Língua Portuguesa
Regras gramaticais e convenções de uso da língua portuguesa para estudantes e concurseiros.
Cartões · 55
- Por que (separado e sem acento)
- Usado em perguntas diretas ou indiretas, ou equivalendo a 'pelo qual' ou 'por qual razão'.
- Por quê (separado e com acento)
- Usado em fim de frase interrogativa ou isolado, antes de pontuação.
- Porque (junto e sem acento)
- Conjunção explicativa ou causal, equivalente a 'pois', 'já que' ou 'visto que'.
- Porquê (junto e com acento)
- Substantivo masculino que significa 'motivo' ou 'razão', sempre acompanhado de artigo ou pronome.
- Onde vs. Aonde
- 'Onde' indica lugar fixo (permanência); 'aonde' indica movimento ou destino, usado com verbos de regência 'a'.
- Mau vs. Mal
- 'Mau' é adjetivo, antônimo de 'bom'; 'mal' pode ser advérbio, conjunção ou substantivo, antônimo de 'bem'.
- Há vs. A (tempo decorrido)
- Usa-se 'há' (do verbo haver) para tempo passado decorrido; 'a' é preposição que indica tempo futuro ou distância.
- Mas vs. Mais
- 'Mas' é conjunção adversativa (ideia de oposição/porém); 'mais' é advérbio de intensidade ou pronome indefinido (soma).
- Crase antes de palavras masculinas
- Regra geral: não ocorre crase antes de substantivos masculinos, salvo quando subentendida a expressão 'à moda de'.
- Crase antes de verbos
- Nunca ocorre crase antes de verbos no infinitivo.
- Crase diante de pronomes demonstrativos aquele(a/es/as)
- Ocorre crase se o termo regente exigir a preposição 'a' fundida com o 'a' inicial do pronome (ex.: 'Fui àquele lugar').
- Crase com locuções adverbiais femininas
- Ocorre crase obrigatoriamente em locuções formadas por palavras femininas (ex.: 'às pressas', 'à noite', 'às vezes').
- Crase facultativa: pronomes possessivos femininos
- O uso da crase é opcional diante de pronomes possessivos femininos no singular (ex.: 'Entreguei à/a minha mãe').
- Crase facultativa: nomes próprios femininos
- O uso da crase é facultativo diante de nomes próprios femininos de pessoas (ex.: 'Refiro-me à/a Maria').
- Crase facultativa: após a preposição 'até'
- A crase é facultativa após a preposição 'até' antes de substantivo feminino (ex.: 'Fui até à/a feira').
- Concordância com o sujeito composto anteposto
- Quando o sujeito composto vem antes do verbo, este vai obrigatoriamente para o plural.
- Concordância com o sujeito composto posposto
- O verbo pode concordar no plural ou com o núcleo mais próximo (concordância atrativa).
- Concordância de 'é proibido' / 'é necessário'
- Ficam invariáveis no masculino sem artigo ('é proibido entrada'); flexionam-se se houver artigo ('é proibida a entrada').
- Concordância de 'mesmo' e 'próprio'
- Concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem (ex.: 'elas mesmas disseram').
- Concordância de 'bastante'
- Como adjetivo ou pronome, varia em número ('bastantes livros'); como advérbio de intensidade, é invariável ('muito').
- Concordância de 'meio' (metade vs. advérbio)
- Como numeral/adjetivo varia ('meia maçã'); como advérbio (equivalente a 'um pouco') é invariável ('ela está meio cansada').
- Concordância de 'menos' e 'alerta'
- São palavras invariáveis em qualquer contexto ('havia menos pessoas'; 'eles ficaram alerta').
- Regência do verbo 'assistir' (ver)
- Transitivo indireto: exige a preposição 'a' no sentido de presenciar ou ver (ex.: 'assistir ao filme').
- Regência do verbo 'assistir' (socorrer)
- Transitivo direto: dispensa preposição no sentido de dar ajuda ou prestar socorro (ex.: 'assistir o doente').
- Regência do verbo 'aspirar' (almejar)
- Transitivo indireto: rege a preposição 'a' quando significa almejar ou pretender (ex.: 'aspirar ao cargo').
- Regência do verbo 'visar' (objetivar)
- Transitivo indireto: rege a preposição 'a' com o sentido de ter como meta ou intuito (ex.: 'visar ao sucesso').
- Regência do verbo 'obedecer' e 'desobedecer'
- Transitivos indiretos: exigem obrigatoriamente a preposição 'a' (ex.: 'obedecer às normas').
- Regência de 'preferir'
- Transitivo direto e indireto: exige preposição 'a' ('prefiro café a chá'); repele 'do que', 'mais' ou 'mil vezes'.
- Regência de 'esquecer-se' e 'lembrar-se' (pronominais)
- Quando usados com pronome reflexivo, exigem a preposição 'de' (ex.: 'lembrei-me de você'); sem pronome, são diretos.
