Língua Portuguesa
Conceitos fundamentais, termos gramaticais e regras essenciais da língua portuguesa para estudantes.
Cartões · 60
- Substantivo
- Palavra que nomeia seres, objetos, lugares, sentimentos ou ideias. Exemplo: livro, Maria, felicidade, Brasil.
- Adjetivo
- Palavra que caracteriza, qualifica ou classifica o substantivo. Exemplo: casa grande, café quente, céu azul.
- Artigo Definido
- Determina o substantivo de modo preciso: o, a, os, as. Exemplo: O menino leu o livro indicado.
- Artigo Indefinido
- Determina o substantivo de modo vago ou impreciso: um, uma, uns, umas. Exemplo: Um menino qualquer chamou por você.
- Pronome Pessoal do Caso Reto
- Substitui o substantivo e exerce a função sintática de sujeito: eu, tu, ele, nós, vós, eles. Exemplo: Nós chegamos cedo.
- Pronome Pessoal do Caso Oblíquo
- Funciona geralmente como complemento verbal ou nominal: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos. Exemplo: Ela me entregou a carta.
- Pronome Possessivo
- Indica relação de posse com as pessoas do discurso: meu, teu, seu, nosso, vosso. Exemplo: Este é o meu casaco.
- Pronome Demonstrativo
- Situa algo no tempo, espaço ou texto: este, esse, aquele e variáveis. Exemplo: Esta caneta aqui é minha; aquela lá é sua.
- Pronome Relativo
- Refere-se a um termo antecedente, ligando orações: que, quem, cujo, onde, o qual. Exemplo: O carro que comprei é econômico.
- Verbo
- Palavra que expressa ação, estado, mudança de estado ou fenômeno da natureza. Exemplo: correr, ser, chover.
- Advérbio
- Modifica o sentido de um verbo, adjetivo ou outro advérbio, indicando circunstâncias. Exemplo: Ele falou calmamente ontem.
- Preposição
- Palavra invariável que liga dois termos, estabelecendo relação entre eles: a, de, em, para, por, com. Exemplo: Café com leite.
- Conjunção Coordenativa
- Liga termos ou orações de mesma função sintática: e, mas, ou, logo, porque. Exemplo: Estudei muito, mas não passei.
- Conjunção Subordinativa
- Liga orações dependentes entre si: se, quando, embora, para que, visto que. Exemplo: Se chover, não iremos ao parque.
- Interjeição
- Expressa emoções, sensações e estados de espírito súbitos. Exemplo: Psiu! Parabéns! Ai que susto!
- Sujeito Simples
- Aquele que possui apenas um núcleo verbal ou nominal. Exemplo: O aluno tirou nota dez.
- Sujeito Composto
- Aquele que possui dois ou mais núcleos. Exemplo: Maria e João foram juntos ao cinema.
- Sujeito Oculto (Desinencial)
- Não está explícito na frase, mas é identificado pela terminação do verbo. Exemplo: Viajamos ontem (nós).
- Sujeito Indeterminado
- Ocorre quando não se quer ou não se pode identificar o agente da ação. Exemplo: Falaram mal do filme; Precisa-se de garçons.
- Oração Sem Sujeito
- Construída com verbos impessoais como haver (existir) ou verbos de clima. Exemplo: Havia muitos livros; Choveu ontem.
- Predicado Verbal
- Tem como núcleo um verbo nocional (que indica ação ou processo). Exemplo: O menino chutou a bola com força.
- Predicado Nominal
- Formado por verbo de ligação mais um predicativo do sujeito. Exemplo: Os alunos estavam cansados.
- Predicado Verbo-Nominal
- Possui dois núcleos: um verbo de ação e um predicativo. Exemplo: O atleta terminou a corrida exausto.
- Objeto Direto
- Complementa um verbo transitivo direto sem necessidade de preposição obrigatória. Exemplo: Comprei flores frescas.
- Objeto Indireto
- Complementa um verbo transitivo indireto, exigindo preposição. Exemplo: Ele obedeceu aos pais atenciosamente.
- Complemento Nominal
- Termo preposicionado que completa o sentido de substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio. Exemplo: Tenho medo de escuro.
- Adjunto Adnominal
- Termo acessório que caracteriza ou determina um substantivo: artigos, adjetivos, locuções. Exemplo: O belo pássaro cantou.
- Adjunto Adverbial
- Termo acessório que expressa circunstância do fato verbal (tempo, lugar, modo). Exemplo: Chegamos ontem à noite.
- Aposto
- Explica, enumera, resume ou detalha outro termo já citado na oração. Exemplo: Pelé, o rei do futebol, faleceu em 2022.
- Vocativo
- Termo independente usado para chamar, invocar ou interpelar o interlocutor. Exemplo: Amigos, prestem atenção aqui!
- Palavra Oxítona
- Palavra cuja sílaba tônica é a última. Acentuam-se as terminadas em a, e, o (com s) e em/ens. Exemplo: café, sofás, armazém.
