Filosofia da Arte

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Conceitos e teorias fundamentais da filosofia da arte para estudantes e interessados no tema.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Filosofia Publicado
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Estética
Ramo da filosofia que estuda a natureza da beleza, da arte e da percepção ou experiência sensível.
Mimese (Platão)
Imitação das aparências sensíveis que afasta a alma da verdade das Formas Ideais, sendo cópia de uma cópia.
Mimese (Aristóteles)
Representação verossímil da ação humana com função educativa, prazerosa e universalmente reflexiva.
Catarse
Purificação ou liberação emocional de sentimentos como terror e piedade provocada pela tragédia dramática.
Belo Natural vs. Belo Artístico (Hegel)
O belo artístico é superior ao natural por expressar livremente a consciência e o Espírito através da forma.
Juízo de Gosto (Kant)
Julgamento subjetivo, desinteressado e sem conceito prévio que reivindica validade e assentimento universal.
Prazer Desinteressado (Kant)
Apreciação estética isenta de desejo, posse, utilidade prática ou interesse moral pelo objeto.
Finalidade sem Fim (Kant)
Percepção de harmonia e ordem formal numa obra sem a imposição de um propósito prático pré-definido.
O Sublime (Kant)
Sentimento de assombro ante a grandiosidade da natureza que supera a imaginação e afirma a razão humana.
Teoria Expressivista da Arte (Collingwood)
A arte é a elucidação e tomada de consciência de emoções originariamente vagas sentidas pelo criador.
Teoria Institucional da Arte (Dickie)
Um objeto torna-se arte ao receber o estatuto de candidato à apreciação conferido pelo mundo da arte.
Mundo da Arte (Danto)
Rede teórica, histórica e institucional que transforma um objeto comum em uma obra de significado artístico.
Teoria Histórica da Arte (Levinson)
Algo é arte se for intencionado a ser contemplado como obras de arte precedentes foram apreciadas.
Forma Significante (Clive Bell)
Disposição formal de linhas, formas e cores capaz de suscitar de modo exclusivo a emoção estética.
Formalismo Estético
Doutrina que defende que o valor artístico reside apenas em propriedades formais, excluindo contextos e temas.
Aura da Obra de Arte (Benjamin)
Qualidade única de autenticidade, tradição e distância irrepetível perdida com a reprodutibilidade técnica.
Reprodutibilidade Técnica (Benjamin)
Mecanização da produção imagética que democratiza o acesso e transforma a função social da arte em política.
Indústria Cultural (Adorno e Horkheimer)
Mercantilização e padronização da cultura que converte a arte em entretenimento alienante de consumo de massa.
Apolíneo e Dionisíaco (Nietzsche)
Dualidade estética entre a ordem, harmonia e individuação versus o caos sensual, êxtase e força vital.
Morte da Arte (Hegel)
Tese de que a arte deixou de ser a forma suprema de revelação do Absoluto, cedendo espaço à filosofia.
Conceito Aberto de Arte (Weitz)
Ideia inspirada em Wittgenstein de que a arte não possui essência fixa, funcionando por semelhanças de família.
Semelhança de Família (Wittgenstein)
Rede sobreposta de traços comuns entre diferentes obras sem a necessidade de uma definição essencial única.
Distanciamento Brechtiano (Efeito V)
Técnica dramática que quebra a ilusão cênica para despertar a análise crítica e política do espectador.
Autonomia da Arte
Concepção moderna que separa a criação artística de funções religiosas, científicas, políticas ou didáticas.
Arte pela Arte (L'art pour l'art)
Movimento que afirma que o propósito intrínseco da obra de arte é ela mesma, recusando qualquer utilitarismo.
Apropriação e Readymade (Duchamp)
Gesto que desloca objetos industriais banais para o espaço artístico, subvertendo a noções clássicas de autoria.
Transfiguração do Lugar-Comum (Danto)
Processo pelo qual um artefato cotidiano ganha significado simbólico e passa a demandar interpretação estética.
Propriedades Estéticas (Sibley)
Características qualitativas percebidas por sensibilidade especial, dependentes de propriedades físicas básicas.
Superveniência Estética
Relação em que as qualidades estéticas emergem necessariamente dos aspectos materiais subjacentes do objeto.
Cognitivismo Estético
Teoria que sustenta que a arte amplia legitimamente o conhecimento racional, empírico e moral humano.
Anticognitivismo Estético
Posição que nega à arte a capacidade de gerar conhecimento factual, limitando-a à fruição e emotividade.
Moralismo Estético (Clerisismo)
Perspectiva de que os defeitos morais de uma obra de arte reduzem diretamente o seu valor puramente estético.
Imoralismo Estético
Visão de que certos defeitos éticos podem, paradoxalmente, enriquecer o valor artístico e reflexivo de uma obra.
Autonomismo Moral
Tese que declara ser conceitualmente inválido julgar o mérito estético a partir de critérios morais.
Intencionalismo Autoral (Hirsch)
Postura hermenêutica que afirma que o sentido legítimo da obra é determinado exclusivamente pela intenção do autor.
Falácia Intencional (Wimsatt e Beardsley)
Erro crítico de avaliar o significado ou sucesso da obra recorrendo às intenções biográficas do autor.
A Morte do Autor (Barthes)
Afirmação de que o texto artístico se emancipa de seu criador, gerando sentidos múltiplos no leitor.
Hermenêutica da Arte (Gadamer)
Compreensão da arte como encontro histórico dialógico e fusão de horizontes entre a obra e o observador.
A Origem da Obra de Arte (Heidegger)
Revelação do ser por meio da obra que instaura um mundo e desvela o embate entre terra e mundo.
Aletheia (Desvelamento)
Concepção grega e heideggeriana da verdade como desocultamento proporcionado primordialmente pela arte.
Paradoxo da Ficção
Dilema sobre a racionalidade de reagir emocionalmente a entidades e tramas conscientes de serem fictícias.
Paradoxo da Tragédia (Hume)
Problema filosófico sobre por que sentimos prazer ao contemplar representações de dor, tristeza e terror.
Padrão de Gosto (Hume)
Busca por juízes ideais e critérios comuns de apreciação para superar a relatividade dos gostos individuais.
Crítico Ideal (Hume)
Juiz com delicadeza de sentimento, prática consolidada, comparações amplas e ausência absoluta de preconceitos.
Antiessencialismo da Arte
Postura que rejeita a busca por uma definição única de arte, apontando a irredutível fluidez histórica da criação.
A Arte como Experiência (Dewey)
Definição pragmatista da arte enquanto intensificação contínua e integrada da experiência vivida pelo sujeito.
Kitsch
Produção artística marcada por fórmulas sentimentais fáceis, imitação rasa e apelo comercial imediato.
Gosto e Distinção (Bourdieu)
Teoria sociológica de que o gosto estético atua como marcador simbólico de classe social e capital cultural.
Relativismo Estético
Crença de que o valor e a beleza de uma obra são exclusivamente subjetivos, dependentes de cada indivíduo.
Objetivismo Estético
Concepção segundo a qual o valor artístico baseia-se em qualidades reais e mensuráveis da própria obra.
Símbolo e Alegoria (Goethe)
O símbolo revela a ideia diretamente no particular; a alegoria usa o particular como mera ilustração do geral.
Jogo Estético (Schiller)
Atividade livre do impulso lúdico que harmoniza razão e sensibilidade, educando a humanidade para a liberdade.

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