Língua Portuguesa
Conceitos fundamentais de gramática, interpretação de texto e tipologia textual da língua portuguesa, destinados a estudantes.
Cartões · 56
- Compreensão vs. Interpretação de texto
- Compreensão está escrito com clareza no texto. Interpretação é o que você deduz nas entrelinhas com base nas pistas dadas.
- Texto Narrativo
- Conta uma história com personagens, tempo, espaço, narrador e uma sequência de acontecimentos com início, meio e fim.
- Texto Dissertativo-Argumentativo
- Defende uma ideia ou opinião usando argumentos fortes e fatos para tentar convencer quem está lendo.
- Texto Injuntivo
- Dá ordens, instruções ou conselhos sobre como fazer algo, como uma receita de bolo ou o manual de um brinquedo.
- Função Emotiva ou Expressiva
- Foca nos sentimentos de quem fala. Usa a primeira pessoa (eu) e muitos pontos de exclamação.
- Função Conativa ou Apelativa
- Foca em convencer ou dar ordens a quem ouve, muito comum em propagandas com verbos como 'compre' ou 'faça'.
- Função Metalinguística
- Acontece quando a linguagem explica a si mesma, como um dicionário definindo o significado de uma palavra.
- Função Fática
- Serve apenas para testar se o canal de comunicação está funcionando, como dizer 'alô?', 'entendeu?' ou 'tchau'.
- Sinônimos e Antônimos
- Sinônimos são palavras com sentidos parecidos (alegre e feliz). Antônimos têm sentidos opostos (claro e escuro).
- Sentido Denotativo vs. Conotativo
- Denotativo é o sentido real do dicionário (o cão late). Conotativo é o sentido figurado e criativo (ele é um cão bravo).
- Metáfora
- É uma comparação direta sem usar a palavra 'como'. Exemplo: 'Você é um doce de pessoa'.
- Metonímia
- É trocar uma palavra por outra muito ligada a ela, como trocar o autor pela obra: 'Li Monteiro Lobato inteiro'.
- Hipérbole
- É um exagero proposital para dar destaque à ideia. Exemplo: 'Estou morrendo de fome'.
- Eufemismo
- É suavizar uma notícia triste ou desagradável. Exemplo: 'Ele descansou' em vez de dizer 'ele faleceu'.
- Ironia
- Dizer o oposto do que realmente se quer dizer para criticar ou brincar. Exemplo: 'Que lindo seu quarto bagunçado!'.
- Paralelismo Sintático
- Manter o mesmo padrão de frases ao listar coisas. Exemplo: 'Gosto de ler e escrever', não 'gosto de ler e da escrita'.
- Derivação Prefixal e Sufixal
- Prefixal adiciona pedaço antes da palavra (infeliz). Sufixal adiciona depois da palavra raiz (felizmente).
- Derivação Parassintética
- Adiciona pedaço antes e depois ao mesmo tempo, e a palavra não existe sem um deles (anoitecer, e não apenas 'noitecer').
- Derivação Imprópria
- Muda a classe da palavra sem mudar a escrita. Exemplo: 'o cantar dos pássaros' (o verbo virou substantivo).
- Acentuação das Oxítonas
- Leva acento na última sílaba forte terminada em A, E, O (seguidos ou não de S), EM e ENS (ex.: café, cipó, parabéns).
- Acentuação das Paroxítonas
- Leva acento na penúltima sílaba forte terminada em R, X, N, L, I, U, ditongo e outras (ex.: tórax, fácil, história).
- Acentuação das Proparoxítonas
- Todas as palavras com som forte na antepenúltima sílaba devem receber acento (ex.: lâmpada, pássaro, médico).
- Regra dos Hiatos I e U
- Leva acento o I ou U sozinhos na sílaba (ou com S) que formam hiato e não vêm antes de NH (ex.: sa-ú-de, pa-ís).
- Substantivo
- A palavra que dá nome a tudo o que existe no mundo: pessoas, bichos, lugares, objetos e ideias (ex.: gato, mesa, amor).
- Adjetivo
- A palavra que dá qualidade, cor, tamanho ou característica ao substantivo (ex.: gato preto, mesa redonda).
- Advérbio
- A palavra invariável que indica uma circunstância (tempo, modo, lugar) para o verbo (ex.: correu muito, chegou ontem).
- Conjunção
- Palavra que serve como cola para unir duas frases ou termos semelhantes (ex.: mas, e, porque, embora).
- Preposição
- Pequena palavra que liga dois termos criando dependência entre eles (ex.: de, para, com, por, em, sem).
- Sujeito Simples vs. Composto
- Simples tem apenas um núcleo principal (o menino brincou). Composto tem dois ou mais núcleos (o menino e o cão brincaram).
