Filósofos e Seus Principais Conceitos

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Este conjunto apresenta os principais filósofos da história e seus conceitos centrais. É ideal para estudantes de filosofia e ciências humanas.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Filosofia Publicado
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Cartões · 50

Sócrates: Maiêutica
Método de diálogo e perguntas sucessivas que conduz o interlocutor a dar à luz as próprias ideias e reconhecer a própria ignorância.
Platão: Teoria das Ideias (ou Formas)
Afirma que o mundo sensível é apenas uma cópia imperfeita do mundo inteligível, onde residem as essências perfeitas e imutáveis.
Aristóteles: Teoria das Quatro Causas
Explica a existência e mudança das coisas por meio de quatro causas: material, formal, eficiente e final.
Aristóteles: Justo Meio (Eudaimonia)
A virtude ética reside no equilíbrio moderado entre dois extremos viciosos (falta e excesso), visando a realização plena.
Heráclito: Devir (Fluxo Perpétuo)
Tudo flui e nada permanece; a realidade é caracterizada pela constante mudança e pela tensão harmoniosa dos opostos.
Parmênides: O Ser Imutável
O Ser é uno, eterno, indivisível e imóvel; o não-ser é impensável, tornando a mudança uma ilusão dos sentidos.
Epicuro: Ataraxia e Tetrapharmakos
A felicidade é alcançada pela tranquilidade mental e ausência de dor física, moderando os desejos e eliminando o medo da morte.
Zenão de Cítio: Estoicismo
A virtude consiste em viver em harmonia com a natureza e a razão, aceitando serenamente o que não podemos controlar.
Santo Agostinho: Iluminação Divina
A razão humana é insuficiente por si só para alcançar verdades eternas, necessitando da luz concedida por Deus na alma.
Tomás de Aquino: As Cinco Vias
Cinco argumentos lógicos e cosmológicos a partir do mundo sensível para provar racionalmente a existência de Deus.
Nicolau Maquiavel: Razão de Estado e Virtù
A política opera por leis próprias, cabendo ao governante usar a força e a astúcia para manter o poder e a ordem social.
René Descartes: Cogito, ergo sum (Penso, logo existo)
Ao aplicar a dúvida metódica a todas as crenças, o ato de duvidar comprova de imediato a própria existência consciente.
Thomas Hobbes: Leviatã e Estado de Natureza
Sem um poder soberano comum, os homens vivem em constante guerra de todos contra todos; o Estado impõe a paz pela força.
Baruch Spinoza: Monismo e Deus sive Natura
Existe apenas uma substância infinita, Deus ou Natureza, da qual mente e matéria são apenas atributos e expressões.
John Locke: Tábula Rasa
A mente humana nasce sem ideias inatas, sendo todo conhecimento adquirido gradualmente por meio da experiência sensorial.
Gottfried Leibniz: Mônadas
Unidades fundamentais da realidade, simples, imateriais e dotadas de percepção, regidas por uma harmonia preestabelecida.
George Berkeley: Imaterialismo (Esse est percipi)
Existir é ser percebido; objetos materiais não possuem substância independente de mentes humanas ou da mente de Deus.
David Hume: Problema da Indução
A relação de causa e efeito não é garantida pela razão ou lógica pura, mas fundada no hábito e na expectativa psicológica.
Jean-Jacques Rousseau: O Bom Selvagem e o Contrato Social
O homem nasce livre e naturalmente bom, mas é corrompido pelas instituições; a sociedade justa reflete a vontade geral.
Immanuel Kant: Imperativo Categórico
Princípio ético que ordena agir apenas segundo uma máxima que se possa querer que se torne uma lei moral universal.
Immanuel Kant: Idealismo Transcendental
Conhecemos apenas os fenômenos condicionados pelo espaço, tempo e categorias da mente, nunca a coisa-em-si (númeno).
G. W. F. Hegel: Dialética Histórica
O desenvolvimento do Espírito Absoluto ocorre através de contradições dinâmicas de tese, antítese e superação sintética.
Arthur Schopenhauer: Vontade e Representação
O mundo empírico é representação superficial de uma força cega, incessante e irracional subjacente: a Vontade.
Søren Kierkegaard: Salto da Fé
A fé genuína exige aceitar o paradoxo divino e agir para além da razão puramente lógica e da moralidade convencional.
