Filósofos e Sociólogos

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Este conjunto apresenta as principais ideias de grandes filósofos e sociólogos da história, ideal para estudantes.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Filosofia Publicado
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Cartões · 52

Sócrates
Criador do método maiêutico e da ironia socrática; defendia o autoconhecimento ('conhece-te a ti mesmo') e a busca pela verdade moral por meio do diálogo.
Platão
Formulou a Teoria das Ideias (Mundo Sensível vs. Mundo Inteligível), a alegoria da caverna e a proposta da República governada por reis-filósofos.
Aristóteles
Desenvolveu o realismo empírico, a lógica formal, a teoria das quatro causas e a ética baseada na virtude e no justo meio (eudaimonia).
Santo Agostinho
Integrou o platonismo ao cristianismo; formulou a teoria da iluminação divina e abordou o livre-arbítrio diante da graça e do problema do mal.
São Tomás de Aquino
Sintetizou o aristotelismo com a teologia cristã (Escolástica) e propôs as Cinco Vias para provar a existência de Deus pela razão.
Nicolau Maquiavel
Fundador da ciência política moderna; separou a moral da política e defendeu que o governante deve buscar manter a estabilidade e o poder do Estado.
René Descartes
Pai do racionalismo moderno; usou a dúvida hiperbólica para chegar ao 'cogito, ergo sum' e postulou o dualismo entre mente e corpo.
John Locke
Pioneiro do empirismo e do liberalismo clássico; propôs a teoria da mente como 'tábula rasa' e defendeu os direitos naturais à vida, liberdade e propriedade.
Thomas Hobbes
Contratualista que via o estado de natureza como uma 'guerra de todos contra todos'; defendeu um Estado absolutista forte (Leviatã) para garantir a ordem.
Jean-Jacques Rousseau
Contratualista que defendia que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe; propôs a soberania popular e a submissão à vontade geral.
Baruch Spinoza
Desenvolveu um panteísmo racionalista rigoroso, afirmando a existência de uma única substância infinita (Deus ou Natureza).
David Hume
Expoente do empirismo cético; criticou a ideia de causalidade necessária, afirmando que nossas noções de causa derivam apenas do hábito e da experiência.
Immanuel Kant
Articulou o criticismo, unindo empirismo e racionalismo; formulou o imperativo categórico na ética e a distinção entre fenômeno e coisa-em-si (númeno).
Georg Wilhelm Friedrich Hegel
Desenvolveu o idealismo absoluto e a dialética (tese, antítese e síntese) como motor da evolução histórica e da manifestação do Espírito.
Arthur Schopenhauer
Defendeu uma visão pessimista em que a essência do mundo é uma 'Vontade' cega e irracional, cuja superação passa pela arte e pela renúncia ascética.
Friedrich Nietzsche
Criticou a moral tradicional cristã, proclamou a 'morte de Deus', propôs os conceitos de vontade de poder, eterno retorno e o Übermensch (além-do-homem).
Søren Kierkegaard
Pai do existencialismo cristão; focou na angústia, na escolha individual subjetiva e no 'salto de fé' diante do absurdo da existência.
Karl Marx
Criou o materialismo histórico e dialético; analisou a luta de classes, a exploração pela mais-valia e a alienação do trabalho no capitalismo.
Friedrich Engels
Coautor de obras fundamentais com Marx; analisou a origem da família, da propriedade privada e do Estado sob a ótica materialista dialética.
Auguste Comte
Pai do positivismo e fundador do termo sociologia; formulou a Lei dos Três Estados (teológico, metafísico e positivo) para o progresso humano.
Émile Durkheim
Consolidou a sociologia científica; introduziu o conceito de fato social (exterior, coercitivo e geral), solidariedade mecânica/orgânica e anomia.
Max Weber
Fundou a sociologia compreensiva; estudou a ação social, os tipos ideais, o desencantamento do mundo e a ligação entre ética protestante e capitalismo.
Georg Simmel
Sociólogo clássico que analisou a interação social em pequena escala (microssociologia), o impacto das metrópoles e a filosofia do dinheiro.
Alexis de Tocqueville
Analisou os mecanismos da democracia, igualdade social e os riscos da 'tirania da maioria' e do individualismo exacerbado nas sociedades modernas.
Antonio Gramsci
Teórico marxista que desenvolveu o conceito de hegemonia cultural, destacando o papel das ideias e instituições na manutenção do poder dominante.
