Fonoaudiologia e Audição

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Estudo dos órgãos da audição e da fala, disfonias, exames e tratamentos voltados para estudantes e profissionais de fonoaudiologia.

101 cartões Português Nível: Ensino superior Outras áreas da saúde Publicado
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Cartões · 101

Orelha externa
Composta pelo pavilhão auricular e meato acústico externo; capta e direciona as ondas sonoras até a membrana timpânica.
Membrana timpânica
Separa a orelha externa da média; vibra em resposta às ondas sonoras e transmite a energia mecânica aos ossículos.
Ossículos da audição
Martelo, bigorna e estribo; amplificam e transmitem as vibrações sonoras do tímpano para a janela oval da cóclea.
Tuba auditiva
Canal que conecta a orelha média à nasofaringe, responsável por equalizar a pressão do ar nos dois lados do tímpano.
Cóclea
Estrutura espiral da orelha interna que converte vibrações mecânicas em impulsos elétricos nervosos.
Órgão de Corti
Receptor sensorial localizado na cóclea que contém células ciliadas responsáveis pela transdução auditiva.
Nervo vestibulococlear (VIII par)
Transporta informações auditivas da cóclea e informações de equilíbrio do labirinto até o sistema nervoso central.
Laringe
Órgão cartilaginoso do trato respiratório que protege a via aérea e abriga as pregas vocais para fonação.
Pregas vocais
Estruturas musculomembranosas na laringe que vibram com a passagem do fluxo aéreo expiratório, gerando o som fundamental.
Efeito Bernoulli na fonação
Fenômeno físico em que a aceleração do ar através da glote gera pressão negativa lateral, aproximando as pregas vocais.
Trato vocal
Conjunto de cavidades (faríngea, oral e nasal) que funcionam como filtro acústico e modificam os sons laríngeos.
Articuladores da fala
Estruturas ativas (língua, lábios, véu palatino) e passivas (dentes, palato duro, alvéolos) que moldam o som da fala.
Disfonia
Qualquer alteração na qualidade vocal, altura, intensidade ou esforço ao emitir a voz.
Disfonia funcional
Alteração vocal decorrente do uso inadequado ou abuso da voz, sem lesão orgânica preexistente nas pregas vocais.
Disfonia orgânica
Alteração vocal causada por lesões anatômicas independentes do uso da voz, como neoplasias, paralisias ou cistos.
Disfonia organofuncional
Lesão benigna decorrente do mau uso crônico da voz, como nódulos vocais e pólipos.
Nódulos vocais
Lesões bilaterais e simétricas no terço anterior das pregas vocais causadas por atrito fonatório constante.
Pólipo vocal
Lesão geralmente unilateral e pedunculada na borda livre da prega vocal, frequentemente ligada a trauma vocal súbito.
Edema de Reinke
Acúmulo de líquido no espaço de Reinke das pregas vocais, comumente associado ao tabagismo crônico e abuso vocal.
Paralisia de prega vocal
Imobilidade neurológica da prega vocal por comprometimento do nervo laríngeo recorrente ou vago.
Higiene vocal
Conjunto de hábitos que preservam a saúde laríngea, incluindo hidratação adequada e redução de pigarro e gritos.
Exercício de trato vocal semiocluído (ETVSO)
Técnica que reduz o impacto nas pregas vocais e melhora a ressonância por meio de oclusão parcial dos lábios.
Fonoterapia para nódulos vocais
Treinamento respiratório, relaxamento cervical e exercícios miofuncionais para eliminar a hiperfunção laríngea.
Apraxia de fala na infância (AFI)
Distúrbio neurológico dos sons da fala que afeta a precisão e a consistência dos movimentos sem fraqueza muscular.
Apraxia orofacial (não verbal)
Dificuldade em programar e executar movimentos voluntários de lábios, língua e mandíbula sem envolvimento da fala.
Diferença entre apraxia e disartria
A apraxia afeta o planejamento motor do movimento, enquanto a disartria decorre de fraqueza, paralisia ou incoordenação muscular.
Tratamento da apraxia orofacial
Terapia de pistas multissensoriais (visuais, táteis e proprioceptivas) com repetição intensiva de padrões motores.
Audiometria tonal liminar
Exame que mede o menor nível de intensidade audível pelo paciente em frequências específicas (via aérea e óssea).
Via aérea na audiometria
Testa todo o sistema auditivo (orelhas externa, média e interna) usando fones de ouvido convencionais.
Via óssea na audiometria
Testa diretamente a orelha interna estimulando a cóclea por vibração transmitida no osso mastoide.
Perda auditiva condutiva
Redução da audição por alteração na orelha externa ou média, com via óssea normal e via aérea rebaixada.
Perda auditiva neurossensorial
Dano nas células ciliadas cocleares ou no nervo auditivo, com via aérea e óssea igualmente alteradas.
Perda auditiva mista
Combinação de alterações condutivas e neurossensoriais na mesma orelha, com gap aéreo-ósseo evidente.