Karl Marx: Materialismo Histórico
A estrutura econômica e as relações de produção materiais condicionam a consciência social, a política e a história.
John Stuart Mill: Utilitarismo e Princípio do Dano
A melhor ação maximiza a felicidade para o maior número; a liberdade individual só deve ser restrita para evitar dano a outrem.
Friedrich Nietzsche: Vontade de Poder e Além-do-Homem
Impulso vital de criação e superação; o indivíduo que cria seus próprios valores para além do bem e do mal convencionais.
Friedrich Nietzsche: Morte de Deus e Niilismo
O colapso dos fundamentos metafísicos tradicionais ocidentais, exigindo a transvaloração de todos os valores morais.
Charles Sanders Peirce: Pragmatismo
O significado de uma ideia ou proposição reside na totalidade de suas consequências práticas observáveis.
William James: Teoria da Verdade Pragmática
Uma crença é considerada verdadeira na medida em que funciona eficazmente e conduz a resultados úteis na experiência.
Edmund Husserl: Fenomenologia e Époché
Estudo das estruturas da consciência a partir da suspensão de juízos prévios sobre a existência do mundo externo.
Henri Bergson: Duração (Durée)
O tempo real não é uma sucessão matemática mensurável, mas um fluxo contínuo e indivisível vivido pela consciência.
Martin Heidegger: Dasein e Ser-para-a-morte
O ser humano existe imerso no mundo; a consciência da finitude e morte confere autenticidade à existência.
Ludwig Wittgenstein: Jogos de Linguagem
O significado de uma palavra decorre de seu uso em contextos e regras sociais específicas de atividade humana.
Jean-Paul Sartre: A Existência Precede a Essência
O ser humano primeiro existe no mundo e só depois se define livremente por meio de suas escolhas e ações.
Simone de Beauvoir: A Construção Social do Feminino
Não se nasce mulher, torna-se mulher; os papéis de gênero são construídos historicamente pela cultura e sociedade.
Albert Camus: O Absurdo
O conflito insolúvel entre a busca humana por sentido e o silêncio irracional e indiferente do universo.
Hannah Arendt: Banalidade do Mal
Grandes atrocidades históricas podem ser cometidas por indivíduos comuns devido à incapacidade ou recusa crítica de pensar.
Theodor Adorno: Indústria Cultural
A produção capitalista massificada de bens culturais padroniza o gosto, estimula a passividade e neutraliza o pensamento crítico.
Michel Foucault: Biopolítica e Microfísica do Poder
O poder não se concentra apenas no Estado, mas se dissemina em redes disciplinares que gerenciam e controlam os corpos.
Jacques Derrida: Desconstrução
Estratégia de leitura crítica que desmonta binarismos hierárquicos e revela as instabilidades internas da linguagem.
Jürgen Habermas: Razão Comunicativa
A validade das normas sociais é legitimada pelo consenso livre em uma situação ideal de fala entre participantes racionais.
John Rawls: Véu da Ignorância
Método para criar uma sociedade justa ignorando temporariamente posição de classe, talentos ou gênero na escolha das leis.
Gilles Deleuze: Rizoma
Modelo epistemológico não-hierárquico e horizontal, onde qualquer ponto pode conectar-se livremente a qualquer outro.
Zygmunt Bauman: Modernidade Líquida
Condição social contemporânea de fragilidade, constante incerteza e impermanência nas relações e instituições humanas.
Frantz Fanon: Alienação Colonial
A colonização impõe uma violência psicológica ao colonizado, forçando-o a internalizar a inferioridade perante o colonizador.
Byung-Chul Han: Sociedade do Cansaço
A transição de uma sociedade disciplinar para uma de desempenho e autoexploração voluntária, gerando esgotamento mental.
Judith Butler: Performatividade de Gênero
O gênero não é uma essência biológica fixa, mas um efeito sustentado pela repetição contínua de atos corporais estilizados.
Karl Popper: Princípio da Falseabilidade
Uma teoria só é genuinamente científica se for formulada de modo que possa ser testada e passível de refutação empírica.
Thomas Kuhn: Mudança de Paradigma
A ciência progride por rupturas revolucionárias onde modelos explicativos consolidados entram em crise e são substituídos.

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