Neuroplasticidade

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Este conjunto aborda os conceitos fundamentais da neuroplasticidade, ideal para estudantes e profissionais da saúde e biologia.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Corpo humano Publicado
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Neuroplasticidade
Capacidade do sistema nervoso de modificar sua estrutura e função em resposta a estímulos, experiências e lesões.
Plasticidade sináptica
Habilidade das sinapses de alterar a força de transmissão de sinais entre neurônios ao longo do tempo.
Plasticidade estrutural
Mudança física no número de sinapses, ramificações dendríticas ou volume de substância cinzenta e branca.
Plasticidade funcional
Capacidade do cérebro de redistribuir funções de áreas lesionadas para outras regiões cerebrais intactas.
Potenciação de Longa Duração (LTP)
Aumento persistente da força sináptica após estimulação repetida de alta frequência, base do aprendizado.
Depressão de Longa Duração (LTD)
Redução duradoura na eficácia sináptica após estímulos de baixa frequência, essencial para a eliminação de conexões desnecessárias.
Postulado de Hebb
Princípio que afirma que neurônios que disparam juntos tendem a se conectar com maior força (plasticidade hebbiana).
Receptores NMDA
Receptores de glutamato sensíveis a voltagem e ligante, cruciais para o influxo de cálcio que desencadeia a LTP.
Receptores AMPA
Receptores glutamatérgicos ionotrópicos que mediam a transmissão excitatória rápida e cujo número na membrana aumenta durante a LTP.
BDNF (Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro)
Proteína reguladora essencial para a sobrevivência neuronal, diferenciação celular e facilitação da plasticidade sináptica.
Neurogênese adulta
Processo de formação e integração de novos neurônios no cérebro adulto, ocorrendo principalmente no hipocampo.
Zona Subgranular (SGZ)
Região do giro denteado do hipocampo onde ocorre neurogênese contínua em indivíduos adultos.
Zona Subventricular (SVZ)
Região adjacente aos ventrículos laterais que gera novos neurônios que migram pelo fluxo migratório rostral.
Poda sináptica
Eliminação de sinapses extras ou pouco ativas para aumentar a eficiência das redes neurais remanescentes.
Micróglia na plasticidade
Células imunes do SNC que participam ativamente da remoção física e fagocitose de sinapses pouco utilizadas.
Espinhas dendríticas
Pequenas saliências nos dendritos onde ocorrem a maioria das sinapses excitatórias, capazes de alterar forma e tamanho.
Sinaptogênese
Formação de novas conexões sinápticas entre neurônios, estimulada por aprendizado e enriquecimento ambiental.
Período crítico
Janela temporal do desenvolvimento na qual o cérebro exibe extrema sensibilidade e plasticidade para adquirir certas funções.
Período sensível
Fase de alta plasticidade neural para certas habilidades, mas que ainda permite adaptações e aprendizados mais tardios.
Redes perineuronais (PNNs)
Estruturas de matriz extracelular que envolvem neurônios maduros, restringindo a plasticidade sináptica excessiva no adulto.
Plasticidade homeostática
Mecanismo autoajustável que estabiliza o nível geral de excitabilidade neural, prevenindo saturação ou silenciamento.
Synaptic scaling
Ajuste proporcional e global de todas as sinapses excitatórias de um neurônio para manter sua atividade equilibrada.
Plasticidade de uso-dependente
Princípio segundo o qual vias neurais frequentemente ativadas se fortalecem, enquanto as inativas atrofiam.
Brotamento axonal (sprouting)
Crescimento de novas ramificações a partir de axônios intactos para restabelecer conexões perdidas por lesões.
Reorganização cortical
Capacidade do córtex de alterar seus mapas somatotópicos ou sensoriais após perda sensorial, amputação ou treino intensivo.
Dor do membro fantasma
Condição associada à reorganização desadaptativa do córtex somatossensorial após a amputação de um membro.
Plasticidade mal-adaptativa
Mudanças no circuito neural que geram sintomas prejudiciais, como dor crônica, zumbido e distonia focal.
Distonia focal de tarefa específica
Exemplo de plasticidade mal-adaptativa em músicos ou atletas por sobreposição de representações corticais de dedos adjacentes.
Plasticidade reativa
Respostas rápidas e transitórias de sinapses já existentes em resposta a alterações imediatas no ambiente ou lesões.
Plasticidade adaptativa
Modificações neurais que levam a ganhos funcionais, recuperação motora ou consolidação de novos comportamentos.
Plasticidade induzida por lesão
Processo de reconfiguração de redes neurais saudáveis para compensar áreas danificadas por AVC ou traumatismos.
Vicariância funcional
Capacidade de uma região cerebral sadia assumir a função que originalmente pertencia a uma área lesada.
Diasquise
Perda súbita de função em uma área cerebral remota, mas anatomicamente conectada a uma região recém-lesionada.
Desenmascaramento sináptico
Ativação de vias neurais secundárias e pré-existentes que se encontravam latentes ou inibidas até a ocorrência de uma lesão.
Hipocampo
Estrutura do lobo temporal medial crucial para a formação de novas memórias e palco principal da neurogênese e LTP.
Enriquecimento ambiental
Condição experimental ou de vida com estímulos cognitivos, sociais e físicos que promove sinaptogênese e neurogênese.
Exercício aeróbico e plasticidade
Atividade física que eleva a circulação cerebral e a expressão de BDNF, potencializando o aprendizado e a memória.
Sono de ondas lentas e REM
Fases do sono cruciais para a consolidação de memórias e ajuste de peso sináptico em redes neurais.
Plasticidade cross-modal
Reorganização em que áreas corticais de um sentido privado (como visão em cegos) passam a processar outros estímulos sensoriais.
Mielinização adaptativa
Modificação na espessura da bainha de mielina promovida por oligodendrócitos em resposta à atividade neuronal contínua.
Sinapses silenciosas
Sinapses que contêm apenas receptores NMDA e não transmitem sinal basal, ativando-se apenas após a inserção de AMPA.
CaMKII
Enzima ativada pelo influxo de cálcio que fosforila receptores e comanda a consolidação de longo prazo da LTP.
Plasticidade intrínseca
Alteração na excitabilidade elétrica do próprio neurônio por modificação na expressão ou condutância de canais iônicos.
Estimulação Magnética Transcraniana (EMT)
Técnica não invasiva de modulação da excitabilidade cortical capaz de induzir fenômenos do tipo LTP ou LTD.
Terapia por Contensão Induzida (TCI)
Abordagem de reabilitação motora pós-AVC que explora a plasticidade forçando o uso do membro afetado.
Desuso aprendido
Supressão comportamental e neural do uso de uma parte do corpo lesionada devido ao insucesso inicial de movimentação.
Astrocitose na plasticidade
Atuação dos astrócitos na reciclagem de glutamato, secreção de gliotransmissores e estabilização estrutural sináptica.
Plasticidade epigenética
Mudanças duradouras na expressão gênica neuronal por metilação do DNA ou modificação de histonas sem alterar a sequência genética.
Retroalimentação retrógrada
Sinalização do neurônio pós-sináptico de volta ao pré-sináptico, comumente mediada por óxido nítrico ou endocanabinoides.
Janela terapêutica pós-lesão
Período imediatamente posterior a um dano cerebral onde o potencial plástico é máximo para intervenções de reabilitação.

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