Gramática da Língua Portuguesa
Estudo abrangente da gramática da língua portuguesa, cobrindo morfologia, sintaxe e regras de ortografia. Destinado a estudantes do ensino fundamental e médio.
Cartões · 50
- Substantivo
- Classe que nomeia seres, objetos, lugares, sentimentos e ações. Varia em gênero, número e grau.
- Substantivo sobrecomum
- Substantivo de um só gênero que se refere tanto a homens quanto a mulheres (ex.: a criança, a testemunha).
- Substantivo comum de dois gêneros
- Possui uma única forma invariável, distinguindo o gênero pelo artigo ou adjetivo (ex.: o/a estudante, o/a artista).
- Adjetivo
- Palavra que caracteriza o substantivo, indicando estado, qualidade ou aspecto. Concorda em gênero e número com o termo modificado.
- Adjetivo pátrio (ou gentílico)
- Indica nacionalidade ou origem geográfica (ex.: fluminense para quem nasce no RJ, potiguar para quem nasce no RN).
- Artigo definido vs. indefinido
- O definido (o, a, os, as) determina o ser de forma precisa; o indefinido (um, uma, uns, umas) generaliza ou indetermina o ser.
- Pronome oblíquo átono
- Pronomes que atuam sem preposição própria junto ao verbo (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes).
- Verbo transitivo direto (VTD)
- Verbo que exige complemento sem preposição obrigatória (objeto direto). Ex.: 'Comprei um livro'.
- Verbo transitivo indireto (VTI)
- Verbo que exige complemento mediado por preposição obrigatória (objeto indireto). Ex.: 'Preciso de ajuda'.
- Verbo de ligação
- Não expressa ação; liga o sujeito a uma característica chamada predicativo (ex.: ser, estar, parecer, permanecer, ficar).
- Advérbio
- Palavra invariável que modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, exprimindo circunstância (tempo, lugar, modo, causa).
- Preposição
- Palavra invariável que liga dois termos, estabelecendo relação de subordinação ou dependência (ex.: de, em, para, com, por).
- Conjunção coordenativa
- Liga orações ou termos independentes sintaticamente (aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas).
- Conjunção subordinativa
- Liga orações dependentes hierarquicamente, introduzindo orações substantivas ou adverbiais (ex.: que, se, embora, porque).
- Interjeição
- Palavra invariável que expressa emoções, sentimentos súbitos ou estados de espírito (ex.: 'Ufa!', 'Socorro!', 'Bravo!').
- Sujeito indeterminado
- Ocorre quando não se quer ou não se pode indicar o sujeito: verbo na 3ª pessoa do plural sem contexto ou verbo + se (índice).
- Oração sem sujeito (sujeito inexistente)
- Construída com verbos impessoais: haver (no sentido de existir/ocorrer), fazer (tempo decorrido) e verbos de fenômenos naturais.
- Predicado nominal
- Aquele cujo núcleo é um nome (predicativo do sujeito), formado com verbo de ligação. Ex.: 'Eles estavam cansados'.
- Predicado verbal
- Aquele cujo núcleo é um verbo significativo (transitivo ou intransitivo). Ex.: 'O aluno leu a questão'.
- Predicado verbo-nominal
- Possui dois núcleos: um verbo significativo e um nome (predicativo). Ex.: 'O réu chegou nervoso ao tribunal'.
- Objeto direto preposicionado
- Complemento de VTD antecedido por preposição por razões estilísticas, de clareza ou ênfase (ex.: 'Amar a Deus').
- Adjunto adnominal vs. Complemento nominal
- O adjunto qualifica/determina e pode ter valor ativo; o complemento nominal completa sentido de substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio com valor passivo.
- Aposto explicativo
- Termo que explica, esclarece ou detalha um substantivo antecedente, grafado habitualmente entre vírgulas.
- Vocativo
- Termo independente que serve para chamar, invocar ou interpelar o interlocutor, obrigatoriamente isolado por pontuação.
- Agente da passiva
- Elemento que pratica a ação expressa por verbo na voz passiva analítica, normalmente regido pelas preposições 'por' ou 'de'.
- Próclise obrigatória
- Colocação do pronome antes do verbo, exigida por palavras atrativas: palavras negativas, advérbios, pronomes relativos e conjunções subordinativas.