Logoaudiometria
Teste audiológico que avalia a capacidade de reconhecer e compreender estímulos de fala falada.
Limiar de Reconhecimento de Fala (SRT)
Menor intensidade na qual o indivíduo repete corretamente 50% das palavras trissilábicas apresentadas.
Índice de Reconhecimento de Fala (IRF)
Percentual de monossílabos repetidos corretamente em intensidade de audição confortável e bem audível.
Imitanciometria (ou Imitanciometria acústica)
Exame que avalia a complacência da membrana timpânica, orelha média e reflexos do músculo estapédio.
Timpanometria curva tipo A
Curva imitanciométrica que indica pressão e mobilidade timpânica normais na orelha média.
Timpanometria curva tipo B
Curva plana que indica rigidez timpânica, frequentemente associada a líquido na orelha média (otite média serosa).
Timpanometria curva tipo C
Curva com pico deslocado para pressões negativas, indicando disfunção da tuba auditiva.
Emissões Otoacústicas (EOA)
Exame objetivo que capta a energia sonora produzida pelas células ciliadas externas da cóclea em repouso ou estímulo.
Triagem Auditiva Neonatal (Teste da Orelhinha)
Identificação precoce de perdas auditivas em recém-nascidos por meio de Emissões Otoacústicas ou PEATE.
Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE/BERA)
Registro eletrofisiológico da atividade neural da via auditiva até o tronco encefálico.
Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI)
Dispositivo eletrônico que amplifica o som ambiente para compensar a perda auditiva periférica.
Implante coclear
Dispositivo cirúrgico eletrônico que estimula diretamente as fibras do nervo auditivo em perdas severas a profundas.
Terapia de Processamento Auditivo Central (PAC)
Treinamento acústico e cognitivo para melhorar a discriminação sonora, atenção e memória auditiva.
Motricidade Orofacial
Especialidade da fonoaudiologia que estuda e reabilita as funções de sucção, mastigação, deglutição, respiração e fala.
Disfagia
Dificuldade no transporte do bolo alimentar da cavidade oral até o estômago, com risco de broncoaspiração.
Deglutição adaptada vs. atípica
A adaptada compensa alterações esqueléticas/dentárias; a atípica decorre de hábito funcional inadequado sem causa estrutural.
Intervenção precoce na linguagem
Atendimento fonoaudiológico antes dos três anos para estimular aquisições cognitivas, comunicativas e sociais.
conceitos e termos da fonoaudiologia, imagem
definições, funções, tratamentos, exames, materiais e imagem representativa
Células ciliadas internas
Receptores sensoriais cocleares responsáveis pela transdução mecanorrecepetora e envio de cerca de 95% das vias aferentes ao nervo auditivo.
Células ciliadas externas
Estruturas sensoriais que agem como amplificadores cocleares ativos por meio de contração e elongação (eletromotilidade).
Membrana tectorial
Matriz acelular gelatinosa na cóclea que cobre o órgão de Corti e interage diretamente com os estereocílios das células ciliadas externas.
Membrana basilar
Estrutura elástica na cóclea que vibra tonotopicamente: sons agudos excitam a base estreita/rígida e graves excitam o ápice largo/flexível.
Rampa timpânica
Compartimento inferior da cóclea preenchido por perilinfa e finalizado na janela redonda.
Rampa vestibular
Compartimento superior da cóclea preenchido por perilinfa e conectado à janela oval pela base do estribo.
Rampa média (ducto coclear)
Compartimento central da cóclea rico em endolinfa e que abriga diretamente o órgão de Corti.
Helicotrema
Abertura apical na cóclea que comunica funcionalmente a rampa vestibular com a rampa timpânica.
Janela oval
Abertura óssea na parede medial da orelha média coberta pela base do estribo que transmite a vibração para a perilinfa.
Janela redonda
Abertura coberta por membrana flexível que dissipa a pressão do fluido coclear provocada pela movimentação do estribo.
Músculo estapédio
Menor músculo do corpo humano; inervado pelo nervo facial, contrai-se reflexamente em sons intensos para atenuar a movimentação ossicular.
Músculo tensor do tímpano
Músculo inervado pelo trigêmeo que tensiona o cabo do martelo para proteger o sistema auditivo e atenuar barulhos da própria mastigação.
Reflexo acústico estapediano
Contração involuntária bilateral do músculo estapédio desencadeada por sons de alta intensidade para proteção auditiva.
Canais semicirculares
Três tubos ósseos e membranosos preenchidos por endolinfa que detectam a aceleração angular da cabeça para o equilíbrio.
Utrículo e sáculo
Órgãos otolíticos vestibulares que contêm máculas e otólitos para detectar a aceleração linear e a gravidade.
Cartilagem cricoide
Estrutura anelar inferior da laringe em forma de anel de sinete que serve de suporte à cartilagem tireoide e aos aritenoides.
Cartilagem tireoide
Maior cartilagem laríngea, composta por duas lâminas que se unem anteriormente formando a proeminência laríngea (pomo de adão).
Cartilagens aritenoides
Par de cartilagens piramidais que giram e deslizam sobre a cricoide, controlando a abertura, fechamento e tensão das pregas vocais.
