Filosofia
Conceitos fundamentais de filosofia e seus principais pensadores, ideal para estudantes.
Cartões · 55
- Maiêutica
- Sócrates; método dialógico da Grécia Clássica baseado em perguntas para que o interlocutor 'dê à luz' as próprias ideias e reconheça a própria ignorância.
- Mundo das Ideias
- Platão; idealismo clássico grego que divide a realidade entre o mundo sensível imperfeito e o mundo inteligível das formas perfeitas e imutáveis.
- Alegoria da Caverna
- Platão; metáfora da Grécia Clássica que ilustra a passagem da ilusão dos sentidos para a verdade racional por meio da filosofia.
- Ato e Potência
- Aristóteles; metafísica da Grécia Clássica que explica a mudança: potência é a capacidade de vir a ser, e ato é a realização plena dessa capacidade.
- Quatro Causas
- Aristóteles; filosofia clássica que explica a existência por meio das causas material, formal, eficiente e final de todas as coisas.
- Eudaimonia
- Aristóteles; ética grega antiga que define a felicidade como a realização plena do potencial humano por meio da prática da virtude.
- Ataraxia
- Epicuro, Pirro e Estoicos; Filosofia Helenística que busca a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações emocionais.
- Amor Fati
- Friedrich Nietzsche e Estoicos; atitude de aceitação plena e entusiasmo pelo próprio destino, sem ressentimento contra a vida.
- Iluminação Divina
- Santo Agostinho; Patrística medieval que une o platonismo ao cristianismo, defendendo que a verdade é acessível pela luz concedida por Deus.
- Cinco Vias
- São Tomás de Aquino; Escolástica medieval que propõe provas racionais da existência de Deus inspiradas na metafísica de Aristóteles.
- Navalha de Ockham
- Guilherme de Ockham; Escolástica tardia e nominalismo medieval, princípio lógico que recomenda não multiplicar hipóteses além do necessário.
- O Fim Justifica os Meios
- Nicolau Maquiavel; Renascimento e início do pensamento político moderno, defendendo a separação entre a moral religiosa e a eficácia do poder.
- Penso, logo existo (Cogito)
- René Descartes; Racionalismo moderno que usa a dúvida metódica para encontrar a primeira certeza indubitável do sujeito pensante.
- Dualismo Cartesiano
- René Descartes; Racionalismo moderno que divide a realidade em substância pensante (mente) e substância extensa (matéria).
- Deus sive Natura
- Baruch Spinoza; Racionalismo moderno com visão panteísta, identificando Deus e a natureza como uma única e infinita substância.
- Mônadas
- Gottfried Wilhelm Leibniz; Racionalismo moderno que concebe o universo formado por substâncias espirituais simples e indivisíveis.
- Tábula Rasa
- John Locke; Empirismo moderno britânico que sustenta que a mente nasce sem ideias inatas e adquire conhecimento pela experiência.
- Estado de Natureza (Leviatã)
- Thomas Hobbes; Contratualismo moderno que descreve a vida humana pré-social como caótica e violenta ('guerra de todos contra todos').
- Bom Selvagem
- Jean-Jacques Rousseau; Iluminismo e Contratualismo moderno que postula a bondade natural do homem antes de ser corrompido pela sociedade.
- Vontade Geral
- Jean-Jacques Rousseau; Teoria política iluminista que expressa o interesse comum soberano dos cidadãos para o bem coletivo.
- Divisão dos Três Poderes
- Montesquieu; Iluminismo moderno que defende o equilíbrio político por meio dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário independentes.
- Ceticismo Empírico
- David Hume; Empirismo escocês que questiona a causalidade necessária e a razão pura, fundando o conhecimento no hábito.
- Imperativo Categórico
- Immanuel Kant; Iluminismo alemão e ética deontológica baseada em deveres morais universais incondicionados pela razão.
- Revolução Copernicana da Filosofia
- Immanuel Kant; Criticismo moderno que propõe que os objetos devem regular-se pelo sujeito que os conhece, não o contrário.
- Dialética Senhor-Escravo
- G. W. F. Hegel; Idealismo Alemão do século XIX que descreve o processo de autoconsciência pela luta e reconhecimento entre dois sujeitos.
- Espírito Absoluto (Geist)
- G. W. F. Hegel; Idealismo Alemão que vê a história como o desdobramento progressivo e dialético da consciência da liberdade.
- Mundo como Vontade e Representação
- Arthur Schopenhauer; Filosofia alemã do século XIX que vê o mundo aparente como representação e a essência interior como um cego querer viver.
- Salto de Fé
- Søren Kierkegaard; precursor do Existencialismo do século XIX que propõe uma decisão apaixonada e individual além da razão pura para crer.