- Mesóclise
- Pronome colocado no meio do verbo. Ocorre exclusivamente com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito sem atração próclise.
- Ênclise proibida no início de frase
- Pela norma culta, nunca se inicia uma oração com pronome oblíquo átono (correto: 'Disseram-me', e não 'Me disseram').
- Crase diante de palavras femininas
- Fusão da preposição 'a' com o artigo 'a'. Ocorre se o regente exigir 'a' e o regido admitir o artigo feminino 'a'.
- Crase proibida antes de verbos
- Não ocorre crase antes de verbos, pois verbos não admitem artigo definido (ex.: 'pôs-se a chorar').
- Crase facultativa
- Casos clássicos: antes de pronomes possessivos femininos singulares, antes de nomes próprios femininos e após a preposição 'até'.
- Regência do verbo 'assistir'
- No sentido de ver/presenciar é VTI com 'a' ('assistir ao filme'); no sentido de ajudar é VTD ('assistir o enfermo').
- Regência do verbo 'aspirar'
- No sentido de respirar/inalar é VTD ('aspirou ar puro'); no sentido de almejar/pretender é VTI com preposição 'a' ('aspira ao cargo').
- Regência do verbo 'preferir'
- Exige preposição 'a' e rejeita expressões intensificadoras (ex.: 'Prefiro café a chá', nunca 'prefiro mais café do que chá').
- Concordância verbal com porcentagem
- O verbo concorda com o numeral ou com o substantivo posposto especificador (ex.: '1% aceitou / 1% dos alunos aceitaram').
- Concordância com 'a maioria de' / expressões partitivas
- Pode concordar no singular com o coletivo ou no plural com o substantivo no plural (ex.: 'a maioria dos homens saiu/saíram').
- Concordância da palavra 'bastante'
- Como advérbio (muito) é invariável ('comeram bastante'); como pronome/adjetivo flexiona no plural ('compraram bastantes livros').
- Concordância de 'é proibido' / 'é necessário'
- Ficam invariáveis no masculino singular sem artigo ('é proibido entrada'); flexionam se houver artigo determinador ('é proibida a entrada').
- Acentuação das oxítonas
- Acentuam-se as oxítonas terminadas em -a, -e, -o (seguidas ou não de -s), e terminadas em -em / -ens.
- Acentuação das paroxítonas
- Acentuam-se as terminadas em -r, -x, -n, -l, -i(s), -u(s), -ps, ditongos orais, -um(-uns), -ã(s), -ão(s).
- Regra geral das proparoxítonas
- Todas as palavras proparoxítonas são obrigatoriamente acentuadas na língua portuguesa (ex.: lâmpada, pássaro, gramática).
- Ditongos abertos 'éi' e 'ói' (Acordo Ortográfico)
- Perderam o acento nas palavras paroxítonas (ideia, heroico, plateia); continuam acentuados nas oxítonas e monossílabos tônicos (anéis, herói).
- Hiatos 'oo' e 'ee' (Acordo Ortográfico)
- Não se acentuam mais formas como 'voo', 'enjoo', 'creem', 'leem', 'veem' e 'deem'.
- Acento diferencial restante
- Mantido em pares obrigatórios: pôde (pretérito) / pode (presente), e pôr (verbo) / por (preposição); facultativo em fôrma/forma.
- Uso do hífen: letras iguais vs. letras diferentes
- Regra geral: prefixo com final igual ao início da segunda palavra usa hífen (anti-inflamatório); vogais diferentes juntam-se (autoestrada).
- Hífen com 'r' e 's' no segundo elemento
- Se o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por r ou s, a consoante é dobrada sem hífen (antirrábico, minissaia).
- Uso de 'por que'
- Grafado separado e sem acento no início de perguntas diretas/indiretas ou equivalente a 'pelo qual / pelos quais'.
- Uso de 'por quê'
- Grafado separado e com acento circunflexo quando surge em final de frase ou isolado imediatamente antes de pontuação.
- Uso de 'porque'
- Grafado junto e sem acento; funciona como conjunção causal ou explicativa, equivalente a 'pois', 'já que' ou 'visto que'.
- Uso de 'porquê'
- Grafado junto e com acento circunflexo quando atua como substantivo (o motivo, a razão), admitindo artigo ou determinante.