Hemácias e Plaquetas

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Este conjunto aborda a estrutura e a função de hemácias, plaquetas e componentes sanguíneos relacionados. Destina-se a estudantes de medicina, biologia e ciências da saúde.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Corpo humano Publicado
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Cartões · 50

Hemácia (eritrócito)
Célula anucleada bicôncava com vida útil de 120 dias; transporta oxigênio dos pulmões aos tecidos e dióxido de carbono aos pulmões.
Plaqueta (trombócito)
Fragmento citoplasmático anucleado com vida útil de 7 a 10 dias; atua na hemostasia primária formando o tampão plaquetário.
Hemoglobina
Metaloproteína tetramérica nos eritrócitos com 4 grupos heme; liga-se reversivelmente ao oxigênio para transporte sistêmico.
Forma bicôncava da hemácia
Aumenta a relação superfície/volume facilitando trocas gasosas e confere grande flexibilidade para atravessar capilares estreitos.
Espectrina
Principal proteína do citoesqueleto da hemácia; forma uma malha flexível sob a membrana garantindo deformabilidade e resistência.
Anquirina
Proteína adaptadora que ancora a espectrina à proteína de banda 3 na membrana eritrocitária, mantendo a integridade celular.
Banda 3 (trocador aniônico 1)
Proteína transmembrana da hemácia que troca íons cloreto por bicarbonato, essencial no transporte e excreção de CO2.
Glicoforinas
Glicoproteínas da membrana eritrocitária ricas em ácido siálico; conferem carga negativa que reduz adesão entre hemácias.
Eritropoiese
Processo de formação das hemácias na medula óssea, estimulado pela eritropoietina em resposta à hipóxia tecidual.
Eritropoietina (EPO)
Hormônio glicoproteico produzido principalmente pelos rins; estimula a proliferação e diferenciação de precursores eritroides.
Reticulócito
Eritrócito imaturo com restos de RNA ribossomal; permanece 1-2 dias na medula e 1 dia no sangue até maturação completa.
Glicólise anaeróbia na hemácia
Única via de produção de ATP na hemácia madura por ausência de mitocôndrias; mantém bombas iônicas e viabilidade celular.
Via das pentoses fosfato na hemácia
Gera NADPH para manter a glutationa reduzida, protegendo a hemoglobina e a membrana contra estresse oxidativo.
2,3-Bisfosfoglicerato (2,3-BPG)
Metabólito gerado na derivação de Rapoport-Luebering; liga-se à desoxiemoglobina diminuindo sua afinidade por O2 e facilitando sua liberação.
Hemocaterese
Fagocitose e destruição de hemácias senescentes pelos macrófagos do baço e fígado após perda de flexibilidade membranar.
Megacariócito
Célula gigante poliplóide da medula óssea cujas extensões citoplasmáticas se fragmentam nos sinusoides para originar plaquetas.
Trombopoietina (TPO)
Hormônio sintetizado no fígado que regula primariamente a diferenciação de megacariócitos e a produção de plaquetas.
Grânulos alfa plaquetários
Vesículas plaquetárias ricas em fibrinogênio, fator de von Willebrand, FV e PDGF; promovem adesão, coagulação e reparo tecidual.
Grânulos densos (delta) plaquetários
Armazenam ADP, ATP, serotonina e cálcio; essenciais para a ativação, recrutamento plaquetário adicional e vasoconstrição.
Glicoproteína Ib-IX-V (GPIb-IX-V)
Complexo receptor de membrana plaquetária que se liga ao fator de von Willebrand exposto no subendotélio lesado.
Glicoproteína IIb/IIIa (integrina αIIbβ3)
Principal receptor de agregação da plaqueta; quando ativado, liga-se ao fibrinogênio unindo plaquetas adjacentes.
Fator de von Willebrand (vWF)
Multímero proteico que ancora plaquetas ao colágeno subendotelial e estabiliza o Fator VIII no plasma sanguíneo.
Tromboxano A2 (TXA2)
Eicosanoide sintetizado pelas plaquetas ativadas via COX-1; atua como potente vasoconstritor e agonista da agregação plaquetária.
Sistema tubular aberto (OCS) plaquetário
Invaginações da membrana plaquetária que facilitam a liberação do conteúdo dos grânulos e ampliam a área de superfície.
