Língua Portuguesa

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Estudo das regras gramaticais e de uso da língua portuguesa aplicadas em tirinhas, charges e notícias.

20 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Gramática Publicado
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Cartões · 20

Por que / Por quê / Porque / Porquê
Em manchetes e diálogos de tirinhas, usa-se 'Por que' no início de perguntas, 'Por quê' no fim de frases, 'Porque' em respostas e 'o porquê' como substantivo.
Uso da crase diante de palavras femininas
Em manchetes de notícias, indica a fusão de preposição e artigo em 'às claras' ou 'recorreu à Justiça', mas nunca ocorre antes de verbos ou palavras masculinas.
Ambiguidade proposital em charges
Cartunistas usam polissemia e duplo sentido de termos gramaticais para criar ironia crítica sobre temas políticos ou sociais cotidianos.
Discurso direto em tirinhas
Aparece nos balões de fala dos personagens, com pontuação expressiva como exclamações e reticências para transmitir emoções imediatas.
Discurso indireto em notícias
Usado pelo jornalista para relatar declarações de fontes e autoridades com verbos de elocução, como 'afirmou', 'declarou' e 'disse que'.
Voz passiva sintética em manchetes
Muito comum em títulos jornalísticos para resumir fatos mantendo impessoalidade, como em 'Vendem-se imóveis' ou 'Aprovou-se a lei'.
Concordância verbal com sujeito coletivo
Em textos jornalísticos, verbos concordam no singular com coletivos comuns ('A maioria votou'), salvo se houver especificador no plural ('A maioria dos deputados votaram/votou').
Concordância do verbo 'haver' existencial
Em notícias formais, o verbo 'haver' no sentido de existir é impessoal e fica no singular: 'Houve protestos ontem', nunca 'Houveram'.
Regência do verbo 'assistir'
Em resenhas e notícias culturais, no sentido de ver exige a preposição 'a' ('assistir ao filme'); no sentido de ajudar, dispensa a preposição ('assistir o doente').
Regência do verbo 'preferir'
Em reportagens e textos formais, constrói-se com a preposição 'a' ('prefere cinema a teatro'), condenando o uso coloquial de 'do que'.
Uso da vírgula antes de conjunções adversativas
Em matérias jornalísticas e falas de tirinhas, deve-se isolar com vírgula conjunções como 'mas', 'porém' e 'contudo' ao contrapor ideias.
Intertextualidade em charges
Recurso que dialoga visual ou textualmente com provérbios, notícias reais ou obras clássicas para ironizar um fato atual da sociedade.
Linguagem mista (verbal e não verbal)
Predomina em tirinhas e charges, onde texto escrito e ilustrações complementam mutuamente o sentido pretendido pelo autor.
Omissão de artigos em manchetes
Recurso sintático comum do jornalismo para economizar espaço e dinamizar a leitura, como em 'Governo aprova orçamento'.
Uso do presente do indicativo em títulos de notícias
Emprega-se para conferir tom de atualidade, urgência e relevância a acontecimentos que muitas vezes já ocorreram no passado recente.
Ironia como recurso semântico
Figura de linguagem essencial nas charges, onde se expressa o oposto do que as palavras dizem literalmente para ridicularizar posturas públicas.
Hipertexto e lide (lead) no jornalismo digital
Abertura da notícia respondendo a 'quem, o quê, quando, onde, como e por quê', estruturando a ordem direta e lógica dos fatos.
Onomatopeias em tirinhas
Representações gráficas e fonéticas de sons externos (como 'BUM!', 'CRASH!') que auxiliam na dinâmica narrativa visual dos quadrinhos.
Colocação pronominal em início de frase
A norma culta exige próclise evitada no início ('Disseram-me'), comum em notícias; já o português coloquial em tirinhas costuma usar 'Me disseram'.
Uso de aspas em matérias jornalísticas
Sinalizam citações literais de declarações de testemunhas, gírias incomuns ou ressalva irônica em artigos de opinião.

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