Gramática da Língua Portuguesa

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Estudo abrangente da gramática da língua portuguesa, cobrindo morfologia, sintaxe e regras de ortografia. Destinado a estudantes do ensino fundamental e médio.

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Substantivo
Classe que nomeia seres, objetos, lugares, sentimentos e ações. Varia em gênero, número e grau.
Substantivo sobrecomum
Substantivo de um só gênero que se refere tanto a homens quanto a mulheres (ex.: a criança, a testemunha).
Substantivo comum de dois gêneros
Possui uma única forma invariável, distinguindo o gênero pelo artigo ou adjetivo (ex.: o/a estudante, o/a artista).
Adjetivo
Palavra que caracteriza o substantivo, indicando estado, qualidade ou aspecto. Concorda em gênero e número com o termo modificado.
Adjetivo pátrio (ou gentílico)
Indica nacionalidade ou origem geográfica (ex.: fluminense para quem nasce no RJ, potiguar para quem nasce no RN).
Artigo definido vs. indefinido
O definido (o, a, os, as) determina o ser de forma precisa; o indefinido (um, uma, uns, umas) generaliza ou indetermina o ser.
Pronome oblíquo átono
Pronomes que atuam sem preposição própria junto ao verbo (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes).
Verbo transitivo direto (VTD)
Verbo que exige complemento sem preposição obrigatória (objeto direto). Ex.: 'Comprei um livro'.
Verbo transitivo indireto (VTI)
Verbo que exige complemento mediado por preposição obrigatória (objeto indireto). Ex.: 'Preciso de ajuda'.
Verbo de ligação
Não expressa ação; liga o sujeito a uma característica chamada predicativo (ex.: ser, estar, parecer, permanecer, ficar).
Advérbio
Palavra invariável que modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, exprimindo circunstância (tempo, lugar, modo, causa).
Preposição
Palavra invariável que liga dois termos, estabelecendo relação de subordinação ou dependência (ex.: de, em, para, com, por).
Conjunção coordenativa
Liga orações ou termos independentes sintaticamente (aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas).
Conjunção subordinativa
Liga orações dependentes hierarquicamente, introduzindo orações substantivas ou adverbiais (ex.: que, se, embora, porque).
Interjeição
Palavra invariável que expressa emoções, sentimentos súbitos ou estados de espírito (ex.: 'Ufa!', 'Socorro!', 'Bravo!').
Sujeito indeterminado
Ocorre quando não se quer ou não se pode indicar o sujeito: verbo na 3ª pessoa do plural sem contexto ou verbo + se (índice).
Oração sem sujeito (sujeito inexistente)
Construída com verbos impessoais: haver (no sentido de existir/ocorrer), fazer (tempo decorrido) e verbos de fenômenos naturais.
Predicado nominal
Aquele cujo núcleo é um nome (predicativo do sujeito), formado com verbo de ligação. Ex.: 'Eles estavam cansados'.
Predicado verbal
Aquele cujo núcleo é um verbo significativo (transitivo ou intransitivo). Ex.: 'O aluno leu a questão'.
Predicado verbo-nominal
Possui dois núcleos: um verbo significativo e um nome (predicativo). Ex.: 'O réu chegou nervoso ao tribunal'.
Objeto direto preposicionado
Complemento de VTD antecedido por preposição por razões estilísticas, de clareza ou ênfase (ex.: 'Amar a Deus').
Adjunto adnominal vs. Complemento nominal
O adjunto qualifica/determina e pode ter valor ativo; o complemento nominal completa sentido de substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio com valor passivo.
Aposto explicativo
Termo que explica, esclarece ou detalha um substantivo antecedente, grafado habitualmente entre vírgulas.
Vocativo
Termo independente que serve para chamar, invocar ou interpelar o interlocutor, obrigatoriamente isolado por pontuação.
Agente da passiva
Elemento que pratica a ação expressa por verbo na voz passiva analítica, normalmente regido pelas preposições 'por' ou 'de'.
Próclise obrigatória
