Filosofia Antiga
Este conjunto aborda conceitos fundamentais e filósofos da filosofia antiga, sendo ideal para estudantes de filosofia e história.
Cartões · 58
- Tales de Mileto
- Primeiro filósofo ocidental; propôs a água como o princípio primordial (arché) de todas as coisas.
- Anaximandro
- Discípulo de Tales; defendeu que a origem de tudo é o ápeiron, uma substância infinita e indeterminada.
- Anaxímenes
- Filósofo pré-socrático que propôs o ar como arché, explicando as transformações por condensação e rarefação.
- Pitágoras
- Afirmava que a essência do cosmos reside nos números e na harmonia matemática, além de pregar a transmigração da alma.
- Heráclito de Éfeso
- Filósofo da mudança perpétua; dizia que tudo flui (panta rhei) e que o fogo simboliza o dinamismo regido pelo Logos.
- Parmênides de Eleia
- Defendeu a imutabilidade do Ser; o Ser é uno, eterno e indivisível, considerando o movimento uma ilusão dos sentidos.
- Zenão de Eleia
- Discípulo de Parmênides; criou paradoxos famosos, como o de Aquiles e a tartaruga, para refutar o movimento e a pluralidade.
- Empédocles
- Propôs a teoria dos quatro elementos (terra, ar, fogo e água), movidos pelas forças cósmicas do Amor e do Ódio.
- Anaxágoras
- Introduziu o conceito de sementes (homeomerias) em tudo e o Nous (Mente) como princípio ordenador do universo.
- Demócrito e Leucipo
- Fundadores do atomismo; defendiam que a realidade é composta por partículas indivisíveis (átomos) movendo-se no vácuo.
- Arché
- Conceito grego para o princípio originário, fundamento e causa material primordial de todas as coisas do cosmos.
- Physis
- Termo grego que designa a natureza em seu processo constante de nascimento, crescimento e transformação.
- Logos
- Razão, palavra ou discurso ordenado; princípio racional que governa e torna inteligível a ordem do universo.
- Ápeiron
- Conceito criado por Anaximandro para designar o indeterminado, indefinido e infinito como origem de tudo.
- Sofistas
- Professores itinerantes da Grécia Antiga que ensinavam retórica e defendiam o relativismo moral e cultural.
- Protágoras
- Sofista conhecido pela máxima 'o homem é a medida de todas as coisas', defendendo o relativismo do conhecimento.
- Górgias
- Sofista cético que afirmava que nada existe; mesmo se existisse, seria incognoscível; e se cognoscível, incomunicável.
- Sócrates
- Centrou a filosofia na ética humana; investigava a virtude por meio do diálogo, admitindo a própria ignorância.
- Ironia Socrática
- Método de fazer perguntas para levar o interlocutor a reconhecer a inconsistência e ignorância das próprias crenças.
- Maiêutica
- Técnica socrática de 'parto das ideias', conduzindo a pessoa a formular respostas e conceitos verdadeiros por si mesma.
- Intelectualismo Moral
- Tese socrática que defende que ninguém erra voluntariamente; o mal resulta da ignorância do que é o verdadeiro bem.
- Platão
- Discípulo de Sócrates; formulou a Teoria das Ideias, a imortalidade da alma e o modelo da pólis ideal governada pelo rei-filósofo.
- Mundo Sensível (Platão)
- Plano material acessível pelos sentidos; é mutável, imperfeito e composto por cópias passageiras das Formas eternas.
- Mundo Inteligível (Platão)
- Plano metafísico acessível apenas pelo intelecto, onde residem as Formas perfeitas, imutáveis e eternas.
- Alegoria da Caverna
- Metáfora platônica sobre a saída da ignorância das aparências sensíveis em direção à luz do conhecimento da Verdade.
- Reminiscência (Anamnese)
- Ideia platônica de que conhecer é recordar o que a alma imortal já contemplou no Mundo das Ideias antes de encarnar.
- Alma Tripartite (Platão)
- Divisão da alma em três partes: racional (razão), irascível (coragem e ímpeto) e concupiscível (desejos e apetites).
- Rei-Filósofo
- Conceito platônico da 'República' em que apenas os sábios que contemplaram o Bem têm a capacidade moral de governar a cidade.
