Língua Portuguesa e Literatura

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Este conjunto aborda conceitos de coesão referencial, orações coordenadas e poesia de verso livre para estudantes.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Gramática Publicado
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Coesão referencial
Mecanismo linguístico que conecta partes de um texto fazendo referência a elementos já citados ou que serão introduzidos.
Anáfora
Recurso de coesão referencial em que um termo retoma uma palavra ou ideia mencionada anteriormente no texto.
Catáfora
Mecanismo coesivo que antecipa um termo ou informação que só será explicitada mais adiante no discurso.
Elipse
Omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto, evitando repetições desnecessárias.
Substituição lexical
Troca de uma palavra por outra de sentido próximo (sinônimo, hiperônimo ou hipônimo) para manter o referente sem repeti-lo.
Hiperônimo
Palavra de sentido mais amplo ou genérico que engloba o significado de outra mais específica (ex.: animal para cão).
Hipônimo
Palavra de sentido específico contida dentro de uma categoria mais ampla (ex.: maçã em relação a fruta).
Sinonímia na coesão
Uso de termos equivalentes ou muito semelhantes em significado para reiterar o mesmo referente sem redundância.
Expressão nominal definida
Retomada de um referente por meio de um sintagma nominal composto por artigo definido ou demonstrativo mais substantivo.
Pronomes anafóricos
Pronomes (pessoais, demonstrativos, relativos) usados para recuperar entidades textuais já introduzidas.
Dêixis
Referência a elementos cuja interpretação depende diretamente da situação de enunciação (tempo, espaço ou pessoas do discurso).
Dêixis temporal
Palavras que localizam o evento no tempo a partir do momento da fala (ex.: ontem, agora, amanhã).
Dêixis espacial
Palavras que indicam a localização física dos referentes em relação ao falante (ex.: aqui, lá, este).
Dêixis pessoal
Indicação dos participantes do ato comunicativo por meio de pronomes pessoais e possessivos (ex.: eu, você, nosso).
Nominalização
Transformação de um verbo ou adjetivo em substantivo para resumir e retomar uma oração inteira anterior.
Orações coordenadas
Orações sintaticamente independentes entre si que compõem um período composto sem exercer função de termo da outra.
Oração coordenada assindética
Oração coordenada ligada a outra apenas por sinais de pontuação (vírgula, ponto e vírgula), sem conjunção.
Oração coordenada sindética
Oração coordenada introduzida obrigatoriamente por uma conjunção coordenativa.
Coordenada sindética aditiva
Expressa ideia de soma, acréscimo ou adição de pensamentos (principais conectivos: e, nem, não só... mas também).
Coordenada sindética adversativa
Indica oposição, contraste ou quebra de expectativa em relação à oração anterior (conectivos: mas, porém, todavia, contudo).
Coordenada sindética alternativa
Apresenta alternância, escolha ou exclusão mútua entre opções (conectivos: ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer).
Coordenada sindética conclusiva
Expressa conclusão, consequência lógica ou dedução da oração anterior (conectivos: portanto, logo, por isso, pois posposto).
Coordenada sindética explicativa
Apresenta a justificativa, o motivo ou a explicação da declaração feita antes (conectivos: porque, que, pois anteposto ao verbo).
Diferença: pois explicativo vs pois conclusivo
O pois explicativo vem antes do verbo da oração; o pois conclusivo vem deslocado, entre vírgulas, após o verbo.
Polissíndeto
Figura de linguagem baseada na repetição intencional e expressiva de conectivos coordenativos entre orações ou termos.
Assíndeto
Figura de estilo que consiste na omissão sistemática de conjunções entre termos ou orações coordenadas.
Pontuação entre orações coordenadas
Uso de vírgula obrigatório antes de quase todas as sindéticas, exceto o 'e' com mesmo sujeito (salvo polissíndeto ou sujeitos distintos).
Sujeitos diferentes com conjunção 'e'
A vírgula é recomendada antes do 'e' coordenativo aditivo quando as duas orações apresentam sujeitos distintos.
Verso livre
Verso que não segue métrica rígida nem padrão fixo de contagem silábica ao longo do poema.
Verso branco
Verso que possui métrica e contagem silábica regular definida, mas não apresenta rimas.
Verso tradicional ou regular
Verso construído seguindo medidas métricas regulares e esquemas de rimas preestabelecidos.
Origem do verso livre no Brasil
Consolidou-se na literatura brasileira a partir da Semana de Arte Moderna de 1922 e do Modernismo.
Ritmo no verso livre
Não depende de esquemas métricos fixos, mas da cadência natural da fala, pausas, fonação e repetição de sons.
Enjambement (Cavalgamento)
Técnica em que o sentido de uma frase não termina no final do verso, transbordando para o início do verso seguinte.
Estrofe livre (Heteroestrófica)
Composição estrófica sem número fixo de versos por estrofe, comum em poemas de versos livres.
Aliteração
Recurso sonoro frequente em versos livres que consiste na repetição harmoniosa de consoantes idênticas ou semelhantes.
Assonância
Repetição contínua de sons vocálicos semelhantes para criar sonoridade e ritmo no poema.
Poesia da Modernidade
Movimento poético que rompeu com as formas clássicas fixas (como o soneto) para adotar o verso livre e a linguagem cotidiana.
Paralelismo sintático no verso livre
Repetição de uma mesma estrutura frasal em versos consecutivos para gerar coesão, ênfase e ritmo musical.
Anáfora na poesia
Figura de linguagem consistente na repetição de uma mesma palavra ou expressão no início de versos consecutivos.
Soneto
Forma poética fixa tradicional composta por catorze versos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos.
Cesura
Pausa rítmica no interior de um verso que divide a linha poética em duas partes distintas.
Metrificação (Escansão)
Técnica de contagem de sílabas poéticas até a última sílaba tônica de cada verso, abolida no verso livre.
Quebra de expectativa no verso livre
Interrupção proposital da fluidez frasal na mudança de linha para destacar uma palavra ou sentido secundário.
Coesão sequencial
Mecanismo que faz o texto progredir no tempo e no raciocínio por meio de conectivos e tempos verbais.
Coesão sequencial vs Coesão referencial
A referencial retoma ou antecipa entidades textuais; a sequencial cria elos lógicos e cronológicos entre as proposições.
Conjunção adversativa 'mas'
Conectivo de valor adversativo que introduz o argumento mais forte na orientação argumentativa do discurso.
Conjunção 'e' com valor adversativo
Ocorrência em que a conjunção 'e' assume significado de contraste equivalente a 'mas' ou 'porém'.
Poema em prosa
Texto sem quebras de linha em versos, mas com intensidade lírica, ritmo e linguagem figurada própria da poesia.
Disposição espacial do verso livre
Uso visual da página em branco onde o espaçamento e a diagramação dos versos agregam significado estético ao texto.

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