- Palavra Paroxítona
- Palavra cuja sílaba tônica é a penúltima. Acentuam-se as terminadas em l, r, n, x, i(s), u(s), ão, etc. Exemplo: fácil, tórax, júri.
- Palavra Proparoxítona
- Palavra cuja sílaba tônica é a antepenúltima. Todas são obrigatoriamente acentuadas. Exemplo: lâmpada, pássaro, histórico.
- Hiato
- Encontro de duas vogais pronunciadas em sílabas distintas. Acentuam-se I e U tônicos sozinhos. Exemplo: sa-ú-de, pa-ís.
- Ditongo
- Encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) na mesma sílaba. Exemplo: pei-xe, cai-xa, noi-te.
- Tritongo
- Encontro de semivogal + vogal + semivogal pronunciadas na mesma sílaba. Exemplo: U-ru-guai, i-guais.
- Dígrafo
- Duas letras que representam um único fonema. Exemplo: ch (chuva), lh (olho), nh (ninho), rr (carro), ss (passo).
- Crase antes de Palavra Feminina
- Fusão da preposição a com o artigo definido feminino a(s). Exemplo: Fui à praia (ir a + a praia = à praia).
- Crase antes de Pronome Indefinido ou Masculino
- Regra geral: não ocorre crase antes de palavras masculinas ou pronomes indefinidos. Exemplo: Andou a pé; Entreguei a alguém.
- Uso do 'Por que'
- Separado e sem acento: usado no início ou meio de perguntas diretas ou indiretas. Exemplo: Por que você não veio ontem?
- Uso do 'Por quê'
- Separado e com acento: usado no final de frases interrogativas ou isolado. Exemplo: Você não comeu nada, por quê?
- Uso do 'Porque'
- Junto e sem acento: conjunção explicativa ou causal (equivale a 'pois', 'já que'). Exemplo: Não fui porque estava doente.
- Uso do 'Porquê'
- Junto e com acento: substantivo com sentido de 'motivo' ou 'razão', precedido de artigo. Exemplo: Não entendi o porquê do atraso.
- Concordância Verbal com Coletivo
- Com sujeito coletivo no singular, o verbo fica no singular. Exemplo: A multidão aplaudiu o espetáculo com vigor.
- Concordância do Verbo Haver (Existir)
- Quando tem sentido de existir ou ocorrer, é impessoal e fica na 3ª pessoa do singular. Exemplo: Havia muitos erros no texto.
- Concordância do Verbo Fazer (Tempo Decorrido)
- Quando indica tempo transcorrido ou clima, é impessoal e fica no singular. Exemplo: Faz dez anos que me mudei.
- Concordância com 'Meio' (Advérbio x Numeral)
- Advérbio (invariável): meio cansada. Numeral (flexível com o substantivo): meia porção, meio litro.
- Concordância com 'Bastante'
- Se equivale a 'muito', é advérbio (invariável): Trabalhei bastante. Se varia como adjetivo: Havia bastantes pessoas.
- Regência do Verbo Assistir
- No sentido de ver ou presenciar, exige a preposição a. Exemplo: Ontem nós assistimos ao filme novo.
- Regência do Verbo Aspirar
- No sentido de respirar/sugar é direto: aspirou o pó. No sentido de almejar/pretender exige 'a': aspirava ao cargo.
- Regência do Verbo Preferir
- Exige preposição a e não aceita expressões como 'do que' ou 'mais'. Exemplo: Prefiro ler a assistir televisão.
- Próclise
- Pronome oblíquo antes do verbo, atraído por palavras negativas, pronomes relativos, etc. Exemplo: Não me diga isso.
- Ênclise
- Pronome oblíquo depois do verbo, obrigatória no início de frase sem próclise. Exemplo: Entregue-me os relatórios agora.
- Mesóclise
- Pronome oblíquo no meio do verbo no futuro do presente ou pretérito, sem fator atrativo. Exemplo: Convidar-te-ei amanhã.
- Voz Passiva Analítica
- Construída com verbo auxiliar (ser/estar) + particípio do verbo principal. Exemplo: A proposta foi aceita por todos.
- Voz Passiva Sintética
- Construída com verbo transitivo direto na 3ª pessoa + pronome apassivador se. Exemplo: Vendem-se casas neste bairro.
- Pleonasmo
- Redundância de ideias para reforço estilístico. Se desnecessária, é vício de linguagem. Exemplo: Subir para cima (vício).
- Metáfora
- Figura de linguagem baseada em comparação implícita, sem conectivo comparativo. Exemplo: Aquela menina é uma flor delicada.
- Metonímia
- Substituição de uma palavra por outra com proximidade de sentido (autor pela obra, etc.). Exemplo: Adoro ler Machado de Assis.
- Hipérbole
- Figura de linguagem caracterizada pelo exagero intencional de uma ideia. Exemplo: Estou morrendo de sede neste calor.