Filosofia: Helenismo e Período Medieval
Este conjunto de flashcards aborda o pensamento helenístico e a filosofia medieval, sendo ideal para estudantes do ensino médio que se preparam para provas.
Cartões · 51
- Pensamento Helenístico
- Fase da filosofia antiga focada em questões práticas: como viver bem, alcançar a felicidade e enfrentar as perturbações e dificuldades da vida cotidiana.
- Filosofia como modo de vida no Helenismo
- Entendimento de que a filosofia não se resume a teorias abstratas, mas deve ser aplicada concretamente às atitudes, hábitos e decisões diárias.
- Filosofia como forma de cuidado
- Proposta helenística de que a filosofia age como tratamento para as angústias da alma, promovendo reflexão e equilíbrio diante da realidade.
- Ataraxia
- Estado de tranquilidade da alma, serenidade interior e ausência de perturbações excessivas diante das adversidades do mundo.
- Ataraxia significa não sentir tristeza?
- Não; significa não ser dominado de modo desproporcional pelas emoções ou conflitos, mantendo o equilíbrio e a paz interior.
- Cinismo (ideia principal)
- Busca da felicidade por meio do desapego de bens materiais, do luxo e das convenções sociais, vivendo de forma simples e de acordo com a natureza.
- Cinismo: caminho para a ataraxia
- Alcança-se a paz interior pela renúncia às necessidades artificiais e pela total independência em relação à opinião e aprovação alheia.
- Epicurismo (ideia principal)
- Busca da felicidade mediante o prazer equilibrado, a reflexão, a valorização da amizade e a eliminação do sofrimento e do medo.
- Epicurismo defende qualquer prazer?
- Não; defende a escolha racional dos prazeres simples e moderados, evitando excessos imediatos que resultem em dor ou perturbação futura.
- Epicurismo: caminho para a ataraxia
- Alcança-se a tranquilidade pelo controle dos desejos desnecessários, cálculo lúcido dos prazeres e afastamento das dores da mente e do corpo.
- Estoicismo (ideia principal)
- Vida guiada pela razão e pela virtude, aprendendo a diferenciar o que está sob nosso controle daquilo que depende apenas do mundo externo.
- Autarquia (Estoicismo)
- Autossuficiência moral e psicológica; capacidade de viver bem sem depender de fatores externos ou contingências da fortuna.
- Apatéia (Estoicismo)
- Estado de libertação em relação às paixões desordenadas que perturbam o julgamento racional, sem significar insensibilidade absoluta.
- Estoicismo: caminho para a ataraxia
- Alcança-se a paz pela prática da virtude, domínio da razão e aceitação serena dos acontecimentos que fogem ao nosso controle.
- Ceticismo (ideia principal)
- Questionamento sobre a capacidade de alcançar verdades absolutas, sugerindo a suspensão do juízo diante de teses contraditórias.
- Suspensão do juízo (Ceticismo)
- Atitude de não emitir julgamentos definitivos quando faltam fundamentos conclusivos sobre a verdade de uma afirmação.
- Ceticismo: caminho para a ataraxia
- Alcança-se a serenidade ao suspender o juízo, abandonando a angústia provocada pela tentativa de provar certezas inalcançáveis.
- Ponto em comum das escolas helenísticas
- Todas compreendiam a filosofia como prática orientadora da vida para transformar a conduta e alcançar a tranquilidade da alma (ataraxia).
- Macete das 4 escolas helenísticas
- O cínico desapega; o epicurista equilibra os prazeres; o estoico controla suas respostas; o cético suspende o julgamento.
- Período da Filosofia Medieval
- Desenvolveu-se aproximadamente entre os séculos V e XV, período fortemente marcado pela consolidação e influência do cristianismo.
- Teocentrismo
- Concepção de mundo que coloca Deus no centro da realidade como princípio criador, ordenador da moral e sentido da existência humana.
- Papel da razão no teocentrismo medieval
- A razão não foi anulada, mas empregada como instrumento para compreender, articular e fundamentar os mistérios revelados pela fé.
- Grande questão da Filosofia Medieval
- A conciliação e articulação harmônica entre as verdades reveladas pela fé cristã e os conhecimentos obtidos pela razão humana.
- Patrística (definição)
- Primeiro período da filosofia cristã (sécs. II a VIII), formulado pelos Padres da Igreja para defender e consolidar a doutrina cristã.
- Escolástica (definição)
- Período posterior da filosofia medieval focado na organização sistemática do saber teológico e filosófico por meio do debate lógico rigoroso.
