andando super devagar, no ritmo de uma tartaruga.
Metáfora: 'Minha mãe tem um coração de ouro.'
O coração dela não é feito de metal brilhante, mas ela é extremamente bondosa e valiosa.
Comparação: 'Ele dorme como uma pedra.'
Compara o sono dele com uma pedra usando a palavra 'como'. Mostra que ele dorme pesado e não acorda por nada.
Comparação: 'A menina é rápida como um leopardo.'
Usa a palavra 'como' para comparar a velocidade da menina com o felino mais veloz.
Comparação: 'Seus olhos brilham tal qual estrelas.'
Compara o brilho dos olhos com as estrelas no céu usando a expressão 'tal qual'.
Comparação: 'Você é teimoso feito uma mula.'
Usa a palavra 'feito' para comparar o jeito teimoso de alguém com o de um animal teimoso.
Personificação: 'O vento uivava lá fora.'
Dá uma ação de bicho ou pessoa (uivar) para uma coisa da natureza que não tem vida (o vento).
Personificação: 'A minha cama está me chamando.'
A cama não fala! Usamos isso para dizer de um jeito divertido que estamos com muito sono.
Personificação: 'O despertador gritou bem cedo.'
O relógio só toca um alarme, mas dizemos que ele grita porque o som é alto e acorda a gente.
Personificação: 'O sol sorriu para a cidade.'
O sol não tem boca nem dentes, mas dizemos isso para mostrar que o dia amanheceu lindo e radiante.
Personificação: 'As folhas dançavam na calçada.'
Folhas caídas não dançam de verdade; o vento que as mexe parece uma dança graciosa.
Hipérbole: 'Estou morrendo de fome!'
É um exagero bem grande! Você só quer dizer que está com muita fome, não que vai falecer agora.
Hipérbole: 'Já te disse isso um milhão de vezes!'
Ninguém conta até um milhão. É só uma forma de dizer que já repetiu o aviso muitas vezes.
Hipérbole: 'Chorei rios de lágrimas naquele filme.'
Exagero para expressar que a pessoa achou o filme muito triste e chorou bastante.
Hipérbole: 'Essa mochila pesa uma tonelada!'
A mochila pode estar cheia de livros, mas não pesa o mesmo que um elefante ou um carro.
Hipérbole: 'Vou morrer de rir dessa piada.'
Uma maneira exagerada e engraçada de dizer que a piada foi maravilhosa.
Eufemismo: 'O vovô virou estrelinha no céu.'
Um jeito mais carinhoso e suave de dizer que uma pessoa faleceu, sem assustar.
Eufemismo: 'Ele faltou com a verdade.'
Uma forma mais educada de dizer que a pessoa mentiu.
Eufemismo: 'Aquele menino pegou o que não era dele.'
Jeito mais brando de dizer que a pessoa roubou ou furtou alguma coisa.
Eufemismo: 'Ele partiu para uma viagem sem volta.'
Outra forma suave e poética de dizer que alguém faleceu.
Ironia: 'Que nota linda: tirou zero na prova!'
Falar o contrário do que você realmente pensa, geralmente para tirar um sarro ou reclamar.
Ironia: 'Adoro quando você pisa no meu pé!'
Ninguém gosta de pisão. É usar o sarcasmo para reclamar que a pessoa machucou.
Ironia: 'Seu quarto está super organizado!' (com tudo no chão)
Dizer que está tudo arrumado quando está uma verdadeira bagunça.
Ironia: 'Muito pontual você, só atrasou duas horas.'
Elogiar a pontualidade de alguém que demorou muito a chegar, apenas de brincadeira.
Onomatopeia: 'O relógio faz tic-tac o tempo todo.'
Palavra inventada que imita o barulho de algo, neste caso, os ponteiros do relógio.
Onomatopeia: 'O cachorro latiu: au-au!'
A escrita do som que o cão faz quando late.
Onomatopeia: 'A porta bateu com um estrondoso cabrum!'
Palavra criada para representar o som alto de algo batendo ou explodindo.
Onomatopeia: 'Chuá-chuá fazia a água da chuva no chão.'