- Aristóteles
- Discípulo de Platão e preceptor de Alexandre; fundou o Liceu e elaborou sistemas abrangentes de lógica, física e ética.
- Substância (Aristóteles)
- O ser individual concreto (ousia) composto indissociavelmente por matéria (hylé) e forma (morphé).
- Hilemorfismo
- Doutrina aristotélica que afirma que todas as coisas físicas são formadas pela união inseparável de matéria e forma.
- Ato e Potência
- Binômio aristotélico: potência é a capacidade latente de mudança; ato é a concretização e realização dessa potência.
- Quatro Causas (Aristóteles)
- Explicação completa do ser por quatro fatores: causa material, causa formal, causa eficiente e causa final.
- Primeiro Motor Imóvel
- Conceito aristotélico da causa primordial do universo, que move todas as coisas como objeto de atração sem ser movido.
- Teleologia
- Visão filosófica aristotélica segundo a qual todos os seres e processos na natureza possuem uma finalidade (telos).
- Eudaimonia
- Felicidade ou florescimento humano supremo, alcançado mediante o cultivo da razão e da excelência das virtudes.
- Justo Meio (Mesotés)
- Princípio aristotélico de que a virtude moral consiste no equilíbrio proporcional entre o excesso e a falta.
- Animal Político (Zoon Politikon)
- Definição de Aristóteles que indica que o ser humano só pode realizar plenamente sua natureza vivendo em comunidade.
- Catarse
- Purificação emocional dos sentimentos de terror e piedade proporcionada ao público pela tragédia grega segundo Aristóteles.
- Silogismo
- Estrutura dedutiva formal da lógica aristotélica em que uma conclusão necessária decorre de duas premissas.
- Ceticismo Antigo (Pirronismo)
- Fundado por Pirro de Élis; defende a suspensão total do juízo diante da impossibilidade de alcançar a certeza absoluta.
- Epoché
- Suspensão voluntária do juízo adotada pelos céticos para alcançar a tranquilidade da alma.
- Ataraxia
- Estado de imperturbabilidade e serenidade interior almejado por várias escolas helenísticas, como estóicos e epicuristas.
- Epicuro de Samos
- Fundador do epicurismo; defendia que a felicidade se atinge pela busca de prazeres moderados e pela ausência de dor.
- Aponia
- Conceito epicurista que designa a ausência de dor no corpo físico, elemento essencial para uma vida tranquila.
- Tetrapharmakos
- Os quatro remédios epicuristas: não temer os deuses, não temer a morte, o bem é fácil de obter e o mal é suportável.
- Zenão de Cítio
- Fundador da escola estóica em Atenas, ensinando a viver em harmonia com a razão universal da natureza.
- Epicteto
- Filósofo estóico que enfatizou a distinção fundamental entre as coisas que dependem de nós e as que não dependem.
- Sêneca
- Filósofo estóico e político romano que refletiu sobre a brevidade da vida, o controle das paixões e a firmeza moral.
- Marco Aurélio
- Imperador romano e filósofo estóico; escreveu 'Meditações' sobre dever cívico, disciplina interior e aceitação do destino.
- Apatheia
- Ideal estóico de libertação das paixões irracionais e perturbações emocionais mediante o uso estrito da razão.
- Amor Fati
- Atitude estóica de aceitar e acolher todos os acontecimentos do destino como necessários e benéficos ao todo.
- Cinismo
- Escola que rejeitava convenções sociais, riquezas e artifícios em favor de uma vida autossuficiente e em acordo com a natureza.
- Diógenes de Sínope
- Principal expoente do cinismo; vivia em um barril pelas ruas de Atenas, criticando hipocrisias morais com ironia prática.
- Autarquia (Autarkeia)
- Ideal de autossuficiência e independência emocional e material diante dos bens externos e das circunstâncias.
- Neoplatonismo
- Vertente filosófica da Antiguidade tardia iniciada por Plotino, integrando o pensamento de Platão a elementos místicos.
- Plotino
- Fundador do neoplatonismo; concebeu o universo como uma emanação contínua e gradual a partir do princípio do Uno.
- O Uno (Plotino)
- Princípio supremo absoluto, transcendente e inefável, do qual emanam a Inteligência (Nous), a Alma do Mundo e a matéria.