Sistema tubular denso (DTS) plaquetário
Rede tubular derivada do retículo endoplasmático que estoca cálcio e contém enzimas para síntese de prostaglandinas e TXA2.
Fosfatidilserina na membrana de plaqueta
Fosfolipídio que se exterioriza na ativação plaquetária, fornecendo superfície catalítica para complexos de coagulação.
Fator de Crescimento Derivado de Plaquetas (PDGF)
Proteína dos grânulos alfa que estimula mitose de fibroblastos e células musculares lisas, auxiliando na cicatrização.
Glicoproteína VI (GPVI)
Receptor plaquetário da superfamília das imunoglobulinas; liga-se diretamente ao colágeno subendotelial deflagrando ativação.
Microtúbulos marginais da plaqueta
Feixe periférico de tubulina que mantém a forma discoide lenticular da plaqueta inativa circulante.
Retração do coágulo
Processo mediado por filamentos de actina e miosina plaquetários que contraem a rede de fibrina, aproximando bordas da lesão.
Anidrase carbônica no eritrócito
Enzima que catalisa a conversão reversível de CO2 e H2O em H2CO3, crucial no tamponamento sanguíneo e transporte de gases.
Efeito Bohr
Redução da afinidade da hemoglobina por oxigênio em presença de baixo pH ou alto CO2, facilitando liberação de O2 nos tecidos.
Grupo heme
Anel de protoporfirina IX com um íon ferroso (Fe2+) central que estabelece ligação química reversível com a molécula de O2.
Metemoglobina
Forma oxidada da hemoglobina cujo ferro está no estado férrico (Fe3+), incapaz de transportar oxigênio eficazmente.
Metemoglobina redutase
Enzima eritrocitária dependente de NADH que reconverte Fe3+ em Fe2+, prevenindo acúmulo de metemoglobina no sangue.
Esferocitose hereditária
Doença causada por defeito em proteínas do citoesqueleto (anquirina/espectrina); reduz flexibilidade e causa hemólise esplênica.
Trombocitopenia
Contagem de plaquetas inferior a 150.000/μL no sangue; aumenta o risco de sangramentos cutâneo-mucosos e hemorragias.
Trombocitose
Contagem de plaquetas superior a 450.000/μL; pode ser reativa ou clonal, predispondo a eventos trombóticos ou sangramentos.
Óxido nítrico e prostaciclina (PGI2)
Mediadores sintetizados pelo endotélio intacto que inibem a ativação plaquetária e promovem vasodilatação basal.
Receptor P2Y12
Receptor acoplado à proteína Gi sensível a ADP na membrana da plaqueta; alvo farmacológico de antiagregantes como clopidogrel.
Receptor PAR-1 e PAR-4
Receptores ativados por protease estimulados pela trombina, desencadeando intensa ativação e degranulação plaquetária.
Glicocalix plaquetário
Camada externa rica em carboidratos e glicoproteínas na membrana plaquetária; medeia interações e protege contra adesão inadequada.
Pool esplênico de plaquetas
Reserva de cerca de um terço da massa plaquetária total retida fisiologicamente no baço em equilíbrio com a circulação.
Filamentos de actina e miosina na plaqueta
Proteínas contráteis do citoesqueleto plaquetário que mudam a forma de disco para esférica com pseudópodes após estimulação.
Ferritina
Complexo proteico de armazenamento intracelular de ferro, fundamental para suprir a demanda da síntese de hemoglobina.
Transferrina
Glicoproteína plasmática responsável pelo transporte de ferro absorvido no intestino até a medula óssea para eritropoiese.
Hematócrito
Percentual do volume total de sangue ocupado pelas hemácias; valores de referência comuns giram entre 40% e 50% em adultos.
Volume Corpuscular Médio (VCM)
Índice hematimétrico que mede o tamanho médio das hemácias, diferenciando anemias em microcíticas, normocíticas ou macrocíticas.
Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM)
Mede a concentração de hemoglobina em um dado volume de eritrócitos, classificando hemácias em normocrômicas ou hipocrômicas.
Tempo de Sobrevida Plaquetária em Patologias
Reduzido em estados de consumo excessivo ou destruição imune, como na Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI).

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