- Sujeito Indeterminado
- Não se sabe ou não se quer dizer quem agiu: verbo na 3ª pessoa do plural (roubaram a bola) ou com partícula se (vive-se bem).
- Oração Sem Sujeito (Impessoal)
- Acontece com verbos da natureza (chover, ventar) e com o verbo haver no sentido de existir ou tempo decorrido.
- Objeto Direto vs. Indireto
- Objeto direto completa o verbo sem preposição obrigatória (comi maçã). O indireto exige preposição (gosto de maçã).
- Adjunto Adnominal
- Palavra que fica ao redor de um substantivo para caracterizá-lo ou determiná-lo (artigos, numerais, adjetivos).
- Aposto Explicativo
- Termo entre vírgulas que serve para explicar melhor quem é alguém já citado (ex.: Pelé, o rei do futebol, marcou gols).
- Vocativo
- É o chamamento! Quando você chama alguém na frase, vem sempre isolado por vírgula (ex.: Menino, venha cá!).
- Conjunções Coordenativas Adversativas
- Indicam oposição ou ideia contrária. As mais famosas são: mas, porém, contudo, todavia, no entanto.
- Conjunções Coordenativas Conclusivas
- Indicam uma consequência ou desfecho lógico: logo, portanto, por isso, por conseguinte.
- Conjunção Subordinativa Concessiva
- Indica que algo aconteceu apesar de um obstáculo. Palavras-chave: embora, ainda que, mesmo que.
- Oração Subordinada Adjetiva Explicativa vs. Restritiva
- Explicativa vem sempre entre vírgulas e fala de todos do grupo. Restritiva vem sem vírgula e separa só uma parte específica.
- Concordância Verbal Básica
- O verbo deve concordar em número (singular/plural) e pessoa com o seu sujeito (ex.: Os alunos estudaram bastante).
- Concordância com o Verbo Haver
- Quando significa existir ou tempo passado, o verbo haver não tem plural: 'Havia muitas pessoas' e nunca 'haviam'.
- Concordância com Expressões Partitivas
- Com 'a maioria de', 'grande parte de', o verbo pode concordar com a expressão (singular) ou com a palavra que vem depois (plural).
- Regência do Verbo Assistir
- No sentido de ver filme ou jogo, pede preposição A (assistir ao filme). No sentido de ajudar, não pede preposição (assistir o ferido).
- Regência do Verbo Aspirar
- No sentido de respirar cheiro, não usa A (aspirou o perfume). No sentido de desejar um cargo, exige preposição A (aspirar ao cargo).
- Uso Básico da Crase
- Crase é a união da preposição A com o artigo A. Dica de ouro: troque a palavra feminina por masculina; se virar AO, tem crase.
- Casos Proibidos de Crase
- Nunca se usa crase antes de palavra masculina, antes de verbos, antes de pronomes em geral ou entre palavras repetidas.
- Próclise, Ênclise e Mesóclise
- Próclise: pronome antes do verbo (não me diga). Ênclise: pronome depois do verbo (diga-me). Mesóclise: pronome no meio (dir-te-ei).
- Palavras que Atraem a Próclise
- Palavras negativas (não, nunca), pronomes relativos (que) e advérbios puxam o pronome oblíquo para antes do verbo.
- Função do QUE: Pronome Relativo
- O 'que' é pronome relativo quando pode ser trocado por 'o qual' ou 'a qual', apontando para um substantivo antes dele.
- Função do QUE: Conjunção Integrante
- O 'que' é conjunção integrante quando introduz uma oração que completa o verbo e pode ser trocada inteira pela palavra 'isso'.
- Função do SE: Partícula Apassivadora
- Aparece com verbo transitivo direto e faz o objeto virar sujeito paciente (ex.: Vendem-se casas = Casas são vendidas).
- Função do SE: Índice de Indeterminação do Sujeito
- Aparece com verbos que pedem preposição ou intransitivos e deixa o verbo sempre no singular (ex.: Precisa-se de ajudantes).
- Uso da Vírgula entre Sujeito e Verbo
- É totalmente proibido separar o sujeito de seu verbo usando uma única vírgula solta.
- Uso da Vírgula com Adjunto Adverbial Deslocado
- Quando o termo que indica tempo, modo ou lugar vai para o início ou meio da frase, deve ser isolado por vírgulas se for longo.
- Coesão Referencial: Anáfora vs. Catáfora
- Anáfora retoma uma informação dita antes no texto. Catáfora aponta para algo que só vai ser explicado logo em seguida.
- Coesão Sequencial
- É a ligação feita por conectivos (conjunções) para fazer as ideias do texto fluírem de maneira lógica e com sentido ordenado.