Imitação escrita do som dos pingos d'água caindo ou espirrando.
Onomatopeia: 'Miau! O gatinho pediu carinho.'
A palavra que reproduz o barulho característico que os gatos fazem.
Antítese: 'O livro falava sobre o bem e o mal.'
Juntar duas ideias totalmente opostas (bem e mal) na mesma frase para chamar atenção.
Antítese: 'Hoje sinto frio por fora, mas calor por dentro.'
Coloca frio e calor lado a lado para mostrar sensações contrárias ao mesmo tempo.
Antítese: 'A vida é feita de começos e fins.'
Uso de duas palavras com sentidos totalmente contrários: começar e terminar.
Antítese: 'Nem a luz, nem a escuridão me assustam.'
Contraste simples entre a claridade (luz) e o escuro (escuridão).
Paradoxo: 'Ele sentia uma dor que desatina sem doer.'
Uma ideia maluca que parece não fazer sentido nenhum: como algo dói e não dói ao mesmo tempo?
Paradoxo: 'Estou dormindo acordado na aula.'
Duas coisas impossíveis de acontecer juntas: você está ou com sono acordado, ou sonhando dormindo.
Paradoxo: 'Para ter paz, tivemos que entrar em guerra.'
Uma contradição: fazer bagunça e briga buscando encontrar sossego.
Catacrese: 'A asa da xícara quebrou no chão.'
Xícara não voa nem tem asa de pena! Usamos essa palavra porque faltava um nome melhor para a alça.
Catacrese: 'Coloque um dente de alho no arroz.'
Alho não tem boca nem vai ao dentista! É um apelido que virou o nome oficial de cada pedacinho.
Catacrese: 'Machuquei a batata da perna jogando bola.'
Sua perna não é horta de plantar legumes! É o jeito popular de chamar o músculo da panturrilha.
Catacrese: 'Cuidado para não tropeçar no pé da mesa.'
A mesa não calça sapato, mas chamamos as partes de baixo de pés por puro costume.
Catacrese: 'O céu da boca está queimado de pizza quente.'
Não tem nuvens dentro da boca, mas chamamos a parte de cima assim porque parece uma abóbada celeste.
Metonímia: 'Li Monteiro Lobato inteiro no fim de semana.'
Você não leu a pessoa, você leu os livros e histórias que aquele autor famoso escreveu!
Metonímia: 'Comi dois pratos no almoço!'
Ninguém mastiga prato de porcelana! Você comeu a comida deliciosa que estava dentro do prato.
Metonímia: 'Vou tomar um Danone no lanche.'
Danone é a marca da fábrica; a comida de verdade é o iogurte.
Metonímia: 'Ele não tem um teto para morar.'
Dizer só 'teto' para representar a casa toda com paredes, chão e portas.
Pleonasmo: 'Vamos subir para cima e descer para baixo.'
Repetir uma ideia óbvia! Toda subida já é para cima e toda descida já é para baixo.
Pleonasmo: 'Eu vi aquela cena com meus próprios olhos!'
Enfatizar bastante que você presenciou algo, mesmo que ninguém veja com os olhos dos outros.
Pleonasmo: 'Entrem para dentro logo, começou a chover!'
Repetição muito comum no dia a dia; entrar só pode ser para o lado de dentro.
Aliteração: 'O rato roeu a roupa do rei de Roma.'
Brincadeira sonora que repete a mesma consoante várias vezes (o som da letra R).
Aliteração: 'Três pratos de trigo para três tigres tristes.'
Repetição trava-língua dos sons de letras parecidas (como TR) para criar um efeito sonoro.
Assonância: 'A asa da ave arranha a areia.'
Repetição de uma vogal aberta (a letra A) que faz a frase soar quase como uma música ritmada.
Anáfora: 'É pau, é pedra, é o fim do caminho...'
Repetir a mesma palavrinha no começo de vários versos ou frases seguidas para dar ritmo.
Anáfora: 'Tudo passa, tudo muda, tudo acaba.'
Começar várias partes da frase com a palavra 'tudo' para reforçar bem o pensamento.

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