Língua Portuguesa e Literatura
Este conjunto aborda conceitos de coesão referencial, orações coordenadas e poesia de verso livre para estudantes.
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- Coesão referencial
- Mecanismo linguístico que conecta partes de um texto fazendo referência a elementos já citados ou que serão introduzidos.
- Anáfora
- Recurso de coesão referencial em que um termo retoma uma palavra ou ideia mencionada anteriormente no texto.
- Catáfora
- Mecanismo coesivo que antecipa um termo ou informação que só será explicitada mais adiante no discurso.
- Elipse
- Omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto, evitando repetições desnecessárias.
- Substituição lexical
- Troca de uma palavra por outra de sentido próximo (sinônimo, hiperônimo ou hipônimo) para manter o referente sem repeti-lo.
- Hiperônimo
- Palavra de sentido mais amplo ou genérico que engloba o significado de outra mais específica (ex.: animal para cão).
- Hipônimo
- Palavra de sentido específico contida dentro de uma categoria mais ampla (ex.: maçã em relação a fruta).
- Sinonímia na coesão
- Uso de termos equivalentes ou muito semelhantes em significado para reiterar o mesmo referente sem redundância.
- Expressão nominal definida
- Retomada de um referente por meio de um sintagma nominal composto por artigo definido ou demonstrativo mais substantivo.
- Pronomes anafóricos
- Pronomes (pessoais, demonstrativos, relativos) usados para recuperar entidades textuais já introduzidas.
- Dêixis
- Referência a elementos cuja interpretação depende diretamente da situação de enunciação (tempo, espaço ou pessoas do discurso).
- Dêixis temporal
- Palavras que localizam o evento no tempo a partir do momento da fala (ex.: ontem, agora, amanhã).
- Dêixis espacial
- Palavras que indicam a localização física dos referentes em relação ao falante (ex.: aqui, lá, este).
- Dêixis pessoal
- Indicação dos participantes do ato comunicativo por meio de pronomes pessoais e possessivos (ex.: eu, você, nosso).
- Nominalização
- Transformação de um verbo ou adjetivo em substantivo para resumir e retomar uma oração inteira anterior.
- Orações coordenadas
- Orações sintaticamente independentes entre si que compõem um período composto sem exercer função de termo da outra.
- Oração coordenada assindética
- Oração coordenada ligada a outra apenas por sinais de pontuação (vírgula, ponto e vírgula), sem conjunção.
- Oração coordenada sindética
- Oração coordenada introduzida obrigatoriamente por uma conjunção coordenativa.
- Coordenada sindética aditiva
- Expressa ideia de soma, acréscimo ou adição de pensamentos (principais conectivos: e, nem, não só... mas também).
- Coordenada sindética adversativa
- Indica oposição, contraste ou quebra de expectativa em relação à oração anterior (conectivos: mas, porém, todavia, contudo).
- Coordenada sindética alternativa
- Apresenta alternância, escolha ou exclusão mútua entre opções (conectivos: ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer).
- Coordenada sindética conclusiva
- Expressa conclusão, consequência lógica ou dedução da oração anterior (conectivos: portanto, logo, por isso, pois posposto).
- Coordenada sindética explicativa
- Apresenta a justificativa, o motivo ou a explicação da declaração feita antes (conectivos: porque, que, pois anteposto ao verbo).
- Diferença: pois explicativo vs pois conclusivo
- O pois explicativo vem antes do verbo da oração; o pois conclusivo vem deslocado, entre vírgulas, após o verbo.
- Polissíndeto
- Figura de linguagem baseada na repetição intencional e expressiva de conectivos coordenativos entre orações ou termos.
- Assíndeto
- Figura de estilo que consiste na omissão sistemática de conjunções entre termos ou orações coordenadas.
- Pontuação entre orações coordenadas
- Uso de vírgula obrigatório antes de quase todas as sindéticas, exceto o 'e' com mesmo sujeito (salvo polissíndeto ou sujeitos distintos).
- Sujeitos diferentes com conjunção 'e'
- A vírgula é recomendada antes do 'e' coordenativo aditivo quando as duas orações apresentam sujeitos distintos.
- Verso livre
- Verso que não segue métrica rígida nem padrão fixo de contagem silábica ao longo do poema.
- Verso branco
- Verso que possui métrica e contagem silábica regular definida, mas não apresenta rimas.
- Verso tradicional ou regular
- Verso construído seguindo medidas métricas regulares e esquemas de rimas preestabelecidos.
- Origem do verso livre no Brasil
- Consolidou-se na literatura brasileira a partir da Semana de Arte Moderna de 1922 e do Modernismo.
- Ritmo no verso livre
- Não depende de esquemas métricos fixos, mas da cadência natural da fala, pausas, fonação e repetição de sons.
- Enjambement (Cavalgamento)
- Técnica em que o sentido de uma frase não termina no final do verso, transbordando para o início do verso seguinte.
- Estrofe livre (Heteroestrófica)
- Composição estrófica sem número fixo de versos por estrofe, comum em poemas de versos livres.
- Aliteração
- Recurso sonoro frequente em versos livres que consiste na repetição harmoniosa de consoantes idênticas ou semelhantes.
- Assonância
- Repetição contínua de sons vocálicos semelhantes para criar sonoridade e ritmo no poema.
- Poesia da Modernidade
- Movimento poético que rompeu com as formas clássicas fixas (como o soneto) para adotar o verso livre e a linguagem cotidiana.
- Paralelismo sintático no verso livre
- Repetição de uma mesma estrutura frasal em versos consecutivos para gerar coesão, ênfase e ritmo musical.
- Anáfora na poesia
- Figura de linguagem consistente na repetição de uma mesma palavra ou expressão no início de versos consecutivos.
- Soneto
- Forma poética fixa tradicional composta por catorze versos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos.
- Cesura
- Pausa rítmica no interior de um verso que divide a linha poética em duas partes distintas.
- Metrificação (Escansão)
- Técnica de contagem de sílabas poéticas até a última sílaba tônica de cada verso, abolida no verso livre.
- Quebra de expectativa no verso livre
- Interrupção proposital da fluidez frasal na mudança de linha para destacar uma palavra ou sentido secundário.
- Coesão sequencial
- Mecanismo que faz o texto progredir no tempo e no raciocínio por meio de conectivos e tempos verbais.
- Coesão sequencial vs Coesão referencial
- A referencial retoma ou antecipa entidades textuais; a sequencial cria elos lógicos e cronológicos entre as proposições.
- Conjunção adversativa 'mas'
- Conectivo de valor adversativo que introduz o argumento mais forte na orientação argumentativa do discurso.
- Conjunção 'e' com valor adversativo
- Ocorrência em que a conjunção 'e' assume significado de contraste equivalente a 'mas' ou 'porém'.
- Poema em prosa
- Texto sem quebras de linha em versos, mas com intensidade lírica, ritmo e linguagem figurada própria da poesia.
- Disposição espacial do verso livre
- Uso visual da página em branco onde o espaçamento e a diagramação dos versos agregam significado estético ao texto.