Colocação do pronome antes do verbo, exigida por palavras atrativas: palavras negativas, advérbios, pronomes relativos e conjunções subordinativas.
Mesóclise
Pronome colocado no meio do verbo. Ocorre exclusivamente com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito sem atração próclise.
Ênclise proibida no início de frase
Pela norma culta, nunca se inicia uma oração com pronome oblíquo átono (correto: 'Disseram-me', e não 'Me disseram').
Crase diante de palavras femininas
Fusão da preposição 'a' com o artigo 'a'. Ocorre se o regente exigir 'a' e o regido admitir o artigo feminino 'a'.
Crase proibida antes de verbos
Não ocorre crase antes de verbos, pois verbos não admitem artigo definido (ex.: 'pôs-se a chorar').
Crase facultativa
Casos clássicos: antes de pronomes possessivos femininos singulares, antes de nomes próprios femininos e após a preposição 'até'.
Regência do verbo 'assistir'
No sentido de ver/presenciar é VTI com 'a' ('assistir ao filme'); no sentido de ajudar é VTD ('assistir o enfermo').
Regência do verbo 'aspirar'
No sentido de respirar/inalar é VTD ('aspirou ar puro'); no sentido de almejar/pretender é VTI com preposição 'a' ('aspira ao cargo').
Regência do verbo 'preferir'
Exige preposição 'a' e rejeita expressões intensificadoras (ex.: 'Prefiro café a chá', nunca 'prefiro mais café do que chá').
Concordância verbal com porcentagem
O verbo concorda com o numeral ou com o substantivo posposto especificador (ex.: '1% aceitou / 1% dos alunos aceitaram').
Concordância com 'a maioria de' / expressões partitivas
Pode concordar no singular com o coletivo ou no plural com o substantivo no plural (ex.: 'a maioria dos homens saiu/saíram').
Concordância da palavra 'bastante'
Como advérbio (muito) é invariável ('comeram bastante'); como pronome/adjetivo flexiona no plural ('compraram bastantes livros').
Concordância de 'é proibido' / 'é necessário'
Ficam invariáveis no masculino singular sem artigo ('é proibido entrada'); flexionam se houver artigo determinador ('é proibida a entrada').
Acentuação das oxítonas
Acentuam-se as oxítonas terminadas em -a, -e, -o (seguidas ou não de -s), e terminadas em -em / -ens.
Acentuação das paroxítonas
Acentuam-se as terminadas em -r, -x, -n, -l, -i(s), -u(s), -ps, ditongos orais, -um(-uns), -ã(s), -ão(s).
Regra geral das proparoxítonas
Todas as palavras proparoxítonas são obrigatoriamente acentuadas na língua portuguesa (ex.: lâmpada, pássaro, gramática).
Ditongos abertos 'éi' e 'ói' (Acordo Ortográfico)
Perderam o acento nas palavras paroxítonas (ideia, heroico, plateia); continuam acentuados nas oxítonas e monossílabos tônicos (anéis, herói).
Hiatos 'oo' e 'ee' (Acordo Ortográfico)
Não se acentuam mais formas como 'voo', 'enjoo', 'creem', 'leem', 'veem' e 'deem'.
Acento diferencial restante
Mantido em pares obrigatórios: pôde (pretérito) / pode (presente), e pôr (verbo) / por (preposição); facultativo em fôrma/forma.
Uso do hífen: letras iguais vs. letras diferentes
Regra geral: prefixo com final igual ao início da segunda palavra usa hífen (anti-inflamatório); vogais diferentes juntam-se (autoestrada).
Hífen com 'r' e 's' no segundo elemento
Se o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por r ou s, a consoante é dobrada sem hífen (antirrábico, minissaia).
Uso de 'por que'
Grafado separado e sem acento no início de perguntas diretas/indiretas ou equivalente a 'pelo qual / pelos quais'.
Uso de 'por quê'
Grafado separado e com acento circunflexo quando surge em final de frase ou isolado imediatamente antes de pontuação.
Uso de 'porque'
Grafado junto e sem acento; funciona como conjunção causal ou explicativa, equivalente a 'pois', 'já que' ou 'visto que'.
Uso de 'porquê'
Grafado junto e com acento circunflexo quando atua como substantivo (o motivo, a razão), admitindo artigo ou determinante.

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