- Materialismo Histórico
- Karl Marx e Friedrich Engels; Filosofia do século XIX que sustenta que as condições materiais e econômicas moldam a sociedade e a história.
- Mais-Valia
- Karl Marx; Crítica da economia política do século XIX que aponta a exploração do trabalhador na apropriação do excedente produzido.
- Alienação
- Karl Marx; Crítica social do século XIX que analisa o estranhamento do trabalhador em relação ao produto, ao processo de trabalho e a si mesmo.
- Morte de Deus
- Friedrich Nietzsche; Filosofia alemã do final do século XIX que constata o colapso dos fundamentos metafísicos e morais absolutos do Ocidente.
- Vontade de Poder
- Friedrich Nietzsche; Vitalismo alemão do século XIX que concebe a força vital expansiva como o motor primordial de todos os seres vivos.
- Übermensch (Além-do-Homem)
- Friedrich Nietzsche; Filosofia do final do século XIX que propõe um indivíduo criador de novos valores capaz de superar o niilismo.
- Pragmatismo
- Charles Sanders Peirce e William James; Filosofia americana do final do século XIX que avalia a verdade de uma ideia por seus efeitos práticos.
- Utilitarismo
- Jeremy Bentham e John Stuart Mill; Ética britânica dos séculos XVIII-XIX que julga as ações pelo princípio do maior bem-estar para o maior número.
- Positivismo
- Auguste Comte; Filosofia social do século XIX que prioriza o método científico e fatos empíricos contra a metafísica e a teologia.
- Redução Fenomenológica (Épochè)
- Edmund Husserl; Fenomenologia do início do século XX que propõe suspender juízos prévios sobre o mundo para descrever os fenômenos da consciência.
- Dasein (Ser-aí)
- Martin Heidegger; Ontologia fundamental e existencialismo do século XX que examina o ser humano imerso no tempo e no mundo.
- Ser-para-a-Morte
- Martin Heidegger; Filosofia existencial do século XX que afirma que a consciência da finitude impele o indivíduo a viver com autenticidade.
- A Existência Precede a Essência
- Jean-Paul Sartre; Existencialismo francês do pós-Segunda Guerra que sustenta que o ser humano primeiro existe, age e define sua identidade.
- Má-Fé
- Jean-Paul Sartre; Existencialismo do século XX que descreve a autoilusão em que o sujeito nega a sua própria liberdade e responsabilidade.
- O Segundo Sexo
- Simone de Beauvoir; Feminismo existencialista do século XX que argumenta que a feminilidade é uma construção cultural ('não se nasce mulher, torna-se mulher').
- Mito de Sísifo (O Absurdo)
- Albert Camus; Filosofia do Absurdo do século XX que retrata o conflito entre a busca humana por sentido e o silêncio irracional do universo.
- Banalidade do Mal
- Hannah Arendt; Teoria política do século XX que analisa como pessoas comuns praticam atrocidades por conformismo e incapacidade de pensar criticamente.
- Jogos de Linguagem
- Ludwig Wittgenstein; Filosofia Analítica do século XX que sustenta que o significado das palavras reside no seu uso em contextos sociais específicos.
- Falsificacionismo
- Karl Popper; Filosofia da Ciência do século XX que afirma que uma teoria só é científica se for passível de ser refutada empiricamente.
- Mudança de Paradigma
- Thomas Kuhn; História e Filosofia da Ciência do século XX que descreve o avanço científico por rupturas revolucionárias entre consensos dominantes.
- Biopoder
- Michel Foucault; Pós-estruturalismo francês do século XX que estuda as técnicas estatais de controle, gestão e vigilância dos corpos e populações.
- Panóptico
- Jeremy Bentham e Michel Foucault; Conceito utilitarista reinterpretado pelo pós-estruturalismo para ilustrar a sociedade disciplinar e a vigilância invisível.
- Indústria Cultural
- Theodor Adorno e Max Horkheimer; Teoria Crítica da Escola de Frankfurt que denuncia a mercantilização da cultura e a passividade das massas.
- Ação Comunicativa
- Jürgen Habermas; Escola de Frankfurt e teoria social contemporânea que propõe a emancipação social pelo consenso racional no diálogo livre de coerção.
- Véu da Ignorância
- John Rawls; Filosofia Política contemporânea que propõe projetar uma sociedade justa sem saber de antemão a própria posição social nela.
- Modernidade Líquida
- Zygmunt Bauman; Sociologia e filosofia contemporânea que diagnostica a fluidez, a incerteza e a efemeridade das relações humanas no capitalismo tardio.
- Sociedade do Cansaço
- Byung-Chul Han; Filosofia contemporânea que diagnostica a autoexploração e o esgotamento psíquico do sujeito na sociedade do desempenho.