Língua Portuguesa

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Erros gramaticais comuns na língua portuguesa e suas correções explicadas, ideal para estudantes e concurseiros.

60 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Gramática Publicado
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Cartões · 60

Houveram muitos problemas.
Correto: Houve muitos problemas. O verbo haver no sentido de existir ou ocorrer é impessoal e fica na 3ª pessoa do singular.
Faziam dez anos que não o via.
Correto: Fazia dez anos que não o via. O verbo fazer indicando tempo decorrido é impessoal e não flexiona no plural.
Para mim fazer este relatório.
Correto: Para eu fazer. 'Mim' é pronome oblíquo e não conjuga verbo; usa-se o pronome reto 'eu' antes de infinitivo.
Não há nada entre eu e você.
Correto: Entre mim e você. Após preposições como 'entre', devem ser usados pronomes oblíquos tônicos (mim, ti).
Me empresta a caneta, por favor?
Correto: Empreste-me a caneta. Segundo a norma culta, não se inicia frase com pronome oblíquo átono.
Vou ao banheiro. Por que você não vem?
Correto: Por que você não vem? 'Por que' separado e sem acento é usado em perguntas diretas ou indiretas.
Você não comeu nada? Por que?
Correto: Por quê? Usa-se 'por quê' separado e com acento circunflexo no fim de frases ou isolado.
Não fui à aula por que estava doente.
Correto: Porque estava doente. 'Porque' junto e sem acento é conjunção explicativa ou causal (equivale a 'pois').
Gostaria de saber o por que de tanta confusão.
Correto: O porquê. 'Porquê' junto e com acento funciona como substantivo e significa razão ou motivo.
Cheguei em São Paulo ontem à noite.
Correto: Cheguei a São Paulo. Verbos de movimento como 'chegar' e 'ir' exigem a preposição 'a', e não 'em'.
Eu prefiro café do que chá.
Correto: Prefiro café a chá. O verbo preferir rege a preposição 'a' e rejeita expressões comparativas como 'do que'.
Ele assistiu o filme ontem.
Correto: Assistiu ao filme. No sentido de ver ou presenciar, 'assistir' é transitivo indireto e exige a preposição 'a'.
Ele aspira o cargo de diretor.
Correto: Aspira ao cargo. No sentido de almejar ou desejar, 'aspirar' é transitivo indireto e rege a preposição 'a'.
Esqueci da chave de casa.
Correto: Esqueci a chave (ou Esqueci-me da chave). 'Esquecer' só exige preposição 'de' quando usado na forma pronominal.
Lembrei do aniversário dele.
Correto: Lembrei o aniversário (ou Lembrei-me do). 'Lembrar' é transitivo direto; só pede 'de' quando pronominal.
O documento que preciso não está aqui.
Correto: De que preciso. O verbo precisar rege a preposição 'de', que deve anteceder o pronome relativo 'que'.
A cidade onde viajei nas férias é linda.
Correto: Para onde viajei (ou Aonde viajei). Verbos que indicam movimento exigem preposição com o advérbio relativo.
Aonde você está agora?
Correto: Onde você está? 'Onde' indica permanência ou lugar fixo; 'aonde' indica movimento e direção.
Ela mesma disse que estava meia cansada.
Correto: Meio cansada. 'Meio' com sentido de um pouco é advérbio e permanece invariável.
Segue em anexo as faturas solicitadas.
Correto: Seguem em anexo as faturas (ou Seguem anexas). 'Anexo' adjetivo concorda em gênero e número; 'em anexo' é invariável.
Elas mesmo resolveram o problema.
Correto: Elas mesmas resolveram. A palavra 'mesmo' com valor enfático concorda com o pronome a que se refere.
É proibido a entrada de estranhos.
Correto: É proibida a entrada. Com o artigo definido 'a', o predicativo concorda no feminino ('proibida').
Entrada é proibida.
Correto: Entrada é proibido. Sem a presença de artigo determinante, expressões como 'é proibido' ficam no masculino neutro.
Menos pessoas vieram hoje, mas haviam menas vagas.
Correto: Menos vagas. A palavra 'menos' é invariável; a forma feminina 'mena(s)' não existe na língua portuguesa.
Fazem dois meses que não o vejo.
Correto: Faz dois meses. O verbo fazer indicando tempo transcorrido é impessoal e não vai para o plural.
Trabalho aqui a cinco anos.
Correto: Há cinco anos. Usa-se 'há' (do verbo haver) para indicar tempo transcorrido; 'a' indica tempo futuro ou distância.
A reunião começará daqui há dez minutos.
Correto: Daqui a dez minutos. Usa-se 'a' para indicar tempo futuro; 'há' indica tempo decorrido.
Ele viajou a dez dias atrás.
Correto: Ele viajou há dez dias (ou Viajou dez dias atrás). Usar 'há' junto com 'atrás' gera pleonasmo vicioso.
Eu não tenho nada haver com isso.
Correto: Nada a ver. A expressão que significa relação ou pertinência é 'a ver'; 'haver' é o verbo existir/ter.
Pretendo viajar a cerca de dois anos.
Correto: Há cerca de dois anos. Para tempo decorrido, usa-se 'há cerca de'; 'acerca de' significa sobre/a respeito de.