Theodor Adorno
Expoente da Escola de Frankfurt; criticou a razão instrumental e cunhou, com Horkheimer, o conceito de 'indústria cultural'.
Max Horkheimer
Líder da Escola de Frankfurt; formulou a Teoria Crítica em oposição à teoria tradicional e analisou o eclipse da razão no mundo moderno.
Walter Benjamin
Pensador da Escola de Frankfurt; analisou a perda da 'aura' da obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica e a filosofia da história.
Herbert Marcuse
Criticou a sociedade industrial avançada e o capitalismo de consumo como criadores de falsas necessidades, gerando o 'homem unidimensional'.
Jürgen Habermas
Filósofo contemporâneo da Teoria Crítica; propôs a teoria do agir comunicativo e a importância do espaço público democrático deliberativo.
Martin Heidegger
Desenvolveu a ontologia existencial focada no Dasein ('ser-aí'), na temporalidade, na angústia e no esquecimento da questão do Ser.
Jean-Paul Sartre
Principal expoente do existencialismo francês; afirmava que 'a existência precede a essência' e que o ser humano está 'condenado a ser livre'.
Simone de Beauvoir
Filósofa existencialista e feminista; famosa pela tese 'não se nasce mulher, torna-se mulher', expondo a construção social do gênero.
Albert Camus
Desenvolveu a filosofia do absurdo, explorando o conflito entre o desejo humano de sentido e o silêncio indiferente do universo, defendendo a revolta.
Michel Foucault
Investigou as relações entre poder e saber, as instituições disciplinares (panóptico), a biopolítica e a produção histórica da subjetividade.
Pierre Bourdieu
Sociólogo que formulou conceitos centrais como habitus, campo, capital cultural/simbólico e a reprodução das desigualdades pelo sistema escolar.
Zygmunt Bauman
Criou a teoria da 'modernidade líquida', descrevendo a fluidez, a incerteza e a fragilidade das relações humanas e instituições contemporâneas.
Gilles Deleuze
Filósofo pós-estruturalista que trabalhou com conceitos de imanência, rizoma, diferença e repetição e a 'sociedade de controle'.
Jacques Derrida
Criador do método da desconstrução, questionando o logocentrismo e as dicotomias rígidas da tradição metafísica ocidental.
Ludwig Wittgenstein
Revolucionou a filosofia da linguagem; na primeira fase focou no isomorfismo lógica-mundo e, na segunda, nos 'jogos de linguagem'.
Hannah Arendt
Pensadora política que analisou as origens do totalitarismo, a 'banalidade do mal' e a importância da esfera pública para a ação política.
John Rawls
Filósofo político liberal; formulou a teoria da justiça como equidade, utilizando o experimento mental da 'posição original' sob o 'véu da ignorância'.
Norbert Elias
Estudou a sociologia dos processos e a interdependência humana, formulando a teoria do 'processo civilizador' e o controle dos impulsos.
Anthony Giddens
Formulou a teoria da estruturação, que sintetiza agência individual e estrutura social, além de analisar a reflexividade na modernidade tardia.
Ulrich Beck
Cunhou o conceito de 'sociedade de risco', analisando como a modernização gera riscos globais (ambientais, tecnológicos) difíceis de conter.
Byung-Chul Han
Filósofo contemporâneo que diagnostica a 'sociedade do cansaço', a autoexploração voluntária no neoliberalismo e a perda da negatividade.
Achille Mbembe
Teórico camaronês que formulou o conceito de 'necropolítica', analisando como o poder soberano dita quem pode viver e quem deve morrer.
Frantz Fanon
Pensador pós-colonial e psiquiatra; desvendou os impactos psicológicos e sociais desumanizadores da colonização e defendeu a descolonização radical.
Gilberto Freyre
Sociólogo brasileiro que interpretou a formação nacional em 'Casa-Grande & Senzala', enfatizando a miscigenação e o patriarcalismo rural.
Sérgio Buarque de Holanda
Historiador e sociólogo brasileiro; cunhou o conceito de 'homem cordial' para explicar a sobreposição das relações afetivas sobre a ordem pública impessoal.
Florestan Fernandes
Fundador da sociologia crítica no Brasil; investigou a integração marginalizada da população negra no mercado de trabalho e as estruturas de classe.
Darcy Ribeiro
Antropólogo brasileiro que analisou a formação do 'povo brasileiro' como uma nova identidade étnica forjada pelo processo civilizatório e mestiçagem.

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