- Verbo 'haver' no sentido de existir
- É verbo impessoal, portanto não tem sujeito e conjuga-se sempre na 3ª pessoa do singular (ex.: 'havia problemas').
- Verbo 'fazer' indicando tempo decorrido ou clima
- É impessoal e conjuga-se exclusivamente na 3ª pessoa do singular (ex.: 'faz cinco anos', 'faz invernos rigorosos').
- Partícula apassivadora 'se'
- Com verbo transitivo direto, o 'se' torna o objeto em sujeito paciente; o verbo concorda com ele ('vendem-se casas').
- Índice de indeterminação do sujeito 'se'
- Com verbo transitivo indireto ou intransitivo, mantém o verbo obrigatoriamente no singular ('precisa-se de serventes').
- Próclise obrigatória com palavras negativas
- Palavras de sentido negativo (não, nunca, jamais, nada) atraem o pronome oblíquo antes do verbo (ex.: 'não me diga').
- Próclise com pronomes relativos
- Pronomes relativos (que, quem, cujo, onde) atraem obrigatoriamente a próclise (ex.: 'a pessoa que me chamou').
- Próclise com advérbios
- Advérbios sem pausa marcada por vírgula atraem o pronome oblíquo para antes do verbo (ex.: 'aqui se vive em paz').
- Próclise com conjunções subordinativas
- Conjunções subordinadas (embora, caso, porque, quando) atraem o pronome oblíquo átono (ex.: 'quando te vi').
- Início de frase e colocação pronominal
- É proibido iniciar frases com pronome oblíquo átono segundo a norma-padrão; emprega-se a ênclise (ex.: 'Diga-me').
- Colocação pronominal com futuro do presente e do pretérito
- Não se usa ênclise após verbos no futuro; usa-se mesóclise caso não haja palavra atrativa (ex.: 'dir-lhe-ei').
- Colocação pronominal com particípio
- Nunca se usa ênclise em verbo no particípio passado (ex.: incorreto dizer 'havia falado-lhe'; correto: 'havia lhe falado').
- Acentuação de proparoxítonas
- Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas graficamente na língua portuguesa (ex.: 'médico', 'lâmpada').
- Acentuação de oxítonas
- Acentuam-se as terminadas em 'a(s)', 'e(s)', 'o(s)', 'em', 'ens' e ditongos abertos oxítonos (ex.: 'café', 'armazém').
- Acentuação de paroxítonas: ditongo aberto 'oi' e 'ei'
- O Novo Acordo eliminou o acento dos ditongos abertos 'oi' e 'ei' nas paroxítonas (ex.: 'ideia', 'jiboia', 'heroico').
- Acentuação do hiato 'ee' e 'oo'
- O Novo Acordo eliminou o acento circunflexo nos encontros vocálicos 'ee' e 'oo' (ex.: 'creem', 'veem', 'voo').
- Acentuação de hiatos 'i' e 'u'
- Acentuam-se o 'i' e 'u' tônicos quando formam hiato sozinhos na sílaba ou com 's', exceto seguidos de 'nh' ou após ditongo em paroxítonas.
- Acento diferencial restante
- Permanece em 'pôde' (pretérito) / 'pode' (presente) e 'pôr' (verbo) / 'por' (preposição).
- Acentuação de ter e vir (singular vs. plural)
- No presente do indicativo, a 3ª pessoa do singular não leva acento (tem/vem); a 3ª do plural leva circunflexo (têm/vêm).
- Hífen com prefixos: letras iguais
- Usa-se hífen quando o prefixo termina com a mesma letra com que se inicia a segunda palavra (ex.: 'anti-inflamatório').
- Hífen com prefixos: letras diferentes
- Não se usa hífen quando o prefixo termina com letra diferente da inicial da palavra seguinte (ex.: 'autoajuda', 'infraestrutura').
- Hífen com prefixos seguidos de 'h'
- Usa-se hífen sempre que a segunda palavra for iniciada pela letra 'h' (ex.: 'super-homem', 'anti-higiênico').
- Prefixos seguidos de 'r' ou 's'
- Se o prefixo terminar em vogal e a palavra iniciar com 'r' ou 's', elimina-se o hífen e dobra-se a consoante (ex.: 'antirreflexo', 'minissaia').
- Hífen com prefixos tônicos (pré, pró, pós)
- Exigem hífen quando autônomos e acentuados graficamente (ex.: 'pré-escola', 'pós-graduação', 'pró-reitor').
- Uso da vírgula: orações subordinadas adjetivas explicativas
- As explicativas vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas não admitem vírgula.
- Separação de sujeito e predicado com vírgula
- É proibido usar vírgula para separar o sujeito de seu predicado direto, independentemente do tamanho do sujeito.
- Separação de verbo e complemento com vírgula
- Não se deve separar por vírgula o verbo transitivo de seu objeto direto ou indireto imediato.