Músculo cricotireóideo (CT)
Músculo intrínseco da laringe inervado pelo nervo laríngeo superior; alonga e estica as pregas vocais elevando o pitch vocal.
Músculo tireoaritenóideo (TA)
Músculo que compõe o corpo da prega vocal; sua contração encurta e espessa a prega vocal, abaixando a frequência vocal.
Músculo cricoaritenóideo posterior (CAP)
Único músculo abdutor das pregas vocais; responsável exclusivo por abrir a glote para a respiração.
Músculos cricoaritenóideos laterais (CAL)
Músculos adutores intrínsecos que giram as aritenoides medialmente para fechar a glote membranosa anterior.
Músculo interaritenoide
Músculo laríngeo ímpar que traciona as cartilagens aritenoides medialmente, promovendo a adução da glote posterior.
Epiglote
Cartilagem elástica foliar que desce sobre o ádito da laringe durante a deglutição, desviando o bolo alimentar para o esôfago.
Pregas vestibulares (falsas pregas vocais)
Feixes mucosos superiores às pregas vocais verdadeiras; protegem a via aérea e atuam em fonação patológica (hiperfunção).
Espaço de Reinke
Camada superficial da lâmina própria das pregas vocais, formada por matriz gelatinosa e flexível que vibra na fonação.
Palato mole (véu palatino)
Estrutura móvel musculomembranosa que se eleva contra a parede posterior da faringe no fechamento velofaríngeo.
Insuficiência velofaríngea
Incapacidade anatômica de fechamento do esfíncter velofaríngeo, gerando hipernasalidade e escape de ar na fala.
Hipernasalidade (hiperrinofonia)
Ressonância excessiva na cavidade nasal durante a produção de sons que deveriam ser puramente orais.
Frênulo da língua
Prega de membrana mucosa que conecta a parte inferior da língua ao assoalho da boca, limitando movimentos se encurtado.
Anquiloglossia
Condição congênita do frênulo lingual curto que restringe a mobilidade da língua, prejudicando amamentação e produção fonética.
Músculo genioglosso
Maior músculo extrínseco da língua, responsável por protruir a língua e deprimir sua porção central.
Músculo bucinador
Músculo da bochecha que mantém o alimento entre as arcadas dentárias na mastigação e auxilia no sopro e sucção.
Músculo orbicular da boca
Músculo esfincteriano perioral crucial para vedamento labial, sucção e articulação de fonemas bilabiais (/p/, /b/, /m/).
Fase antecipatória da deglutição
Etapa de planejamento motor e resposta sensorial mediada por visão, olfato e cognição antes do alimento entrar na boca.
Fase oral preparatória
Etapa voluntária em que o alimento é mastigado, umedecido e processado até formar o bolo alimentar coeso.
Fase faríngea da deglutição
Etapa involuntária e rápida onde ocorrem fechamento velofaríngeo, elevação laríngea e fechamento glótico para trânsito ao esôfago.
Aspiração laringotraqueal
Passagem de saliva, líquidos ou alimentos abaixo do nível das pregas vocais em direção à traqueia e pulmões.
Penetração laríngea
Entrada de alimento ou líquido na laringe sem ultrapassar a borda livre das pregas vocais verdadeiras.
Videofluoroscopia da deglutição
Exame radiológico dinâmico padrão-ouro para avaliar todas as fases da deglutição e identificar aspirações silenciosas.
Videoendoscopia da deglutição (FEES)
Avaliação instrumental laringoscópica que inspeciona a anatomia faringolaríngea e testa sensibilidade e segurança com corantes.
Manobra de Mendelsohn
Exercício de reabilitação disfágica onde o paciente mantém a laringe elevada no ápice da deglutição para abrir o esfíncter esofágico superior.
Deglutição com esforço
Manobra compensatória em que o paciente deglute apertando fortemente os músculos da garganta para aumentar a pressão de ejeção do bolo.
Manobra de Masako
Técnica fonoaudiológica que consiste em deglutir com a língua presa entre os dentes para fortalecer a parede posterior da faringe.
Manobra de queixo para baixo (chin-tuck)
Posicionamento compensatório da cabeça que estreita a entrada da via aérea e alarga a valécula, protegendo a deglutição.
Atenuador interaural
Perda de energia acústica que ocorre quando um sinal sonoro atravessa os ossos do crânio para a orelha contralateral.
Mascaramento auditivo
Ruído enviado à orelha não testada para impedir sua participação (ouvir por via óssea/cruzada) durante audiometria.
Presbiacusia
Perda auditiva neurossensorial bilateral, descendente e simétrica decorrente do envelhecimento natural do sistema auditivo.
Zona morta coclear
Região da cóclea onde não há células ciliadas internas e/ou neurônios auditivos funcionais capazes de transduzir estimulação.
Prótese auditiva ancorada no osso (BAHA)
Dispositivo osteointegrado que transmite som por vibração óssea direta à cóclea funcional em atresias ou perdas condutivas graves.