Invertebrados: Poríferos a Nematelmintos

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Estudo das características anatômicas e fisiológicas de invertebrados, desde poríferos até nematelmintos, ideal para estudantes do ensino médio.

40 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Zoologia Publicado
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Poríferos: organização tecidual e digestão
São parazoários (sem tecidos verdadeiros), filtradores sésseis com digestão exclusivamente intracelular feita pelos coanócitos.
Poríferos: sistema nervoso e sensorial
Ausência total de sistema nervoso, células musculares especializadas ou órgãos sensoriais.
Poríferos: sustentação e fluxo de água
Sustentados por espículas de sílica ou calcário e espongina. A água entra pelos poros e sai pelo ósculo.
Poríferos: exemplos
Esponjas marinhas (como a esponja-de-vidro) e esponjas de água doce (espongilídeos).
Cnidários: organização tecidual e simetria
São diblásticos (ectoderme e endoderme) com simetria radial e presença de mesogleia gelatinosa.
Cnidários: sistema digestório
Digestório incompleto (apenas boca). Digestão mista: inicia-se extracelular na cavidade gastrovascular e termina intracelular.
Cnidários: sistema nervoso
Sistema nervoso difuso (rede nervosa descentralizada), sem gânglios centrais ou cérebro.
Cnidários: células especializadas de defesa e captura
Cnidócitos, que contêm o nematocisto, disparando um filamento que injeta toxinas urticantes.
Cnidários: formas corporais e exemplos
Formas de pólipo (séssil) e medusa (livre-natante). Exemplos: hidras, águas-vivas, anêmonas-do-mar e corais.
Platelmintos: folhetos embrionários e celoma
São triblásticos (ectoderme, mesoderme e endoderme), acelomados e possuem simetria bilateral achatada dorsoventralmente.
Platelmintos: sistema digestório
Incompleto (apenas boca, sem ânus) e ramificado; ausente em parasitas como as tênias, que absorvem nutrientes pela parede corpórea.
Platelmintos: sistema nervoso
Ganglionar e ventral, com cordões nervosos longitudinais e cefalização (gânglios cerebrais).
Platelmintos: excreção
Realizada por células-flama (solenócitos) conectadas a uma rede tubular de poros excretores.
Platelmintos: exemplos de vida livre e parasitas
Planárias (vida livre), Schistosoma mansoni (causador da esquistossomose) e tênias (solitárias).
Nematelmintos: folhetos embrionários e celoma
São triblásticos com simetria bilateral, corpo cilíndrico não segmentado e pseudocelomados (cavidade parcialmente forrada por mesoderme).
Nematelmintos: sistema digestório
Completo pela primeira vez na escala evolutiva, apresentando boca e ânus, com digestão predominantemente extracelular.
Nematelmintos: sistema nervoso
Ganglionar, com anel nervoso periesofágico ao redor da faringe e cordões nervosos longitudinais dorsais e ventrais.
Nematelmintos: revestimento e locomoção
Cutícula espessa de colágeno resistente que sofre mudas (ecdise) e musculatura apenas longitudinal, causando ondulações em chicote.
Nematelmintos: sistema circulatório e respiratório
Ambos ausentes. O líquido pseudocelomático distribui substâncias e a respiração é cutânea ou anaeróbia em parasitas.
Nematelmintos: exemplos
Ascaris lumbricoides (lombriga), Ancylostoma duodenale (amarelão), Wuchereria bancrofti (filariose) e Caenorhabditis elegans.
Poríferos: tipos morfológicos ou graus de complexidade
Áscon (mais simples, câmara atrial revestida por coanócitos), Sícon (paredes dobradas com canais radiais) e Lêucon (mais complexo, com câmaras flageladas).
Poríferos: tipos celulares e suas funções
Pinacócitos (revestimento externo), porócitos (formam os poros), coanócitos (circulação e digestão) e arqueócitos/amebócitos (totipotentes, distribuição e produção de espículas).
Poríferos: reprodução assexuada
Ocorre por brotamento externo, fragmentação (com alta capacidade de regeneração) ou gêmulas de resistência em espécies dulcícolas.
Poríferos: reprodução sexuada e desenvolvimento
Maioria monoica; espermatozoides são liberados na água e fecundam o óvulo retido, gerando larva ciliada natante (anfiblástula ou parenquímula).
Cnidários: alternância de gerações (metagênese)
Ciclo com fase de pólipo assexuado (produz medusas por estrobilação) e fase de medusa sexuada (produz gametas que originam a larva plánula).
Cnidários: classes taxonômicas principais
Hydrozoa (hidras e caravelas), Scyphozoa (águas-vivas verdadeiras), Anthozoa (anêmonas e corais, sem fase medusoide) e Cubozoa (vespas-do-mar).
Cnidários: estruturas sensoriais especializadas
Ropálios nas medusas, contendo ocelos (fotorreceptores simples) e estatocistos (sensores de gravidade e equilíbrio corporal).
Cnidários: formação de recifes e endossimbiose
Corais pétreos secretam exoesqueleto de carbonato de cálcio e mantêm simbiose mutualística obrigatória com algas dinoflageladas zooxantelas.
Platelmintos: trocas gasosas e transporte interno
Respiração exclusivamente cutânea direta por difusão simples; nutrientes difundem-se da cavidade gastrovascular ramificada devido ao corpo achatado.
Platelmintos: reprodução em planárias (Turbellaria)
Assexuada por fissão transversal com intensa regeneração via neoblastos; sexuada por cópula mútua cruzada (monoicas) com desenvolvimento direto.
Platelmintos: adaptações anatômicas ao parasitismo (Cestoda)
Escólex com ventosas e ganchos para fixação, corpo dividido em proglótides, ausência completa de tubo digestório e cutícula resistente a enzimas.
Platelmintos: ciclo e morfologia de Schistosoma mansoni
Trematódeo dioico com dimorfismo sexual evidente (macho com canal ginecóforo); ciclo heteroxeno envolvendo caramujos Biomphalaria e humanos.
Platelmintos: estruturas sensoriais em vida livre
Ocelos fotorreceptores em formato de taça, aurículas laterais quimiorreceptoras e estatocistos cefálicos bem desenvolvidos.
Nematelmintos: esqueleto hidrostático e pressão interna
Pseudoceloma preenchido por fluido sob alta pressão hidrostática, que atua contra a musculatura longitudinal mantendo a turgidez corporal.
Nematelmintos: sistema excretor
Consiste em células glandulares ou canais excretores em forma de 'H' (tubos de Renette) que desembocam em um poro excretor ventral.
Nematelmintos: reprodução e dimorfismo sexual
Dioicos com fecundação interna; machos geralmente menores, com cauda curvada ventralmente munida de espículas copulatórias para fixação na fêmea.
Nematelmintos: ecdise e cutícula protetora
Cutícula acelular rica em colágeno, secretada pela epiderme sincicial, trocada periodicamente por mudas (ecdise) durante o crescimento larval.
Nematelmintos: ciclo de Ascaris lumbricoides
Monoxeno; ingestão de ovos embrionados, eclosão no intestino, migração cardiopulmonar das larvas (ciclo de Looss) e retorno ao lúmen intestinal.
Nematelmintos: Ancylostoma duodenale e Necator americanus
Vermes hematófagos intestinais com cápsula bucal armada por dentes ou lâminas cortantes; penetração ativa de larvas filarioides pela pele humana.
Nematelmintos: filariose linfática (Wuchereria bancrofti)
Parasitas transmitidos pela picada do mosquito Culex que se alojam nos vasos linfáticos, causando obstrução, acúmulo de linfa e elefantíase.

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