- Principal filósofo da Patrística no resumo
- Santo Agostinho (354-430 d.C.).
- Principal filósofo da Escolástica no resumo
- São Tomás de Aquino.
- Diferença central entre Patrística e Escolástica
- A Patrística focou na defesa e formulação inicial da doutrina; a Escolástica dedicou-se à sistematização lógica e acadêmica do conhecimento teológico.
- Apologética
- Defesa racional e argumentativa das crenças religiosas cristãs contra as objeções e ataques dos críticos intelectuais da época.
- Heresias (contexto medieval)
- Interpretações e formulações doutrinárias divergentes consideradas incorretas pela autoridade central da Igreja nascente.
- Por que a Patrística recorreu à filosofia grega?
- Para aproveitar ferramentas conceituais, lógicas e retóricas da tradição clássica a fim de estruturar racionalmente o cristianismo.
- Quem foi São Justino?
- Filósofo e um dos primeiros apologistas cristãos (séc. II), que dialogou com o platonismo e defendeu a fé cristã com argumentos racionais.
- O cristianismo como 'verdadeira filosofia' (Justino)
- Ideia de que a mensagem cristã realiza e aperfeiçoa as buscas da razão grega, revelando a verdade plena sobre Deus e o ser humano.
- Fé e razão em São Justino
- A razão humana investiga verdades parciais, mas apenas a fé acolhe plenamente a verdade divina revelada, que ultrapassa o intelecto natural.
- Filósofos gregos como precursores (São Justino)
- Sábios como Sócrates alcançaram vislumbres da verdade, os quais encontrariam seu cumprimento final na revelação trazida por Cristo.
- Filosofia como 'serva da teologia'
- Princípio medieval segundo o qual a filosofia fornece instrumentos lógicos e conceituais para esclarecer e defender as verdades da fé.
- São Justino e o platonismo (distinção histórica)
- Justino dialogou com a filosofia platônica clássica; o neoplatonismo propriamente dito só se desenvolveu mais tarde, com Plotino.
- Quem foi Santo Agostinho?
- Bispo de Hipona e maior pensador da Patrística ocidental, que conciliou o pensamento platônico com os dogmas centrais do cristianismo.
- Relação entre fé e razão em Santo Agostinho
- A fé precede e orienta a busca intelectual, enquanto a razão aprofunda e reflete sobre o que se crê; ambas cooperam harmonicamente.
- Limites da razão segundo Agostinho
- A inteligência humana é finita e incapaz de alcançar sozinha o mistério completo de Deus sem o auxílio da iluminação e da fé divina.
- Três grandes temas de Santo Agostinho
- A origem do mal, a existência de Deus e a questão da liberdade humana aliada ao livre-arbítrio.
- Problema da origem do mal (teodiceia)
- Dilema sobre como o mal pode existir em um mundo criado por um Deus onipotente, onisciente e sumamente bom.
- O mal como privação do bem (Agostinho)
- O mal não possui substância ou criação própria por Deus; ele é a ausência, carência ou corrupção do bem que deveria existir.
- Origem do mal moral em Agostinho
- O mal moral surge do livre-arbítrio humano, quando a vontade livre do homem opta por se afastar do bem e das leis divinas.
- Existência de Deus em Santo Agostinho
- Reconhecida na própria estrutura da alma, na busca interior pela verdade imutável e na condição do ser humano como criatura feita por Deus.
- Liberdade humana e responsabilidade (Agostinho)
- O ser humano dispõe de livre escolha e, exatamente por isso, torna-se moralmente responsável pelos atos corretos ou prejudiciais que comete.
- Pecado original em Santo Agostinho
- Ruptura original da humanidade com a ordem divina que enfraqueceu a vontade moral do ser humano, exigindo a graça divina para o bem.
- Antropologia filosófica agostiniana
- Estudo do ser humano visto como criatura de Deus composta de corpo material, percepção sensorial, alma imortal e razão pensante.
- Papel dos sentidos vs. razão (Agostinho)
- Os sentidos recolhem dados do mundo externo, mas a razão ocupa o nível superior, pois julga, organiza e examina criticamente as percepções.
- A inteligência humana vs. inteligência divina
- A inteligência humana participa da verdade criada, mas é imperfeita e falível, não se comparando à perfeição da sabedoria eterna de Deus.
- Estrutura recomendada para resposta discursiva
- Organizar em três passos fundamentais: 1) Definir o conceito; 2) Explicar seu funcionamento; 3) Apontar sua consequência ou relevância.