Conversamos a cerca da nova política da empresa.
Correto: Acerca da nova política. 'Acerca de' é locução prepositiva que significa 'a respeito de' ou 'sobre'.
A sessão de frutas do supermercado está cheia.
Correto: Seção (ou setor). 'Sessão' refere-se a intervalo de tempo/reunião; 'cessão' é o ato de ceder; 'seção' é repartição.
Assistimos a uma seção de cinema agradável.
Correto: Sessão de cinema. 'Sessão' com 'ss' indica reunião, espetáculo ou espaço de tempo de uma atividade.
A assinatura do contrato depende da seção de direitos.
Correto: Cessão de direitos. 'Cessão' com 'c' inicial deriva do verbo ceder (transferência de posse ou direito).
Ao meu ver, a decisão foi precipitada.
Correto: A meu ver. A locução correta na norma culta não admite artigo definido antes do pronome possessivo.
Ele agiu de formas a fim de ajudar a todos.
Correto: A fim de ajudar. A locução 'a fim de' indica finalidade e escreve-se separada; 'afim' junto significa semelhante.
Eles têm ideias afins sobre o projeto.
Correto: Ideias afins. 'Afim' junto é adjetivo que significa semelhante, análogo ou com afinidade.
Na medida que subíamos, o ar ficava rarefeito.
Correto: À medida que subíamos. A locução proporcional correta é 'à medida que'; 'na medida em que' expressa causa.
Não compareceu à medida que estava doente.
Correto: Na medida em que estava doente. 'Na medida em que' equivale a 'visto que' ou 'já que', com valor causal.
Vendeu o carro de graça para não perder dinheiro.
Correto: Vendeu a troco de nada / quase de graça. 'De graça' significa gratuitamente; use 'por pouco' se houve pagamento.
Entregou a encomenda à domicílio.
Correto: A domicílio (ou Em domicílio). Não ocorre crase antes de palavras masculinas como 'domicílio'.
Ele pagou a conta à prazo.
Correto: A prazo. Não se emprega crase antes de substantivos masculinos ('prazo').
O menino começou à chorar de repente.
Correto: A chorar. Não há crase antes de verbos, pois verbos não admitem artigo feminino.
Diga à ela que cheguei mais cedo.
Correto: A ela. Não ocorre crase antes de pronomes pessoais, pois eles repelem artigo definido.
Ele escreve à Machado de Assis.
Correto: À Machado de Assis. Usa-se crase diante de nomes masculinos quando a expressão 'à moda de' estiver subentendida.
Fui na casa dos meus pais no domingo.
Correto: Fui à casa. O verbo 'ir' exige preposição 'a' para indicar direção ou destino; o uso de 'em' é coloquial.
Cheguei no trabalho com meia hora de atraso.
Correto: Cheguei ao trabalho. O verbo 'chegar' exige a preposição 'a' para introduzir o adjunto adverbial de lugar.
Custou muito para eu entender a matéria.
Correto: Custou-me entender a matéria. No sentido de ser difícil, 'custar' rege objeto indireto de pessoa ('custou a mim').
Eles interviram na briga de trânsito.
Correto: Eles intervieram. O verbo intervir deriva de vir e conjuga-se como ele: vieram -> intervieram.
Se você manter a calma, tudo dará certo.
Correto: Se mantiver. Verbos derivados de ter conjugam-se como ter: se você tiver -> se você mantiver.
Quando você ver o João, avise-o sobre a prova.
Correto: Quando você vir. No futuro do subjuntivo, o verbo ver conjuga-se como 'vir', e o verbo vir conjuga-se como 'vier'.
Se você vir aqui amanhã, traga o livro.
Correto: Se você vier. O futuro do subjuntivo do verbo 'vir' é 'vier'; 'vir' é o futuro do subjuntivo de 'ver'.
Tratam-se de questões fundamentais.
Correto: Trata-se de questões. Com partícula de indeterminação do sujeito ('se' + preposição), o verbo fica no singular.
Aluga-se casas para a temporada.
Correto: Alugam-se casas. Na voz passiva sintética, o verbo concorda com o sujeito paciente ('casas' = sujeito plural).
Ele se sobressaiu entre todos os colegas.
Correto: Sobressaiu entre todos. O verbo 'sobressair' não é pronominal e não admite pronomes oblíquos reflexivos.
Vossa Excelência deveis assinar o documento.
Correto: Vossa Excelência deve assinar. Pronomes de tratamento exigem sempre concordância verbal na 3ª pessoa do singular.
Haviam muitas pessoas esperando na fila.
Correto: Havia muitas pessoas. O verbo haver no sentido de existir é impessoal e não flexiona para o plural.
Devem haver soluções melhores para este caso.
Correto: Deve haver soluções. Na locução verbal com verbo impessoal principal (haver), o verbo auxiliar fica no singular.
Podem fazer dez anos que nos mudamos.
Correto: Pode fazer dez anos. O verbo auxiliar assume a impessoalidade do verbo principal 'fazer' indicando tempo decorrido.
O diretor não veio, por causa que viajou.
Correto: Porque viajou (ou Por causa de). A expressão 'por causa que' é inadequada na norma padrão culta.

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